Prosimetron

Prosimetron
Prosimetron: termo grego que designa a mistura de prosa e verso.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Dois que nos deixaram em 2013


Os norte-americanos Patti Page e Ray Manzarek, que foi teclista dos Doors, faleceram, respetivamente, a 1 de janeiro e a 20 de maio.

Duas telas no MNMC

Há notícias que nos trazem tristeza, como foi o caso da perda da tela de Josefa de Óbidos do Convento de Santa Cruz, no Buçaco, focada por Jad. Estive há pouco tempo a admirar duas telas da pintora no Museu Nacional de Machado de Castro, deixo aqui.

Josefa de Óbidos, Lactação de S. Bernardo, 1660-1670, MNMC


Detalhe


Outra tela de Josefa de Óbidos que, para mim, é das mais belas é a representação de 
Maria Madalena, c. 1650


Detalhe

Em exposição ainda  há outra tela, Pentecostes, que não fotografei. 

É esta a Primavera que me tinham anunciado?

Foto de Kayleigh S. C'13

Café da manhã

Noutros tempos, era assim.

Exposição de Presépios

Desde pequena que gosto de presépios. A exposição na Casa da Cultura, em Coimbra, delicia quem entra e observa as pequenas peças e detalhes que cada presépio contém. O autor das peças é o ceramista Delfim Manuel (de Santo Tirso). Só vi esta exposição ontem. Os objetos expostos são para venda e o seu preço vai de 600 euros a 2500 euros. Cada presépio tem um tema: o presépio das oferendas, o das bilhas...






As florinhas que rodeiam a sagrada família são um encanto.
Detalhe

Além de presépios havia também Meninos Jesus. Apenas fotografei o Menino e os brinquedos, mas havia também com instrumentos musicais, com bilhas e com oferendas.

Faço coleção de Meninos Jesus. Este não faz parte da coleção. O seu custo é de 250 euros.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Boa noite!

Um erro de datação ?


origem, London, British Library, Stowe 594 ff. 7v-8 


Dizem que o autor é William Bruges (1375–1450)... e com esta informação "From the 1430 Bruges Garter Book made by William Bruges (1375–1450), first Garter King of Arms", ... mas tenho dúvidas se a data é mesmo essa (1430-40, antes de 1450 (aqui)... porque o "autor" morreu nesse ano... mas se olharem bem... existe um erro e parece-me que tem de ser posterior a 1482-85.  




Que dizem os nossos Prosimetronistas especialistas em "Armas".

O apartamento de Madame de Florian,

1942, Madame de Florian partiu de Paris, onde nunca mais desejou voltar. Morreu em 2010, com 91 anos. Até essa data pagou sempre a renda do seu apartamento, em Paris, junto da Opéra. Dizem que desde essa data até hoje apenas saiu, desse apartamento, este quadro.


 Madame de Florian, pintada por Giovanni Boldini.

Deve ser interessante entrar num apartamento destes, parado no tempo, desde 1942... passaram 70 anos!

ver a notícia 

E assim se fica, culturalmente, mais pobre


Josefa de Óbidos
Sagrada Família, 1664
(estava no Convento de Santa Cruz,  Buçaco (eu ainda gosto de escrever Bussaco), Mealhada)



E era uma vez um quadro... Este não foi roubado, ardeu o que é pior.

Na noite de Natal, a Sagrada Família em vez de ser adorada ardeu. Dizem que foi curto-circuito provocado pela chuva num telhado que deixava entrar água.

Recordando o ditado "depois da casa roubada..." vai aparecer o dinheiro para recuperar o telhado 


Marcadores de livros - 138

Um marcador alemão de um editora de livros de viagens. Já não é o primeiro que aqui aparece. :)

Com um agradecimento a HMJ e APS.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Boa noite!

Iluminações de Natal - 2

Lisboa, Av. da Liberdade 
Lisboa, Rua Garrett

A essência...

[Várias Iluninuras ] Séc. XV, Poderão encontrar na BNF. 
Retirei daqui. Cheguei através da imagem. (alterado às 11:51 horas, 3/1/2014)

«A essência da arte está no paradigma, no padrão do Belo eterno que ilumina o mundo estético do mesmo modo que o Sol ilumina o mundo terrestre ou o Nous [razão] esclarece o nosso fraco entendimento.»

"O Platonismo ou a Época do Dogmatismo" in, Denis Huisman, A Estética. Lisboa: Edições 70, 2013, p. 25.

Um livro que recebi este Natal e que é uma pérola ainda por explorar.


Humor pela manhã


Bom dia !



De vez em quando, sinto falta dos ritmos sul-americanos. Mesmo os mais melancólicos como este tema do célebre trio peruano.

Números

   
                                                 ( repórter televisivo somaliano abatido em Nairobi no dia 8 de Julho de 2013 )

87

jornalistas raptados em trabalho durante 2013, mais 129 % do que no ano passado. Em contrapartida, o número de jornalistas mortos em trabalho durante este ano decresceu 20 % face a 2012. Foram apenas 71 ...

Poemas - 87



Chove mais uma vez

chove mais uma vez
oiço lá fora o barulho da água a correr nas caleiras
a espalhar-se nos passeios de cimento
estou na sala da casa da 
minha avó
passo a ponta dos dedos pela gravura
japonesa da tampa da 
caixa de costura
há um único livro
a velhice do padre eterno
os versos do meu pai em folhas quase
transparentes

chove mais uma vez
a infância é um pássaro aceso nos ramos das árvores
um território de meteoros incendiados
numa bacia de plástico
com água 
da chuva


- José Carlos Barros ( 1963- ), in Rumor, 2011.

Licores de Portugal

 
Ed. da autora, 2013

Mais um presente de Natal. Uma história dos licores (de banana, de ananás, de laranja, de morango, de menta, anis, etc.)  em Portugal, com relevo para a ginjinha. 
Uma das fábricas mais antigas de que há registo, a Fábrica de Caetano Merea, situava-se em 1835 na Quinta do Fiúza, em Alcântara (Lisboa); a Fábrica Âncora foi a mais importante das fábricas de licores portuguesa, que laborou até cerca de 1980.
Obra profusamente ilustrada com rótulos, cartazes, garrafas, copos, tudo alusivo aos licores portugueses.
Ana Marques Pereira, a autora, tem um blogue onde já publicou vários posts sobre estas bebidas:


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Os meus franceses - 309





Três franceses para o início do ano.

Um começo


Londres, The British Library (Harley 3469, fl. 18v)

Esta imagem dava para "filosofar" acerca de alguns princípios alquímicos. Mas deixo a imagem apenas como interrogação para o primeiro dia do Ano. E quem formula a interrogação e encontra a resposta é o próprio. Bom Ano.



Véspera de Ano Novo

Norman Rockwell - capa de The Saturday Evening Post, 1 jan. 1944

Marcadores de livros - 137


Um 2014 fantástico


Ricardo Araújo Pereira, depois de comentar o discurso de Passos Coelho:
Tudo indica que vamos ter um 2014 fantástico. Resta apenas saber se será fantástico no sentido que a palavra adquire nos anúncios de shampoo, para descrever o aspecto do cabelo depois de lavado e penteado, ou no sentido tradicional, que designa as coisas que só existem na nossa imaginação.
(Visão, n.º 1087, p. 90)

Começar bem o novo ano

Feliz Ano Novo!

Para todos!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Boa noite!

Duas pequenas histórias

Para acabar ou começar o Ano, depende da data em que for lido, aqui ficam duas histórias relacionadas com o começo do Mundo.
1.ª
Se o Éden fosse na China, Adão comia a cobra e deitava fora a Maçã.

2.ª
A serpente deve ter é dado um livro e não uma maçã.


Quotidianos - 116

 
Para acabar bem o ano...

Da BGUC porque a Biblioteca é de todos!


(Alterado às 17:40 h)

Pensamento ( s )



É assim que penso, é assim que tento sempre encarar a passagem do tempo. Oportunidades para tentar corrigir erros, descobrir novos caminhos, ultrapassar dificuldades pessoais e colectivas. Um Bom 2014 para todos!

A arte do retrato


E foi já este mês, no passado dia 5, que se atingiu um outro recorde : o quadro antigo mais caro do ano. Trata-se deste Retrato de François-Henri d' Harcourt, executado em 1769 por Fragonard. Esteve na posse dos descendentes do retratado, governador da Normandia e preceptor de Luís XVI, até 1971 quando foi comprado pelo grande coleccionador Dr.Rau. Foi vendido na Bonham's de Londres a favor da UNICEF pelo equivalente a 20,3 milhões de euros.

O livro mais caro do mundo




Na verdade, o livro impresso mais caro do mundo. Falo do exemplar do Livro de Salmos da Baía do Massachussets, o primeiro livro impresso no que viriam a ser os EUA no ano de 1640, vendido no passado dia 26 de Novembro na Sotheby's de Nova Iorque pelo equivalente a 10,3 milhões de euros.
Só existem 11 exemplares, e o vendedor, a velha igreja Old South de Boston, ainda tem outro na sua posse.
O novo proprietário, o empresário e filantropo David Rubenstein, já se comprometeu a deixar circular o livro por várias bibliotecas dos States.

Mini-livros - 23

Este livrinho-alfinete de peito, em metal, com 38 mm de altura (só livrinho) e com fotos do Estádio Nacional, passou a ser desde o Natal a jóia dos meus (poucos) livros miniatura. Deve ter sido feito por ocasião da inauguração do Estádio Nacional.
O laço está preso ao livro e tem um alfinete por detrás. E o livro encerra com um fecho que está impecável.

«No último dia do ano»...

Lisboa: Edel, 2010

«No último dia do ano, as crianças iam a todas as casas, para cantar canções de Natal e desejar a todos sorte e felicidade; e, mais importante ainda, para recolher frutas e uns poucos centavos para comprar bolachas, figos - e tâmaras, uns frutos estranhos que vinham de África e tinham um sabor muito doce.
«Sempre que José comia tâmaras, pensava no grande, ainda que insensato, D. Sebastião, que desaparecera em Marrocos para não mais voltar. Quase que conseguia ver a sua espada brilhante a deixar um trilho de sangue por entre as nuvens de muçulmanos cruéis…
«As crianças reuniam-se em grupos, escolhendo as suas ruas, da maneira que conseguissem. José, Álvaro, Francisco e Miguel escolhiam escolhiam a zona à volta da praça, a Igreja de Nossa Senhora e a escola.
«Ali viviam homens abastados que tinham voltado da América. Havia duas desvantagens nesta escolha: tinham de visitar o professor e o Padre Corvelo. Ambos seriam muito críticos em relação à sua maneira de cantar, e seriam chamados a entrar para receber uma imagenzinha de um santo, ou, pior ainda, um lápis. Além do mais, não sabiam se o Padre Corvelo não podia decidir comer uma das melhores maçãs que tivessem recolhido.
«As crianças cantavam pelas seis da tarde. Miguel trazia um saco para os presentes; os outros iam atrás.» (p. 111)

Alfred Lewis nasceu na ilha das Flores com o nome de Alfredo Luís. Emigrou para os Estados Unidos da América em 1922. O livro (autobiográfico) conta a vida de um miúdo pobre, José de Castro, na aldeia de Beira (Açores) até emigrar para a América aos dezanove anos, onde se tornou escritor. Nunca voltou aos Açores.

O livro foi publicado, pela primeira vez, pela Random House, em 1951. Só 60 anos depois foi traduzido para português, com um posfácio de Patricia Highsmith e com o patrocínio da FLAD.

Bom dia !

Feliz Ano Novo!

A todos um
Feliz Ano Novo com muito
Palangana Ratinho, Museu Nacional Machado de Castro 
(legado de José Alberto Reis Pereira)

e 

Seguindo as duas ideias acima: 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Boa noite!

A Suécia já não é o que era


Juno, um nu pintado pelo artista barroco G. E. Schröder, estava pendurado há 30 anos no restaurante dos deputados suecos. Foi retirado para não ofender as feministas e os muçulmanos.
Suzanne Eberstein, uma social-democrata, vice-presidente do parlamento sueco, afirmou que era confrangedor estar a comer num local com aquele quadro de seios nus e com estrangeiros a olharem para ela.
Está tudo tarado!

Leiam mais em:
http://www.thecommentator.com/article/4481/swedish_parliament_removes_baroque_artist_s_bare_breasted_painting_for_offending_feminists_and_muslims

Uma sopa quente

Depois de tanta comida e tantos doces...

Resolução para 2014



A minha última decisão de 2013 : eis a minha cama, despida de roupa mas carregada da parte desarrumada do " acervo " de 2013. Livros, revistas, recortes, postais, souvenirs de viagens - tudo por arrumar. Não voltará a cama a ser usada até que tudo esteja em seu sítio. Pelo sim pelo não há outras camas cá em casa , mas fica aqui o compromisso público :). Ficarei feliz se tudo estiver catalogado e arrumado até ao fim da semana...

Citações



(...) O Presidente da República não pode, mais uma vez , considerar legítimo um Governo que não cumpre - nem nunca cumpriu - a Constituição. Desta vez tem que o demitir. E criar um Governo de Salvação Nacional (...)

- Mário Soares, na VISÃO.

Pertenço ao número de portugueses que foi perdendo o respeito, político claro está, pelo Dr.Soares. As sucessivas e cada vez mais absurdas catilinárias contra este Governo levaram-me a tal. Não que este Governo não mereça ser criticado ( onde está a propalada reforma do Estado???, porquê a hesitação em cortar certas " mamas " de certos grupos económicos em relação ao Estado ??? ), mas o excesso, o exagero do Dr.Soares nas suas críticas, e sobretudo nas soluções, têm em  mim um efeito contrário.
Demitir o Governo a seis meses do fim da tutela da Troika??? Um Governo de Salvação Nacional??? Chefiado por quem? Com que legitimidade, a conferida pela nomeação feita pelo Prof.Cavaco?
Em democracia, e salvo casos muito excepcionais ( catástrofes, emergências ) os governos resultam da escolha feita em urnas, ainda que mediada formalmente em Portugal pelo Presidente. E o Dr.Soares tem a obrigação de o saber.