Prosimetron

Prosimetron
Prosimetron: termo grego que designa a mistura de prosa e verso.

sábado, 6 de abril de 2013

Boa noite!

Dos livros antigos


Magnífico o artigo de Diogo Ramada Curto publicado ontem no Público. Até lá aparece um prosimetronista, mais ou menos cifrado como os outros.

Frase da semana



Há uma Primavera política a despontar, há um Abril a nascer

-António José Seguro, no discurso justificativo da moção de censura desta semana.  E sem comentários...

Leituras no Metro - 126

«C'était la culture des chansonettes et du musette , celle des films qui étaient alors tous populaires (l'élite intelectuelle méprisait le cinéma, divertissement d'ilotes", selon Georges Duhamel), y compris la trilogie de Marius, de Marcel Pagnol, Sous les toits de Paris et le 14 Juillet de René Clair.»

   
E Edgar Morin continua: «J'y subis la fascination de films comme L'Atlantide, de Pabst (1932), où la fatale Antinea, incarnée para Brigitte Helm, me rendit fou de désir, ainsi que la non moins fatale brune Gina Manès dans La Voie sans disque de Léon Poirier (1933). À l'époque, on y censurait le sexe, mais l'éros était concentré de façon si intense, dans les regards et les expressions, qu'ils étaient bien plus envoûtants, érotiquement, que les pornographies d'aujourd'hui.»
In: Mon Paris, ma mémoire. Paris: Fayard, 2013, p.24

 


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Carta ao Mar

O mar em dia de chuva. 
Figueira da Foz



Carta ao Mar

Deixa escrever-te, verde mar antigo,
Largo Oceano, velho deus limoso,
Coração sempre lyrico, choroso,
E terno visionario, meu amigo!

Das bandas do poente lamentoso
Quando o vermelho sol vae ter comtigo,
- Nada é mais grande, nobre e doloroso,
 Do que tu, - vasto e humido jazigo!

 Nada é mais triste, tragico e profundo!
 Ninguem te vence ou te venceu no mundo!...
 Mas tambem, quem te poude consollar?!

Tu és Força, Arte, Amor, por excellencia!
- E, comtudo, ouve-o aqui, em confidencia;
- A Musica é mais triste inda que o Mar!

Gomes Leal, in Claridades do Sul
(Recolhido no Citador)

Os meus franceses - 265

A República atrás do balcão


A lei das qisas


Nos países islâmicos, as vítimas de atos agressores podem desejar que os autores desses crimes passem pelo mesmo. Uma decisão à qual se juntam os tribunais. Trata-se de aplicar a chamada lei das qisas (retribuição). Vem isto a propósito de um jovem saudita que esfaqueou um amigo, que ficou paraplégico, quando tinha 14 anos foi condenado a ficar paraplégico também se não conseguir pagar-lhe uma indemnização. Uma barbárie, inaceitável à luz do direito internacional e do respeito pelos direitos humanos? Pode ser, mas há casos de violência em que até merecia ser aplicada. 

Casa-Atelier Júlio Pomar

A Casa-Atelier Júlio Pomar abre hoje ao público, na Rua do Vale, em Lisboa.

Amanhã no Conservatório


Várias árias de ópera, temas populares, portugueses e italianos, bem como zarzuelas e temas de cinema. Pelo meio, o quinteto apresentará peças, na sua maioria, intermezzos e aberturas instrumentais de óperas, temas bem conhecidos.
Intempore Clássica” é um quinteto de cordas, composto por António Barbosa (1.º violino), Paulo Viana (2.º violino), Ricardo Mateus (viola de arco), Carlos Faria (cello) e João Panta Nunes (contrabaixo).

1.ª parte:    OBOÉ CONCORDIA – “Oboé quartet”, op. 61, Malcolm Arnold
Dir. Ricardo Mateus
João Miguel (oboé), Berta Sequeira (violino), Catarina Marques (violeta) e Mariana Taipa (violoncelo)

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Boa noite!

Escrita criativa


Relvas está de saída!

A saída de Miguel Relvas do Governo está a agitar a tarde através de uma sucessão de comentários e likes na imprensa online e, como não podia deixar de ser, na blogosfera. São muitos os palpites sobre o que ele fará a seguir: se também vai para Paris estudar "qualquer coisa de extraordinário", se vai inscrever-se num Centro de emprego, ou se ingressa nas Novas Oportunidades. Enfim, propostas não faltam para esta personagem verdadeiramente inspiradora, cuja licenciatura vai ser anulada por Nuno Crato.
Entretanto, Passos Coelho já convocou Conselho de Ministros extraordinário, pedindo aos restantes ministros que não se ausentassem este fim-de-semana. Está tudo a ferver!!

Frutas - 99

Selos da série Frutas de S. Tomé e Príncipe, desenhados por Alberto Sousa.

Lá fora : Marie Laurencin


 - Danseuses, ca.1939
- Le baiser, 1927.


Por ocasião do 130º aniversário do nascimento de Marie Laurencin, decorre uma grande retrospectiva no parisiense museu Marmottan, com 70 telas e 20 aguarelas que ilustram a história mundana e literária da primeira metade do séc.XX.

Até 30 de Junho

Humor pela manhã


Encontros Tricotados


Ciências do Espaço

Uma viagem ao espaço no Centro de Ciência Viva Rómulo de Carvalho (António Gedeão)


Encontro com Rómulo de Carvalho e o seu livro:
"As Origens de Portugal, História Contada a uma criança" [segundo consta para os filhos]


Os desenhos de Rómulo de Carvalho são belíssimos. O texto é escrito à máquina.
Fac-simile editado pela Fundação Calouste Gulbenkian. 



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Os meus franceses - 264

Pena ser tão pequeno este vídeo. Não encontrei mais nada deste bailado de Blaise Cendrars com música de Milhaud. Fica o aperitivo. :)

Debater Salazar, na Bertrand



“Ler no Chiado” propõe hoje que se fale dos livros sobre Salazar. A iniciativa que vai realizar-se pelas 18h30 na livraria Bertrand, conta com a participação do diplomata Bernardo Futcher Pereira, Fernando Rosas Irene Flunser Pimentel e Cláudia Ninhos, todos eles autores de obras sobre a figura do ditador português. A moderadora será a jornalista Anabela Mota Ribeiro.
Então e Fernando Dacosta, António Araújo, José da Costa Pimentel ou Domingos Amaral, não constam do painel, porquê?

A arte do retrato


Diane Arbus, Identical Twins Cathleen and Colleen Roselle, New Jersey,  1967.

Pertencente à notável colecção do Dr.Anthony Terrana, que vai do séc.XIX aos nossos dias, é vendida hoje na Phillips de Nova Iorque, com uma base de licitação entre 138.000 e 170.000 euros.

A foto de Março


A terrível espectacularidade da natureza neste fenómeno raro, e cujas causas se conhecem mal, que é a electricidade vulcânica. A foto foi tirada no dia 11 de Março de 2013 pelo engenheiro alemão e " caça-vulcões " Martin Rietze, durante a erupção do vulcão de Sakurajima em Kagoshima, Japão.

Na Biblioteca Nacional


Abertura de uma mostra evocativa de Victor Wladimiro Ferreira.

"super" vinheta


Passam em Junho deste ano 75 anos sobre a primeira aparição pública do Superhomem no primeiro número da revista Action Comics. Uma mitologia que se desenvolveu durante as décadas seguintes, um universo ficcional que foi crescendo e se adaptando, gerando uma verdadeira indústria. O último sobrevivente do planeta Krypton continua a lutar contra o crime, e sem uma ruga...

Centenário de Ilse Losa


Uma lengalenga de Cinfães


Pelo mar abaixo
vai um cobertor;
Quem pega e não pega?
Pega o meu amor.

Pelo mar abaixo
vai uma cestinha;
Quem pega e não pega?
Pego eu que é minha.

Pelo mar abaixo
Vai uma panela (tijela)
Quem pega e não pega?
Pega o dono dela.

Pelo mar abaixo
Vai um tinteiro.
Quem pega e não pega?
Pega o meu dinheiro.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Literatura Infantil

Ficheiro:Dore ridinghood.jpg
Gravura* de Gustavo Doré,
Capuchinho Vermelho (wikipedia)


- Avozinha porque tem os olhos tão grandes? 
-São para te ver melhor 
- Porque tem orelhas tão grandes? 
- São para te ouvir melhor. - E porque tem uma boca tão grande? 
- É para te comer!

Não é uma transcrição da história de Charles Perrault ou da versão dos irmãos Grimm. São as memórias de infância para comemorar o Dia Internacional do Livro Infantil.


Em partilha com MR.
A história do Capuchinho Vermelho não era a favorita. A eleita era e é Alice no País das Maravilhas.

* Modificado às 17:28 h.

Boa noite!

Lembram-se destes livros?

Seguindo a ideia de MR aqui estão algumas das minhas memórias infantis.

Um livro que adorei na minha infância: A Casinha de Rubim. 
O livro era de tecido e editado pela Majora. Tive uns poucos desta coleção.



Uma história que recordo muito bem dos Irmãos Grimm: Rosa Branca e Rosa Vermelha


Ilse Losa (1913-2006)

Hoje é o Dia Internacional do Livro Infantil e este ano celebra-se o centenário do nascimento de Ilse Losa, nascida em Osnabrück, na Alemanha, em 20 de março de 1913. Para fugir ao nazismo, abandonou o seu país natal em 1930. Quatro anos mais tarde, veio para Portugal com um irmão, tendo-se estabelecido no Porto. No ano seguinte, casou com o arquiteto Arménio Losa.
Publicou o primeiro livro, escrito em português, em 1943: O mundo em que vivi. Escreveu muitos livros para crianças, traduziu do alemão para português (por exemplo, O diário de Anne Frank) e deu a conhecer na Alemanha a literatura portuguesa. Em 1984 recebeu o Grande Prémio Gulbenkian pelo conjunto da sua obra na área da literatura infantil.
Faleceu no Porto, em 6 de janeiro de 2006.

Escolhi estas capas de obras de Ilse Losa para crianças:

A Menina dos Fósforos

«Estava terrivelmente frio. Nevava e tinha começado a anoitecer. Era também a última noite do ano, a véspera do ano novo. Naquele frio e naquela escuridão, caminhava pela rua uma rapariguinha pobre, com a cabeça descoberta e descalça.» Assim começa o conto «A Rapariguinha dos Fósforos», escrito em 1845 por Andersen. Conto - muito triste - que li, pelo menos, dezenas de vezes,
Escolhi esta personagem, mas podia ter escolhido «O Soldadinho de Chumbo», «A Sereiazinha», A Polegarzinha» e outros personagens dos contos de Andersen.


Os meus franceses - 263

Françoise Hardy nas capas de Mademoiselle Ãge Tendre, Le Patriote (revista que eu desconhecia), Elle, Jours de France, Pélerin (também minha desconhecida) e Paris Match.