Prosimetron

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Os meus poemas -22

EIS-ME

Eis-me
Tendo-me despido de todos os meus mantos
Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses
Para ficar sozinha ante o silêncio
Ante o silêncio e o esplendor da tua face.

Mas tu és de todos os ausentes o ausente
Nem o teu ombro me apoia nem a tua mão me toca
O meu coração desce as escadas do tempo em que não moras
E o teu encontro
São planícies e planícies de silêncio.

Escura é a noite
Escura e transparente
Mas o teu rosto está para além do tempo opaco
E eu não habito os jardins do teu silêncio
Porque és de todos os ausentes o ausente.

Sophia de Mello Breyner Andresen
(1919 -2004)

Biblioteca do Congresso escolhe mais 25 filmes para preservação

A Biblioteca do Congresso Norte-Americano anunciou ontem a escolha de 25 filmes para integrar o "National Film Registry", que passa assim a contar com 500 títulos. Ei-los:
  1. The Asphalt Jungle (1950)
  2. Deliverance (1972)
  3. Disneyland Dream (1956)
  4. A Face in the Crowd (1957)
  5. Flower Drum Song (1961)
  6. Foolish Wives (1922)
  7. Free Radicals (1979)
  8. Hallelujah (1929)
  9. In Cold Blood (1967)
  10. The Invisible Man (1933)
  11. Johnny Guitar (1954)
  12. The Killers (1946)
  13. The March (1964)
  14. No Lies (1973)
  15. On the Bowery (1957)
  16. One Week (1920)
  17. The Pawnbroker (1965)
  18. The Perils of Pauline (1914)
  19. Sergeant York (1941)
  20. The 7th Voyage of Sinbad (1958)
  21. So’s Your Old Man (1926)
  22. George Stevens WW2 Footage (1943-46)
  23. The Terminator (1984)
  24. Water and Power (1989)
  25. White Fawn’s Devotion (1910)

Fizeram-me sorrir as selecções de "Johnny Guitar", de Nicholas Ray, com Joan Crawford, Sterling Hayden e Mercedes McCambridge num western improvável, "Foolish Wives", de Erich von Stroheim, "The Invisible Man" com Claude Rains e... o "The Terminator", de James Cameron. Va savoir...

Palavra Natal foi suprimida em Oxford

«[...] A prefeitura da cidade inglesa de Oxford, por sugestão da Oxford Inspirer, organizadora de eventos, decidiu proibir a palavra Christmas (Natal) e substituí-la por Festival das Luzes de Inverno. [...] Curiosamente, quem se insurgiu com a medida, que considerou no mínimo ridícula, foi o Chefe do Conselho Muçulmano, Sabir Hussein Mirza, que declarou à imprensa estar «muito zangado por isso». Também o rabi Eli Bracknell referiu a necessidade de preservar toda uma cultura tradicional católica no Reino Unido, sem a qual a identidade britânica seria fortemente comprometida, [...].» (Diário de Notícias, Lisboa, 31 Dez. 2008)
Haja bom-senso!...

Feliz Ano Novo !


Feliz Año Nuevo
Frohes neues Jahr
Bonne Année
Happy New Year
Felice Anno Nuovo
Feliz Aninovo
Shaná Tová
Schastlivovo Novovo Goda
Bon any nou
Srecno novo leto
Chestita Nova Godina
Felicigan Novan Jaron

Ouvir Rimbaud


Toda a poesia de Rimbaud em 12 cd. Rimbaud. L' intégrale de l' oeuvre poétique, Thélème, 65 euros.

Novidades - 14 : Tudo sobre Júpiter

Este ensaio é já de Outubro, mas penso que ainda não foi falado em terras lusas e por isso é uma novidade. Ficamos a saber tudo sobre Júpiter, o deus romano que é uma "adaptação" do Zeus grego e que aparece nos primórdios da República romana, graças a John Scheid, professor no Collége de France, e a Jean-Maurice de Montremy, escritor e jornalista.
De deus que preside à cidade, passamos ao deus que preside ao império com Augusto, que instaura um pacto que liga o deus supremo ao imperador. Pacto esse que dura até Constantino - que um dia "esquece-se" de ir ao Capitólio sacrificar a Júpiter, assim terminando a "carreira" do rei dos deuses romanos e abrindo a porta ao Cristianismo, depois religião oficial do império.

- Jupiter et la puissance de Rome, Jean-Maurice de Montremy e John Scheid, Larousse, 2008.

Uma sugestão musical - 7


E aqui fica outra integral - a de Véronique Sanson, em 22 cd e 4 dvd, bem como textos que falam sobre 40 anos de carreira ( 1967-2007 ) .
- Et voilá! L' intégrale de Véronique Sanson, Warner/Variétés, 190 euros.

Canções de Natal - 26

E assim termina esta iniciativa colectiva dos prosimetronistas de escolherem uma canção de natal durante os dias do mês de Dezembro. Esperamos que tenha sido do agrado de todos os nossos amigos e colaboradores.

I saw mommy kissing santa clause (the platters)

Poesia e prosa de Natal - 31

ROSAS DE INVERNO

Corolas, que floristes
Ao sol do inverno, avaro,
Tão glácido e tão claro
Por estas manhãs tristes.

Gloriosa floração,
Surdida, por engano,
No agonizar do ano,
Tão fora da estação!

Sorrindo-vos amigas,
Nos ásperos caminhos,
Aos olhos dos velhinhos,
Às almas das mendigas!

Desse Natal de inválidos
Transmito-vos a bênção,
Com que vos recompensam
Os seus sorrisos pálidos.

Camilo Pessanha

Uma sugestão musical - 6

É mais uma edição de luxo da Naïve, desta vez dedicada ás óperas de Vivaldi. Como sabemos, algumas são melhores do que outras, mas ainda assim é uma colecção soberba . A caixa contém 27 cd, um dvd, e um livro de 208 páginas com os libretos, reproduções de manuscritos de Vivaldi, fotografias, e outros textos.

- The Vivaldi Edition Operas, Naïve, 180 euros.


PENSAMENTO DO DIA


" Um beijo é um segredo que se diz na boca e não no ouvido. "
- Edmond Rostand
Porque hoje será certamente uma noite de muitos beijos.

Citações - 10 : Sobre o champanhe


" Il y a un instant, entre la quinziéme et la seiziéme gorgée de champagne, oú tout homme est un aristocrate. "
- Amélie Nothomb, Le fait du prince

A reconversão profissional para 2009 ...


De Wall Street para ocupações mais modestas...

Trabalhos de Hércules ...


Um carregador de tijolos no Bangladesh e a sua rotina diária.

A beleza do movimento


Aqui fica uma das performances do ano.

Os meus franceses - 55

ERA, um projecto musical do francês Eric Lévi.

«Ameno» (1997)


«Reborn» (2008)

Elegâncias - 9


O laço verde é que lhe dá o toque...
Scarpin em pele com aplicações e laço, de Louis Vuitton.

€990,00 em Março de 2008.
http://www.louisvuitton.com/

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Objectos "made in Italy" em exposição




A história das grandes marcas italianas serviu de mote para a realização da exposição Logos de Italia que pode ser vista no Museu Nacional Castel Sant’Angelo de Roma até ao próximo dia 25 de Janeiro. Ao todo são 50 marcas e 250 objectos made in Italy que traçam um fascinante percurso nas áreas da comunicação, arte e inovação, numa mostra que não esqueceu empresas pioneiras como a licoreira Amarelli (1731) ou a cervejeira Peroni (1846). A partir daqui é um autêntico desfile de celebridades que correram mundo como os chocolates Perugina, as pastas Barilla, as lâmpadas Guzzini, os míticos cartazes de Armando Testa para os cafés Lavazza ou os de Warhol para a campanha da Martini levada a efeito nos EUA. A inesquecível vespa que marcou as décadas de 50 e 60, os revolucionários biberons e chupetas Chicco, os Alfa Romeo, as fotos de Oliviero Toscani para a Benetton, os sapatos Prada ou os sofás de Giovanetti, que tantos momentos de conforto proporcionaram a Fellini são apenas uma parte das muitas peças e objectos em exposição.


Dormir no museu

Para quem quer ver mais que os outros visitantes, o Museu Guggenheim de Nova Iorque arranjou uma solução: um quarto de hotel, que poderá ser alugado, durante uma noite, e, no máximo para duas pessoas. A dormida custa entre 259 e 549 dólares, inclui todas as mordomias de um hotel, com uma diferença: os hóspedes podem ter, durante uma noite, o museu só para eles. O horário do checkout é às 8H30 da manhã seguinte, e o pequeno almoço (croissants e cafés) será servido na cama.
A ideia foi de autoria de Carsten Holler inspirada numa instalação que o artista belga criou para a exposição theanyspacewhatever, ali patente, até dia 7 de Janeiro.
A originalidade pegou de tal forma que as reservas já estão esgotadas…

ONDE ME APETECIA ESTAR - 8 : Châlet L.Raphael



Tal como se vê na primeira foto, por fora o Châlet L. Raphael parece um chalet como os outros, como os milhares que povoam os Alpes Suiços. Mas é só aparência. É na verdade um lugar excepcional. É o mais luxuoso e exclusivo da Suiça.
São 3000 metros quadrados decorados com sedas venezianas, madeiras raras e oito lareiras do século XVII, repartidos por sete suites e dois quartos, duas salas de refeições, um bar de sushi, uma sala de cinema, e uma discoteca decorada como um antro de ópio.
Na cave, da qual infelizmente não consegui fotos, funciona o outro grande atractivo deste chalet: um spa, com salão de beleza, cinco cabines de massagens e tratamentos, ginásio, jacuzzi, banho turco e piscina interior de 15 metros com fundo em ónix...
Cada cliente tem para seu uso exclusivo uma equipa constituída por um cozinheiro, um médico, um treinador e um mordomo, porque a filosofia do espaço pressupõe uma dieta personalizada e exercício físico adequado, com acompanhamento médico, tudo a par dos tratamentos que já mencionei e ainda de terapia de oxigénio, banhos de algas etc.
O chalet tem uma história singular: é o sonho de Ronit L. Raphael, de origem israelita, que aos 18 anos ao fazer um tratamento contra o acne ficou com queimaduras de segundo grau na pele. Foi dessa experiência que ela tirou a ideia de criar um centro dedicado aos problemas de pele.
Este chalet/spa/ clínica de beleza custa apenas 150.000 euros por semana.
- Châlet L. Raphael, Verbier, Suiça.

PENSAMENTO DO DIA

- Túmulo de Oscar Wilde, no Pére Lachaise, em Paris.

" Ser excessivamente moderno é perigoso, porque há o perigo de ficarmos fora de moda sem darmos por isso. "

- Oscar Wilde

Os meus franceses - 54

Agradeço ao João Mattos e Silva que me enviou esta canção. Não conhecia o cantor. Gostei e aqui fica:

René-Louis Lafforgue - «Julie La Rousse»


Letra e música de René-Louis Lafforgue (1957).

Elegâncias - 8


Clutch com aplicações em flores, de Malene Birger
€245,00 em Março de 2008.
http://www.bymalenebirger.com/

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

David - pintor da revolução e do Império


Jacques -Louis David (1748 -1825) nasceu em Paris no seio de uma próspera família que lhe proporcionou uma excelente educação, primeiro no Collège des Quatre -Nations, onde não se mostrou bom aluno e depois com os pintores François Boucher e Joseph - Marie Viene e nas Academia Real de França e Academia de Roma, onde obteve os seus primeiros sucessos, com desenhos sobre as ruínas romanas.

Regressado a França obteve o privilégio de se instalar no Louvre, mas voltou a Roma onde pintou algumas das suas obras primas, como O juramento dos Horácios e A morte de Sócrates, usando já uma simbologia republicana que o faria desde logo conotar com os ideais revolucionários.

Apoiou a Revolução, foi membro do Clube dos Jacobinos e amigo de Robespierre. A tela mais marcante dessa época foi A Morte de Marat.


Admirador de Napoleão e admirado pelo Imperador, pintou retratos seus, a cena da coroação e o aniversário de Josefina.

Exilado quando da Restauração, foi perdoado por Luís XVIII, mas recusou voltar a França. Em Bruxelas, onde morreu em 29 de Dezembro de 1825, pintou Cupido e Psiqué e composições de mais pequenas dimensões e retratos.

Pintor neoclassissista, tem sido objecto de inúmeros estudos, monografias, ensaios e documentários. Anatole France retratou-o em Les Dieux on soif (1912).

2009 vai correr sob o signo do branco

Na moda, na decoração, nos automóveis, na arquitectura, no que quer que seja, tudo vai ser branco, muito branco, em 2009. Para o novo ano, mentalidades, tendências e marcas estão a render-se ao branco: São os casos da Samsonite com a sua mala Black Label Trunk, de um branco imaculado; da garrafa de vodka Russian Standard; do MP3 Rolly, da Sony; do sistema de cinema em casa Philips, modelo HTS8150; das armações de óculos ou dos mostradores dos relógios... É o regresso ao minimal e às linhas depuradas, mas todo este branco também pretende simbolizar a mudança de princípios e comportamentos como a imoralidade, a mentira, o descrédito, os conflitos, que se vivem neste período sem lógica. Para alterar este estado de coisas, 2009 vai correr sob o signo do branco, a cor (ou ausência dela) que será a bandeira de novos conceitos como o ar limpo, os carros eléctricos, as consciências humanitárias, as energias renováveis ou a transparência nas atitudes. Assim sendo, que venha o Branco!

Os meus poemas -21

Raiz ou flor assim eram palavras
de tuas mãos abrindo como trigo
A madura semente mas estéril
por força dessa voz que vem de longe

E cada vez mais fundas se raízes
E cada vez mais belas se eram flores

Na sombras desse dia que te espero
o mar talhou as grutas onde o eco
das palavras que grito se perdeu

Porque as palavras não geraram gestos
Porque as sementes não geraram frutos

António Almeida Mattos
(1944 - )

Ainda sobre as declarações de Sua Santidade


É raro eu concordar com o Daniel Oliveira, mas desta vez parece-me que tem alguma razão :
" (...) A verdade é que é na sua sexualidade que cada indivíduo se prova único e irrepetível na sua identidade. É onde a liberdade se afirma de forma mais incontrolável. Pondo em causa todos os papeis e, pecado dos pecados, a própria ideia de género. Nada disto é de hoje. Agora é que falamos do assunto fora de casa. E ao falarmos disso e exigirmos ser respeitados pelo que somos transformamos a liberdade privada em liberdade pública e pomos em causa a ordem das coisas.
A Igreja Católica, como todas as igrejas, teme a liberdade e a desordem. Sem qualquer juízo de valor, elas são contrárias à sua natureza. O Papa pode usar os pandas e a Amazónia como metáforas e a natureza como argumento- apesar de nada haver de menos natural do que a abstinência sexual exigida aos sacerdotes católicos-, mas não é a sobrevivência da espécie que o move. É o poder. Se cada um decidir o seu lugar na sua própria existência qual será o lugar do clero? Se cada um escolher o seu caminho, sem seguir o rebanho, para que servirá o pastor?
Relevante é a prioridade absoluta dada por Bento XVI ( ainda mais do que o seu antecessor ) a estes temas. Quando o mundo- e com ele os católicos- vive o medo da pobreza, é das teorias do género que lhe fala o Papa. É verdade que a Igreja se preocupa com a miséria e ajuda muita gente. Mas não se assusta com ela porque ela não põe em causa o seu poder. É o conforto, que traz com ele a autonomia e a escolha, que o Papa teme. Por isso escolheu a Europa como seu campo de batalha. Não é hipocrisia. Faz todo o sentido. "
- Daniel Oliveira, O poder do pastor, in EXPRESSO, de 27 de Dezembro.

PENSAMENTO DO DIA

" Os homens quando não são forçados a lutar por necessidade, lutam por ambição. "

- Maquiavel

Os livros em Portugal - 2

" A realidade portuguesa do livro está cada vez mais fracturada pela contradição entre o objecto-leitura- o real prazer de ler- e o objecto-mercadoria que existe em função do mercado e que, como tal, é demasiado caro e vulnerável às contingências da crise. (...) Editar e vender livros tornou-se uma espécie de Dona Branca: o retorno financeiro é cada vez mais especulativo, a máquina não pode parar e produz cada vez mais lixo. Resta, para nosso consolo, as glórias alcançadas pelas obras de José Saramago e António Lobo Antunes, ou José Eduardo Agualusa, angolano residente em Portugal, que se encontram entre os 25 melhores livros de ficção traduzidos e publicados este ano nos E.U.A. . "

- Vítor Quelhas, in EXPRESSO, de 27 de Dezembro.

Os livros em Portugal - 1

" (...) A sobreprodução editorial, sem fim à vista, dá ao espectáculo um aspecto exasperado, onde se consuma sem pudor a lei da economia que tem sido transposta para outros campos: a má moeda expulsa a boa moeda.
Vítimas graves da regra da expulsão são os livros de ciências humanas e sociais. Neste campo, a pobreza é de tal ordem que podemos falar de uma operação de extermínio silencioso. E as colecções de poesia, que tinham um peso com algum relevo no fluxo editorial, entraram nítidamente numa fase de abrandamento. A homogeneização é total e tudo se conforma aos padrões de um público maioritário. Dir-se-ia que esta é uma corrida suicida, mas enquanto houver muitos livros na livraria poucos se apercebem do que se passa neste campo devastado.(...) "

- António Guerreiro, in EXPRESSO, de 27 de Dezembro.

Parabéns, Marianne Faithfull!

Marianne Faithfull - «The ballad of Lucy Jordan» (1980)

Esta canção, com letra de Shel Silverstein, integrou a banda sonora do filme «Thelma and Louise».
http://www.mariannefaithfull.org.uk/

Livros de cozinha - 6


Caixa de receitas: Económicas
Lisboa: Livros&Livros, 2008

Desta vez, não se trata de um livro, mas de 50 fichas com receitas, dentro de uma caixa de lata.
É uma colecção onde pode encontrar receitas para fazer uma Alimentação saudável, de Sopas, Saladas, para utilizar o Wok, etc. Para mim, em época de crise, uma amiga escolheu receitas económicas.
As receitas são banais (Salada de tortellini com mozzarella, Carne de vaca picada no forno com mozzarella, Moussaka de legumes, Creme aveludado, etc.), mas é um presente giro.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Handel no C.C.B.

Dia 11 de Janeiro de 2009, no Grande Auditório do C.C.B. , pelas 21h, o agrupamento Il Giardino Armonico, dirigido por Giovanni Antonini, interpretará obras de Handel, Geminiani e Sammartini. Parece-me ser imperdível.

Um bom filme

Vi esta noite GONE BABY GONE, o filme de 2007 de Ben Affleck ( efectivamente melhor realizador do que actor ) , que adapta o livro de Dennis Lehane ( autor de Mystic River, muito bem passado para o cinema por Clint Eastwood ) sobre o desaparecimento de uma menina de 6 anos.
Tinha boas referências do filme, que se bem se lembram estreou mais tarde do que o previsto em alguns países europeus por caso do caso Maddie McCann que estava então ao rubro, que se revelaram acertadas. Uma notável interpretação de Casey Affleck ( irmão do realizador como os mais cinéfilos devem saber ) , bem secundado pelos grandes Ed Harris e Morgan Freeman, entre outros. O enredo prende-nos até ao fim, mesmo até ao fim, como já é hábito nas histórias de Lehane, e mais não digo.

As bolsas do Oriente

Começa já no próximo dia 2 de Janeiro ( e até dia 31 ) o concurso para as bolsas de estudo de Doutoramento, Investigação, Aperfeiçoamento Artístico e Línguas e culturas orientais da Fundação Oriente.

Mais informações em http://www.foriente.pt

Entretanto na Arábia Saudita

Foi conhecida há poucos dias a decisão judicial sobre o caso da menina saudita de 8 anos cuja mãe se dirigiu a um tribunal para pedir o divórcio da dita menina. Não é engano, foi mesmo um pedido de divórcio de uma menina de 8 anos.
Aqui fica a história em resumo: O pai da menina, sobre quem recaíam várias dívidas, assinou, depois de receber seis mil euros, um contrato de casamento entregando a sua filha de 8 anos a um "noivo" de 58 anos.
A mãe da menina requereu, como já referi, o divórcio da sua filha, argumentando que o casamento ainda não foi consumado e que a menina continua a viver consigo.
Conheceu-se agora a sentença: O Tribunal negou o pedido de divórcio, decidindo que a menor deveria permanecer com o seu "noivo" até à puberdade, desde logo por uma questão de legitimidade- segundo as leis sauditas as mães não podem apresentar pedidos de divórcio relativamente às suas filhas. Apenas a menina poderá pedir o divórcio depois de atingir a puberdade.
Pois é, temos que respeitar as diferentes culturas, religiões e sistemas legais, mas sinceramente a condição das mulheres ( e das mães ) em alguns países islâmicos quanto a mim deixa muito a desejar...

Azeitonas de Campo Maior com sabor a café

«Uma empresa de Campo Maior, no Alentejo, pretende lançar no mercado azeitona de mesa com sabor a café, um produto inovador que procura aliar as duas principais actividades económicas da região, mas a iniciativa ainda está atrasada.
O proprietário da empresa, António Gralha, disse à agência Lusa que, embora este produto tenha sido já apresentado, estão ainda a proceder a ensaios e tencionam começar a sua comercialização logo que seja possível.» (Público, Lisboa, 28 Dez. 2008)
Passamos a comer uma azeitona pelo prazer do sabor do café; e, quando quisermos apreciar o paladar da azeitona, tomamos um café com sabor a azeitona?

Australia


É um grande filme: tem quase três horas. Paisagens fabulosas. Momentos de uma grande sensibilidade estética, a que os bonitos Nicole Kidman (lady Ashley) e Hugh Jackman (Drover), emprestam a sua presença. Depois ... uma drama romântico a que não falta nenhum condimento: a paixão entre pessoas de condição social desigual, criança (s) em perigo por uma lei de "reeducação" dos pequenos aborígenes separados dos pais, tão desumana quanto inexplicável no século XX (está-se em 1937 e a lei só foi alterada em 1973), a guerra selvagem do Império Japonês, a luta por uma terra, uma vida, a justiça e um sonho que junta dois seres que normalmente nunca se encontrariam, um final feliz.

Nicole Kidman, uma aristocrata inglesa chegada a um país ainda atrasado, não convence. As suas poses de lady, no início do filme, são estereotipadas e ridículas e, na fase posterior, excessivas. Hugh Jackman é um vaqueiro rude que se deixa seduzir pela aristocrata e está muito bem nesse papel. é verosímil. Os aborígenes só o parecem ser pela cor da pele, já que as feições não correspondem ao que estamos habituados a ver. Os cenários da cidade de Darwin, são exactamente isso. A criança mestiça (Brandon Walters), narradora da história tem um excelente desempenho e salva, de alguma maneira, o elenco.

Ficam a grandiosidade da paisagem australiana, a banda sonora original e a canção "Somewhere over the rainbow" que perpassa todo o decorrer da acção e que Judy Garland interpreta numa cena de "O Feiticeiro de Oz" que o pequeno Nullah vê num cinema.

Baz Luhrman foi mais feliz como realizador de "Moulin Rouge"

Cinenovidades - 6 : The Baader-Meinhof Complex

Todos temos aqui no blogue idade suficiente para nos lembrarmos do grupo terrorista alemão Baader-Meinhof, um dos mais sangrentos da Europa Ocidental, e que aterrorizou a RFA durante os anos 70, sendo responsável por 40 mortes conhecidas. Baseado no livro com o mesmo nome do jornalista Stefan Aust, surge agora o filme com realização de Uli Edel, e produção e argumento de Bernd Eichinger ( produtor de A Queda ) . Na Alemanha, estreou em Setembro com alguma polémica, especialmente porque muitos dos familiares das vítimas não gostaram da maneira como são retratados os terroristas, mas noutros países tem sido bem recebido, desde logo nos E.U.A. onde é candidato a um Globo de Ouro como melhor filme estrangeiro. Estreia em Portugal no dia 29 de Janeiro.

Será que o nosso Filipe V.Nicolau já o viu?

Para ver o trailer: http://video.msn.com/video.aspx?mkt=pt-BR&vid=43789ed2-bda6-474c-ae9e-a6999147928e


Dezembro de 1969

On her Majesty’s Secret Service, a única película deste agente único com passagem por terras portuguesas, estreou-se em Dezembro de 1969, mais precisamente no Odeon Theatre do Leicester Square londrino a 18 de Dezembro desse ano. A expectativa era naturalmente enorme, pois todas as atenções se concentravam no novo protagonista de James Bond, o australiano George Lazenby – um desafio pouco invejável após as cinco aparições lendárias do antecessor escocês Connery.

Menor foi o desafio que 007, eternamente ao serviço de Sua Majestade e do mundo inteiro, enfrentou nesta narrativa: o vilão Blofeld (Telly Savalas), na sua loucura e ambição desmesuradas, ameaça esterilizar quaisquer seres humanos e não humanos do nosso planeta através de um vírus. Seu laboratório encontra-se nos Alpes suíços, parece-se com uma fortaleza de luxo e retém uma dúzia de beldades femininas que, sem qualquer noção da verdadeira intenção de Blofeld, servem os interesses deste malandro. A Bond, disfarçado de genealogista, é concedido o difícil acesso às instalações. No entanto, Blofeld descobre a identidade de 007 e dispara uma maquinaria impressionante de perseguição: até avalanches são postas em queda para atingir Bond e sua noiva, a condessa Teresa (Tracy) di Vicenzo (Diana Rigg), que tentam, de ski, escapar às terríveis quantidades de neve...

On her Majesty's Secret Service continua, indevidamente a meu ver, sob um estigma de inferioridade em comparação com outras adaptações cinematográficas do personagem criado por Ian Fleming, provavelmente devido à performance de Lazenby, que muito dificilmente poderia estar à altura do desempenho de Sean Connery. Contudo, esta película prima por um conjunto de particularidades: À luz dos padrões de 1969, as cenas de acção são brilhantes. O realizador Peter Hunt, colaborador imprescíndivel nos filmes anteriores de Bond, recorreu nas filmagens a Willy Bogner, um dos atletas de ski mais conhecidos da década de 60 (e um dos estilistas de moda mais conceituados hoje em dia).

Vemos ainda um James Bond verdadeiramene apaixonado e disposto a casar. Miss Moneypenny assiste às bodas com lágrimas nos olhos... Comovida? Ciumenta? Frustrada? Never mind. Lamentavelmente, o matrimónio com Tracy encara um fim trágico (penso que a cena final ocorre algures na Serra da Arrábida, talvez os estimados leitores o possam confirmar).

Imagem: LIFE, Time Inc.
E por fim, o contraste dos cenários: a região à volta de Berna, com as suas belas localidades cobertas de neve num ambiente natalício (Savalas deseja um Merry Christmas a Bond), em oposição às magníficas imagens de sol em Portugal: vários são os pontos de referência, bem familiares ao espectador português: entre eles, o Guincho que serve de cenário, um pouco sinistro, para a tentativa de suicídio de Tracy, a ponte sobre o Tejo (ainda recente naquela época...), o distinto Hotel Palácio no Estoril, a Loja das Meias no Rossio (ainda se recordam?) e uma ourivesaria logo ao pé que, felizmente, ainda existe...

Para rever imagens de 1969, também captadas em Lisboa, segue um pequeno trailer deste filme, enriquecido pelo tema principal We have all the time in the world, interpretado por Louis Armstrong.
Enjoy!



Maurice Ravel (7.3.1875 - 28.12.1937)

Pavana para uma Infanta Defunta

Os meus poemas - 20

O DESEJO

O desejo, o aéreo e luminoso
e magoado desejo latia ainda;
não sei bem em que lugar
do corpo em declínio mas latia;
bastava ouvir os olhos para ouvir
o nasalado ardor da sua voz:
era a manhã trepando às dunas,
era o céu de cal onde o sul começa,
era por fim o mar à porta - o mar,
o mar, pois só o mar cantava assim.

Eugénio de Andrade
(1923 -2005)

Happy Birthday Ms. Nichols!


Nichelle Nichols, a tenente Uhura da primeira série de "O Caminho das Estrelas" ("Star Trek", no original), faz hoje 75 anos. Pode ser vista actualmente na série televisiva "Heroes". Happy Birthday!

Observações de um retornado

Mais uns bitaites --

- Esparregado. Já nem me lembrava das saudades que tinha de esparregado.
- Tanta gente a fumar!
- Hidratos de carbono nos menus de jantar dos restaurantes.
- O "urban slalom" proporcionado por quem deixa os dejectos dos seus cães nos passeios para o desporto dos transeuntes.

Os meus franceses - 53

Julien Clerc - «La jupe en laine»


Esta canção pertence ao último álbum «Ou s'en vont les avions?» (2008).

http://www.julienclerc.com/#/home/

Fernando Pessoa dito por Sinde Filipe


música de Laurent Filipe
Lisboa: Dinalivro, 2008
15,00€

Há muitos anos, Sinde Filipe gravou um 33 r.p.m. duplo com poesias de Fernando Pessoa e dos seus heterónimos. Um disco maravilhoso!
Apareceu agora este livro com um CD, gravado em 2005, com Sinde Filipe dizendo outros poemas de Pessoa, e com acompanhamento musical de Laurent Filipe. Recomendo!

Transcrevo um dos últimos poemas do nosso Fernandinho:


COMO A NOITE É LONGA!

Como a noite é longa!
Toda a noite é assim...
Senta-te, ama, perto
Do leito onde esperto.
Vem p'r'ao pé de mim...

Amei tanta coisa
Hoje nada existe.
Aqui ao pé da cama
Canta-me, minha ama,
Uma canção triste.

Era uma princesa
Que amou... Já não sei...
Como estou esquecido!
Canta-me ao ouvido
E adormecerei...

Que é feito de tudo?
Que fiz eu de mim?
Deixa-me dormir
Dormir a sorrir
E seja isto o fim.

Mas mesmo lindo é ouvi-lo dito pelo Sinde Filipe.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Paris 36

Hoje, quando fui ao cinema ver Caos calmo, de Antonio Grimaldi, protagonizado por Nanni Moretti, que recomendo vivamente, vi a apresentação de Faubourg 36, de Christophe Barratier, que em Portugal se vai chamar Paris 36. Não o vou perder e podem espreitá-lo:



http://www.faubourg36-lefilm.com/

À cautela...

Fim-de-Ano

What Are You Doing New Year's Eve?

Observações de um retornado

Tendo regressado recentemente à Pátria lusa, tenho vindo a deparar-me com realidades que provavelmente sempre achei normais, mas que depois de viver fora de portas me parecem menos. Vou escrevinhar umas de quando em vez.

- Este país tem uma luz linda -- menção especial para o Sol de Inverno.

Dezembro de 1957

O ano de 1957 foi fértil em clássicos da música ligeira, alguns passaram por este blogue, entre eles Diana de Paul Anka com que a MR nos presenteou em Outubro. Tal como Anka atingiu o topo dos charts britânicos, também o jovem Harry Belafonte triunfou com Mary's boy child: a partir de 23 de Novembro e até ao final desse ano, esta versão original, interpretada pelos Boney M 21 anos mais tarde, manteve a primeira posição dos discos mais vendidos ao longo de sete semanas. Em minha humilde opinião, uma das mais belas canções de Natal...


Os meus franceses - 52

Yves Scheer - «Oh! Paris», uma descoberta do Jad. Gostei e espero que gostem também.


Letra de Jean-Michel Bartnicki; música de Yves Scheer e Mario Tardi (2006).

Livros de cozinha - 5

Um dos presentes do meu Pai Natal (este não estava na lista).

Autoria: Rita João, Pedro Ferreira, Frederico Duarte
S.l., 2008


Não é bem um livro de cozinha, esta obra bilingue (português e inglês), que é um excelente repositório da pastelaria semi-industrial. Tem a consulta dificultada pela falta de um índice geral. Como se pode fazer um livro deste sem um índice? Até merecia um índice remissivo. Adiante!
O objectivo desta obra foi a relação da pastelaria semi-industrial portuguesa com o design.
Nela podemos encontrar os bolos que vemos (ou víamos) nas pastelarias portuguesas.


Os jesuítas que adorava quando era pequena, numa época que não era muito dada a doces...


Mais tarde foram os russos folhados...

Só não encontrei no livro os pingos de tocha que um amigo, há muitos anos, comia, ao pequeno almoço, na Cister...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

PENSAMENTO DO DIA



" Sê senhor da tua vontade e escravo da tua consciência "

- Aristóteles

Morreu a mulher mais excitante do mundo


Eartha Kitt, já aqui referenciada, morreu quinta-feira última aos 81 anos vítima de cancro do cólon. Nascida na Carolina do Norte, Eartha iniciou a sua carreira como dançarina em Paris, com a célebre trupe de dança Katherine Dunham. Veio, depois, a música, o cinema, a televisão e o teatro, num percurso que viria a fazer dela uma artista lendária. Eartha Kitt foi das poucas artistas a ser nomeada para os Tony, os Grammy e os Emmy Awards, numa clara demonstração de que era senhora de um talento multifacetado.
Orson Wells admirava-a, tendo-a considerando a mulher mais excitante do mundo.

Os meus franceses - 51

Christophe - «Aline»

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Harold Pinter


O dramaturgo britânico Harold Pinter, um dos escritores mais influentes da segunda metade do século XX, Prémio Nobel da Literatura em 2005, morreu ontem em Londres aos 78 anos, vítima de cancro.
Descrevia-se a si próprio como «dramaturgo, encenador, actor, poeta e activista político».
Publicou a sua primeira peça, O quarto, em 1957. No total escreveu 29 peças teatrais (como O monta-cargas, Feliz aniversário e Old times) e mais de 20 roteiros para cinema (entre os quais para o realizador Joseph Losey), para além de trabalhos para a rádio e a televisão, poesia, ensaios e um romance.
O seu estilo, conhecido como pinteresco (adjectivo incluído no dicionário de inglês de Oxford), caracteriza-se pelos silêncios, em dramas marcados por uma linguagem ambígua, por vezes cómica, geradora de um ambiente alienante.
Uma das suas suas últimas aparições ocorreu por ocasião da invasão do Iraque, tendo na ocasião afirmado: «A invasão do Iraque foi um acto de bandidos, um acto de flagrante terrorismo de Estado que demonstrou um desprezo absoluto pelo direito internacional». Toda a vida, Pinter defendeu causas como o desarmamento nuclear, a defesa de Cuba perante o embargo americano, gtendo atacado o bombardeamento da Sérvia em 1999 pela NATO.
Pinter dizia que a sua vida literária era «uma vida de prazer, desafio e entusiasmo», contrariando os excessos interpretativos da sua obra.

Canções de Natal - 25

Adeste Fideles, atribuída, entre outros autores, a D. João IV.

Natal em Roma

Os estimados leitores recordar-se-ão seguramente dos belíssimos posts sobre a Galleria Doria Pamphilj em Roma e a obra de Caravaggio, da autoria de Luís Barata e João Soares, respectivamente.

Um dos quadros mais apreciados do pintor intitula-se “O repouso na fuga para o Egipto” e encontra-se precisamente nesta galeria da capital italiana. Data provavelmente de 1595, cinco anos após a chegada de Caravaggio a Roma, e representa o primeiro quadro de maior dimensão e de inspiração religiosa. A obra anterior destacava-se por temas profanos e alegóricos, pintados em quadros de menor tamanho.

Caravaggio aborda este tema natalício do Evangelho segundo São Mateus de forma revolucionária: um anjo com um violino, virado de costas para o espectador, domina o cenário. À sua direita, vemos a Virgem e o Menino a dormir, retratados de modo idealizado, contrastando com o rosto de São José bem mais natural e realista, à esquerda. A sagrada família insere-se numa paisagem idílica que evidencia a influência da arte da Lombardia e de Veneza por onde Caravaggio passou antes de se fixar na cidade eterna.

As notas da partitura que S. José segura em suas mãos não são pintadas ao acaso. Reproduzem um motete do compositor flamengo Noel Bauldwijn. A letra, extraída do Cântico dos Cânticos, começa com as palavras “Quam pulchra es” (Como és bela), dedicadas à Virgem.

A particularidade desta partitura leva-nos ao mundo sofisticado da clientela de Caravaggio que apreciava concertos e outras diversões eruditas.

A terminar este breve passeio a Roma, segue o excerto de um concerto de um outro artista que viveu em Roma: Arcangelo Corelli (1653 – 1713). Do seu Concerto fatto per la notta di Natale (concerto grosso, opus 6, nº 8), ficam os primeiros dois andamentos (o segundo é lindíssimo!) na excelente interpretação de um conjunto lamentavelmente não identificado.

Buon Natale!

Poesia e prosa de Natal - 25

Ao repto de MR todos respondemos. Começou com David Mourão - Ferreira e
e é também com ele que termina, neste dia de Natal



Acenda-se de novo o Presépio no Mundo!
Acenda-se Jesus nos olhos dos meninos!
Como quem na corrida entrega o testemunho,
passo agora o Natal para as mãos dos meus filhos.

E a corrida que siga, o facho não se apague!
Eu aperto no peito uma rosa de cinza.
Dai-me o brando calor da vossa ingenuidade,
para sentir no peito a rosa reflorida!

Filhos, as vossas mãos! E a solidão estremece,
como a casca do ovo ao latejar-lhe vida...
Mas a noite infinita enfrenta a vida breve:
dentro de mim não sei qual é que se eterniza.

Extinga-se o rumor, dissipem-se os fantasmas!
O calor destas mãos nos meus dedos tão frios!
Acende-se de novo o Presépio nas almas.
Acende-se Jesus nos olhos dos meus filhos.

David Mourão - Ferreira
(1927 - 1996)

Os meus franceses - 50

Line Renaud - «J'ai vu maman embrasser le Père Nöel»



http://www.linerenaud.com/

Boas Festas!



E o que escolhi especialmente para vós?
Estas barritas de ouro!*

Assim todos ficarão contentes, dado que poderão ser trocadas pelo que mais gostarem: uma casa no Chiado, um Ferrari, livros especiais, viagens (o tal passeio de ida e volta à Lua), o que quiserem, virtualmente claro. Sonhar é fácil!... E bom! «Pelo sonho é que vamos» (Sebastião da Gama)
O Pai Natal foi generoso?

*esta sugestão veio-me de um presente de um amigo - os lingotes são maravilhosos. Obrigada!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Que tenham uma boa e bela noite...

Já prepararam o peru? Este ano calhou-me a mim essa missão. Está no forno há várias horas... Não entendo porque se continua a insistir nesta ave que toda a gente detesta... Um ano que não houve peru, todos perguntaram por ele. Parece que até faltava alguém de família... Enfim, a tradição pesa.


Também já sonhei ao fogão...


Deixo-vos com uma estrela de Natal


Boas Festas!