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sexta-feira, 30 de maio de 2025

domingo, 13 de abril de 2025

Marcadores de livros - 3360

Ler os jornais no café era um hábito que eu tinha até há poucos anos.

Verso e reverso de um marcador que faz puzzle e uma fotografia-marcador de Mário Cruz.

Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2025.

Este livro pretende (pretende!...) ser o retrato da transformação dos jornais nas últimas duas décadas, através de histórias de vida e testemunhos de jornalistas. A não indicação dos títulos dos jornais a que se referem esses testemunhos não possibilita uma avaliação ou mesmo a contextualização do que é dito.
O estado a que chegou o jornalismo era previsível quando a finança começou a tomar conta da comunicação social, perante um contentamento geral de que a concorrência, o neoliberalismo na imprensa era muito salutar. Está à vista! Tal como nas empresas: salários baixíssimos e pouca qualificação. Jornalistas com carreira feita substituídos por estagiários, pouco investimento no jornalismo de investigação, pouco tempo para conferirem as fontes, falta de especialização, etc., etc.
«Alguns [dos novos patrões da imprensa] já não se dão ao trabalho de [...] esconder [os interesses políticos e económicos desses grupos], como foi evidente numa reunião que alguns dirigentes sindicais mantiveram com os novos representantes de um grupo de comunicação social, para tentar ouvir deles garantias de estabilidade futura. Ao invés, foram surpreendidos com uma sinceridade chocante: "Não é o jornalismo que nos move. Sabemos que vamos perder dinheiro com os jornais, mas o grupo tem outros interesses."» (p. 94)
Helder, um dos entrevistados, afirma que «O grande cancro do jornalismo é a sua propriedade». (p. 94)

No Dia Mundial da Imprensa.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Duas revistas de Natal



As revistas Paris-Noël e Noël pour tous surgiram na segunda metade do século XIX e destinavam-se a um público abastado. Impressas em grande formato, a qualidade do seu papel e as numerosas ilustrações que continham tornavam-nas revistas particularmente luxuosas.
Ler mais aqui.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Vantagens e desvantagens do segredo



Perfeitamente compreensível que um arguido queira ter acesso " a todo o processo " e lute pelo fim do segredo de justiça, mas nos casos em que há outros sujeitos processuais ( e neste até há jornalistas constituídos como assistentes ) o fim do segredo é uma lâmina de dois gumes . E ainda só acabou o segredo de Justiça interno ...

domingo, 14 de junho de 2015

Mais um jornal ameaçado

Comprei o último n.º de Marianne e fiquei a saber que os jornalistas da revista foram ameaçados por terem publicado este n.º: «Os cúmplices do islamismo».

quarta-feira, 18 de junho de 2014

A morte dos jornais

Leram esta crónica de João Miguel Tavares no Público de ontem? Elucidativa. Se o que se escreve hoje na imprensa já não é bom... vai piorar. Ele fala de dois jornalistas do DN, mas na calha também está o melhor da TSF. Do JN, não sei, mas imagino que o critério se mantém.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Números

   
                                                 ( repórter televisivo somaliano abatido em Nairobi no dia 8 de Julho de 2013 )

87

jornalistas raptados em trabalho durante 2013, mais 129 % do que no ano passado. Em contrapartida, o número de jornalistas mortos em trabalho durante este ano decresceu 20 % face a 2012. Foram apenas 71 ...

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Números

133 milhões - O número de blogues indexados pela Technorati. A contagem dos blogues já deixou de ser efectuada.

245 milhões - O número de pesquisas feitas por dia no Google.

900.000 - A média diária de posts em blogues.

3000 milhões - O número de mensagens diárias que passam pelos servidores de e-mail do Google, só nas contas empresariais.


Eu podia continuar com mais números avassaladores, do Facebook, do Twitter, do YouTube etc, mas acho que já se percebe a escala avassaladora do peso da Internet e da comunicação instantânea nas vidas de hoje.
E são estes números, meu caro Jad, somados às rádios noticiosas e às televisões noticiosas, que explicam tanto o declínio dos jornais como o facto destes, como ontem te queixavas, darem cada vez mais opinião e menos notícias. É que é impossível a imprensa escrita concorrer com os novos meios e fornecer notícias frescas, porque estas são sempre dadas primeiro e em tempo real pela rádio, pela televisão e digitalmente. A mais valia da imprensa escrita terá de ser o comentário, a reflexão sobre as notícias, a opinião produzida sobre as notícias.Continuo a comprar jornais ( e revistas ), embora cada vez menos, para ter o aprofundamento dos temas e a opinião de alguns a quem reconheço mérito. Outro "nicho", embora pouco explorado em Portugal até pelos custos associados, terá de ser o jornalismo de investigação. Neste nicho será possível à imprensa escrita bater os outros canais publicando algo em exclusivo, em primeira mão.

terça-feira, 7 de maio de 2013

O Pulitzer de 1973 para Bob Woodward e Carl Bernstein

Em 7 de maio de 1973, The Washington Post recebeu o Prémio Pulitzer pela sua investigação do escândalo Watergate, levada a cabo pelos jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein.
O livro sobre o escândalo político deu origem a um filme: Os homens do Presidente, com Dustin Hoffman e Rober Redford.



No 40.º aniversário desta investigação jornalística, Bob Woodward deu uma entrevista (que não consegui encontrar no YouTube) em que afirmava que hoje, com os meios de comunicação nas mãos do poder económico, não seria possível fazer tal investigação.

sábado, 13 de abril de 2013

Um quadro por dia


Jan de Bray,  O impressor de Harlem Abraham Casteleyn e a sua mulher Margarieta van Bancken, 1663, óleo sobre tela, Rijksmuseum, Amsterdam.

Porque é Dia Mundial da Imprensa.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Jornais policopiados

Lisboa: Círculo de Leitores: Temas e Debates, 2013
€18,00

Este livro é um contributo fundamental para a história da imprensa clandestina em Portugal.
«O meu gosto pessoal por aquilo que no passado era conhecido como "erudição" levou-me a complicar o meu trabalho, até ao limite da incompletude e do erro. […]. Mas tal é útil para as bibliotecas, os centros de investigação, os arquivos, que pretendem salvar todo este material, muitas vezes raríssimo, e quase sempre perecível. Uma das minhas intenções foi ajudar essa conservação, fornecendo um inventário que permita aferir coleções, e circunscrever as faltas. […].» (Da nota prévia)
Espero bem que os particulares entreguem os seus policopiados a bibliotecas e centros de investigação e que estes os preservem e disponibilizem a quem os queira estudar. Senão, daqui a uns anos, nada disto restará.

Jornal trotsquista, do MCI (Movimento Comunista Internacionalista).
Jornal maoísta, da OCMLP (Organização Comunista Marxista-Lenista Portuguesa).
Bati muito stencil (aliás, aprendi a escrever à máquina a 'bater' stencils), dei muito ao policopiador, neste modelo e noutros mais antigos. Não quero que tempos semelhantes voltem, mas foram uns bons anos. :)


E agora, Pacheco Pereira, para quando o 4.º volume da magnífica biografia de Cunhal? Será que vai sair neste ano do centenário?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Chegou o "i"

O "i" chegou hoje às bancas. Trata-se do novo diário que nas palavras do seu director, Martim Avillez Figueiredo, assume-se como "a nova marca de informação de Portugal". Por isso este jornal quer brindar os seus leitores de forma diferente dando-lhes a ler "o que interessa, o que de melhor e mais relevante se passa no mundo". E para marcar essa diferença o "i" começou por desarrumar e voltar a organizar a clássica estrutura editorial de um jornal assentando apenas em quatro áreas: Opinião, em espaço de reflexão; Radar, onde concentra o que mais importante se passa; Zoom, onde se analisam diversos temas que vão desde a política à investigação económica passando pelas grandes questões que dividem a sociedade; Mais, a secção das novidades em matéria de cultura ou desporto...
Com uma equipa muito jovem mas também profissionais de reconhecido mérito (dos 32 colunistas encontram-se um Prémio Nobel e cinco Pulitzer), o "i" apresenta o formato ideal para ser transportado e lido de 2ª a sábado no metro, enquanto se espera pelo autocarro, no meio do trânsito ou à mesa de uma esplanada. O projecto pertence ao Grupo Lena (Sojormedia). Uma rápida vista de olhos pelo "i" transmitiu-me uma agradável surpresa pela forma como ele lida e apresenta a informação. As maiores felicidades para o "i".