Prosimetron

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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Margarita Xirgu


Umas bocas-de-lobo para Margarida Xirgu.
Mérida, 21 Jan. 2011.


Eduardo Acero - Estátua de Margarita Xirgu (1888-1969)
Mérida. Teatro Romano
Foto, 21 Jan. 2011.


Actriz catalã, amiga de Lorca, exilou-se durante a ditadura franquista, vindo a falecer em Montevideu. Criou o Festival de las Artes do Teatro Clássico de Mérida, em 1933.


Margarita Xirgu no Teatro Romano de Mérida, representando Medeia.

O público assistindo à representação.
http://margaritaxirgu.es/castellano/vivencia/2medea/medea.htm
http://margaritaxirgu.es/castellano/material/dedicat/dediccas.htm

[UM RAMO DE ROSAS]

Margarita cada rosa
tiene un rumorcillo de agua,
y un dolor de estrella viva
bajo sus hojas heladas.

Llegan como niñas chicas
a tu mano delicada
bajo el ardiente jardín
moreno de tus pestañas.

Quisiera haberlas cogido
en un jardín de Granada
y haberme herido los dedos
con espinas de sus ramas.

!Ojalá que pronto puedas
correr por altas montañas
libre de tu camerino
como una corza en llamas!

Federico García Lorca

Gérard Castello Lopes


Gérard Castello Lopes - Escócia, 1985

Faleceu hoje em Paris, aos 85 anos.

Cinenovidades - 168 : Les Petits Mouchoirs



Um grupo de amigos decide passar em conjunto as férias de Verão, com algumas revelações inesperadas- é este o fio condutor de Les Petits Mouchoirs, um filme francês que estreou no final de Outubro e que merecia divulgação e exibição.

Em português - 76



Passar de vez em quando pela RTP Memória dá isto... :)

Números - 42


15.000.000


15 milhões-
é este o número de livros já digitalizados pela Google Books. Ainda longe dos 130 milhões- o número calculado de livros impressos desde os tempos de Gutenberg, mas ainda assim um número muito considerável.
Nunca tantos livros estiveram tão disponíveis.

Frutos

Para MR como agradecimento.

Colecção do artista

Frutos

Pêssegos, pêras, laranjas,
morangos, cerejas, figos,
maçãs, melão, melancia,
ó música de meus sentidos,
pura delícia da língua;
deixai-me agora falar
do fruto que me fascina,
pelo sabor, pela cor,
pelo aroma das sílabas:
tangerina, tangerina.

Eugénio de Andrade (daqui)

Novidades - 170 : Roteiro fabuloso

É o terceiro volume que Renaud Camus dedica a França nesta sua epopeia das casas do espírito, versando este sobre o Nord-Est, o que significa um roteiro erudito por Pas de Calais, a Picardia, a Champagne, a Lorena, a Alsácia, o Franco-Condado e a Borgonha. Não só as casas dos escritores e artistas ( Proust, Lamartine ou Jules Roy, entre outros ), mas também as dos santos, dos militares famosos, médicos e inventores. Da casa onde nasceu Pasteur ao castelo de Santa Joana de Chantal, do apartamento de Niépce ao retiro de De Gaulle em Colombey-les-Deux-Églises.

Demeures de l' esprit. France III Nord-Est, Renaud Camus, ed.Fayard, 536p., €30.

Este não conhecia...


Paris: Flammarion, 2009

Da mesma colecção de Mulheres que lêem são perigosas e Mulheres que escrevem vivem perigosamente, ambos de Stefan Bollmann, vi em Espanha dois outros da mesma série, Las mujeres que aman las plantas, de Claudia Lanfranconi e Sabine Frank, e Las mujeres que no pierden el hilo, de Thomas Blisniewski, mas este não conhecia. Fiquei com vontade de o espreitar depois de ler estas opiniões:
«S'appuyant sur la peinture, la littérature, la sculpture, tous les arts réunis, Laure Adler s'interroge sur le désir féminin. Un remarquable ouvrage.» (Lire, nov. 2009)
«Un superbe album qui mêle histoire de l'art, sensualité et féminisme.» (L'Hebdo: sélection Libraire Payot, déc. 2009)
«Femmes séductrices, émancipées, victimes, fatales, les voilà sublimées dans un hommage en textes et en tableaux.» (L'amour des livres, déc. 2009)
«De Vénus à Frida Kahlo, le voyage est plus qu'ensorcelant, il est désirable.» (Télérama, 2 déc. 2009)
«Une somptueuse traversée de l'art... Muses, victimes, femmes fatales s'offrent à notre regard, reflets d'un éternel féminin multiple. Une jouissance de l'esprit et des sens.» (Marie-Claire, déc. 2009)

June & Lula - I'm Not Going



Um duo com tonalidades country-folk. Esta é do novo cd, Sixteen Times.

Leituras no Metro - 40



Nos últimos dias, depois de uma conversa com uma amiga, deu-me para ler uns livros que não conhecia de Françoise Giroud (1916-2003). Gosto muito desta jornalista e cronista, e do modo como estava na vida e como via o mundo (embora nem sempre tenha concordado com as opções que fez), de quem já li uns quantos livros autobiográficos e as biografias de Alma Mahler, Jenny Marx, etc.
Agora, comecei por Françoise Giroud vous presente le tout Paris (Paris: Gallimard, 1952), uma série de retratos que ela traça de alguns parisienses ilustres, alguns dos quais não nos dizem nada hoje, a nós portugueses. E se calhar a alguns franceses. Quem sabe quem foi Simone Berriau? Edwige Feuillère, René Floriot, Pierre Fresnay, Galtier-Boissière, Maurice Graçon, Pierre Gaxote, etc? Mas também há os que conhecemos: Jean Anouilh, Collette, Christian Dior, François Mitterrand, e outros.
O primeiro dos retratados é o actor Marcel Achard (1899-1974) que, por sua vez, traça o perfil de Françoise Giroud, numa espécie de prefácio: «quando on la regarde, qu’est-ce qui frappe tout d’abord? Ses yeux.
«Elle est très jolie. Elle est même belle. Elle est élégante. On s’en aperçoit tout de suite. Mais on l’oublie dès qu’on a regardé ses yeux. Des yeux qui sont en même temps – et c’est difficile! – profonds et perçants. Pleins de curiosité et de mystère. Des yeux d’almée qui enregistrent chaque détail avec l’impacable précision d’une caméra. […]
«Ne dites pas: “Oh! ce type-là ne m’intéresse pas.” Vous n’en savez rien encore. Attendez de l’avoir vu avec les yeux de Françoise Giroud.» (p. 7-8)
Nascida em Lausanne, filha de dois otomanos, Françoise Giroud é pseudónimo de Lea France Gourdji.
Jornalista, esteve na fundação da revista Elle, criou em 1953, com Jean-Jacques Servan-Schreiber L’Express. Em 1983, Jean Daniel convidou-a para escrever no Nouvel Observateur, o que ela fará até à morte.
Quando fez 80 anos, exclamou: «Como é que isto me foi acontecer?!» Ter 80 anos, sentir-se e estar jovem.

Pégaso

Odilon Redon, que vai ser objecto de uma grande exposição em Paris, a abrir no dia 20 de Março no Grand Palais, pintou numerosos Pégasos. Aqui ficam dois deles, acompanhados de um poema de Rubén Darío.


Odilon Redon (1840-1916) - Musa em cima do Pégaso, 1900


Odilon Redon (1840-1916) - Pégaso negro, 1909
Col. particular

Cuando iba yo a montar ese caballo rudo
y tembloroso, dije: «La vida es pura y bella.»
Entre sus cejas vivas vi brillar una estrella.
El cielo estaba azul, y yo estaba desnudo.

Sobre mi frente Apolo hizo brillar su escudo
y de Belerofonte logré seguir la huella.
Toda cima es ilustre si Pegas o la sella,
y yo, fuerte, he subido donde Pegaso pudo.

Yo soy el caballero de la humana energía,
yo soy el que presenta su cabeza triunfante
coronada con el laurel del Rey del día;

domador del corcel de cascos de diamante,
voy en un gran volar, con la aurora por guía,
adelante en el vasto azur, ¡siempre adelante!

Rubén Darío (1867-1916)

O azeite na cosmética


Comprei, em Granada, uns sabonetes de azeite e limão para oferecer. E um para eu experimentar, mas ainda não o fiz. No site do fabricante vi que há outros sabonetes de azeite com aloé vera e com lavanda.
Vi também à venda cremes para as mãos e para o corpo, gel de banho e champô. Como experiência, vieram só sabonetes.
Disseram-me que há por cá quem faça sabonetes de azeite, mas eu desconhecia.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Boa noite!



Maria Farantouri (1947-) e Mikis Theodorakis.

L'amour


O Nouvel Observateur e o CNRS estão a editar, desde Outubro passado, L'Anthologie du Savoir, dirigida por Jean Daniel, fundador daquela revista.
«A nossa época leva-nos a ignorar os grandes textos. O nosso desafio é levar as pessoas a ler e gostar dos textos mais significativos de Aristóteles, Montaigne, Marco Polo ou Pascal, Santo Agostinho ou Marivaux. Todos esses escritores de que descobrimos sempre que os lemos de novo que têm algo de fundamental para nos transmitir», dizia Jean Daniel em entrevista ao Nouvel Observateur (14 Out. 2010), para apresentar a colecção.
Formada por dez volumes (La Bible et le Coran; La Philosophie occidentale, 2 vols.; Les Grands voyageurs; La Psychologie; La Physique; Mythes et légendes; Guerres et paix; Les Mathématiques; e L'Amour), acaba de sair o último volume, com textos de Eurípides, Santo Agostinho, Majnûn, Tristão e Isolda; Dante, Shakespeare, Gabriel de Guilleragues (Lettres portugaises), Casanova, John Keats, D. H. Lawrence, Marcel Proust e Louis Aragon.
€9,90 cada volume.

E que seja de vez

Já vai tarde, e não deixa saudades nenhumas.

Citações - 150


(...) Das malfadadas SCUT'S às nebulosas parcerias público-privadas, passando pelos sofisticados esquemas de financiamento a longo prazo das grandes obras públicas, o que vemos é o multiplicar de exemplos de antecipação de benefícios e direitos por contrapartida do adiamento-muitas vezes escamoteado- de custos e deveres.
A questão que agora se começa a colocar, à medida que chegam à idade eleitoral os milhares de jovens chamados a pagar a fatura de uma prosperidade artificial de que os seus pais gozaram, é a de saber até que ponto são sustentáveis as tensões que este fenómeno coloca no nosso sistema político e constitucional.
Porque é normal, convenhamos, que esta geração se sinta pouco apegada a um regime que - sem sombra de legitimidade - a traiu e "tramou". E bem tramada, de resto.
Já bastavam à democracia todas as demais doenças da modernidade. Mas esta crise da legitimidade intergeracional pode bem ser o grande desafio que tem pela frente.


- Pedro Norton, Bacalhau e democracia, na Visão.

Quatuor Modigliani



Haydn ( quarteto Opus 76, nº4 ) pelo Quarteto Modigliani.

Poemas - 28

Quand je me sens prêt à mourir

chaque matin et chaque soir

j' entends soudain la mer venir

et s' emparer des mes peaux mortes



Alors je remets à demain

les derniers codicilles noirs

d' un testament indéchiffrable

et je renonce à la lumière



Pour en sauver le souvenir



- Jean-Claude Pirotte
, in Autres séjours, 2010.

Dia Mundial do Doente

Neste Dia Mundial do Doente, um quadro ( A criança doente, de Edvard Munch, 1907, óleo sobre tela, sendo que esta tela da Tate Gallery de Londres é a quarta variação sobre o mesmo tema. A inspiração foi a irmã mais velha e preferida de Munch, Sophie, que faleceu aos 15 anos vítima de tuberculose. ) e um texto:

(...) O que aprende o doente com a dor, com o medo? A grande dificuldade para aquele que está doente e que sofre, é não estar autorizado a ser ferido por si próprio- e só esta afecção o poderá aliviar-, i.e., a sonhar, a ter visões, a evadir-se: os tratamentos quase sempre não o permitem. Na verdade, a cura só pode vir do som da voz e não do sentido da voz. Essa voz terá de saber, e fazer ressoar em si, que estar doente é uma das iniciações mais decisivas e terríveis à nossa vida, conhecer o que é perder o seu sangue, sem conhecer a causa, não no sentido da etiologia mas do estandarte que está em jogo, sacrifício que põe à prova e prova que qualquer um só se pertence a si próprio, que o homem por essência pertence-se.
Rainer Maria Rilke pede-nos que aceitemos que a dor é o nosso fundo, a nossa paisagem. Quando se sente o fundo que é a dor, diz ele, então os homens sentam-se diante dela, ela que está atrás deles, as estrelas caem e demoram-se no silêncio. A dor, o fundo que é a dor, murmura, rumoreja por cima deles como uma floresta. E eles estão perto uns dos outros como nunca estiveram. A dor é nosso fundo, é ela que nos obriga a procurar auxílio, a caminhar ao lado de alguém (...)

- Maria Filomena Molder, Princípios de Método. 4, in A Imperfeição da Filosofia, Relógio D'Água, 2003.

PENSAMENTO(S) - 156


Visse, scrisse, amo.
Viver, escrever, amar. - o epitáfio que Stendhal escolheu, gravado no seu túmulo do cemitério de Montmartre.

Em português - 75

Garda, a primeira estrela da música angolana, ainda canta e encanta. Aos 80 anos.

Um quadro por dia - 131

Hoje tinha de ser um Paula Rego, e este é da série Dog Women, já que a pintora recebe neste dia o doutoramento honoris causa pela Universidade de Lisboa pelo contributo para a cultura nacional.

Harry Martinson


Foto de Harald Borgström

A ALMA DE VAN GOGH

Prende os caules curvados para o sol
em flamejante laranja-escarlate.
Introduz furtivamente o pincel no arvoredo
e fixa aí em azul
o olhar penetrante da tua inabalável fé.
Corre das espirais verdes da sebe
para suster os montões de erva de amarelo laranja
antes que rasteje a cor para dentro dos bosques e em cogumelos se transforme.

Tens que trazer todos os animais indomados das cores:
catatuas, lobos, leões, cordeiros e moscardos, para o redil da tela...
Desce o crepúsculo sem estrelas, negro, com cataratas.
Vai quedar-se a noite diante das janelas do espírito.
E ne nhum fogo para desenhar a sua angústia na névoa!

Mira de través o gélido clarão por dentro.
Respira, boca de homem! Respira até abrires-te!
Abre!
Abre, oh! Deus!
(De Natur, 1934)

Harry Martinson (1904-1978)
In: Comboio camuflado / trad. do sueco por Silva Duarte. Lisboa: Dom Quixote, 1974, p. 55, 57

O sueco Harry Martinson recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1974. Faleceu, quatro anos depois, a 11 de Fevereiro.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Em pequeno quem não sonhou em viver numa casa na árvore?

Uma casa na árvore foi um dos sonhos da minha infância. David Jay Spyker é um pintor americano, nasceu em Rochester, Nova Iorque.
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David Jay Spyker, Homestead, 2000

Acrylics on Hardboard, 9 7/16 x 8 3/8 in. Private Collection: Wilmette, Illinois

If you have men who will exclude any of God’s creatures from the shelter of compassion and pity, you will have men who will deal likewise with their fellow men.”

St. Francis of Assisi


Na Casa da Achada

Vão ser mais uns dias preenchidos de actividades na Casa da Achada - Centro Mário Dionísio.

No sábado às 16h, na 6ª sessão de Itinerários recebemos Rui Canário para uma conversa sobre o seu percurso de vida pouco vulgar. Como se pode chegar à Faculdade de Letras para estudar História. Como se luta contra a ditadura fora dos grandes partidos. O que foi o serviço militar. O que foi ser professor do ensino preparatório e sindicalista depois do 25 de Abril. Das organizações ao trabalho «solto». Como se descobrem as «ciências da educação» e o que se pode fazer delas. Como se chega à pintura. Haverá também uma pequena exposição de pinturas de Rui Canário.

Cartaz Itinerários 6

No dia seguinte à tarde, domingo 13 de Fevereiro, das 15h30 às 17h30, Manuel Videira continua a Oficina Música com História(s). Depois de se ter passado por José Afonso, por Charlie Haden, pelo canto gregoriano, por canções de escravos hebreus e pelos Deolinda, vamos ver o que Manuel Videira nos traz para esta sessão.

Oficina Músicas

Na segunda-feira, 14 de Fevereiro, às 18h30 continua a leitura, com projecção de imagens, de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Estamos já na 5ª parte da obra, no capítulo «A paz a preto e branco», lido por Cláudia Oliveira e Levina Valentim. À noite, pelas 21h30, projectamos o filme Goya em Bordéus de Carlos Saura (1999, 107 min.), inserido no Ciclo Cinema e Cultura. Quem apresenta é Eugénio Castro Caldas.

14 FEV

Há ainda uma sessão no sábado à noite, a partir das 21h30, «O caso Battisti é o caso de todos nós» organizado pelo Grupo de Intervenção nas Prisões. Participam João Bernardo que falará do caso de Cesare Battisti, Rui Mendes que recordará o caso de Mumia Abu-Jamal e António Pedro Dores que falará sobre a situação das prisões portuguesas. Seguir-se-á um debate. Antes e depois das intervenções haverá um concerto com Amélia Muge, José Mário Branco, Pedro & Diana e Coro da Achada.

O Museu do Cairo


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«O Museu do Cairo é o edifício maior e mais bonito desta capital. Em nenhum da Europa os arquitectos se preocuparam tanto com a comodidade dos vistantes e com as boas condições para a ventilação, como neste quasi recente. Apesar de conter tantos cadaveres, tantos objectos que estiveram milhares de anos na escuridão dos túmulos, não se nota o mais leve cheiro. O ambiente interno é mais puro que o dos museus de pintura e escultura.
«Todavia, a elegante e higiénica alvura das suas escadarias e a arejada amplitude dos salões apenas se apreciamnos primeiros momentos, ao entrar-se no museu.
«Em seguida, assalta-nos o passado, envolve-nos o misterioso encanto deste país que resistiu a deixar-se conhecer no decurso de dois mil anos, e agora, repentinamente, em menos dum século, patenteia, com prontidão que pode chamar-se violenta, todos os segredos do seu passado. […]
«É neste museu que pode conhecer-se directamente a arte policroma dos egípcios. Junto do Nilo, nas ruínas de templos e pirâmides, perdura o esqueleto da sua civilização; aqui, debaixo do tecto, guardam-se-lhe os músculos, a carne, sobretudo a maravilhosa epiderme.
«Por toda a parte vemos ouro e cores. Até as estátuas de madeira ou de alabastro estão pintadas, com tão maravilhosa frescura de tintas que chega a fazer duvidar da sua remota origem. Quase todas as cabeças têm olhos de vidro, com uma rodela de ébano e metal imitando a pupila, dando-lhe fixidez enigmática e inquietadora. Parece que essas figuras com sessenta ou setenta séculos conservam ainda fragmentos que pode a maior parte da história humana presenciar.»
Vicente Blasco Ibáñez
In: A volta ao mundo. Lisboa: Livr. Peninsular Ed., 1931, vol. 3, p. 281-282

Casa-Museu Blasco-Ibáñez

Na nossa digressão por Valência não houve tempo para ir visitar a Casa-Museu Blasco Ibáñez.
O escritor nasceu nesta cidade em 29 Jan. 1869. Uma placa assinala o acontecimento no edifício que substituiu a sua casa natal, na actual Av. Vicente Blasco Ibáñez.
Republicano, esteve exilado, tendo falecido em Menton (França), em 1928.
A sua villa na Praia da Malvarrosa (Valência) alberga actualmente a Casa-Museu Blasco Ibáñez.

Mais franceses : Peppermoon

São um trio francês com belas baladas melancólicas, e já vão no segundo cd. Esta chama-se Aprés L' Orage.

Tosse? - 1


Embalagem antiga.

Santo Onofre e Seiva de Pinheiro

Rebuçados peitorais criados pela Joaquim Caetano Lda, em 1935, com sede na Rua Antero de Quental, 43-51, em Lisboa. Hoje a sua sede é nos Moinhos da Funcheira (Amadora).
http://santoonofre.com/

Jerusalém: ida e volta


É natural que este livro volte ao Prosimetron, já que o vou ler. Sou fã de Saul Below!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

What a movie can do!

"There was a hush in the Passion Play".
Jethro Tull
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O Ladrão Apaixonado


Este filme de Mário Monicelli passa hoje na Cinemateca, às 19h30.

Bia & Fred nas pirâmides do Egipto


Barcarena: Presença, 2005
€7,50
Mais um livro infantil com o Egipto como pano de fundo. Marta Gomes (1980-) e Nuno Bernardo levam os irmãos Bia e Fred a viajar pelo país dos faraós. O que os espera desta vez? «Alguém pretende destruir as pirâmides e tornar-se o novo governante daquele país e só a Bia e o Fred poderão impedir que este plano diabólico se concretize.» Mas o leitor poderá ajudá-los nesta missão, se descobrir as pistas que conduzem à palavra-passe de que eles tanto precisam.

Um quadro por dia - 130

Paul Gauguin( 1848-1903), Nature morte à L' Espérance, 1901, óleo sobre tela.

Contrariamente às regras, hoje há dois quadros, ou não fosse o leilão da Christie's ( Londres) de hoje um acontecimento relevante: além do Magritte que está abaixo, também obras de Monet, Picasso, Léger, Degas, Braque e este Gauguin, pintado no Taiti como homenagem ao seu antigo amigo Van Gogh. Os girassóis não enganam...

PENSAMENTO(S) - 155

O perigo de ser moderno é que podemos tornar-nos antiquados a qualquer momento.


Oscar Wilde

Em português - 74

Os Velha Gaiteira, que recuperam ritmos e instrumentos das Beiras, com Quarto minguante.

Um quadro por dia - 129

René Magritte, L' aimant , 1941, óleo sobre tela, 130,50x89,50cm.


Este nú pintado por Magritte já com a Bélgica ocupada pelas tropas nazis, vai hoje à praça na Christie's de Londres com uma base de licitação entre 4,15 e 6,5 milhões de euros.

Pinóquio no Egipto


José Rosado - Pinóquio no Egipto. Lisboa: Romano Torres, 1957. (Col. Manecas)
Il. Eugénio Silva (1937-).


Galleria Sevillana del Libro





Uma livraria ocupando um magnífico espaço, de um antigo teatro. Uma área de 1700m2 com 300000 volumes.
Calle Sierpes, 25
Sevilha

Cadernos Blaufuks

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tipos lisboetas


Eduarda Cary - O Ferro-velho
«As doze pinturas que agora se expõem ilustram alguns tipos característicos da cidade, vendedores ambulantes que percorriam Lisboa, durante os séculos XIX e XX. Estes tipos castiços, hoje desaparecidos, continuam a fazer parte do imaginário dos alfacinhas, inspirando os artistas plásticos e todos os que se interessam pelas suas tradições. Nestes quadros inspirei-me na obra do conhecido desenhador e aguarelista Calderon Dinis - Tipos e factos da Lisboa do meu tempo -, artista que tanto amou esta cidade e a quem presto a minha comovida homenagem.» (E.C.)

Fabula Urbis
R. Augusto Rosa, 27
Lisboa

A volta ao mundo em 80 dias


Il. de Henri Dimpre. Paris: Hachette, 1958. (Idéal-Bibliothèque)

No seguimento do post da Ana sobre Júlio Verne e A volta ao mundo em 80 dias, aqui fica uma promessa de há tempos: colocar a capa do primeiro livro francês que li.
Também eu espero, tal Phileas Fogg, partir de Londres com um devotado Jean Passepartout, para uma viagem à volta do mundo. Ou vice-versa.

«Porque é um homem de coração!»
«Às vezes», replicou Phileas Fogg, calmamente. «Quando tenho tempo.»
Foto de João H. Goulart, 1969.
Lisboa, Arq. Fot. CML PT/AMLSB/AF/JHG/S02703
O livro foi comprado na Livraria Bibliófila, que ficava na rua da Misericórdia, 102. A porta de entrada está, nesta foto, meio tapada pelo sinal de trânsito.
O prédio foi abaixo e no local está agora (parece-me) uma loja de roupa e acessórios.