Prosimetron

Prosimetron
Prosimetron: termo grego que designa a mistura de prosa e verso.

sábado, 27 de março de 2010

Bach ... mais uma vez esta interpretação!

J.S. Bach - Air on the G String, Sarah Chang.

Adoro esta interpretação.

Mesas de sobremesas


Jan Davidsz De Heem (1606-1683) - A table of desserts, 1640
Paris, Musée du Louvre


Matisse (1869-1954) - Still life after Jan Davidsz De Heem's Dessert, 1915
Nova Iorque, MOMA

Bom jantar!


Van Gogh - Natureza-morta com mexilhões e camarões, 1886
Óleo sobre tela
Amesterdão, Museu Van Gogh

Merece o jantar?

«Prefácio é aquilo que se escreve depois, se imprime primeiro, e não se lê nem antes nem depois».
Pitigrilli (1893-1975)

A nossa vinheta (27 a 31 de Março)


O mundo Cristão (este ano as datas são coincidentes entre Católicos e Ortodoxos) prepara-se para a Semana Santa que começa com as festas do domingo de Ramos (a entrada de Jesus em Jerusalém), aqui recordada com esta cena da vida de Jesus, pintada por GIOTTO di Bondone (1267-1337), em técnica de fresco, na Capela Scrovegni (Arena), Pádua (1304-1306).

A Face oculta do Facebook

Da Alma...

Guilherme de Faria, O sonho de Alma Welt com o Pavão Misterioso
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Óleo s/ tela , 100x100cm, coleção Instituto Paulo Galdêncio, São Paulo, Brasil.

Após MR colocar as citações sobre as "Paixões da Alma" de Descartes deu-me vontade de o ler. Confesso que há uma parte de Descartes que não me agrada e tem a ver com algumas das suas críticas aos antigos, que adoro. Já foi há uns anos que li este livro, pode ser que o meu crescimento se apazigue com o filósofo.

ART. 64 - A benevolência e o reconhecimento

Mas o bem praticado por outros desperta a benevolência para com eles, ainda que não tenha sido feito a nós; e quando o é, à benevolência juntamos o reconhecimento.

Descartes, Discurso do Método. & As Paixões da Alma, Lisboa: Sá da Costa, 2008, p. 119.
Obrigada MR.

Herbert List

Herbert List, - Templo de Poseidon, Naxos, 1938.

Uma das magníficas fotografias do alemão Herbert List (1903-1975), que tanto amou e tão bem fotografou a Grécia. O pior é que sonhamos, sonho eu que não as conheço, com estas ilhas cujos nomes têm ressonância quase-mágica- Naxos, Santorini e tantas outras, mas a verdade é que não as conheceremos como List, Sophia e outros as viram: escassa presença humana.

Citações - 74 : Do cinema e do olhar

- Louise Glaum

Le regard humain, celui dans lequel nous pouvons lire simultanément le désir du meurtre et son interdiction, est celui que le cinéma a pour vocation de capter.

- Luc Dardenne

Os meus franceses - 98

Por causa do novo disco de Françoise Hardy, lembrei-me desta canção de Brassens, de 1952.

Sai hoje em França


Sema na Aula Magna


Hoje fomos à Aula Magna a um espectáculo turco, que finalizava com a Sema, dança ritual de giro dos Dervixes. Não conhecia e gostei, apesar de a achar um pouco repetitiva.

Ternura!

Gostei desta pintura de Gauguin por retratar uma criança e um gato dois seres quase incompatíveis. Além deste enquadramento gostei do ar feliz do gato e da ternura do acto.
Bom Sábado!
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Eugène-Henri-Paul Gauguin, Mimi and Her Cat, 1890.

Gouache on cardboard, Private collection

sexta-feira, 26 de março de 2010

No alto do Parque que tem nome de rei


Não se trata de proselitismo, nem este seria o lugar certo, mas sim de uma notícia do dia: o dia começou em Lisboa com a bandeira real hasteada no mais alto mastro da cidade, no alto do Parque Eduardo VII. Já foi retirada, com o concurso dos bombeiros municipais, e já seguiu a bandeira para o Ministério Público para investigações...

Aquisições recentes - 13

Interrompo a série dos livros comprados em Paris, que além do mais tenho negligenciado, a favor deste livrinho ( só pelo peso e preço assim lhe chamo, não pelo conteúdo) que comprei há dias. Interrupção que se justifica por estarmos a uma semana da Páscoa. Planeio ler estas 120 páginas durante os próximos dias.
E de que trata o livro? Dois filósofos franceses de nomeada dedicam-se neste ensaio histórico-filosófico a explicar o "misterioso" sucesso do Cristianismo: de pequena seita nascida no seio do Judaísmo a religião oficial do Império Romano com vocação, como se viu, de universalidade.

Da contra-capa: « Scandale pour les Juifs, folie pour les Grecs»: voilà comment Saint Paul désignait le christianisme. Comment expliquer que ce scandale et cette folie aient pu finalement s' imposer à l' Empire romain? Comment le christianisme a-t-il pu passer du statut de secte à celui de civilisation?

- La Tentation du christianisme, Luc Ferry e Lucien Jerphagon, col. biblio essais, Le Livre de Poche, Grasset, 2009, €5.

A um génio da Música

Homenagem a Beethoven no dia em que morreu, em 1827


3º movimento da sonata "Appassionata", por Claudio Arrau

Está na hora de... - 2

Vejo pouco a SIC-Mulher, por variadas razões, mas quando em virtude do zapping apanho a Nigella Lawson a cozinhar, fico grudado ao televisor. As receitas são formidáveis, e ela deve ser uma das mais sensuais mulheres que aparecem na televisão britânica, mas sempre com uma simplicidade e uma boa disposição contagiantes. As sobremesas são daquelas de ficar a salivar, mas a esta hora deixo-vos umas batatinhas...

Um quadro por dia - 48

Jusepe de Ribera, - O duelo de Isabella de Carazzi e Diambra de Pottinella, óleo sobre tela, 1636, Museu do Prado, Madrid.

É fácil encontrar na História da Pintura quadros cujos motivos sejam duelos com protagonistas masculinos, mas com protagonistas femininos a dificuldade aumenta, especialmente se se tratar, como nesta famosa tela de Ribera, de um duelo verídico.
Sobre a "tradição" duelística em si mesma, leia-se Alain de Botton:

(...) Desde as suas origens na Itália renascentista até ao seu termo na Primeira Guerra Mundial, a prática dos duelos reclamou a morte de centenas de milhar de europeus. Durante o século XVII, só em Espanha foi responsável por 5000 mortes. Os homens de visita ao país eram aconselhados a tomar cuidados redobrados quando se dirigissem aos locais, não fossem ofendê-los na sua honra e acabar enterrados no cemitério mais próximo. « Os duelos acontecem todos os dias em Espanha», declarava uma personagem de uma peça de Calderón. Em França, no ano de 1608, Lord Herbert de Cherbury reportava que « praticamente não havia homem digno desse nome que não tivesse matado alguém num duelo», ao passo que em Inglaterra era amplamente sabido que ninguém podia ser um gentleman antes de ter « desembainhado a espada ».
Embora os duelos fossem por vezes despoletados por questões objectivamente importantes, a maioria tinha origem em questões supérfluas, senão mesmo mesquinhas, de orgulho e honra. Em 1678, em Paris, um homem matou outro por este se ter referido à sua casa como sendo de mau gosto. Em Florença, em 1702, um literato pôs termo à vida de um primo que o acusara de não compreender Dante. Em França, sob a regência de Philippe d' Orléans, dois oficiais da guarda bateram-se no Quai des Tuileries pela posse de um gato persa.

- in STATUS- Ansiedade, trad. Pedro Serras Pereira, D.Quixote, 2005.

PENSAMENTO(S) - 112


O mundo premeia mais vezes os sinais de mérito do que o mérito em si mesmo.
- François de La Rochefoucauld

Mais Diana

Mais uma notável actuação ao vivo, aqui em Los Angeles no ano de 1981, e com um convidado que surge aos 2m10s- ele que estava então no auge da beleza e do talento.

Happy Birthday Diana!

Ontem foram o Elton e a Mina, hoje é Diana Ross - 66 anos. E esta Ain't no mountain high enough é simplesmente uma das melhores. If you need me, call me, no matter where you are...

Citações - 73 : Lipovetsky

- O maior centro comercial do mundo, o China Sul, que fica em Guangzhou.

(...) Hoje, há 400 milhões de chineses a acederem à internet. Claro que o consumo não é para todos. Há milhões a viver com menos de dois dólares por dia. Mas têm o modelo do consumo: todos aspiram a ter férias, telefone, tudo. Faço conferências sobre luxo em países como o Brasil, onde há favelas. Mas nestas sonha-se com as marcas. E se não podem comprá-las, têm os produtos de imitação. Todos aspiram a esse modelo, em África ou na China. Veja-se os chineses e a sua velocidade louca a absorver 0 consumismo: eles querem carros, querem viajar. É só o início.


Recomendo vivamente a leitura desta entrevista a Gilles Lipovetsky publicada na Visão desta semana (p.16).

Parnassus - O Homem que Queria Enganar o Diabo


Hoje fui (fomos) à estreia do Parnassus - mas quem foi enganado fui eu, não foi o diabo!

Uma história com urzes!

Urzes para que venha a Primavera...
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Urze,Calluna Vulgaris - Urze Torga, família das Ericáceas
(nome adoptado por Adolfo Rocha para o seu pseudónimo)
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"Comprei urze esta manhã, e pu-la em três jarras. A urze é rija e as jarras são finas. A harmonia achada resulta muito agreste. Mas olhei tudo isto e lembrei-me de certas palavras que ouvi: mistura-se a civilização com a selvajaria! Era um modo de me cumprimentarem. Sim, dar-se-ão essas misturas.
Haja em vista as jarras".

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Irene Lisboa, Solidão, notas no punho de uma mulher, Lisboa: Editorial Presença, Vol.II, p.58.

Saké, um brinde: saúde para todos!

Hokusai (1760-1849) foi um pintor japonês do período Edo.


Katsushika Hokusai The Strong Oi Pouring Sake.
A portrait by Hokusai of his daughter, Oi.
Presumably the title is a pun on her art name, which was Sakae.

quinta-feira, 25 de março de 2010

A propósito de uma citação...

A propósito de uma citação de Agustina Bessa-Luís lembrei-me do filme: Good Will Hunting - O Bom Rebelde e, em particular, desta cena... ainda estou a reflectir sobre a associação.
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Clique na citação para ir parar ao local onde a recolhi:
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Um quadro por dia - 47

Barbara Kruger(1947-), I Shop Therefore I Am, serigrafia, 1987, col.p.

Apresentado como forma de "auto-realização" e caminho para a felicidade terrestre ( Consumo logo existo ), o consumo é a grande exigência dos nossos dias.
Controlá-lo é trabalho diário, mais fácil para uns do que para outros, especialmente quando a publicidade e outros "demónios" nos cercam por todos os lados.

Números - 9

219-212/32.000.000

Foi sem dúvida a primeira grande vitória interna de Obama, e arduamente conquistada, a reforma do sistema de saúde norte-americano. Depois de uma renhida votação na Câmara dos Representantes- 219-212, foi aprovada a nova legislação embora muito mais moderada do que a versão inicial proveniente da Casa Branca.
O segundo, e grande, número supra refere-se ao conjunto de cidadãos dos E.U.A. que irão finalmente ter acesso a cuidados de saúde através de seguros convencionados.


Citações - 72 : Ratzinger e a pedofilia


Ninguém, na Igreja, teve tanta informação em cima da mesa como Ratzinger que presidiu durante mais de 20 anos à Congregação para a Doutrina da Fé que tratou e trata de todos os casos graves de abusos sexuais cometidos por padres.
- Hans Kung
Apesar de algum desconto que deve ser dado ao que diz Kung, em razão da sua longa polémica com Ratzinger que o proibiu de ensinar Teologia, não deixa de ser verdade o que diz o grande teólogo suiço- há décadas que o actual Papa é um dos membros mais influentes da Cúria Romana, conhecedor de todos os escândalos.

Um fenómeno chamado Mina (3/3)

A finalizar a pequena homenagem, ouvimos Mina num registo de 1966 da RAI, interpretando o famoso Se telefonando, composto por Ennio Morricone.

Um fenómeno chamado Mina (2/3)

Mina a cantar "Il cielo in una stanza" de 1962 - um cover de uma canção da autoria de Gino Paoli.

Em risco de...

Gilles Barbier , - Le Prince des ventres, 2003, técnica mista, col.part.


Com as fartas mesas de queijos, as tartes, os vinhos e as omeletes, começo a recear também precisar de um carrinho de mão... :)

Sir Elton

O grande Elton John também está de parabéns- são hoje 63 anos. Esta Your Song é uma das minhas preferidas, aqui ao vivo e com acompanhamento da Melbourne Symphony Orchestra.

Bom dia!


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Esperemos que o Sol não nos deixe.

O meu serão de ontem - 6







Foi um agradável serão de jantar e palestra, esta a cargo do Prof. Carlos Franco (U.Cat.) versando sobre os Interiores do Séc.XVIII, em mais uma das habituais tertúlias quinzenais da Casa Veva de Lima. Não sei se existe alguma biografia da "dona da casa", Genoveva de Lima Mayer Ulrich, mas trata-se realmente de uma vida, como já é habitual dizer-se, que dava um filme...
Com um agradecimento ao associado que me convidou.


PENSAMENTO(S) - 111

La prison a l' avantage de produire de la délinquance.

- Michel Foucault, La societé punitive, Dits et Écrits, II.

Foucault sabia do que falava, pois fez do "sistema punitivo" em geral e das prisões um dos eixos da sua obra: do Antigo Regime ao séc.XX. É hoje consensual que são realmente "fábricas" de mais delinquência, mas não podemos passar sem elas...

Novidades - 125 : Pierre Cardin

Jean-Pascal Hesse escreveu para a Assouline este álbum que relata, com a ajuda de 150 fotografias, as seis décadas de história da Casa Cardin, o império de alta-costura e produtos associados fundado por Pierre Cardin. A imagem supra é a capa da edição em língua inglesa, mas existe obviamente a versão francesa.

Biografias, autobiografias e afins - 69

Dizem as recensões que li que se trata sobretudo de uma biografia intelectual, mas tal não impediu René de Ceccatty, que já conheço e admiro como biógrafo de Pasolini, de abordar os amores ( Elsa Morante e Dacia Maraini ) e as amizades (desde logo Pasolini e Claudia Cardinale ) do grande escritor que foi Alberto Moravia.

- Alberto Moravia, René de Ceccatty, col. Grandes Biographies, 700p, Flammarion, Março de 2010.

Um fenómeno chamado Mina (1/3)


Anna Maria Mazzini, conhecida por Mina ou La Mina, nasceu em Busto Arsizio (Lombardia) a 25 de Março de 1940.

O apogeu da música ligeira italiana nas décadas de 50, 60 e 70 a ela muito deve: Mina vendeu mais de 70 milhões de discos e alcançou sucessos fora de fronteiras itálicas, como por exemplo na Alemanha ou em Espanha.
A Itália, sobretudo o Norte, vivia o boom económico do pós-guerra - e Mina cantava.
A Itália dominava a alta costura e destacava-se na indústria cinematográfica - e Mina cantava.
A Itália produzia non-stop êxitos no Festival de Sanremo - e Mina cantava, cantava, cantava...

Por ocasião deste aniversário especial, seguem-se três pequenas "amostras" do talento de Mina ao longo do dia.
Viva Mina!

Espiga Pinto na Galeria São Mamede


Sem título
Técnica mista sobre papel, 1963
Exposição «Do meu início (1959-1966)»
Abre hoje das 19h00 às 22h00
R. da Escola Politécnica, 167
Lisboa

Pequenas Histórias, Irene Lisboa.

Comecei a ler o livro Solidão de Irene Lisboa vencendo alguns preconceitos e estou a gostar desta autobiografia. Escolhi duas pequenas histórias. Voilà
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Paul Gauguin, The Cellist (Portrait of Upaupa Scheklud). 1894.
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Oil on canvas. Baltimore Museum of Art, Baltimore, MD, USA
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"Un homme si sample, de Henri Baillon, que li há uns anos, pareceu-me um livro superior. Não o posso esquecer.
Nele encontrei a dor do escritor, do homem, a sua observação de si, desencantada, pessimista, cáustica, amarga, e a dor do mundo. Estas dores correspondiam-se, nivelavam-se.
O ambiente não tinha desfiguração, embora nos parecesse poderosamente mentalizado, reduzido a um observador. De tal modo era limitado e objectivo! E ao mesmo tempo crítico e subjectivo!
A névoa da loucura, de sadismo, de miséria aceite, que corria todo o livro, tinha o poder de o tornar tão amável… Tão íntimo e tão piedoso… O autor sofria nele a seu modo e nós víamo-lo sofrer, rindo-se embora de nós, ridicularizando imperceptivelmente os curiosos de si.
Era impressionante a sua apreciação do grande artista. Aquele que via tudo en rouge et en or…"

Irene Lisboa, Solidão, notas no punho de uma mulher, Lisboa: Editorial Presença, Vol II, p. 105.

Vénus de Milo, Louvre, Paris, (Marbre de Paros, vers 130-100 av. J.-C. ? Provenance : Mélos (moderne Milo), 1820).

"Ontem estive no Museu. Começando pelos destroços das nobres estátuas gregas acabei nas pinturas modernas.A paz destas grandes salas... tão cheias e tão sossegadas! Os dorsos dos Gregos, os seus corpos e rostos mais ou menos mutilados, prendiam-me pela elegante serenidade. Atitudes belas, sóbris sem sinal de agitação...Mas quando depois de muito ver me ia aproximando das nervosas pinturas de hoje e do recente ontem sentia-me comover.Pintores de almas! Pintores de almas! Pátria verdadeira do meu espírito, sinais do meu tempo!"

Irene Lisboa, Solidão, notas no punho de uma mulher, Lisboa: Editorial Presença, Vol II, p.66.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Tartes

Não é muito vulgar ver representada comida confeccionada em naturezas-mortas. Hoje é dia de tartes.


Clara Peeters (1594– ca 1657) - Natureza-morta
Madrid, Museu do Prado


Frans Ykens (1601-1693) - Natureza-morta
òleo sobre cobre
Col. particular

4 cinemas abandonados no coração da cidade

O MAL-MovimentoAcordaLisboa.com -Associação Cultural sai à rua!
Sábado, 27 Março, das 21h30 às 1h00

«Em quatro majestosas fachadas da cidade, exploramos o tempo e o talento. Convidamos os lisboetas a revisitar simbolicamente estas quatro salas fechadas, espaços de outro tempo, ao som e imagem dos mais recentes filmes de uma nova geração de realizadores. Juntamos o mais fresco ao pó colado nas fachadas. Curtas metragens de uma geração que retoma Lisboa, que a busca incessantemente, que a reconstrói, que a quer!
«Sábado, saímos à rua, pela boca grande da Avenida da Liberdade, embicamos pelas Portas de Santo Antão dos teatros, galgamos na tesão do momento que não termina nessa noite no animatógrafo da Rua dos Sapateiros mas sim em pleno Martim Moniz onde diz: Salão Lisboa.» (do comunicado)

PROGRAMA:

XENON (junto do Elevador da Glória)
Avenida da Liberdade
21h30
Nightmare Polaroids, de João Vagos
Memoirs of a scanner, de Damon Stea
The light of life, de Daihei Shibata


http://suggia.weblog.com.pt/arquivo/odeon%20005a.jpg

ODEON
Rua dos Condes às Portas de Santo Antão
22h00 Fado Tonight, de Henrique Barroso (30m)


http://farm4.static.flickr.com/3192/3080280853_b11817aabf.jpg

ANIMATÓGRAFO
Rua dos Sapateiros
23h00
The escape, de Frederico Costa
Assim aconteceu o inevitável, de Frederico Costa
Pisa Papéis, de Frederico Costa

SALÃO LISBOA
Praça Martim Moniz
00h00
Everyman is an Island, de André Marques (6m)
A Lei dos Outros, de Tiago Carvalho (25m)

Tango



Aqui fica uma nova maneira para tentar dançar o Tango...

Steve McQueen


Steve Mc Queen faria hoje 80 anos.

Nascido em Beech Grove (Indiana) a 24 de Março de 1930, Terence Steven McQueen viveu uma infância e juventude conturbadas, augurando a imagem de rebeldia que viria a representar como adulto no grande écran. A viragem decisiva ocorre em 1952, quando Steve presta uma prova de seu talento no célebre Actor’s Studio de Lee Strasberg em Nova Iorque onde inicia a sua aprendizagem para actor. Via Broadway chega à Sétima Arte: participa em várias películas low-budget, entre elas, em The Blob de 1958 que desperta o interesse de produtores influentes. É-lhe proposto o papel de Josh na série televisiva Wanted: Dead or Alive, e Steve torna-se conhecido junto de um vasto público nos Estados Unidos.


A primeira aparição cinematográfica de destaque dá-se em 1961: McQueen integra o elenco dos Magnificent Seven de John Sturges. Em The Great Escape de 1963, protagoniza um soldado americano que, juntamente com outros presos militares, tenta a fuga de um campo de prisioneiros de guerra. O heroísmo de Steve, ao fugir de mota, eternizou-se como um dos momentos inesquecíveis de acção da História do Cinema. E Cincinatti Kid de 1965 consolida a posição de McQueen no estrelato de Hollywood.
Seguem-se convites para filmes como Bullit, ao lado de Jacqueline Bisset, e The Thomas Crown Affair em 1968, em que Steve convence o espectador pela organização inteligente de um assalto a um banco, e Faye Dunaway pelo charme e poder de sedução … Thomas Crown vale a (única) nomeação para um Óscar.



Steve McQueen entrou na História de Hollywood como protótipo de um rebelde cool, determinado e, à luz do público feminino, irresistível. Na vida particular, correspondia igualmente a este cliché: os três matrimónios foram acompanhados de diversos affairs. Com James Garner ou Paul Newman, partilhava o fascínio por corridas de automóvel em circuitos, como o de Le Mans.
O reverso da medalha não se fez esperar: em 1980, durante as filmagens de The Hunter, é-lhe diagnosticado um cancro. Steve Mc Queen viria a falecer poucas semanas depois, vítima de ataque cardíaco. Tinha 50 anos.

Primavera/Schwarzkopf

Vendredi 10 Septembre 1999

Elizabeth Schwarzkopf chante: à sa voix le monde
Est suspendu car les anges lui ont transmis
Leur pouvoir qui n'est constitué que de grâce.
À l' air qui vibre les sphères répondent: muse
N'est pas un vain mot mais le lieu où la musique
Prend corps qui brûle sans se consumer, oxyde
En fleur rouge épanoui au-dessus du gouffre,
Celle que veut cuueillir exactement celui
Qui marche depuis longtemps vers le même but
Et qui, après son nom, inscrit, en post-scriptum:
In memoriam, connaissant qu'il n'y a pas
D'éternel retour mais qu'un chant perpétuel
De la source de soif jaillit qui désaltère
Le marcheur sans qu'il soit privé de son désir.

Robert Marteau, Le Temps ordinaire, ed.Champ Vallon, 2010.

Lisboa eterna -uma visão


José Cardoso, 2010

Cinenovidades - 118 : Millenium II

Estreia amanhã nas nossas salas o filme que adapta o segundo volume da trilogia Millenium de Stieg Larsson- A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo.

Boa viagem!

Este tema de um dos mais populares filmes do Rei Elvis é dedicado ao nosso João Soares que hoje parte para Las Vegas.

Em directo de Milwaukee...

Cá ainda não se chegou, que eu tenha conhecimento, a tanto, mas na Universidade do Wisconsin, E.U.A., foi mesmo necessário deter a aluna em plena sala de aula.

Vídeo retirado do sítio do Jornal i.

Novidades - 124 : 30 anos de Steiner


George Steiner foi crítico literário da New Yorker de 1967 a 1997, e das muitas crónicas aí escritas foram escolhidas 30 para esta antologia: da literatura do gulag a Brecht, de Céline a Lévi-Strauss, de Malraux a Foucault, mas também sobre vidas que parecem obras de ficção- desde a segunda vida de Albert Speer à dupla vida de Sir Anthony Blunt, o grande crítico de arte, conselheiro artístico de Isabel II e espião soviético...
- Lectures. Chroniques du New Yorker, George Steiner, Gallimard, 410p, Março de 2010.

PENSAMENTO(S) - 110

Peter Doig, - Reflection (What Does Your Soul Look Like?), 1996.


Não é tão fácil apreender a beleza da alma como a do corpo.

- Aristóteles

Hoje esta frase parece-nos um lugar-comum, mas pondere-se quando e onde foi escrita.

Na décima nona Primavera antes do fim do século

Por uma árvore
que dê primeiro frutos
depois flores
depois folhas
e só depois
muito depois
crie raízes

Jorge de Sousa Braga (1957-)
In: Plano para salvar Veneza. Lisboa: Fenda, 1981, , p. 39

Um retrato!

Gostei deste retrato pela intensidade dramática que Kurosawa impôs a Lady Kaede.
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Akira Kurosawa, desenho: "Ran", Lady Kaede.

(© HoriPro Inc.) Retirei daqui

"Jerusalem" e o despertar dos sentidos!

Aproxima-se a Páscoa. Numa viagem pelos sentidos vim até aqui: Blake, a pintura e a palavra, Emerson, Lake & Palmer a música, ou seja a visão, a audição e o pensamento.
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Frontispiece to Milton: a Poem. A quote from Paradise Lost appears prominently beneath the figure of Milton.

Jerusalem


And did those feet in ancient time
Walk upon England's mountains green?
And was the holy Lamb of God
On England's pleasant pastures seen?

And did the Countenance Divine
Shine forth upon our clouded hills?
And was Jerusalem builded here
Among these dark Satanic mills?

Bring me my bow of burning gold!
Bring me my arrows of desire!
Bring me my spear! O clouds unfold!
Bring me my chariot of fire!

I will not cease from mental fight,
Nor shall my sword sleep in my hand
Till we have built Jerusalem
In England's green and pleasant land.

William Blake retirei daqui

JERUSALEM - EMERSON, LAKE & PALMER

terça-feira, 23 de março de 2010

Mesas com queijos


Nicolaes Gillis - Liad table, 1611
Óleo sobre madeira
Col. particular


Clara Peeters - Natureza-morta, ca 1625
Los Angeles, Los Angeles County Museum of Art


Clara Peeters  - Queijos com amêndoas e pretzels

Adoro queijo! E já agora, APS, que vinhos sugere para acompanhar estes queijos?