Prosimetron

Prosimetron
Prosimetron: termo grego que designa a mistura de prosa e verso.

sábado, 8 de novembro de 2008

Novembro com G. F. Händel

O fascínio pela Itália é seguramente algo a que a Humanidade dificilmente resiste. Vários foram os artistas alemães que se renderam aos encantos da península: Heinrich Schütz, Albrecht Dürer ou Johann Wolfgang von Goethe são apenas algumas referências.
A influência que a Itália exerceu na obra de cada uma destas personalidades reflecte-se de forma muito individual. Em todo o caso, existe um denominador comum de impressões inesquecíveis, vividas por qualquer visitante e alicerçadas na vitalidade, intensidade das cores, paisagem, música, arquitectura e em tudo mais que a Itália ofereceu e oferece.

Georg Friedrich Händel não é excepção: a estadia de três anos e meio por terras itálicas marcou profundamente o percurso artístico do compositor. Händel concluiu o Dixit Dominus em Roma em Abril de 1707. Esta adaptação sonora do salmo 109 (Dixit Dominus) ou 110 segundo Lutero, destaca-se por um vigor, entusiasmo e uma energia únicos, muito próprios da vivência latina, leia-se italiana…A obra sumptuosa mistura e integra em simultâneo os elementos instrumentais com os vocais. Os oito andamentos exigem dos intérpretes, de modo quase impiedoso, diversidade, mobilidade, precisão, paixão interpretativa e expressividade. Empolgante e imponente são os atributos que definem o espírito de Dixit Dominus que, muito estranhamente, continua a ser uma das obras corais menos representadas no universo da música sacra.


Não sabemos onde e quando foi estreada esta obra. A melodia gregoriana pascal, presente no início e final, apontam para uma estreia em Roma no Domingo de Páscoa de 1707, talvez realizada em S. João Latrão ou no palácio do cardeal Ottoboni.

Como sugestão, fica o excerto Dominus a dextris tuis, na excelente interpretação do conjunto Les Musiciens du Louvre sob a direcção de Marc Minkowski e um elenco notável de solistas, entre eles, a soprano Magdalena Kožená.

Segunda fotografia da autoria de Scott Hobbs

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ELE SÓ SABE QUE VAI AO CONTRÁRIO

Havia o anarquista que dizia: "Hay gobierno? Soy contra!" Vasco Pulido Valente é assim mas à quinta casa. Diz : "Ah ele é isso? Sou contra!" Sendo esse "ele" tudo quanto é saída, quando se sabe inevitável a catástrofe. Para VPV só pode acontecer ao Mundo o mesmo que ao Portugal de Oitocentos, quando tantos regeneradores e progressistas falharam. Ser vencido da vida é, para VPV, ser inteligente; ser optimista é próprio da choldra. VPV desdenhou Gorbachev, incapaz de acabar com a inamovível URSS, desdenhou Mandela porque o combate ao apartheid não ia lá com falinhas mansas. Há pouco, ele dizia Obama tolo por pensar que a América, evidentemente racista, o elegeria. Olha, parece que errou. Agora, diz: "Obama não é um salvador. É só o primeiro Presidente preto. O que, por enquanto, basta." Olha, errou outra vez. Se Obama fosse só um Presidente preto não seria eleito. Um país não vota em alguém com uma só característica que é, por acaso, alheia a 87,2% dos votantes. Aquele hipocondríaco que acabou por morrer escolheu esta lápide: "Eu não dizia?" Um dia, VPV também acabará por ter razão. Até lá é lê-lo. Pelo estilo, que é soberbo.|
Ferreira Fernandes
In: Diário de Notícias, Lisboa, 8 Nov. 2008

Parece-me que o anarquista era o escritor Jacinto Benavente que fez essa afirmação quando desembarcou numa ilha, de que não recordo o nome.

Esta noite na Praça do Império

No âmbito do 12.º Festival Internacional de Balões de Ar Quente, será possível assistir esta noite a um espectáculo nocturno na zona da Praça do Império.

Um aviso: existirão alguns condicionamentos na circulação de automóveis na zona.

PENSAMENTO DO DIA

J' aime ce qui me nourrit : le boire, le manger, les livres.

- Étienne de La Boétie

Grandes Senhoras - 11 : April Stevens

April Stevens é o nome artístico adoptado por Carol LoTempio (n. 1936) , uma norte-americana que brilhou nos anos 50 e 60, tendo como suas características uma voz sedutora e letras muito insinuantes. Penso que o seu tema mais conhecido é este delicioso Teach me Tiger , de 1959, que foi um êxito apesar de ter sido proibido em algumas estações de rádio...

A IMPERFEIÇÃO DA FILOSOFIA - 5

" (...) É neste sentido que não se pode confundir uma experiência autêntica com aquisição informativa. Valoriza-se, então, o imediato, o contacto de onde nasce a expressão, considerando a multiplicação de intermediários como sinal de endurecimento, de esclerose, de insensibilidade, numa época em que as mediações progridem na sua vigência universal, multiplicando-se e dissimulando-se sob as imagens da imediatez, como sempre os espectros, enviados da morte, fizeram por relação à vida. Hofmannsthal, como Goethe, um século antes, exige que se reconheça de novo ao espírito o direito de se colocar imediatamente diante das coisas.
Sendo assim, trata-se de fazer a apologia do «estar de fora» , da «inactualidade» , sem permitir que a resistência ao presente seja convertida em propósito nihilista ou em solipsismo auto-suficiente. Isso parece-me ser próprio daquele que se dedica à filosofia: distanciar-se, procurar por si próprio, tentar desvendar os enigmas que encontra. Aqui, o perigo reside em embriagar-se com esse distanciamento e conhecer apenas a forma heróica dolorosa, que é reconhecível em Platão, mas que só em Nietzsche encontrou o único representante fiel. Para vencer esse perigo, teremos , então, de chamar em nosso auxílio a mais antiga tentativa de superação dessa procura solitária: a experiência do eros. "

- Maria Filomena Molder, Apologia da inadaptação-5, in A IMPERFEIÇÃO DA FILOSOFIA, Relógio D'Água Editores, 2003.

Uma noite com Dionne Warwick - 4

A quarta música foi a minha favorita: "Moments Aren't Moments". E depois a noite continuou.


Uma noite com Dionne Warwick - 3

e depois, com dedicatória -- "Don't Make Me Over", que descobri ser a primeira colaboração com Burt Bacharach.


Os meus franceses - 12

Édith Piaf - «Je ne regrette rien» (1961)

Charles Dumont ao piano.
Letra de Michel Vaucaire; música de Charles Dumont.

Já deviam estar a pensar se eu não gostava da Édith Piaf.
Gosto imenso e adoro esta canção.
Esta «série» não tem sido apresentada por ordem de preferência.

Psiche, novo álbum de Paolo Conte


Conte ainda conta
É o regresso de uma das grandes figuras da música italiana (descontando Verdi, Monterverdi & C.ª, enfim mais vale dizer do século XX). Paolo Conte é um veterano do jazz pop à italiana, num estilo quente e profundo, enamorável. Marcou gerações. E em Psiche mostra que mantém algum do seu fulgor, que nada tem a ver com a jovialidade de uma voz, antes com a ponderação das palavras num contexto musical jazzístico (sempre foi essa a sua arte). Todas estas músicas criam uma intimidade cortante, mas nada primária, entre sussurros de voz e de outros instrumentos sabiamente doseados. É em italiano que Conte mais conta. A musicalidade da língua faz com que seja quase dispensável o canto, resultando bem assim o seu estilo. Mas funcionam bem os temas interpretados em francês e em inglês. E Paolo Conte parece apenas ter ganho sabedoria com a idade. Nada de importante se perdeu. E a maturidade faz de Psiche um grande disco, com óptimas soluções, que vão desde coros à Brodway, em Silver Fox, a um impressionante e contrastante dueto com Emma Shaplin, em Coup de Théâtre.
Manuel Halpern (JL, Lisboa, 5 Nov. 2008, p. 34)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Uma noite com Dionne Warwick - 2

Seguiu-se "Always Something There To Remind Me"...

Uma noite com Dionne Warwick - 1

Depois de seis semanas de trabalho alucinante (que me fizeram tomar o lugar de leitor do blog, ao invés de colaborador), sexta-feira consegui chegar a casa a horas decentes. Skyline em frente, momento de acender as velas, prato de queijos e patés, quiche, copo de shiraz e Dionne Warwick como companhia no iPod -- comecei com "I Just Don't Know What To Do With Myself", que tinha sido trauteada por uma amiga umas horas antes. Partilho a "tetralogia" inicial.

Jacinto Lucas Pires ganha prémio literário


O talento de Jacinto Lucas Pires foi uma vez mais reconhecido com a atribuição do Prémio Europa - David Mourão Ferreira, numa altura em que o escritor se prepara para lançar o livro de contos Assobiar em Público (Edições Cotovia). A obra é uma recolha de 22 contos alguns dos quais inéditos e tem lançamento previsto para dia 19 de Novembro (18H30), na Livraria Pó dos Livros.

Centenário da morte de Trindade Coelho


"Exemplo cívico na actual crise de valores", José Francisco Trindade Coelho nasceu há 100 anos. Celebra-se agora o centenário daquele que foi "uma figura importante na sua época pelos princípios que sempre defendeu, mas também pela sua obra literária, jurídica, jornalística e política. A sua ruptura final com a ditadura de João Franco, presidente do conselho de ministros do Rei D. Carlos, é sintomática disso. Acima de tudo, Trindade Coelho tinha um conjunto de valores de que não abdicava. Manteve esse trajecto de vida até ao fim. De certa forma o seu suicídio em 1908 é o corolário dessa ruptura e dessa ideia de decadência que atravessa a sociedade portuguesa, e ele lida muito mal com isso", como sublinhou Álvaro Matos, da Hemeroteca de Lisboa que organiza palestras sobre o autor de "Os meus amores".

Vida e obra de Ramalho Ortigão (1836-1915)


"Ramalho Ortigão-Um marco na Literatura Portuguesa" é o título da obra do professor brasileiro Ednilo Soárez sobre a vida e a obra daquele que considera "um grande escritor". Para o autor deste livro apresentado ontem na Reitoria da Universidade de Lisboa, uma das características mais fascinantes do escritor português foi o seu amor à pátria tendo "palmilhado cada canto de Portugal, conhecendo e descrevendo suas riquezas, monumentos, costumes, a filosofia, a psicologia do povo português, enfim, o seu modus vivendi". Ortigão "penetrou na alma portuguesa em seus sofrimentos, angústias e descrenças e ninguém amou mais estas terras lusitanas que Ramalho", adiantou.

Música Sacra


Para quem gosta de música sacra (como eu), aconselho uma colecção de DVD que está a sair. Gravados em algumas igrejas romanas, como a de S. Paulo fora de muros e de Santa Maria sopra Minerva, é também uma oportunidade para as (re)ver.
Já saíram quatro DVD: «Gloria, Magnificat», de Vivaldi; «Stabat Mater», de Pergolesi; «Paixão segundo S. João», de Bach; e «A Ressurreição», de Haendel.
Veja em:
http://www.planetadeagostini.pt/colecionavel/o-melhor-da-musica-sacra.html

As idades da juventude


As fases do Descobrimento, da Experimentação e a Idade Dourada constituem as três etapas da juventude.Isto segundo um estudo elaborado pela Viacom Brand Solutions, unidade de publicidade da MTV Networks, que concluiu que a juventude abarca as idades compreendidas entre os 16 e os 34 anos. De acordo com o referido estudo "a imagem juvenil já não é património exclusivo dos jovens" e que "o significado e a definição tradicional de juventude mudou". Assim, a juventude encontra-se dividida em três grupos: o do descobrimento (16-19 anos), o da experimentação (20-24 anos) e a idade dourada (25-34 anos), que corresponde aos jovens "mais felizes, seguros de si e economicamente independentes".

Curiosidade do dia


Sara Palin é outro caso de ignorância na cena política norte-americana. Durante a campanha pelo Partido Republicano, a ex-candidata a vice-presidente dos EUA não sabia que África é um continente e terá perguntado ao staff da campanha de John McCain se a África do Sul era só uma região desse país.

Victor Belém

50 Anos de Arte

A Galeria do Palácio Galveias apresenta uma exposição evocativa dos 50 anos de actividade na área das artes plásticas de Victor Belém.
Nascido em Cascais em 1938, iniciou a sua actividade em 1956, tendo realizado a sua primeira exposição individual dois anos mais tarde. Tem trabalhado nas mais variadas disciplinas artísticas, da pintura ao vídeo, da "instalação" à "performance". Ultimamente tem-se dedicado à fotografia ficcionada.

Só até domingo, dia 9 Nov.
Horário:
Sexta: 10h-19h; sábado e domingo: 14h-19h

Palácio Galveias
Campo Pequeno
Lisboa

Jean Shrimpton

Jean Shrimpton nasceu em High Wycombe (Buckinghamshire) a 7 de Novembro de 1942.
Nos anos 60, Shrimpton, ou simplesmente “The Shrimp” , tornou-se num dos mais célebres e mais requisitados modelos de moda, numa época em que a notoriedade das supermodels em nada se equiparava ao glamour à volta dos modelos mais recentes como Schiffer ou Campbell.

Muito antes de Twiggy ou Veruschka, a bela e elegante Jean foi capa da Vogue e Harper’s Bazaar (e até da Newsweek) e trabalhou com todos os estilistas e fotógrafos de renome. Foi símbolo , quer da elegância da H-line francesa até meados dos anos sessenta, quer do look mais audacioso dos Swinging Sixties londrinos.
Jean Shrimpton provocou um escândalo em Melbourne a 30 de Outubro de 1965, ao romper com todas as regras do guarda-roupa feminino, próprio do Derby Day do Flemington Race Course: compareceu sem chapéu, sem luvas e, muito pior do que isso, num vestido que “terminava” 10 centímetros acima dos joelhos (ver última imagem).



Elle considerou-a “The most beautiful girl in the world” – estas fotografias da autoria de John French talvez o provem…

Shrimpton e seu marido Michael Cox vivem em Penzance (Cornualha). São proprietários do belo Abbey Hotel.


A tangerineira...

do J.


...e «Tangerine» por Lennie Tristano (1965)


http://www.lennietristano.com/

Andreas Scholl

canta «White as lilies», de John Dowland

J., desculpa estas imagens do Brasil, mas não arranjei outro vídeo.
Nem um só lírio se vê... Mas a canção é linda!

Andreas Scholl fará 41 anos na próxima 2.ª feira.
http://www.andreasschollsociety.org/

Elegâncias - 3

Quer este sapatinho branco para
pôr na chaminé, este ano?

Pode encontrá-lo numa sapataria
da Rua dos Fanqueiros. Mas não
pense que é numa sapataria de
«fancaria». Não, é um sapatinho
de marca.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Estado de euforia

Segundo o jornal La Vanguardia, o actor Daniel Craig declarou ontem em Roma durante a apresentação do filme à imprensa que depois da vitória de Obama nas presidenciais norte-americanas já seria possível existir um 007 negro. Uma possibilidade que de acordo com o "agente secreto" representaria mais um passo na evolução da personagem que Ian Flemming criou na década de 50 do século passado e que tem acompanhado os tempos. Aliás, o próprio Craig foi objecto de alguma controvérsia por parte dos "bondianos" mais puristas pelo facto de ser louro.
Pela parte que me toca não me chocava nada ver um actor negro nas próximas aventuras do agente ao serviço de Sua Magestade desde que resultasse num bom filme. Agora parece-me é que se está a viver um autêntico estado de euforia...

Curiosidade do dia

"Duas freiras octogenárias e um padre espancaram o proprietário de um restaurante no sul de Itália, por causa de um contrato de arrendamento.
O homem, de 49 anos, ficou com vários ferimentos abdominais e no pescoço, confirmou o hospital da cidade de Rutino, para onde foi levado de ambulância. O padre terá começado, batendo no homem com uma cadeira, sendo que as freiras seguiram o exemplo, com pontapés e insultos.
O incidente terá ocorrido no espaço que o homem alugava, uma propriedade do convento de Santa Teresa do Menino Jesus.
O dono do restaurante assegurou que apenas queria regularizar o contrato, ao contrário das freiras que exigiam o pagamento em dinheiro e sem recibos.
Por seu lado, o reitor do Santuário de Novi Velia e as duas freiras contam uma história bem diferente, acusando o dono do restaurante de utilizar indevidamente o espaço e afirmando ter apresentado queixa na polícia após o incidente. O caso está agora a ser investigado pela justiça italiana."
Notícia TSF

P.S.- Há semanas atrás deu-se o caso de uma freira portuguesa que por não ter apresentado título de transporte num autocarro, algures no Porto, foi a tribunal e acabou por ser detida por ter recusado pagar a coima.

Pintar a solidão - 8

Neste Mulher ao balcão , de Karl Gustav Carus, datado de 1824, pressentimos uma vez mais, como tantas vezes acontece, a solidão aliada à melancolia. A solidão de uma viúva, ou de uma mulher que perdeu o seu filho?
O próprio pintor, discípulo e amigo de Caspar Friedrich, era um ser solitário e ainda hoje pouco se sabe dele. Sabe-se, no entanto, que no seu atelier estava sempre a gravura Melencolia I de Dürer...

Pyotr Ilyich Tchaikovsky

Morreu em 6 de Novembro de 1893




Concerto para piano nº1,III Alegro con fuono
Herbert von Karajan, maestro e Evgeny Kissin,piano

Monteverdi - «Sinfonia de Il Ritorno d'Ulisse in Patria»

Para o Jad, que adora Monteverdi


toca Il Giardino Armonico

Os meus franceses - 11

Romy Schneider e Michel Piccoli - «La chanson d'Hélène»


Eu sei que a Romy Schneider não era francesa, mas esta canção, de Philippe Sarde, integrou o filme «Les choses de la vie», de Claude Sautet (1970), razão pela qual a resolvi postar (em dois vídeos, dado não estarem em boas condições). Espero que gostem.

Na Rua D. Pedro V, em Lisboa

Dias 6 a 9 Nov., de hoje a domingo
lojas abertas das 11h00 às 23h00

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Jardim Botânico comemora 130 anos


Criado em 1878, o Jardim Botânico vai comemorar os seus 130 anos de existência no próximo dia 11. Para mais informações sobre o programa das comemorações consultar o site www.jb.ul.pt

Curiosidade do dia

Um homem de 20 anos, de nacionalidade romena, colocou a mulher à venda num site de carros usados por, alegadamente, estar "farto de ouvir a mulher a resmungar". No início o "preço de venda" era de 10 milhões de euros, tendo depois reduzido para 7500uma vez que há "urgência em vender", noticia o jornal 20 minutos. O referido anúncio diz: "Vende-se esposa. Modelo, 1983. Em boas condições". O preço é "negociável" e vem com "dois acessórios de três e cinco anos. Negócio sério". O jovem diz ainda que já recebeu várias ofertas mas que ainda não optou por nenhum comprador porque pagam-lhe menos do que pede.

Ecos em noite eleitoral


“Dez horas da noite. A fila à entrada do Hard Rock Lisboa prolonga-se rua abaixo e a noite parece animada. Embaixadores de vários países, diplomatas, algumas figuras públicas e muitos desconhecidos. Lá dentro, a decoração honra a data. Circulam as asas de frango, os nachos e “onion rings” pelo meio de uma massa compacta de gente que, de olhos postos na emissão da CNN no ecrã gigante, aproveita para por a conversa em dia enquanto não chegam as novidades. (…) A ex-ministra da saúde e actual deputada do PS, Maria de Belém, acredita que sim. “Desta vez as coisas estão mais chamativas, aguardo com muita expectativa a vitória do Obama”. Um homem que, numa palavra, definiria como “enxuto”, nem a mais nem a menos. Ao contrário de Sarah Palin, a mulher que é “o rosto sombrio de McCain”, segundo a deputada.
(…) Quando há a primeira verdadeira notícia da noite – a Pensilvânia pintada de azul – já não sobram muitas vozes para gritar, mas Charles Buchannan, presidente da Fundação Luso-Americana ergue o punho com um vitorioso “yes!”, apressanndo-se a esclarecer o porquê de ostentar um crachá de cada candidato. “Eu cresci ao mesmo tempo que o senador McCain, andámos na mesma escola – apesar de não ter privado com o senador – e identifico-me com ele.” Mas desta vez vota Obama e justifica a escolha com a necessidade de um novo rumo.
(…) Mas nem todos sofrem com o desenrolar da noite. “Eu sendo do Sporting, encaro isto como uma eleição do presidente do Benfica”, brinca o cantor António Pinto Basto. “Eu sei que isto é importante, mas pessoalmente é-me indiferente.” O fadista defende que é “politicamente correcto” preferir o Obama e, apesar de envergar o autocolante “I vote”, Pinto Basto não revela para quem iria o seu voto. “Olhe, vou gritar imenso pelo que ganhar.”
Público, edição online

“Ao longo da noite eleitoral, o Portugal Diário manteve uma emissão especial na redacção com a presença dos mais destacados bloggers a nível nacional. Foram cerca de seis horas de emissão, apenas com pequenas pausas, mas uma discussão muito acesa. As opiniões dividiram-se, mas, no final, a evidência foi real, pelo que mesmo os apoiantes de John McCain tiveram de entregar o triunfo ao democrata. Paulo Querido e Nuno Gouveia deram a vitória a Obama bem cedo. (…) Enquanto Miguel Morgado e Fernando C. Gabriel lamentavam a derrota de John McCain no blog Atlântico, Tiago Mota saraiva e Emídio Fernando congratularam-se pelo resultado histórico garantido pelo candidadto democrata no 5Dias. O Insurgente não escondeu alguma divisão, com opiniões de Bruno Garschagen e André Abrantes Amaral. No País Relativo, existiu um espaço para uma abrodagem sobre o futuro da América e do Mundo, com as necessárias repercussões em Portugal.
A fechar a loja, Palin regressa ao iglô, de onde nunca mais sairá, os republicanos têm 4 anos para olhar para o umbigo e 1 ano para fazerem um/a canndidato/a, Obama tem um petisco dos diabos oela frente, com o mundo e uma América a olharem para ele como um semi-deus e a esperarem milagres, o mundo respira por se ver livre de uma peste bubónica chamada Bush, a América passará a ser um tudo nada menos odiada, pelo menos por uns meses, e de resto tudo mais ou menos na mesma: a crise financeira tornou-se uma crise de regime, a China vai emergir como antena dos problemas do mundo (dando folga a Obama…) a geo-política do petróleo vai agudizar os conflitos armados, e pronto, o change foi um belíssimo dum slogan.”
Portugal Diário

Kafka- aforismos : 7

Para nosso consolo, a desproporção do mundo parece ser apenas numérica.

- Franz Kafka, aforismos, trad. Madalena Almeida, Ulmeiro, 2001.

Grandes Senhoras - 10 : Doris Day

Outra grande estrela do cinema, que no entanto teve vários grandes êxitos discográficos. Foi a rainha das comédias ligeiras nos anos 50. Este tema faz parte da banda sonora não de uma comédia, mas sim de um filme de Hitchcock, O homem que sabia demais, de 1956.

Temos Presidente


Está eleito o 44º Presidente dos E.U.A. , e o primeiro de ascendência africana. Os norte-americanos fizeram história ao eleger Barack Obama para a Casa Branca. Espero que Obama não os desiluda, nem desiluda o resto do mundo que estava com os olhos postos nesta eleição.
Vários resultados históricos, e confortáveis maiorias tanto no Senado como na Câmara dos Representantes.
Uma palavra também para McCain, que fez um notável discurso de derrota. Exemplar.
Há pouco vi na televisão o Reverendo Jesse Jackson a chorar no Grant Park, e é bem o exemplo do que esta eleição significa para muita gente. Como não lembrar Luther King ou Rosa Parks?
Parabéns Obama, que passa hoje a ser o President-Elect, o Presidente Eleito.

Mozart - Requiem - Lacrimosa



Lacrimosa dies illa
Qua resurget ex favilla
Judicandus homo reus.
Huic ergo parce, Deus:
Pie Jesu Domine,
Dona eis requiem. Amen

No Bairro Alto há 100 anos...



«O drama que [se encontra acima retratado...] passou-se no Bairro Alto, um dos sítios preferidos para cenas deste género [crimes sensacionais].
«Francisco Mendes Marcelino, de 43 anos, casado, é dono duma taberna na Travessa da Espera, n.º 6. Sua mulher tinha uma sobrinha, Maria da Natividade, viúva, afilhada de Marcelino e com quem este travava relações amorosas, fingindo a tia, para não dar escândalo, que não sabia daquelas relações.
«O Marcelino ardia em ciúmes, justificados, pela amante; tendo-lhe perdoado várias traições, resolveu por fim, depois de ter a certeza de que mais uma vez era atraiçoado, pôr um ponto final naquele viver, para ele intolerável.
«Assim fez, disparando contra a Natividade três tiros de revólver. Entregou-se, sem resistência à polícia.»
In: O Século. Supplemento humoristico, Lisboa, 5 Nov. 1908, p. 2

Ainda a propósito de vermelho...

«A Mulher de Vermelho» (1984)
uma cena inspirada em Marilyn Monroe


e outra canção do filme
Stevie Wonder - «I just called to say I love you»

Soneto de Eurydice

Este poema veio-me hoje parar às mãos, ao folhear uma antologia.


Rubens - Orfeu e Eurídice, 1636-1638
[Hades e Proserpina estão sentados no trono, à direita]
Madrid, Museo del Prado

Eurydice perdida que no cheiro
E nas vozes do mar procura Orpheu:
Ausência que povoa terra e céu
E cobre de silêncio o mundo inteiro.

Assim bebi manhãs de nevoeiro
E deixei de estar viva e de ser eu
Em procura de um rosto que era o meu
O meu rosto secreto e verdadeiro.

Porém nem nas marés, nem na miragem
Eu te encontrei. Erguia-se somente
O rosto liso e puro da paisagem.

E devagar tornei-me transparente
Como morte nascida à tua imagem
E no mundo perdida esterilmente.

Sophia de Mello Breyner Andresen
In: Cem sonetos portugueses / sel. [...] José Fanha, José Jorge Letria. Lisboa: Terramar, 2002, p. 109

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O Natal a chegar...


É já no próximo dia 15 que Lisboa irá brilhar com as iluminações de Natal. Este ano o tema adoptado será Conto de Luz, dividido em quatro eixos. O Eixo Histórico, baseado no conto de Natal Quarto Rei Mago ocupará a zona ribeirinha, de Belém à Ribeira das Naus. O Eixo Natureza, subordinado ao tema Três Árvores, abrange o percurso Av. da Igreja, Av. de Roma, Almirante Reis, Martim Moniz e Santa Apolónia. Amoreiras e Campo de Ourique estão incluídas no eixo Sonho, baseado no conto Sapateiro e os Gnomos Mágicos. A Baixa-Chiado e a Av. da Liberdade terão como tema o Quebra-Nozes, constituindo o Eixo Inclusão Social.

A cor do romance


Está confirmado, o encarnado é mesmo a cor do romance. Esta é a conclusão a que um grupo de psicólogos da Universidade de Rochester (em Nova Iorque) chegou através de um estudo que certificou os efeitos daquela que é tida como a cor da paixão, da sedução, do romance. Os testes foram feitos a 100 homens que tinham de avaliar fotografias de mulheres tendo em conta a beleza e o atractivo sexual das modelos. A maioria dos voluntários preferiu as mulheres que mostravam uma peça de roupa encarnada, dando pontuação inferior às que vestiam de azul. As fotos com um pormenor encarnado foram as que mais cativaram ao contrário das imagens de cor branca, verde ou cinza, mas que mostravam a mesma mulher.
Os inquiridos mostraram-se ainda dispostos a gastar mais dinheiro com uma mulher vestida de encarnado. Para o especialista que liderou o estudo, a tendência dos homens para demonstrarem mais estímulo pela cor encarnada pode ter uma explicação biológica já que também ficou demonstrado que alguns primatas se sentem mais atraídos por fêmeas que exibem algo encarnado. Este estudo vai ser publicado no "Journal of Personality and Social Psychology".

Quantum of Solace já é um sucesso de bilheteira


A última aventura de James Bond só foi exibida durante o último fim-de-semana no Reino Unido e já é um sucesso de bilheteira. Os números falam por si: 19 milhões de euros foi quanto o filme conseguiu arrecadar contra 18,5 conquistados por "Harry Potter e o cálice de fogo, em 2005 e 14,25 por "Casino Royale" há dois anos. Todos em igual período de tempo.
Os especialistas da indústria cinematográfica prevêem ainda que "Quantum of Solace" consiga bater, a nível mundial, a penúltima aventura do agente 007, cujas receitas de bilheteira totalizaram 475ME.
O mais curto de todos (106 minutos), o mais caro e o que foi filmado em mais sítios(Reino Unido, Panamá, Chile, Itália, Áustria e México), "Quantum of Solace" foi geralmente bem acolhido pela crítica internacional apesar do "The Guardian" não o ter considerado tão bom como "Casino Royale".

Curiosidade do dia

A Europa também tem os seus Obamas. É uma família originária da Guiné Equatorial que reside há vários anos em Madrid. Entre pais, filhos, netos e sobrinhos, os Obama de Madrid totalizam 32 membros. Não têm qualquer parentesco com o candidato presidencial americano mas afirmam que este apelido, de dimensão mundial, é bastante comum entre indivíduos de etnia Bantú sobretudo em países como a Guiné Equatorial, Gabão e Camarões.

Dia D


Hoje é o dia decisivo, após esta longa campanha de 21 meses. Espero que o resultado faça história. Mais uma vez, os estados indecisos fornecem o suspense: Florida( 27 votos), Ohio ( 20 v0tos) , Carolina do Norte ( 15 votos) , Indiana ( 11 votos ) , Missouri ( 11 votos ) , Virgínia Ocidental ( 5 votos ) , Dakota do Norte ( 3 votos ) , e Nevada ( 5 votos ) .
O candidato que assegure 270 votos no Colégio Eleitoral ganha a eleição. Obama terá garantidos 200 e poucos votos, a fazer fé nas sondagens. Ou seja, a Florida e o Ohio serão mais uma vez determinantes na eleição presidencial.

Cultura em Lisboa

No âmbito do projecto Estratégias para a Cultura em Lisboa, foi criado o site www.cultura.lisboa.pt, que dá a conhecer o projecto. No dia 20 de Novembro no Salão Nobre dos Paços do Concelho será feita a apresentação pública do projecto.

Citações - 4

A propósito de um dos primeiros posts do dia

" Ces années de souffrances n' auront pas été entièrement vaines puisq' elles ont montré mes liens de parenté avec cette humanité de misérables, que la stupidité sociale a jetés dans la vallée de la mort. "

- A. Berkman, Mémoires de prison d' un anarchiste

Coisas do Direito - 3

Ao mesmo tempo que por cá se revia o regime jurídico do divórcio, também a União Europeia legislou sobre o assunto. O Parlamento Europeu aprovou a 21 de Outubro legislação sobre o divórcio de casais internacionais, ou seja casais de diferentes nacionalidades que, a partir de agora, poderão escolher de comum acordo qual a legislação nacional que preferem para aplicar ao seu caso.
A liberdade de circulação, um dos pilares da integração europeia, aumentou enormemente o número de casamentos internacionais, mas também os divórcios internacionais tiveram grande expansão- cerca de 170.000 por ano...

Até que enfim

Na sequência de um relatório do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal que inventariou 4.000 objectos de marfim à venda no eBay, que é o maior site de leilões on-line do mundo, o site anunciou que vai banir as vendas de produtos de marfim.

Anualmente, continuam a ser mortos ilegalmente 20.000 elefantes por causa do marfim.

Hoje na FNAC do Vasco da Gama

É lançado hoje, pelas 18h30 na FNAC do Vasco da Gama , Cidades sem nome- Crónica da condição suburbana, de Fernanda Câncio. Agora sob a forma de livro, é publicado o resultado do trabalho de investigação realizado pela jornalista em 2003-2004 a convite da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo.

Grandes Senhoras - 9 : Marilyn Monroe

Esta grande senhora não está de modo algum esquecida. Cinco décadas após a sua morte, continua a ser um ícone do século XX e ainda recentemente foi capa do excelente número de Outubro da Vanity Fair comemorativo dos 25 anos da revista, a propósito da descoberta de mais um espólio de Marilyn que andou perdido. Evidentemente, foi sobretudo actriz, mas os seus dotes vocais não a deixavam ficar mal como fica demonstrado neste tema incluído na fantástica comédia Gentlemen prefer blondes ( Os Homens preferem as loiras, de Howard Hawks, 1953).
E este tema não deixou de fascinar outras estrelas mais recentes: Madonna, Kylie Minogue, Beyonce Knowles. Outra actriz cantou uma versão em filme mais recente: a deslumbrante Nicole Kidman em Moulin Rouge de 2001.

América : 4 de Novembro de 2008

Hoje todo o mundo olha para a América. Aguarda um sinal de mudança. Aguarda um caminhar para a Liberdade. Será isso possível? 24 horas que podem mudar o "percurso" do Mundo...

Caminho

que rua é esta que nos separa
ao longo da qual seguro a mão dos meus pensamentos
uma flor está escrita na ponta de cada dedo
e o fim da rua é uma flor que caminha comigo

Tristan Tzara
In: Qual é a minha ou a tua língua? / org. Jorge Sousa Braga. Lisboa: Assírio & Alvim, 2003, p. 114

Os meus franceses - 10

Léo Ferré - «Les anarchistes» (1969)


«Y'en a pas un sur cent et pourtant ils existent [...]»

www.leo-ferre.com/

Noites Brancas, de Luchino Visconti


Este filme, de 1957, adapta um conto de Dostoievski. Interpretado por Marcello Mastroianni, Maria Schell e Jean Marais, tem uma bela banda sonora de Nino Rota.
Passa na Cinemateca, no sábado, dia 8, às 19h00.
http://www.luchinovisconti.net/visconti_sc_film/notti_bianche.htm

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Estamos todos a ficar loucos






SABES QUE ESTÁS A VIVER EM 2008 QUANDO...

1. Acidentalmente introduzes a tua password no microondas.

2. Há anos que não jogas paciências com cartas de papel.

3. Tens uma lista de 10 números de telefone para falar com a tua família de
3 pessoas.

4. Envias um e-mail ou ligas-te ao Messenger para conversares com a pessoa
que trabalha na mesa ao lado da tua.

5. A razão porque não falas há muito tempo com alguns familiares é
desconheceres os seus endereços electrónicos.

6. Usas o telemóvel na garagem de casa para pedir a alguém que te ajude a
levar as compras.

7. Todos os anúncios da TV têm um site indicado na parte inferior do ecrã.

8. Se te esqueces do telemóvel em casa, coisa que não tinhas há 20 anos,
ficas apavorado e voltas para buscá-lo.


10. Levantas-te pela manhã e quase que ligas o computador antes de tomares o
pequeno-almoço.

11. Conheces o significado de lol, tbm, qdo, xau, msm, dps...


12. Não sabes o preço de um envelope comum.

13. Para ti ser organizado significa ter vários bloquinhos, uma agenda
electrónica ou coisas do tipo.

14. A maioria das anedotas que conheces, recebeste por e-mail (e ainda por
cima ris-te sozinho...).


15. Dizes o nome da firma onde trabalhas quando atendes o telefone na tua
própria casa (ou até mesmo o telemóvel!).

16. Marcas o "0" para telefonar de tua casa.


17. Vais para o trabalho com preguiça quando o dia ainda está a clarear e voltas para casa quando já escureceu de novo.


18. Quando o teu computador pára de funcionar, parece que foi o teu coração que parou.

19. Estás a ler esta lista e estás a concordar com a cabeça e a sorrir.

21. Estás a concordar e tão interessado na leitura que nem reparaste que a lista não tem o número 9.

21. Foste verificar se é verdade que falta o número 9 à lista e nem viste que tem dois números 21.








Big Lettuce


Ao passar em revista alguns títulos, na net, achei muita piada a uma secção intitulada "Grande Alface". Percebi tratar-se de uma rubrica exclusivamente dedicada a Lisboa. A ideia foi bem conseguida! Se Nova Iorque também é conhecida como Big Apple (expressão popularizada na década de 70, mas que terá surgido 50 anos antes) porque razão Lisboa não há-de ser a Big Lettuce?
Gostei. Parabéns à Time Out Lisboa.

Cozinha peruana em Lisboa


Até ao próximo dia 7 decorre no Restaurante Terreiro do Paço um "festival" de cozinha peruana onde a batata é "rainha". A tarefa está a cargo de um dos melhores Chefs peruanos, Agustin Buitron Baca, que prepara pratos diferentes de tudo o que já se provou (assegura...) sempre com aquele tubérculo como fonte inspiradora.
Aqui vão algumas propostas: Causita de pollo aromatizado al maracuya; Chupe de camarones; Picante de mariscos con Tacu-Tac;, Seco de lomo a la norteña, arroz y yuca; Crema assada de papa ou Suspiro a la limeña (Chirimoya).
Com influências Incas, Espanholas e Orientais, a cozinha peruana é considerada uma das mais ricas do mundo. Quanto à batata, oriunda da região dos Andes, crê-se que seja cultivada há mais de 7.000 anos, tendo chegado à Europa por volta de 1520.

Ciclo Mishima no CCB


Desde hoje e até 3o de Novembro, decorre no Centro Cultural de Belém (CCB) um ciclo dedicado ao garnde escritor japonês Yukio Mishima, que inclui uma "oficina de caligrafia japonesa"; duas exposições,uma de Tiago Manuel e outra das primeiras edições da suas obras; "comunidade de leitores" orientada por Armando Silva; "leitura encenada" - correspondência entre Mishima e Kawabata; dança, "Quick Silver" de Ko Murobushi ( Butô); um workshop de Butô ; teatro, a peça "Senhora de Sade", em 21,22 e 24 de Novembro às 21h00 e cinema no dia 22, com "Afraid to Die", com Mishima como actor, às 15h00, "O marinheiro que perdeu as graças do mar", às 17h00 e "Mishima: a life in four chapters", ás 19h00.

Arte também sofre com a recessão


Prudência, muita prudência é a reacção de momento face à crise instalada mesmo quando se trata de adquirir os grandes mestres da pintura. Foi o que aconteceu com a Sotheby's que retirou de um dos seus lotes o quadro de Picasso "Arlequim" (1909) dez dias antes de levar a efeito o leilão com que hoje vai inaugurar a temporada em Nova Yorque. São os novos tempos em contraste com a euforia consumista que ainda não há muito se verificava no mundo da arte e que catapultava artistas vivos ou mortos para preços absolutamente espectaculares. Com a inversão desse comportamento pode afirmar-se que o "frio" também atingiu este mercado. Uma das "estrelas" da sessão de hoje, cujo preço se estimava em mais de 23,5 milhões de euros foi retirada por decisão do seu proprietário em boa parte influenciada pelos fracos resultados que recentes leilões registaram em Londres ou Hong Kong.

Curiosidade do dia


"Quiero hablar con el negro" foi desta forma que Hugo Chávez se referiu a Obama. O presidente venezuelano acredita que Barack Obama seja "o senhor que se segue" a ocupar a Casa Branca e assim possa sentar-se à mesa com o novo presidente americano para dialogar na tentativa de melhorar as relações bilaterais entre os dois países.

Hoje na FNAC do Chiado

Pelas 18h30 na FNAC do Chiado é lançada a antologia de crónicas escritas por Maria Filomena Mónica no jornal PÚBLICO, chamando-se o volume Nós os portugueses.

Grandes Senhoras - 8 : Yma Sumac

Esta senhora é certamente uma vozes mais exóticas e potentes ( 5 oitavas ! ) do século XX. E uma verdadeira diva. Foi uma enorme estrela nos anos 50, embora hoje esteja algo esquecida. Se bem que de vez em quando alguns dos seus êxitos apareçam em anúncios ou bandas sonoras de filmes. Esta peruana, que se afirmava descendente da realeza inca, passou também por Hollywood naturalmente. Eu, que gosto de mambo, e da maior parte das grandes estrelas produzidas pelo genial Les Baxter, tenho muito gosto em relembrá-la.

Concertos amanhã no Palácio Foz

Recital de Violoncelo e Flauta
Iniciativa da Juventude Musical Portuguesa
Carlos Gomes - violoncelo
Ana van Zeller - flauta
Programa: Obras de T.G. Febonio, J.S.Bach, Franz Danzi, Heitor Villa-Lobos
18:30

Quarteto Lacerda
Programa: Obras de Joseph Haydn
20:30

ENTRADA LIVRE

Dia 27 no S. Jorge...


Clique o rato em cima do convite para ler.

1957 -Laika uma cadela no espaço


A 3 de Novembro de 1957, às 22 horas e 28 minutos, a União Soviética lança para o espaço o satélite Sputnik II, tendo a bordo a cadela Laika. Sabia-se que este canino não poderia voltar à terra, pois o satélite não possuía mecanismos de retorno. Várias versões foram apresentadas sobre a forma como este mediático animal teria morrido. Apenas em 2002, se soube a cruel verdade: após 4 a 5 horas de vôo, a Laika faleceu com calor, sofrendo atrozmente com desidratação e convulsões. Em homenagem a este simpático animal, sacrificado em prol da ciência, milhares de cadelas em todo o mundo foram baptizadas com o seu nome.

Música francesa de 70 - Michel Fugain et le Big Bazar

Os meus franceses - 9

Maurice Jarre - «Tema de Lara»

do filme «Dr. Jivago» (1965), de David Lean, com Omar Shariff (Jivago) e Julie Christie (Lara).
Coloquei esta música n'«Os meus franceses» dada a nacionalidade do compositor.

domingo, 2 de novembro de 2008

A arte do retrato: Giovanna Tornabuoni

Este retrato da autoria de Domenico Ghirlandaio (1449 – 94) mostra-nos Giovanna degli Albizzi Tornabuoni. Giovanna casou-se aos dezoito anos com Lorenzo Tornabuoni em Junho de 1486. Dois anos mais tarde, morreu de parto. A inscrição sobre o missal de Giovanna “Ó Arte, se pudesses expressar o seu carácter e a sua mente, não haveria imagem mais bela à face da terra”, sugere que o retrato tenha sido pintado após o falecimento de Giovanna.

O pai de Lorenzo, Giovanni, “encomendara” em 1485 a Ghirlandaio vários frescos, destinados ao coro da basílica domenicana de Santa Maria Novella em Florença. Por imposição do poderoso Tornabuoni, o pintor acabara por incluir nos seus motivos religiosos figuras destacadas, quer pertencentes aos Tornabuoni, quer aos Medici (a quem os Tornabuoni estiveram ligados por vários casamentos). No fresco “A visitação da Virgem a Santa Isabel”, vemos Giovanna em plena estatura. O retrato da nossa protagonista foi provavelemente “copiado” do fresco florentino por Ghirlandaio.

O quadro encontra-se na Colecção Thyssen em Lugano.


O Met na Net

Juntando-se à lista crescente de teatros de ópera que disponibilizam produções através da internet, a Metropolitan Opera de Nova Iorque lançou o serviço Met Player, disponível no site metopera.org.
Estão disponíveis 50 vídeos de óperas completas e 120 gravações e regularmente serão adicionadas mais performances do fabuloso arquivo do Met.

O blogue da SEDES

É um blogue com autores e comentadores de excelência , e outra coisa não seria de esperar da SEDES. Já está nos meus favoritos.

Pode encontrá-lo em blog.sedes.pt/

PENSAMENTO DO DIA

O amor é a mais barata das religiões.

- Cesare Pavese

América em véspera de eleições

" (...) Quando voltarmos à América, é à América verdadeira, do sonho americano, das verdades self-evident ( "All men are created equal "). Mr. Obama goes to Washington and Mr.Luther King goes to Washington too.
Vamos dar uns anos à América, para ela resultar- ou no caso de ter de falhar, para pelo menos falhar melhor. É esse o nosso sonho americano, e é só isso que esperamos de Obama: que não falhe tão espectacularmente como George W.Bush falhou no Iraque e Nixon falhou no Vietname, que saiba como se chamam os descendentes da civilização que inventou a democracia, que ponha a Europa numa fotografia menos embaraçosa do que a da Cimeira das Lajes. Mas isto somos nós, que estamos de fora. Para a América ele até pode falhar nisto tudo desde que não falhe o mais importante: ser eleito. Há mais mudança nisso do que sonha toda a nossa filosofia ( e há mais mudança nisso do que no quer que ele faça depois de ser eleito) .
Teríamos mais coisas a dizer em defesa de John McCain, se ele não tivesse perdido a cabeça por uma caçadora de alces do Alaska que não acredita em Darwin e gasta mais de 100 mil euros em roupa numa altura em que a América não consegue pagar a conta do supermercado ( já nem falamos da hipoteca, não somos loucos) . Até estamos a ver James Stewart votar em John McCain, mas na Sarah Palin nunca. Ele era republicano, mas também não era louco. "

- Inês Nadais, América, no PÚBLICO de sexta-feira passada.

Grandes Senhoras - 7: Dinah Washington

Hoje é vez da Rainha dos Blues, título dado a esta grande voz desaparecida prematuramente . Dinah Washington morreu aos 39 anos, em 1963. Dela teria escolhido Cry me a river, ou Mad about the boy ou é claro What a difference a day makes, mas esta foi o que se pôde arranjar...

A IMPERFEIÇÃO DA FILOSOFIA - 4

"(...) Haverá algum antídoto contra a dor e a morte? Nenhuma teoria, nenhuma construção, nenhum modelo, permitirão vislumbrá-lo, só no modo como cada um vê a vida, no aspecto que a vida tem, nas escolha das imagens em que a vida se recolhe, esse antídoto poderá encontrar asilo. O que são essas imagens? Experiências da nossa vida que se coagulam em visões e figuras, e tendem a fixar-se em conceitos: viagem, deserto, jardim, casa, sonho, sede, prisão, jogo, máscara. Cada uma dessas imagens é uma lâmina de dois gumes, que exprime dois sentimentos cujo litígio, insondável, não conhece termo: aceitar a vida e recusar a vida, e à sombra disto aparecem o dom, a dívida, o pagamento da dívida, o equilíbrio, a justiça, o sacrifício, o rito que o repete, a história que contamos acerca da nossa vida: salvar-se, perder-se, ressuscitar, renascer. E também aparecem os conceitos de indivíduo, de eu, de isto, de centro, de si próprio. O que é que se encontra quando procuramos por nós próprios? O mistério e o enigma, o oculto e o manifesto, a ultrapassagem dos limites e a adaptação aos limites. Os deuses e a aparência: alegria, jogo, dizer sim, exercitar-se na morte, o exemplo de Montaigne.
Diz Epicuro: a morte não nos diz respeito, uma vez que, enquanto formos, ela não é, e logo que ela entra em cena, nós já não estamos. Declaração que é para sempre válida e, no entanto, como tão bem nos mostrou Jean Amery, ele de novo, absolutamente oca para aquele que tem de se haver com a morte. Trata-se, como em tantos casos gritantes, de uma falsa evidência. (...) "

- Maria Filomena Molder, Princípios de método-5, in A IMPERFEIÇÃO DA FILOSOFIA,
Relógio D'Água Editores, 2003.

Dedicado a J., numa ocasião que é a que mais temo e mais quero ver adiada.

Bizet : Carmen : Prelúdio

Recordar também é viver. Pela mão da minha mãe aprendi a gostar de Bizet. Até à Ilha de Orfeu.


Maestro Claudio Abbado; Philarmonic de Berlin (1997)

Os meus franceses - 8

Serge Reggiani

«Sarah»


Letra e música de Georges Moustaki.

Para Jad, a seu pedido e porque estive indecisa na escolha,
«Il suffirait de presque rien» (1968)

Letra de Gérard Bourgeois; música de Jean-Max Rivière.