Prosimetron

Prosimetron
Prosimetron: termo grego que designa a mistura de prosa e verso.

sábado, 8 de agosto de 2015

Ondas de Abril


Um filme que não consegui ver no cinema e que esperava no monte a sua hora. Foi agora. Não é um grande filme, mas é sempre agradável ver um suíço filmar a revolução portuguesa.

As visitas que chegaram para passar o fim de semana - flamingos




Santa Teresa de Ávila vista por Josefa de Óbidos

Pormenor de Santa Teresa de Ávila inspirada pelo Espírito Santo.

No ano em que se comemoram os 500 anos do nascimento de Santa Teresa de Ávila, merecem um destaque especial as cinco telas em que Josefa de Óbidos retratou alguns passos da vida de Teresa de Ávila e que se encontram presentemente na exposição do MNAA, mas que pertencem à Igreja Matriz de Cascais.

Para o Jad.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Regresso a Casa

Um filme tocante, com muito boas interpretações. Três prosimetronistas (acho que posso falar por todos) aconselham-no.

Onde me apetecia estar

Não me importava de andar pelas terras correspondentes a este brasão, como um certo prosimetronista a partir de hoje :), mas em Amboise também estaria muito bem :
Mais uma edição das Promenades musicales sous les étoiles , que decorrem no castelo real e no claustro de la Psalette em Tours e onde acontecem passeios nocturnos com fundo de música de câmara.


www.promenadesmusicalessouslesetoiles.com

Biografias e afins

 Uma conversa de ontem lembrou-me que ainda não tinha trazido aqui uma das mais recentes obras sobre Francisco I de França, cujo subtítulo, le portait -vérité , já diz muito . As virtudes são mencionadas, mas também os defeitos e os erros que foram muitos.
É de Clouet este que acho o mais belo retrato equestre do monarca , que pelo menos de altura foi mesmo grande. Francisco I tinha 1,98m de altura, o que ainda hoje não é de somenos ... ( Antes que venha algum comentário mais céptico, esclareço : sabe-se pelas armaduras feitas à medida e que ainda existem )

Lá fora - 231

 Ainda 10 dias para visitar esta Paris 1900, la Ville spectacle no Petit Palais. A evocação do ano 1900 e da exposição universal de Paris, quando a capital francesa era o centro do mundo, através de 6 " pavilhões " que recriam o espírito da época : das primeiras estações de metro de Guimard aos vestidos de Worth, das telas de Dufy ao apogeu de Sarah Bernhardt.

 Henri Gervex, Un soir de grand prix au pavillon d' Armenonville, 1905, óleo sobre tela, Museu Carnavalet.
 Binet, Projet pour la porte monumentale de l' Exposition universelle de 1900, 1898 .
Alfons Mucha, La Nature, 1899-1900, bronze dourado e prateado.

Humor pela manhã


Como disse um amigo meu quando a viu : " Comia-a toda ! "  :)

Marcadores de livros - 241

Verso e reverso de um marcador espanhol.

Bom dia !





Lennon&McCartney, que eram seus amigos, escreveram várias letras para ela, mas o primeiro sucesso mundial foi este, em 1964 e escrito por outro génio : Burt Bacharach . Cilla Black deixou-nos no passado dia 2, de causas naturais, aos 72 anos .

A nossa vinheta

Joseph Christian Leyendecker - «Lifeguard save me», 9 ago. 1924

Em tempo de praia é melhor haver um nadador salvador por perto. :)

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Boa noite!

Canção do final do filme Zuzu Angel.

Humor pela manhã


Parece um número do Cirque du Soleil, mas é só uma mudança na Lisboa castiça. E quem tem um vizinho com canadiana tem tudo ... :)

Bom dia !

Zuzu Angel

Não gosto de ver cinema em casa, de modo que há muito tempo que este filme estava num monte. Foi-me enviado pr um amigo brasileiro no Natal. O filme é baseado numa história verídica passada durante a Ditadura, no Brasil. Stuart Angel Jones, um estudante do Rio de Janeiro, filho de um americano de uma estilista é preso, torturado e assassinado. O seu corpo nunca apareceu. É um dos muitos casos de desaparecidos durante a Ditadura brasileira. O filme, que pode ver na íntegra a seguir, debruça-se sobre a luta da mãe, primeiro para encontrar o seu filho e depois para saber a verdade sobre o seu desaparecimento.

 

Uma reportagem sobre Zuzu Angel;


Um documentário sobre Stuart Angel Jones:

Passeando em Lisboa - 16

2 ago. 2015

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

La Danseuse

Nas limpezas de Verão encontrei um livrinho de Maurice Vlaminck editado pela Flammarion, Paris em 1955, com texto de Robert Rey.

Boa noite!

Planche 18  - La Danseese du Rat Mort , 1906, Collection A. Fried

«Au temps du fauvisme qui venait d' éclore, éclatant comme une fleur de cactus, Derain, Dufy, Vlaminck ont cherché les violentes rencontres de couleurs; de couleur et de sentiment, car loin d'être abstrait, cet art ne s'interdit pas, au contraire, de créer des synthèses explicites ou s'amalgament toutes les sortes des sensations perçues par l'artiste. Or , celles que procure le contraste entre l'et´tat d'âme d'un individu et le lieu dans lequel il se meut comptent parmi les plus vives.»

Boa noite!

Um pintor dinamarquês

que desconhecia e me caiu nos e-mails. Vale a pena conhecer.
Peder Mork Monsted, (10 December 1859 — 20 June 1941), nasceu em Balle, península de Jutlândia, na Dinamarca, estudou em Copenhaga e foi um viajante incansável, na Europa, Norte de África e Médio Oriente. Deixo aqui algumas telas, uma das quais, por óbvias razões, ofereço (virtualmente) ao Luís Barata.


 
 
 

Josefa de Óbidos e a invenção do barroco português



Uma ótima exposição, pelo menos para mim que gosto muito da pintura de Josefa de Óbidos. Pena é que os postais e os marcadores que fizeram sejam de péssimo gosto e impressão, sendo o preço na inversa: €1,50/postal; €2,00/marcador. O catálogo também não prima pela qualidade da impressão. Como é possível assassinar, assim, uma pintora destas?!

Dois marcadores e um postal. Com uma matéria tão boa, fizeram estas borracheiras.

Capa do catálogo. A capa é engraçada, porque a imagem é boa;  o pior é a má impressão das imagens. Ainda estou a pensar se o compro, ate porque tenho o da exposição que há anos se fez no Palácio da Ajuda,

Marcadores de livros - 240

Uma coleção em armónio da Livros do Brasil, recentemente comprada pela Porto Ed., publicitando livros de Steinbeck, Hemingway, Malraux, Truman Capote e Virginia Woolf, publicados na coleção Dois Mundos.

Agradeço a quem mos enviou.

E mais dois soltos, com o reverso branco.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Os meus franceses - 406



Humor pela manhã


Bom dia !

Leituras no Metro - 219

Lisboa: Matéria Prima, 2015

Augusto Santos Silva foi 'despedido' por email e o programa acabou no final de julho. Mas antes disso, a edição do livro já estava na calha. Vi o programa poucas vezes, e acho que Augusto Santos Silva, apesar do seu tom, por vezes, caceteiro, pensa bem. 
Não estava no meu horizonte ler este livro, mas alguém que me é próximo quis lê-lo. Ainda bem porque valeu a pena. 
A revisão do livro (se é que a teve) é péssima.

«Ninguém está aqui a denegrir os portugueses; de resto, durante o Estado Novo a doutrina oficial era precisamente a contrária. Talvez que a tendência que refere surja hoje em dia como reação a essa doutrina.
Por acaso, penso exatamente o oposto: que a tendência para apontar as realizações dos portugueses vem em linha mais ou menos direta da imagem salazarista de um povo que precisava de chefes transcendentes, porque sem eles era pobre criança sem propósito nem rumo.

Essa mania é geral, habita a sociedade, ou é de alguns articulistas em particular?
Caracteriza mais tipicamente uma parte da opinião publicada, que aliás faz desse chicotear constante dos portugueses a sua razão de ser e as bases da sua notoriedade. A atitude vem, aliás, de mais longe, porque se inscreve numa tendência há muito influente na inteligência nacional, de que a Geração de 1870 foi uma realização maior. É a tendência para fazer sustentar o poder cultural na crítica impiedosa e no apoucamento sarcástico das instituições sociais e políticas. Mas nem toda a gente tem, hoje, a graça de um Eça de Queirós ou de um ramalho Ortigão. E à medida que se perde a verve, aumenta o cabotinismo...» (p. 19)

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A memória já cá não mora, diz T-shirt

«Um futebolista português foi transferido do Santa Clara, Açores, para o modesto Jaén, Espanha. Na apresentação, ontem, ele chumbou em memória: apareceu de T-shirt com a cara de Franco estampada. Não a de Franco Baresi, grande líbero, que brilhou no Milan, mas a do general Francisco Franco Bahamonde, não confundir com Federico Bahamontes, lendário ciclista, ganhador dum Tour. Quer dizer, o nosso patrício, com tanta escolha haveria logo de ir pela cara dum pulha. Lá esteve, com sorriso de defeso e um criminoso ao peito. Se fosse manobra publicitária, seria de arromba (muitos tweets, ontem), mas foi só ignorância, ele não sabia de Espanha. Pior, os do clube de Jaén - que viram o português, do chegar até se sentar na sala das apresentações, e não o preveniram - alinharam em maior ignorância, não sabiam nada da sua Jaén. Esta é a andaluza capital mundial do azeite, cercada de oliveiras. Um dia, noutra eternidade, ouvi Paco Ibáñez a cantar "Andaluces de Jaén". Voz dorida dum exilado, a cantar quem trabalha: "Andaluces de Jaén / Aceituneros altivos/ Decidme en el alma, quien? / De quien son esos olivos? / Andaluces de Jaén." Palavras de Miguel Hernández, que começou pastor na Andaluzia e fez-se poeta grande. No fim da guerra civil, tentou fugir para Portugal mas Salazar devolveu-o a Huelva, ao tal da T-shirt. Miguel Hernández morreu numa cela, em 1942, aos 31 anos. Nada é tão perda de memória como quando ela é exposta ao peito.»
Ferreira Fernandes
DN, Lisboa, 30 jul. 2015

Quando vi este rapazinho na tv, também eu me lembrei da canção de Paco Ibáñez.

Marcadores de livros - 239


domingo, 2 de agosto de 2015

Os meus franceses - 405


Em geminação com Palavras Daqui e Dali.

Domingo à tarde

Edward Noott

No meu sofá a ler... - 4

Madrid: Algaba, 2015
Marco de Canaveses: Ed. Carmelo, 2011 

Comecei por ler a biografia de Joseph Pérez - muito boa. Como ele remetia frequentemente para o Livro da vida de Teresa de Ávila, que eu nunca tinha lido, fui procurá-lo e tenho andado a ler os dois entremeadamente. 
Tenho no monte outra biografia de Santa Teresa para ler.

La mer

O apelo do mar parece maior em tempo de praia. Mas como devo ter sido embalado ao som desta belíssima canção, esse apelo é constante e não sei viver longe dele. Como diz a letra cantada por Trenet "La mer a bercé mon coeur pour la vie".