Prosimetron

Prosimetron
Prosimetron: termo grego que designa a mistura de prosa e verso.

sábado, 27 de setembro de 2008

As 100 citações do cinema - #21

"A census taker once tried to test me. I ate his liver with some fava beans and a nice Chianti."

Hannibal Lecter (Anthony Hopkins), "The Silence of the Lambs", 1991

Adolfo Casais Monteiro : 30 Setembro

Convite - Inauguração da exposição "Adolfo Casais Monteiro - Uma outra Presença" - BNP - 30 de Setembro - 18h30

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O Nome da Rosa em Tomar


É já no próximo domingo que, no Convento de Cristo, se recua até 1327. Um monge morre misteriosamente. Mas é somente o primeiro de sete cadáveres...

Todos os domingos, à mesma hora (17H17), no mesmo local (Convento de Cristo), a história (O Nome da Rosa, a partir de Umberto Eco) repete-se, pelas mãos (e não só) da Companhia de Teatro de Tomar, Fatias de Cá.

Há três anos em cena, O Nome da Rosa, regressa até Dezembro, a um dos maiores palcos de Portugal.


Fatias de Cá, Reservas: 960 303 991

Chiado musical

Quem no próximo dia 4 de Outubro (sábado) passar pela zona da Baixa-Chiado vai poder ver e ouvir música, muita música. Orquestra, árias de ópera, recitais, coros e muitas formações musicais vão decorrer simultaneamente e ao longo do dia, em vários locais da zona mais cosmopolita da cidade. Tudo com entrada livre, numa iniciativa conjunta EGEAC/Orquestra Metropolitana de Lisboa denominada "Música nas Praças". A ideia surgiu na sequência das comemorações do Dia Mundial da Música a 1 de Outubro.

As 100 citações do cinema - #22

"Bond. James Bond."

James Bond (Sean Connery), "Dr. No", 1962

Património - A arte do século XX também é património!

Chegou-me esta notícia. Não quero acreditar no que está a acontecer! Transcrevo-a tal como me chegou por e-mail:

"Maria Keil (gosta que a tratem apenas por Maria) nasceu na cidade de Silves, em 1914. Partilhou a maior parte da sua vida com o arquitecto Francisco Keil do Amaral, com quem se casou, muito jovem, em 1933.


De lá para cá fez milhares de coisas, sobretudo ilustrações, que se podem encontrar em revistas como a “Seara Nova”, livros para adultos e “toneladas” de livros infantis, os de Matilde Rosa Araújo, por exemplo, são em grande quantidade. Está quase a chegar aos 100 anos de idade de uma vida cheia, que nos primeiros tempos teve alguns “sobressaltos”, umas proibições de quadros aqui, uma prisão pela PIDE, ali... as coisas normais para um certo “tipo de pessoas” no tempo do fascismo.
Para esta “história”, no entanto, o que me interessa são os seus azulejos. São aos milhares, em painéis monumentais, espalhados por variadíssimos locais. Uma das maiores contribuições de Maria Keil para a azulejaria lisboeta, foi exactamente para o Metropolitano de Lisboa. Para fugir ao figurativo, que não era o desejado pelos arquitectos do Metro, a Maria Keil partiu para o apuramento das formas geométricas que conseguiram, pelo uso da cor e génio da artista, quebrar a monotonia cinzenta das galerias de cimento armado das primeiras 19, sim, dezanove estações de Metropolitano. Como o marido estava ligado aos trabalhos de arquitectura das estações e conhecendo a fatal “falta de verba” que se fazia sentir, o Metro lá teve de pagar os azulejos, em grande parte fabricados na famosa fábrica de cerâmica “Viúva Lamego”, mas o trabalho insano da criação e pintura dos painéis... ficou de borla. Exactamente! Maria Keil decidiu oferecer o seu enorme trabalho à cidade de Lisboa e ao seu “jovem” Metropolitano.




Estes pormenores das estações do “Intendente” (1966) e “Restauradores” (1959), são bons exemplos.




Recentemente a Metro de Lisboa decidiu remodelar, modernizar, ampliar, etc, várias das estações mais antigas e não foram de modas. Avançaram para as paredes e sem dizer água vai, picaram-nas sem se dar ao trabalho de (antes) retirar os painéis de azulejos, ou ao incómodo de dar uma palavra que fosse à autora dos ditos. Mais tarde, depois da obra irremediavelmente destruída, alguém se encarregaria de apresentar umas desculpas esfarrapadas e “compreender” a tristeza da artista.
A parte “realmente boa” desta (já longa) história é que ao contrário de quase todos os arquitectos, engenheiros, escultores, pintores e quem quer que seja que veja uma sua obra pública alterada ou destruída sem o seu consentimento, Maria Keil não tem direito a qualquer indemnização.
Perguntam vocês “porquê, Samuel?” e eu tão aparvalhado como vós, “Porque na Metro de Lisboa há juristas muito bons, que descobriram não ser obrigatório pedir nada, nem indemnizar a autora, de forma nenhuma... exactamente porque ela não cobrou um tostão que fosse pela sua obra!!!

Este país, por vezes consegue ser “ainda mais extraordinário” do que é o seu costume! Ou não?

Parêntesis: Qualquer alteração na “Gare do Oriente” do Arq. Calatrava, ou nas Torres das Amoreiras, do Arq. Tomás Taveira, só a título de exemplo, têm de ser encomendadas ao arquitecto que as fez e mesmo assim, ele pode recusar-se a alterar a sua obra original. Se os donos da obra avançarem para a alteração sem o acordo do autor, podem ter por garantido um belo processo em tribunal, que acabará numa “salgada” indemnização ao autor.

Olivia Newton-John

Faz hoje 6o anos. Eu nem queria acreditar. Lembro-me perfeitamente de ter ido ver o "Grease" ao cinema Berna. Pois é, mas isso foi em 1978. Como o tempo passa!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Porque não um Dia sem Vacas?


Acabadinhos de comemorar mais uma Semana Europeia da Mobilidade numa altura em que o mundo continua às voltas com as questões ambientais, incansável na apresentação de alternativas menos poluentes a diversos níveis, o que fazer com as vacas? Sim, com as vacas...
É que sempre que os simpáticos bovinos ruminam estão a libertar metano (à razão de 300 gramas por dia), um gás com efeito de estufa 23 vezes mais perigoso para o ambiente que o CO2. E sempre que é produzido um quilo de leite são emitidos para a atmosfera 1,3 kg de dióxido de carbono.

A arte de provocar

Uma lagosta gigante pendurada num tecto de Versailles, numa das salas onde há 219 anos se passeava Maria Antonieta, é uma das propostas iconoclastas da exposição Jeff Koons Versailles (até 4 de Janeiro). Aquela exibição de objectos estranhos foi a forma que o artista norte-americano encontrou para reinterpretar de forma contemporânea alguns espaços do palácio considerado um dos maiores exemplos da arquitectura e decoração barrocas.
(A propósito, o Petit Trianon vai reabrir no próximo dia 2 de Outubro, após recuperação do seu ambiente do séc. XVIII, num investimento que rondou os cinco milhões de euros).
Um sapo crucificado integra a polémica obra de Martin Kippenberger que pode ser vista até 1 de Maio, no Museu de Arte Contemporânea (MOCA), em Los Angeles. Martin Kippenberger: The problem perspective é a retrospectiva deste alemão que foi artista plástico, entertainer, empresário, arquitecto e editor.

O Rijkmuseum de Amesterdão vai arriscar ao fazer de uma única peça o seu highlight para esta rentrée. Trata-se de uma caveira concebida em estrutura de platina com incrustações em diamantes de autoria do britânico Damien Hirst. Pode parecer despropositada a mostra da peça no grande museu de Amesterdão não fosse o artista ter-se inspirado na arte mortuária da idade de ouro holandesa, quando os mercadores, enriquecidos pelos lucros das grandes companhias de comércio, não olhavam a despesas para perpetuação da sua memória (e vaidade). Esta caveira de diamentes estará em exibição entre 1 de Novembro e 15 de Dezembro.






There's No Place Like Home

M. mandou o momento da frase anterior...

As 100 citações do cinema - #23

"There's no place like home."

Dorothy Gale (Judy Garland), "The Wizard of Oz", 1939

A gaivota que não queria ser

Do Clube de Contadores de Histórias recebi esta integrada no projecto "Abrir as portas ao sonho e à reflexão"

A gaivota que não queria ser
Era uma vez uma gaivota que gostava de ser pomba.
Dizia ela que as gaivotas não servem para nada, ao passo que as pombas sempre servem para alguma coisa.
— Levam cartas, mensagens, avisos de um lado para o outro — explicava ela às outras gaivotas. — São as pombas ou os pombos-correios.
— Também há quem as cozinhe com ervilhas — interrompeu-a uma gaivota trocista.
— Essa serventia a nós não nos interessa — arrepiaram-se as outras gaivotas, que voaram, alarmadas.
Ficou sozinha a gaivota que queria ser pomba. Servir de cozinhado também não estava nas suas ambições, mas à falta de outro préstimo… E pensou: “Gaivota estufada”, “Gaivota de cabidela”, “Gaivota guisada com batatas”…
Realmente, não lhe soava bem. E menos bem devia saber, porque nunca lhe constara que os humanos, de boca aberta para todos os gostos, tivessem incluído tais receitas nos seus livros de cozinha.
A gaivota que queria ser pomba ficou a olhar o mar. Ia abrir as suas asas para as lançar sobre as ondas, à cata de peixinho para o almoço, quando um estranho torpor lhe tomou o corpo. Deteve-se. Encolheu-se. Tapou a cabeça com uma asa. Aquilo havia de passar.
As outras gaivotas, que há pouco tinham debandado, regressavam à praia, apanhadas pelo mesmo entorpecimento que atingira a gaivota desta história.
Formaram um bando tiritante, rente ao mar. Umas, levantadas numa só pata, outras escondidas numa cova da areia, olhavam as águas esverdinhadas, espumosas, como turistas descontentes com a paisagem.
— Estão as gaivotas em terra — disse uma voz humana, abrindo uma janela, junto à praia. — Vai haver tempestade. Sendo assim, já não me arrisco a ir para o mar.
De facto, quando as gaivotas ficam em terra, os pescadores sabem que o tempo vai mudar. Elas é que dão o sinal. Elas é que sabem. Elas é que pressentem quando a tempestade se aproxima.
“Afinal, sempre tenho alguma utilidade”, pensou a gaivota que queria ser pomba, toda enrolada numa bola de penas, e, daí em diante, preferiu continuar a ser gaivota.
António Torrado

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Com o Outono, começa a época dos concertos...


“…Como eu disse o público era normal. Oitenta por cento saíra dos hospitais da cidade com alta temporária; a bilheteira dera prioridade às alas de pneumologia e otorrinolaringologia. Reserve agora para arranjar um lugar melhor, se tiver uma tosse de 95 decibéis… O allegro da abertura correu bastante bem: dois ou três espirros, um caso sério de muco compacto a meio do balcão, que quase necessitou de intervenção cirúrgica, um relógio digital e uma quantidade de virar de páginas do programa…”
“É difícil saber qual a atitude a tomar, não é? Deve passar-se o mesmo com os músicos. Se ignoram os sacanas da bronquite, arriscam-se a dar a impressão de que estão tão embrenhados na música, que é tossir o que se quiser que eles nem dão por nada. Mas se tentam impor a autoridade… Vi o Brendel largar as teclas a meio de uma sonata de Beethoven e lançar um olhar enfurecido na direcção do culpado. Mas o sacana provavelmente nem nota que está a ser repreendido, enquanto nós, os outros, começamos a ficar inquietos, sem saber se o Brendel ficou mesmo perturbado, ou coisa assim…”

Julian Barnes, “A Mesa Limão”, contos, 2004, “Vigilância”, Asa, 1ª edição 2008.

Fabergé


Peter Karl Fabergé, nasceu em S. Petersburgo em 30 de Abril de 1846 e morreu em Lausanne em 24 de Setembro de 1920. Joalheiro como seu pai, inovou a arte e tornou-se joalheiro da Corte Imperial russa em 1882. Com uma encomenda, pelo Czar Alexandre III, de um ovo, pela Páscoa de 1885, para oferecer a sua mulher Maria Feodorovna, o nome de Fabergé ficou para sempre ligado a estas peças de joalharia, com metais nobres, esmaltes e pedras preciosas.

Crê-se que até 1916, o joalheiro fez cerca de 56 ovos, dos quais foram recuperados 44. O seu nome ganhou fama internacional e a Casa Fabergé – existente ainda hoje em França, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos e Brasil - produz séries limitadas de “ovos Fabergé” em cristal de várias cores e metais nobres, reproduzindo desenhos originais dos séculos XIX e XX. O valor mais alto atingido em leilão por uma destas peças, reproduzindo a carruagem da czarina Alexandra,ultrapassou os 24 milhões de dólares, segundo a Sotheby's.

As 100 citações do cinema - #24

"I am big! It's the pictures that got small."

Norma Desmond (Gloria Swanson), "Sunset Boulevard", 1950

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Cliff Richard : The Young Ones

Miss Tolstoi voltou ao nosso convivio. Bem vinda. Aqui fica a música que nos deixou:

Equinócio de Setembro

O Outono chega... aqui fica uma balada


a versão cantada é diferente da versão escrita, que também aqui se regista:

BALADA DO OUTONO

Águas
E pedras do rio
Meu sono vazio
Não vão
Acordar
Águas
Das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto
A cantar

Rios que vão dar ao mar
Deixem
meus olhos secar
Águas
Das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto
A cantar

Águas
Do rio correndo
Poentes morrendo
P'ràs bandas do mar
Águas
Das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto
A cantar

Rios que vão dar ao mar
Deixem
meus olhos secar
Águas
Das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto
A cantar


José Afonso, 1929-1987

As 100 citações do cinema - #30

"I want to be alone."

Grusinskaya (Greta Garbo), "Grand Hotel", 1932

Richard Wright : 15 Setembro 2008

Richard Wright tribute R.I.P
morreu no dia 15 de Setembro o teclista dos Pink Floyd



Wish You Were Here

So, so you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skys from pain.
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?

And did they get you to trade
Your heros for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
And did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?

How I wish, how I wish you were here.
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears.
Wish you were here.

Esther & Abi Ofarim - Cinderella Rockefella


1968

Desejo um dia divertido a todos!

The Shadows : Atlantis


1963
Para alguns é recordar... para outros é aprender. Dizem que para a época foi o máximo!

domingo, 21 de setembro de 2008

Revivalismos para dispor bem

Um colaborador anónimo mandou este post com o título: "Revivalismos para dispor bem". Aqui fica e obrigado.

The beatles : Twist and Shout

Cliff Richard - Congratulations

Mandaram este post para animar! Aqui fica... e obrigado

1968

Wagner : Parsifal

Perlúdio do 1.º Acto, Maestro: Barenboim



Espero que as nuvens deixem passar a luz!

As 100 citações do cinema - #31

"After all, tomorrow is another day!"


Scarlett O'Hara (Vivien Leigh), "Gone with the Wind", 1939

Henry de Montherlant


Henry Marie Joseph Frédéric Expedite Millon de Montherlant, nasceu em 20 de Abril de 1895 em Paris e suicidou-se na sua casa, nº 25 do Quai Voltaire, na capital francesa, em 21 de Setembro de 1972, « para escapar à angústia de ficar cego subitamente » . Romancista, poeta, ensaista e dramaturgo, foi eleito de motu proprio para a "Académie Française" em 1960.
A sua bibliografia é muito vasta. Da sua obra para teatro, uma peça tem particular significado para os portugueses : La Reine Morte, sobre o drama de Inês de Castro e a relação entre o amor e o poder, estreada em 1942 na "Comédie Française".

"Morremos quando não há mais ninguém por quem tenhamos vontade de viver"

Henry de Montherlant