Prosimetron

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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

In memoriam Hestnes Ferreira

Caravaggio - O tocador de alaúde, ca 1596
São Petersburgo, Hermitage



5 comentários:

bea disse...

Cá vai o que pensei de Caravaggio antes de ler sobre ele e depois de observar as pinturas: pinta de forma a mostrar a humanidade - talvez mais a realidade - das figuras pintadas, nada de santos incólumes e bonitos; não tem preocupações com etéreas elegâncias. Parece ter fixação no Baptista que pinta como se o santo nos provoque e de santo nada tenha, em alguns quadros nota-se um ar meio lúbrico. O que mais e melhor pinta - parece ser mais cuidadoso nas figuras que são quase bonitas - são rapazinhos imberbes, meio andróginos, mariposas indefinidas. Parece gostar deles, o pincel não os desfigura.
Depois de ler: era um génio a trabalhar e uma catástrofe de pessoa. Um bom psiquiatra tinha ali campo onde semear e colher.

maria franco disse...

Um delicado In memoriam. Passou pela vida e deixou marca.
Decerto teria gostado desta pequena homenagem.
Boa noite.

bea disse...

Tão linda a simbiose música e grupo coral. A minha sexta feira melhorou:). Obrigada.
Bom Dia.

Miss Tolstoi disse...

Nos artistas ficam as obras, desde que não deem cabo delas. Gosto de todas as obras de RHF que conheço. A que mais frequento e o ISCTE que foi uma lufada de ar fresco na arquitetura das faculdades.

MR disse...

Bea,
Penso exatamente o mesmo de Caravaggio depois de ler umas biografias dele. Era um amoral.

Bom fim de semana para todas.