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quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Marcadores de livros - 2039

No Dia Mundial da Ciência:

Verso e reverso de um marcador que veio de Lugo. 
Este (verso e reverso) veio de Estrasburgo.

Agradeço a quem mos enviou.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Poema para Galileo, António Gedeão

Justus Sustermans, Galileu,  1636,
 Uffizi, Sala Rubens Colecção Fernando II de Médici (1678)
Poema para Galileo
Portrait of Galileo - Justus Sustermans (Oil on canvas, 66x56)
Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.
Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… Eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!

Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.

Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar – que disparate, Galileo!
– e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação –
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.

Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?

Esta era a inteligência que Deus nos deu.

Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se tivesse tornado num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.

Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas – parece-me que estou a vê-las –,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e escrevias
para eterna perdição da tua alma.
Ai Galileo!
Mal sabiam os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo,
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.
Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto inacessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão directa do quadrado dos tempos.

António Gedeão,  Linhas de Força. [Coimbra: s.n.], 1967, (Tip. da Atlântida Ed.), p. 28-32.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Da vinheta



Esta é actualmente a galáxia mais brilhante de todas as " galáxias primordiais " conhecidas, descoberta recentemente pela equipa do astrónomo David Sobral, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa , que a baptizou como CR7, assim identificando a classe de galáxias a que pertence ( COSMOS Redshift 7 ) mas sobretudo homenageando um conhecido futebolista ...

Um dos motivos de orgulho nacional é o avanço científico e tecnológico das últimas décadas, reconhecido com prémios e bolsas internacionais , e é pena que tantos tenham , apesar disso, de emigrar .

segunda-feira, 9 de março de 2015

2015 - Ano Internacional da Luz


A segunda vinheta do mês refere-se ao Ano Internacional da Luz, que este ano se comemora. Foi há 100 anos que Einstein desenvolveu a Teoria da Relatividade Geral, com base numa "ideia" tida pelo também físico Hendrik Lorentz (1853-1928).

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Da ciência...

Imagem do blogue De Rerum Natura

(...)
Na semana passada, Crato, não contente com os cortes drásticos que efectuou nas bolsas de ciência, obrigando numerosos jovens a emigrar, resolveu liquidar de vez a ciência em Portugal. De um universo de 322 unidades de investigação, condenou à morte a curto prazo 154, cerca de metade. Destas, 83 tiveram Bom, num processo de avaliação que, na parte em que não é obscuro, está empestado de erros e omissões, e têm a morte anunciada. Terão um financiamento ridículo e ficarão impossibilitadas de obter recursos humanos ou equipamentos. Bom, numa escala que contempla ainda Muito Bom, Excelente e Excepcional, é péssimo. E 71 tiveram Razoável ou Insuficiente, o que significa a execução imediata. Foi tudo a eito: Matemática, Física, Engenharia, Sociologia, Filosofia, etc. As outras unidades (168) aguardam o seu destino: estão num limbo e poderão também ser condenadas. O número de investigadores já sentenciados à morte é de 5187 num total de 15444. Entre eles estão alguns dos melhores cientistas portugueses, nomeadamente Nuno Peres, do Centro de Física do Porto e Minho, e Mário Figueiredo, do Instituto de Telecomunicações, que acabam de ser distinguidos internacionalmente como as mentes mais brilhantes.
(...)
Carlos Fiolhais O pior do Crato

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Uma estrela

A estrela mais antiga (até ao presente)                         Stefan Keller junto do telescópio SkyMapper, UNIVERSIDADE NACIONAL DA AUSTRÁLIA

«Os astrónomos australianos anunciaram ter identificado uma estrela nascida há 13,6 mil milhões de anos, no alvorecer do Universo, o que faz dela a estrela mais antiga jamais descoberta até hoje. O estudo sobre a origem destas estrela foi publicado na Nature neste domingo.
(...)
À escala astronómica, esta antiga estrela está relativamente próxima de nós, sublinha Stefan Keller, do observatório do Monte Stromlo, perto da capital australiana de Canberra. A estrela está situada na Via Láctea, na nossa galáxia, a cerca de 6000 anos-luz da Terra. No catálogo do Universo, a sua identificação é SMSS J0313000.36-670839.3.»

Público, 11-02-2014

Desenho sobre a Estrela de Matisse (daqui)


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Ciência em Coimbra : esta tarde


Mais uma sessão de Infusão de Ciência no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra , hoje sob o tema  Estamos a ser invadidos?, a partir das 18h. ( Confesso que fiquei curioso sobre este tema, terá a ver com espécies vegetais invasivas ou algo mais espacial ? )

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Ciências do Espaço

Uma viagem ao espaço no Centro de Ciência Viva Rómulo de Carvalho (António Gedeão)


Encontro com Rómulo de Carvalho e o seu livro:
"As Origens de Portugal, História Contada a uma criança" [segundo consta para os filhos]


Os desenhos de Rómulo de Carvalho são belíssimos. O texto é escrito à máquina.
Fac-simile editado pela Fundação Calouste Gulbenkian. 



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Curiosity

É com alegria que recebo a notícia da vitoriosa aterragem do Curiosity. Parabéns a todos os cientistas e engenheiros envolvidos. Ver para além do que os olhos enxergam é simplesmente maravilhoso!



sábado, 24 de setembro de 2011

Noite Europeia dos Investigadores, 23 de Setembro de 2011

Uma noite entre cientistas e investigadores no Centro de Ciência Viva Rómulo de Carvalho, (António Gedeão), Departamentoo de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra.





Um diálogo multidisciplinar
entre investigadores

Da Física à Química e Bioquímica, da Biologia às Ciências da Terra, das Ciências Planetárias à Matemática houve um diálogo perfeito sobre ciência, filosofia e religião.





terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Tesouro zoológico do séc.XVIII


Uma colecção raríssima de peixes do Brasil do séc. XVIII, provenientes de uma expedição dirigida por Alexandre Rodrigues Ferreira, encomendada pela Casa Real, foi descoberta no departamento de Zoologia da Universidade de Coimbra. São 68 exemplares conservados dentro de uma caixa de folhas de flandres por uma técnica rara: como num herbário, os peixes estão montados e secos sobre folhas de papel. Estes exemplares são o que resta da colecção que o naturalista português recolheu e incluía artefactos de tribos índias da Amazónia, herbários e material zoológico. A colecção de peixes do Brasil provém do Museu Real da Ajuda. Será apresentada amanhã publicamente pelo Museu da Ciência da Universidade de Coimbra.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Novidades - 159 : Do Sistema Solar

Vem, assim, a propósito falar deste novo livro de Ivo Alves, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra. Este Pequeno Atlas do Sistema Solar é uma obra de cariz pedagógico, não reservada aos especialistas.

Lá fora - 92 : Da ficção científica

Como se pode ver logo no cartaz, e me surpreendeu agradavelmente, a respeitada e respeitável Bibliothèque Nationale de France não teve qualquer problema em ser um dos principais parceiros desta exposição patente na Cité des sciences et de l'industrie de Paris e dedicada às relações entre a ficção científica e a ciência. É agradável, pois, ver uma grande biblioteca não ter receio de se associar a um género literário dito "menor".

Passando à exposição propriamente dita, são 1600m2 com muito para ver, desde livros e revistas provenientes dos fundos da BNF até manifestações gráficas mais contemporâneas, passando pelo cinema, colóquios e vários outros eventos.

A verdade é que, e muita gente não o sabe, as relações entre a ficção científica e a ciência foram sempre estreitas e com cruzamentos vários: vários autores foram/são também cientistas ( desde logo um dos gigantes fundadores, Isaac Asimov, que era professor de bioquímica ), ou acabaram por ser consultores de projectos científicos dado o seu engenho, sendo o caso mais conhecido o de outro nome grande do género: Arthur C.Clarke.
São estes cruzamentos o leitmotiv desta exposição, que não me importava nada de visitar, ou não tivesse a velha colecção Argonauta ( ainda existe?) feito parte das primeiras décadas da minha vida...

Science et science-fiction, aventures croisées, 21 de Outubro- 3 de Julho de 2011. O catálogo é de La Martinière. Mais info aqui: http://www.cite-sciences.fr/

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Na Gulbenkian


Começam hoje as conferências Image in science and art, estando a desta tarde (18h, Aud.2 da FCG) a cargo de Martin Kemp.
( Com um agradecimento ao Ricardo Reis dos Santos, cientista e meu colega das andanças filosóficas )

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Hoje no Teatro Nacional de São João



No âmbito das conferências O que resta de Deus hoje o debate é entre a minha querida Clara Pinto Correia e o Tiago Cavaco ( pregador baptista e punk-rocker ) com moderação de Daniel Jonas.
É às 18h30 no Teatro Nacional São João. As conferências prosseguem até dia 5.( http://www.tnsj.pt )

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A CIÊNCIA CONTRA A ARTE? com Rui Mário Gonçalves - 2ª sessão A Paleta e o Mundo

Todas as segundas-feiras às 18h30 temos feito na Casa da Achada a leitura colectiva da obra, a partir da segunda parte, com projecção das reproduções dos quadros referidos no texto e pausas para comentários e explicações. Já foi lido o primeiro capítulo, por João Rodrigues, e está agora a ser lido o segundo, «Revolução e Compromisso» (sobre a Revolução Francesa), por Eduarda Dionísio.
Uma vez por mês, ao sábado às 15h, é altura de uma sessão de debate e reflexão sobre questões de fundo levantadas na Introdução da obra. No passado 24 de Outubro, Luis Miguel Cintra orientou uma sessão sobre Arte e Público, para a qual convidou diversas personalidades do mundo das artes.
A CIÊNCIA CONTRA A ARTE?
No próximo sábado, dia 28 de Novembro, às 15h, Rui Mário Gonçalves orientará a 2ª sessão da Paleta e o Mundo, a partir do 2º capítulo da Introdução.






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Associação Casa da Achada - Centro Mário Dionísio
Rua da Achada, nº 11 r/c - 1100-004 Lisboa
tels: 21 8877090 e 21 8822264
e-mail: casadaachada@centromariodionisio.org
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sábado, 7 de novembro de 2009

Da Vida e da Morte. Devemos ou não felicitar quem já morreu?

Devemos ou não dar os parabéns a quem já morreu?
Esta questão foi levantada por um comentador que obviamente não comunga da minha ideia.
A morte marca o fim dos sentidos. Se me perguntarem: acreditas que há outra vida para além da morte?
Não sei responder, ... é um mistério. Por isso é que gostamos da vida. Já os egípicios acreditavam e, por isso, se preparavam para outra vida ouvindo a decisão de Osíris.
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Um poeta, um cientista, um músico, um pintor nunca morre! Ora se nunca morre, porque o eternizamos, é porque ele está vivo!
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Partindo da premissa anterior: se não se morre é porque se está vivo, então se se está vivo, porque não felicitar?
Qual é a melhor maneira de felicitar? Não será dar os parabéns?
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Os parabéns, neste caso, dirigidos a Marie Curie são a maneira de agradecer o seu contributo científico ao isolar isotopos radioactivos que estão na génese da teoria da radioactividade.
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A morte bate à porta/
leva o corpo, matéria/
deixa o espírito!

In memoriam: Marie Curie!

Marie Curie nasceu a 7 Novembro de 1867 , em Varsóvia, Polónia. Parabéns!
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Marie Curie foi uma notável cientista, pioneira nos estudos da radioactividade, sendo galardoada pela Real Academia Sueca das Ciências que a distinguiu duas vezes com o prémio Nobel, da Física, em 1903 e da Química em 1911.
Marie Skłodowska–Curie
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Pierre e Marie Curie, no seu laboratório em Paris, antes 1907