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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Marcadores de livros - 3821


Versos e reversos.

No reverso, em alemão: «Um antiquário transmite conhecimento, sonhos e histórias.» (Roger Sonnewald, antiquário)
Pintura de Van Gogh.

Marcadores do alfarrabista alemão ZVAB
Para a Cláudia, nos 25 anos da Livraria Lumière. e com um agradecimento a quem mos enviou. 


quarta-feira, 29 de julho de 2026

Bacio - 141

Van Gogh - A noite estrelada, 1889
Nova Iorque, MoMA

«Não tenho a certeza de nada, mas a visão das estrelas faz-me sonhar.»
Van Gogh

domingo, 29 de março de 2026

«A cadeira amarela de Van Gogh»

Cadeira com cachimbo, 1888
Londres, National Gallery

No chão de tijoleira uma cadeira rústica, 
rusticamente empalhada, e amarela sobre 
a tijoleira recozida e gasta. 
No assento da cadeira, um pouco de tabaco num papel 
ou num lenço (tabaco ou não?) e um cachimbo. 
Perto do canto, num caixote baixo,
a assinatura. A mais do que isto, a porta, 
uma azulada e desbotada porta. 
Vincent, como assinava, e da matéria espessa, 
em que os pincéis se empastelaram suaves, 
se forma o torneado, se avolumam as 
travessas da cadeira como a gorda argila 
das tijoleiras mal assentes, carcomidas, sujas. 

Depois das deusas, dos coelhos mortos, 
e das batalhas, príncipes, florestas, 
flores em jarras, rios deslizantes, 
sereno lusco-fusco de interiores de Holanda, 
faltava esta humildade, a palha de um assento,
em que um vício modesto – o fumo – foi esquecido,
ou foi pousado expressamente como sinal de que 
o pouco já contenta quem deseja tudo. 

Não é no entanto uma cadeira aquilo 
que era mobília pobre de um vazio quarto 
onde a loucura foi piedade em excesso 
por conta dos humanos que lá fora passam, 
lá fora riem, mas de orelhas que ouçam 
não querem mesmo numa salva rica 
um lóbulo cortado, palpitante ainda, 
banhado em algum sangue, o quantum satis 
de lealdade, amor, dedicação, angústia, 
inquietação, vigílias pensativas, 
e sobretudo penetrante olhar 
da solidão embriagadora e pura. 

Não é, não foi, nem mais será cadeira: 
Apenas o retrato concentrado e claro 
de ter lá estado e de ter lá sido quem 
a conheceu de olhá-la, como de assentar-se 
no quarto exíguo que é só cor sem luz 
e um caixote ao canto, onde assinou Vincent. 

Um nome próprio, um cachimbo, uma fechada porta, 
um chão que se esgueira debaixo dos pés 
de quem fita a cadeira num exíguo espaço, 
uma cadeira humilde a ser essa humildade 
que lhe rói de dentro o dentro que não há 
senão no nome próprio em que as crianças têm 
uma fé sem limites por que vão crescendo 
à beira da loucura. Há quem assine, 
a um canto, num caixote, o seu nome de corvo. 
E há cantos em pintura? Há nomes que resistam? 
Que cadeira, mesmo não-cadeira, é humildade? 
Todas, ou só esta? Ao fim de tudo, 
são só cadeiras o que fica, e um modesto vício 
pousado sobre o assento enquanto as cores se empastam? 

 Jorge de Sena

segunda-feira, 29 de julho de 2024

Marcadores de livros - 3096

Três marcadores de pinturas de Van Gogh:


Autorretrato, 1889
Campo de trigo em Auvers-sur-Oise, 1890
Campos de trigo sob nuvens de tempestade, 1890

 

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Van Gogh à Auvers-sur-Oise - Les derniers mois


Esta exposição é a primeira dedicada às obras produzidas por Van Gogh nos últimos dois meses de sua vida em Auvers-sur-Oise, perto de Paris. Pode ser vista no Musée d'Orsay até 4 fev. 2024.


quarta-feira, 1 de março de 2023

Marcadores de livros - 2491

A pintura do primeiro, a contar da esq., é The Reader (ca1860) de Alfred Emile Stevens; a seguir, Afternoon Pastimes de Edward R. King; e por último, Grace Reading at Howth Bay de William Orpen.

Marcadores do mês de março destes calendários.
Da esq. para a dir.: A Lady Reading, de Eduardo-Leon Garrido (1856-1949); L'Arlésienne (1890) de Van Gogh; e The Day Dream (1880) de Dante Gabriel Rossetti.

As frases da esq. para a dir.:
«Ama o livro, ele ajudar-te-á a encontrar o teu caminho na confusão tempestuosa de pensamentos, sentimentos e eventos.»
Gorki

«As crianças contam histórias para adormecer - Os adultos para acordá-las.»
Jorge Bucay

«Constato que não há nada mais bonito do que ler.»
Jane Austen

Para Paula G.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

sexta-feira, 11 de março de 2022

Marcadores de livros - 2144


Monet - Mulher com sombrinha, virada para a direita, 1886
Paris, Musée d'Orsay
Van Gogh - Noite estrelada, 1888
Paris, Musée d'Orsay
Van Gogh - Pereira em flor, 1888

Para a Maria.

terça-feira, 30 de março de 2021

Vincent Van Gogh em Paris- a nossa Vinheta

Em consonância com MR, a nossa Vinheta celebra o nascimento de Vicent Van Gogh 
a 30 de março de 1853 em Zundert, Brabante.

A escolha recaiu sobre uma das pinturas realizadas em Paris.

Vicent Van Gogh, Estrada para Montmartre, Paris,1886,
Museu Van Gogh, Amesterdão


https://www.vangoghmuseum.nl/en/collection/s0092V1962

Marcadores de livros - 1842

Dois marcadores feitos a partir de obras de Van Gogh, editados pela Gusmán.
Na parte de trás os marcadores têm três citações sobre livros. Escolhi uma para colocar nestes; as outras irão acompanhar outros dois marcadores da mesma editora e que me foram enviados pela Justa, a quem agradeço.
Pena é que não se consigam ver os dourados.


Esplanada de café à noite, 1888
Ler aqui mais sobre esta pintura.
Noite estrelada. Saint-Rémy, jun. 1889

«Um livro é um amigo que nunca te virará as costas.»

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Marcadores de livros - 1717



Van Gogh - Pereira em flor, 1888
Amesterdão, Museu Van Gogh
Van Gogh - Noite estrelada em Arles, 1888
Paris, Museu d'Orsay

Para a Maria, que gosta de Van Gogh.

terça-feira, 31 de março de 2020

Leituras na quarentena - 13

Madrid: Harper Collins, 2017

Gosto dos romances de Daniel Silva e do seu espião e restaurador de arte Gabriel Allon.
O ISIS fez explodir uma bomba no Marais, em Paris. Uma das vítimas, uma francesa judia, era dona do quadro de Van Gogh, «Marguerite Gachet no seu toucador», dado como desaparecido. Gabriel Allon tinha-o restaurado e a proprietária do quadro deixa escrito que o quadro lhe deve entregue. O governo francês não quer que o quadro saia de França.
O governo francês pede a ajuda de Gabriel Allon que se encontra em Jerusalém a acabar o restauro da «Natividade com São Francisco e  São Lourenço», um quadro de Caravaggio roubado do Oratório de São Lourenço (Palermo), em 1969.


O restaurador ouve muitas vezes esta ária enquanto trabalha.


Gabriel Allon vai atrás do assassino que dá pelo nome de Saladino. E eu também. :)

A tradução é fraca e parece não ter tido revisão.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Les Hollandais à Paris, 1789-1914

Van Gogh - Vista do apartamento de Theo (pormenor).

Da tradição da pintura de flores às ruturas estéticas da modernidade, a exposição, organizada com o Museu Van Gogh em Amsterdão, destaca os intercâmbios artísticos, estéticos e amigáveis ​​entre os pintores holandeses e franceses, desde Napoleão ao início do século XX. A partir de 1850 mais de mil pintores holandeses deixaram o seu país para aprender, a maioria estabelecendo-se em Paris. Os pintores tiveram a oportunidade de aprender, encontrar lugares para expor e vender as suas obras, ou simplesmente fazer novos contactos. 
Estas estadias, mais ou menos longas, às vezes são o primeiro passo para uma instalação definitiva em França. Em qualquer caso, alguns deles tiveram uma influência decisiva no desenvolvimento da pintura holandesa, quando artistas como Jacob Maris e Breitner voltaram para a Holanda e aí difundiram novas ideias. Da mesma forma, artistas como Jongkind ou Van Gogh mostraram aos seus camaradas franceses, temas, cores, caminhos próximos da sensibilidade holandesa, inspirada na tradição da Idade de Ouro holandesa que o público francês descobre nesse período. 
Ao longo da exposição, obras de artistas franceses contemporâneos (como Géricault, David, Corot, Millet, Boudin, Cézanne, Monet, Signac ou Picasso) servem como ponto de referência e comparação com as obras de Ary Scheffer, Van Dongen ou Mondrian.
Esta exposição que esteve no ano passado em Amesterdão, pode agora ser vista no Petit Palais, em Paris, até 13 de maio.


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Van Gogh Alive - The Experience


Até ao final de agosto pode ver em Lisboa 120 obras de Van Gogh projetadas no Torreão Poente da Cordoaria Nacional. As pinturas, desenhos e escritos de Van Gogh são projetados em alta definição, em tamanhos enormes e de forma dinâmica nas paredes, nos tecto e no chão.
Fui ver esta exposição mais pelos meus netos porque achei que lhes agradaria, mas eu também gostei.


«Não tenho certeza de nada, mas a visão das estrelas faz-me sonhar.»
Van Gogh