Prosimetron

Prosimetron
Prosimetron: termo grego que designa a mistura de prosa e verso.

sábado, 14 de abril de 2012

Resposta ao desafio do Luís - os livros que mais ofereci.

Seguindo o desafio do Luís aqui ficam dois livros que mais ofereci.


Memórias de Adriano de Marguerite Yourcenar porque foi um livro que admirei muito. Registo também que foi o primeiro livro que li da escritora.


Siddharta de Herman Hesse foi um livro que li na adolescência e me despertou o gosto pelo Oriente. Um livro que me tocou sobremaneira, daí também o escolher para oferecer.



Costumo oferecer os livros adequando ao perfil das pessoas em causa e tendo em conta o meu gosto por esses mesmos livros.

Os meus franceses - 189

Cavalleria rusticana / Pagliacci

Estas duas óperas podem ser vistas desde ontem na ópera da Bastilha, em Paris, com direcção musical de Daniel Oren:

Resposta ao desafio - parte III

Era para ter colocado mais dois livros no post anterior, um que me foi dado pelo meu pai e outro por um amigo. Aqui fica apenas o último, presente de 1996.

E assim termino as minhas respostas ao desafio do Luís. Desculpem ter sido tão longa.

Resposta ao desafio - parte II

Estes dois livros foram-me dados em aniversários, o primeiro por uma colega de escola e o segundo por uns primos. Ambos foram lidos vezes sem conta. Podia acrescentar a lista.
Este livro foi-me dado pelo meu pai e comprado na Feira do Livro. Marcou-me bastante esta leitura. Já fiz um poste sobre este livro no blogue. 
Foi o primeiro livro que li de Zola. A ele se seguiram Germinal e quase toda a saga dos Rougon-Macquart.
Outro livro que me marcou muito, mas que só compreendi verdadeiramente uns anos mais tarde, quando o voltei a ler. Atrás deste seguiram-se muitas outras obras de Sartre.
Foi o primeiro livro de Erico Veríssimo, também uma oferta do meu pai e também adquirido na Feira do Livro. De seguida, li todas as obras deste escritor que, na altura, se encontravam publicadas em Portugal. Ainda hoje, gosto bastante de Erico Veríssimo. 
Este foi o primeiro livro de Jorge Amado que li, em 1968, pouco antes da vinda a Portugal do escritor. Depois deste, devorei uns quantos mais. Comprado pela minha mãe numa papelaria que havia na Av. da Igreja, a Havaneza, onde hoje está uma filial da Caixa Geral de Depósitos.
Foi o primeiro contacto que tive com a poesia de O'Neill e também foi um amor para a vida. O livro foi-me oferecido por um grande amigo. 
Foi-me também dado por uns amigos - os mesmos que me ofereceram o livro de Henry Miller, de que falei ontem - e foi o primeiro contacto que tive com a poesia de Herberto Hélder. Anteriormente só tinha lido a Apresentação do rosto
Este livro não foi obviamente o primeiro contacto que tive com a obra de Mário Cesariny, mas tem para mim um grande valor afetivo. E aqui ficam os meus três poetas preferidos, sem ordem.

Cingi-me a ofertas, tal como se encontrava pedido no desafio. 

Pacotes de açúcar - 12


Óbidos

Gerâneos entre o casario

Luz e sombra



Exposição em Óbidos

Num passeio a Óbidos encontrei uma exposição sobre ópera no Museu Abílio Mattos e Silva*.


Figurinos para a Carmen de Bizet, colecção do Museu do Teatro, sd, Paulo Ferreira


Expositor com alguns livros sobre bailado com desenhos de Abílio Mattos e Silva



*Pintor, figurinista, artista plástico. Nasceu no Sardoal e viveu em Óbidos.

O beijo

Ontem foi o Dia Mundial do Beijo e hoje faz 100 anos que nasceu o autor desta fotografia: Robert Doisneau.


À boca aflora o beijo dado 
em um minuto ou ano
que outra boca não diz.

Pedro Tamen

E assim vai Lisboa. Acerca de José António Saraiva

Quem escreve sobre o que não sabe, pode apanhar com comentários destes.

E se não conhece a crónica, pode perder um pouco de tempo lendo-a  aqui.

PS. já está emendado o link.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

No dia do beijo

Boa noite!

Pagamento dos aperitivos nos restaurantes não é obrigatório

Proprietários que não respeitem a lei incorrem em multa e até em pena de prisão


Quando se senta na mesa de um restaurante e lhe colocam os couverts, também conhecidos por aperitivos ou entradas disponíveis, saiba que não tem de os pagar se não os consumir. 

Decreto-lei 24/96 (art.º 9.º ponto 4) 
O facto é que, no particular do direito à protecção dos interesses económicos do consumidor, a Lei 24/96, de 31 de Julho, ainda em vigor, estabelece imperativamente: «O consumidor não fica obrigado ao pagamento de bens ou serviços que não tenha prévia e expressamente encomendado ou solicitado, ou que não constitua cumprimento de contrato válido, não lhe cabendo, do mesmo modo, o encargo da sua devolução ou compensação, nem a responsabilidade pelo risco de perecimento ou deterioração da coisa.» 

 Recebido por e-mail.

Por isso é que na maioria das vezes quando não os quero consumir, assim que os colocam na mesa, peço para os levarem. Para além de tudo, escusam de as manteigas e os patés estar fora do frigorífico a deteriorar-se.

O post foi muito alterado depois deste comentário de JP:
MR: não leve a mal, mas acho que cometeu um pecado! mas venial, por não doloso :) A questão não é assim tão simples e, Luís Barata, era melhor pôr aqui um disclaimer, não "vão vir charters" de processos para cima do blog, se alguém confia nesta "doutrina"!:)
Em poucas palavras: é verdade que não se tem qualquer "responsabilidade" pelo que se não pede; mas, o que se consome (pedido ou não), tem necessariamente que se presumir não ser gratuito. E pagar-se, se tal for pedido (às vezes é mesmo oferta). 
De outra forma, a lei veio acabar com a chico-espertice de restaurantes, mas não para a substituir pela dos clientes! :)

Resposta ao desafio - parte I

Depois de pensar lá me fui lembrando de uns quantos livros que ofereci em quantidade. São eles os seguintes:

Páscoa feliz, de José Rodrigues Miguéis, foi a primeira obra que li deste escritor e adorei, de tal modo que fui lendo o que estava disponível do autor. Uma paixão que dura até hoje. Li-o, pela primeira vez, nesta edição de 1932, com capa de Fred Kradolfer. É um dos livros que mais tenho oferecido, pela Páscoa. Quando alguém não o conhecia,chegava a Páscoa e lá iam umas amêndoas com este Miguéis. Ainda este ano pensei oferecê-lo, mas depois passou-me.
Esta é a edição que presentemente tenho: 3.ª ed., de 1965. Ofereci muitos desta, comprados em alfarrabistas e do da ed. de baixo, a 2.ª ed. de 1958, também adquirida em alfarrabistas.
«Recebo poucas visitas e, coisa estranha, não reconheço algumas das pessoas que se dizem das minhas relações. Interrogam-me, invocam nomes, datas, olham-me com espanto e curiosidade. Com franqueza, irritam-me. Às vezes rato-as mal. A impressão que me fica é de tê-las conhecido, sim, mas numa vida anterior de que me não resta lembrança viva... Há certos enigmas contra os quais luto em vão.» (p. 23-24)

Este livrinho de Henry Miller foi-me oferecido por uns amigos em 1966. Gostei de tal modo dele que durante muito tempo o ofereci. Ainda há pouco tempo quis comprar um exemplar para oferecer e não encontrei.
Não sou particular leitora de Henry Miller - já fui! -, mas continuo a achar este «sorriso aos pés da escada» adorável.
«Sentado aos pés de uma escada que subia para a lua, Augusto quedava-se em contemplação, sorriso fixo, pensamento algures. O simulacro de êxtase, por ele levado à perfeição, impressionava sempre os espectadores como se fora o cúmulo do contra-senso. O favorito tinha mais truques na manga, mas este era inimitável. Jamais ocorrera a um palhaço figurar o milagre da ascenção.» (p. 21-22)

E chegámos ao Pacheco e aos Doutores. No Natal de 2002, devo ter comprado uns dez exemplares deste livro para oferecer. E quem o recebia era sempre no meio de grandes sorrisos e risadas.
«Era no tempo em que os animais falavam. O Menio Jesus tinha então doze anos e estava um homenzinho.» (p. 19) Promete!...

Quanto aos livros que me ofereceram, o caso é mais bicudo. Fica para amanhã.

Um quadro por dia - 235


Henri de Toulouse-Lautrec, O Beijo, 1892, óleo sobre tela.

No Dia Mundial do Beijo, actividade que ( bem feita, pois claro ) há muito que se sabe fazer bem : baixa os níveis do cortisol ( hormona do stresse ) e liberta endorfinas ( as substâncias químicas que nos dão a sensação de prazer ).

Humor do dia...

Números - 88


(...) O maior mistério, contudo, é escrever-se " valter hugo mãe " no Google e em poucos segundos surgirem 468 mil referências e fazer o mesmo para Herberto Helder e não se ir além de das 77.700.
(...) só Camões nos impede de cortar os pulsos : UM MILHÃO E VINTE MIL entradas.

- Ana Cristina Leonardo, no Expresso do passado sábado. ( E também não sou grande fã do valter hugo mãe )

Humor pela manhã... - 125


Outros tempos, outros costumes...

Hoje no Porto


Bom dia !



O genial Django Reinhardt acompanhado pelo Quinteto do Hot Clube de França, a 13/12/1940.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Os meus franceses - 188

Sublime!

A MR teve a gentileza de me oferecer geleia de limão que é simplesmente divinal, sublime, digno de manjar dos deuses.

Obrigada, MR!





Teve outra característica deliciosa é que chegou através do correio. :)






Resposta

Dois livros que ofereci muito, a obra-prima de Yourcenar e uma das melhores obras do filosófo espanhol Fernando Savater. Não sei se todos os primos mais novos e filhos de amigos chegaram a ler o segundo ou tiraram dele proveito, mas gosto de imaginar que sim. Quanto ao primeiro, vários amigos a quem o ofereci ficaram também eles admiradores da primeira Imortal, pelo que foi uma aposta ganha.


Os " melhores livros que me ofereceram ", pergunta ambígua mas a que respondo com estes dois, que recebi no início da adolescência e que me marcaram profundamente. Um, que me fez chorar baba e ranho já agora, ensinou-me a respeitar a diferença; o outro despertou-me a curiosidade insaciável pelas civilizações passadas, pelos mundos perdidos, e o desejo de ver in loco o que ficou. Não foram os mais valiosos, nem os mais raros livros que me ofereceram, mas foram muito importantes.


P.S. - Isabel, replique o desafio no seu blogue. O gosto é meu.

Bom dia !

Amanhã no Campo Grande



Um ovo de Páscoa

Lisboa: Casa do Algarve, 1931

Um conto para crianças em verso com umas lindas ilustrações de Roberto Nobre. Foi um ovo de Páscoa.

Uma olaia florida

Lisboa, 8 abr. 2012

Outros tempos

Programa das festas da cidade de Lisboa
Almada Negreiros, 1934

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Os meus franceses - 187

Hoje deu-me uma saudade de Serge Reggiani. Desta voz...

Pacotes de açúcar - 11

Já aqui postei uns desta série - Hoje é a noite! -, no formato ao alto.

Avé Maria

Mais uma sugestão para o nosso almoço prosimetronista. Esta tasca de petiscos recomenda-se. Fui há dias com uns amigos e gostámos, principalmente das costeletas de borrego e do alho francês à Brás. Os pudins provados - de queijo de cabra e de café - estavam deliciosos. Muito em conta.

Caixa do correio - 7

Ontem na caixa de correio tinha estes dois cartões, que agradeço a quem mos enviou:



Storie di ordinaria follia

Este filme de Marco Ferreri com Ben Gazzara e Ornela Mutti, sobre a vida de Charles Bukowski, passa ao final da tarde na Cinemateca.

Desafio


Duas questões, uma mais fácil do que a outra parece-me, para os colegas de blogue e para todos os visitantes:


- Qual o melhor livro que já lhe ofereceram?

- Qual o livro que mais oferece?