Prosimetron
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segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Humor pela manhã
Era para ter publicado ontem esta evocação da República, centenária e pesada, mas a ressaca de outros festejos não o permitiu. Aqui fica, e espero que gostem :)
domingo, 5 de outubro de 2014
5 de Outubro
Primeiro, cabe-me agradecer ao Luís ter podido assistir ao um debate/tertúlia assaz interessante. Um passeio pela História de longa duração, o passado e o presente, os portugueses e o 5 de Outubro.
Apresentação da mesa, da esquerda para a direita:
Dr. Diogo Teixeira Dias, Real Associação de Jovens Monárquicos; Dr. António Arnaut, republicano, Dr. Joaquim Costa e Nora, Presidente da Real Associação do Centro, Dr. Miguel Pignatelli Queiroz, monárquico e Dr. Tiago Estevão Martins, em representação dos jovens republicanos (embora não haja uma associação organizada).
O moderador da mesa foi o Dr. Joaquim Costa Nora, o autor do convite para a tertúlia.
O Dr. Pignatelli começou por comemorar o Tratado de Zamora (5 de Outubro de 1143), focando algumas datas de relevo antes do Tratado até aos nossos dias.
Em seguida o Dr. Arnaut evocou o 5 de Outubro de 1143 e a revolução republicana 5 de Outubro de 1910. Realçou algumas datas da monarquia portuguesa, congratulando-se do diálogo possível entre as duas instituições. Um orador brilhante, como sempre, um homem de diálogo e tolerância.
Depois foi dada a palavra ao Dr. Tiago Estevão Martim, um jovem assertivo, comedido e com um discurso muito actual e pertinente, defendeu a causa republicana.
Por último, falou o Dr. Diogo Dias que defendeu de forma brilhante e calorosa a causa monárquica.Um jovem muito promissor, com bom poder da palavra.
Em síntese, a alma portuguesa esteve presente nos dois sistemas políticos, a tolerância e o respeito apresentados pelos oradores foi louvável. Todavia, chega a uma altura em que não é possível o diálogo.
O dia 5 de Outubro foi muito frutífero, falou-se do país, do muito que há para fazer, focou-se a História que une os dois momentos Monarquia e República e as duas visões.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Citações
( Foto da abdicação de ontem, por Juan Medina / Reuters )
(...) Conhecemos o que se passou recentemente, os escândalos financeiros, as sucessivas operações, os casos amorosos, as caçadas, o pedido de desculpa. Mas o rei, durante décadas, foi útil ao seu país e enfrentou adversários perigosos, como o terrorismo ou o nacionalismo. Mesmo os não-espanhóis e os não-monárquicos devem estar " agradecidos " ( a expressão é de Javier Cercas ), porque o rei demonstrou coragem e prestou um serviço; tal como prestou um serviço agora, abdicando, quando percebeu enfim que tinha perdido a estima do seu povo. Uma monarquia ou tem legitimidade popular ou é um arcaísmo imprestável.
Juan Carlos salvou a Espanha e tornou os espanhóis em " juan-carlistas "; se agora salvou a monarquia, veremos. Javier Cercas, republicano e de esquerda, lembrou que isso não é o essencial : mais vale viver numa monarquia como a sueca do que numa república como a síria.
- Pedro Mexia, no Expresso do passado Sábado.
(...) Conhecemos o que se passou recentemente, os escândalos financeiros, as sucessivas operações, os casos amorosos, as caçadas, o pedido de desculpa. Mas o rei, durante décadas, foi útil ao seu país e enfrentou adversários perigosos, como o terrorismo ou o nacionalismo. Mesmo os não-espanhóis e os não-monárquicos devem estar " agradecidos " ( a expressão é de Javier Cercas ), porque o rei demonstrou coragem e prestou um serviço; tal como prestou um serviço agora, abdicando, quando percebeu enfim que tinha perdido a estima do seu povo. Uma monarquia ou tem legitimidade popular ou é um arcaísmo imprestável.
Juan Carlos salvou a Espanha e tornou os espanhóis em " juan-carlistas "; se agora salvou a monarquia, veremos. Javier Cercas, republicano e de esquerda, lembrou que isso não é o essencial : mais vale viver numa monarquia como a sueca do que numa república como a síria.
- Pedro Mexia, no Expresso do passado Sábado.
terça-feira, 10 de junho de 2014
Humor pela manhã
Paris, há poucos dias. Não pude deixar de sorrir ao ver a velhota Isabel II a proteger-se ela mesma da chuva e a muito mais jovem Anne Hidalgo, Maire de Paris, que não tem de se preocupar com a chuva ...
domingo, 8 de junho de 2014
Números
Bem sei que " o dinheiro não é tudo ", mas como os supostos " gastos " são um argumento recorrente quando se fala de regimes aqui ficam alguns números para que saibamos do que falamos.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Dia ( s ) histórico ( s )
Em Espanha, pois claro. E depois dos comentários ao meu primeiro post sobre a abdicação de D.Juan Carlos, sinto-me obrigado a dizer algo mais : Em primeiro lugar, não há nada em termos formais, jurídicos, que obrigue a um referendo sobre o regime. A Constituição de Espanha de 1978, referendada por quase 90% dos espanhóis, prevê a sucessão automática no trono, seja por morte ou como agora por abdicação. Há um herdeiro, conhecido desde sempre. Não podemos é exigir o respeito pelas constituições quando nos convém e o contrário quando não nos agrada ... Mas mesmo quem entenda que a vontade popular pode sobrepor-se em momentos como este, vi que apenas uns milhares ou umas dezenas de milhares de cidadãos andaram pelas ruas a exigir a república. Se fossem uns milhões, aí realmente havia um problema.
Quero eu dizer com isto que os que agora se manifestaram são os de sempre, aqueles que já contestavam a monarquia e queriam a república.
Por outro lado, não gostei nada de ver, como se constata na foto que está acima, as guilhotinas escolhidas por certas organizações que foram para as ruas para " ilustrar " as suas convicções. Só confirmaram o que penso há muito sobre muitos dos republicanos espanhóis, especialmente os da extrema esquerda : raivosos, ressabiados, invejosos. Em suma, perigosos.
P.S. - Não tenho o ainda Rei de Espanha como ser imaculado, tanto no plano oficial como pessoal, mas resumir 39 anos de reinado ao " caso dos elefantes " e às louras só por distracção histórica ou má vontade.
Até a D.Pilar ( Saramago ) foi mais sensata nas suas declarações...
sábado, 5 de outubro de 2013
Dois mundos no dia 5 de Outubro
Painel inspirado em pintores portugueses realizado pelos alunos da Escola Secundária da Quinta das Flores para a comemoração dos Cem anos da República.
Exposto na Biblioteca Municipal, Casa da Cultura em Coimbra
Em especial para a MR e os republicanos do blog.
Álbum de Aguarelas de Enrique Casanova que retrata algumas salas do Palácio da Ajuda
«O álbum de aguarelas de Enrique Casanova, que retrata ao todo dezanove salas dos Paços Reais da Ajuda, Cascais e Sintra ao tempo de D. Luís I, é uma peça paradigmática para o Palácio Nacional da Ajuda. (...)». (Daqui)
Em especial para João Mattos e Silva e os monárquicos do blog.
Em especial para João Mattos e Silva e os monárquicos do blog.
segunda-feira, 5 de março de 2012
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Bom dia, bom feriado!
Sou republicana, todavia a história dos reis encanta-me. Quando penso nisto sinto-me sempre dividida. Bom feriado para os republicanos e monárquicos!
D. Afonso Henriques, Igreja de Santa Cruz, Coimbra
Casa Museu Bissaya Barreto, Coimbra
domingo, 1 de maio de 2011
PENSAMENTO(S) - 170
Monarchy is the light above politics.
Esta frase do filósofo inglês Roger Scruton ( 1944- ), um dos mais respeitados do Reino Unido, é a minha única achega ao que já se escreveu nestas páginas sobre o casamento de sexta-feira.
Penso ser indiscutível, mesmo para os ( poucos ) republicanos ingleses, que a monarquia foi, desde os dias sombrios da Segunda Guerra Mundial, e continua a ser, a grande referência moral dos povos que ocupam as Ilhas Britânicas.
Mesmo os adulados Margaret Thatcher e Tony Blair, que julgaram, cada um no seu tempo e no seu modo particular, poder prescindir ou menosprezar a influência do monarca, perceberam que a glória dos políticos é cada vez mais efémera...
P.S. - Farto da ignorância dos media que não cessam de proclamar que a agora Duquesa de Cambridge, Catherine Middleton, poderá vir a ser a primeira plebeia a ser rainha consorte de Inglaterra. Será possível que não tenham ouvido falar nunca de Ana Bolena ou até de outras Catarinas ( Howard e Parr ) que foram rainhas de Inglaterra ? E mesmo antes dos mais "modernos" Tudor, existiram rainhas plebeias.
Esta frase do filósofo inglês Roger Scruton ( 1944- ), um dos mais respeitados do Reino Unido, é a minha única achega ao que já se escreveu nestas páginas sobre o casamento de sexta-feira.
Penso ser indiscutível, mesmo para os ( poucos ) republicanos ingleses, que a monarquia foi, desde os dias sombrios da Segunda Guerra Mundial, e continua a ser, a grande referência moral dos povos que ocupam as Ilhas Britânicas.
Mesmo os adulados Margaret Thatcher e Tony Blair, que julgaram, cada um no seu tempo e no seu modo particular, poder prescindir ou menosprezar a influência do monarca, perceberam que a glória dos políticos é cada vez mais efémera...
P.S. - Farto da ignorância dos media que não cessam de proclamar que a agora Duquesa de Cambridge, Catherine Middleton, poderá vir a ser a primeira plebeia a ser rainha consorte de Inglaterra. Será possível que não tenham ouvido falar nunca de Ana Bolena ou até de outras Catarinas ( Howard e Parr ) que foram rainhas de Inglaterra ? E mesmo antes dos mais "modernos" Tudor, existiram rainhas plebeias.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Hoje, nos Paços do Concelho
terça-feira, 22 de março de 2011
Ética republicana / Ética monárquica
(...) Quando, por exemplo, o Ministério da Justiça paga 72 mil euros a uma procuradora do Ministério Público contra o parecer da PGR e de um antigo secretário de Estado-o antecessor daquele que assinou-, levanta-se uma suspeita séria e legítima. Se a procuradora em causa fosse a mulher de um ministro japonês, este demitia-se imediatamente. Sendo a mulher do ministro português da Justiça abre-se um inquérito, o qual há-de apurar certamente que tudo se passou dentro da mais estrita legalidade. É a isto que chamam ética republicana, muito diferente da ética no Japão que, como se sabe, é uma monarquia.- Fernando Madrinha, no Expresso do passado sábado.
P.S.- Uma vez que já houve fuzilamentos e decapitações, receio que me calhe a mim uma bomba, coisa típica de certos movimentos noutros tempos...
sábado, 15 de janeiro de 2011
O candidato Coelho
O candidato presidencial José Manuel Coelho, que já pode ser considerado o nosso maior entertainer político, substituindo o calejado Alberto João, visitou ontem o Palácio de Belém, informou-se e depois declarou aos jornalistas que há despesismo na Presidência da República, concluindo com esta frase: " A Presidência da República Portuguesa fica mais cara do que a Casa Real Espanhola."Deve ter sido das coisas mais acertadas que já sairam desta boca.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Ainda os cartões de Natal...
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
No Centenário - 2
- O Infante D.Manuel, futuro D. Manuel II. (Adenda- Solucionado o desafio infra, aqui fica a informação em falta: o retrato é da autoria de Amadeo de Souza-Cardoso, o maior, e o mais monárquico, pintor português das primeiras décadas do séc.XX, e está exposto no Museu Amadeo Souza-Cardoso em Amarante. )Foi com surpresa que vi ontem, e graças ao aviso de um prosimetronista, o documentário de Eduarda Maio que passou depois do noticiário das 20h na RTP1, em horário nobre (!), sobre o último Rei de Portugal.
Um gesto bonito para com o principal vencido do 5 de Outubro de 1910, e onde foi focado sobretudo o seu exílio inglês, salientando a imensa generosidade de D.Manuel II até ao fim dos seus dias para com os seus conterrâneos mas também para o povo que o acolheu. E não posso deixar de mencionar a participação de Clara Macedo Cabral, amiga de vários prosimetronistas e radicada em Londres, que falou pela Maggs, os conhecidos livreiros que forneceram ao soberano exilado os preciosos volumes do séc.XVI que estão hoje em Vila Viçosa.
Parabéns à RTP, e espero que não tenha havido indigestões por parte dos mais fundamentalistas, de um lado e doutro das barricadas...
P.S.- Um doce, ou melhor uma caixa para não me chamarem sovina, a quem adivinhar quem pintou o retrato que está acima. Uma pista- é um grande nome da pintura portuguesa.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
No Centenário - 1

A revolução republicana significou uma mudança de gerações na elite.Não significou uma maior participação da população. Sob o domínio do Partido Republicano, houve menos eleitores e menos votantes do que antes de 1910. Nos cadernos eleitorais da república, em relação à monarquia, diminuíram os trabalhadores manuais. De resto, pouco mudou. Para quem queria contactar a administração, continuaram a ser precisos empenhos e favores junto de uma elite de homens instruídos e da classe média. A polícia tratou sempre a população mais pobre com brutalidade. Às mulheres, o regime negou sempre qualquer estatuto político.
A I República, sem sufrágio universal, sem eleições justas e sem rotação pacífica no poder, não faz parte da linhagem da atual democracia. Também não foi equivalente ao Estado Novo, por lhe faltar uma ideologia de rutura com o liberalismo e uma máquina de repressão legal ao mesmo nível. Na década de 1920, afastado Afonso Costa, os novos líderes do Partido Republicano, como António Maria da Silva, permitiram-se uma maior tolerância, embora sem abrirem mão do poder. Mas na conjuntura do pós-guerra, com a emergência do comunismo e do fascismo e uma grande contenção financeira, que liquidou o investimento público, essa nova política não deu origem a uma "Regeneração" como a de 1851, mas à cisão final do Partido Republicano, abrindo a porta à Ditadura Militar (1926-1933).
Para essa transição, contou o ambiente de guerra civil gerado pelo domínio exclusivista e arbitrário do Partido Republicano, que tornou aceitável a repressão e o uso da violência contra adversários políticos. Contou também o modo como o domínio radical pôs em causa, pelas reações que provocou, a hegemonia política e cultural da esquerda que vinha do século XIX. Foi sob a república que emergiu uma nova cultura de nacionalismo tradicionalista, que não existia com significado antes de 1910, e que constituiria o oxigénio intelectual do salazarismo. A República não " justifica " o Estado Novo, mas explica-o.
Estes são os 3 últimos parágrafos do notável ( não exagero no adjectivo) ensaio de quase 3 páginas que Rui Ramos, que nem sequer é monárquico, escreveu no Expresso intitulado A Iª República como objeto histórico.
Para mim, mesmo deixando de parte as minhas simpatias políticas, é muito bom ver alguém que contraria a "cartilha" ensinada durante décadas, e ainda foi o meu caso no ensino secundário em meados dos anos 80, de que a Iª República teria sido praticamente uma era de "vinho e rosas" infelizmente sufocada pelos militares reaccionários que entregaram o poder posteriormente a Salazar. A verdade histórica, como Rui Ramos bem demonstra, é muito mais complexa do que isso. Mas fico à espera que alguém faça a contradita: que venha dizer e demonstrar que Rui Ramos mente, omite ou exagera.
Se bem que, como viram e ouviram nos últimos tempos, até o Prof.Rosas já tem um discurso mais matizado...
Animação...
sábado, 2 de outubro de 2010
Cenas Portuguesas - 20


Esta manhã, antes de me vir exilar aqui na Outra Banda, não deixei de colocar a Azul e Branca na varanda, para espanto de quem estava numa grua a tratar dos holofotes junto ao imenso palco instalado na Alameda D.Afonso Henriques. E também para espanto de alguns colegas daqueles, que estavam no solo. Palco esse que servirá para o Grandioso Baile da República, na noite de 4 para 5 de Outubro, com os partipantes que se podem ver aqui já ao lado. E até há um antigo candidato presidencial, Manuel João Vieira, como Mestre de Cerimónias. Acho que ainda o veremos comendador depois disto.
Já à porta do prédio, enquanto os meus pais olhavam para a minha varanda com um olhar (misto de tolerante/compungido) como só os pais sabem fazer, aproximou-se a minha quase octogenária porteira que imediatamente também elevou o olhar.
E perguntou: " Sr.Dr., aquele pano é para assustar os pombos? "
Respondi com um singelo: " Também". E afastei-me de mansinho, enquanto ela ficava a olhar para o "pano".
sábado, 11 de setembro de 2010
Novidades - 141
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