Albert Camus em Oran, no n° 65 da rue d'Arzew, onde viveu.
«Uma cidade, no fim das contas, "desalinhada, dispersa sem ordem pelos quatro cantos de uma paisagem rochosa", devorada, sob um céu indiferente, pelo Minotauro do tédio (ele usa esse termo várias vezes). Em suma, segundo Camus, uma cidade bastante rude, ociosa, sem espírito, sem alma, totalmente dedicada ao culto dos prazeres comuns e dos jogos sem asperezas.» (p. 35)
Gostei muito de ler este livro. Camus não gostava de viver ali, mas a cidade até parecia ser agradável, apesar das diferenças existentes entre argelinos, pieds-noirs e franceses. Uma cidade muito comercial (era um grande porto do Mediterrâneo), com muitos cafés, jardins, etc.
Vou reler O Minotauro. e gostava de ler o vol. 1 dos Carnets.



7 comentários:
Complementar imperdível para os fãs de Camus, certamente.
Bom dia!
Concordo com APS.
Muito e bom material de pesquisa para os fãs de Camus como eu.
Bom domingo para ambos!
No he leído nada de Camus......de momento me conformo con ver sus marcapáginas.
Abrazos.
Eu gostei. Aprendi algumas coisas.
Bom domingo para os três.
Gosto muito do Camus.
Ainda bem que há quem lembre o seu aniversário.
Obrigada
Empecé a leer El Extranjero, pero lo dejé. Me gusta leer para entretenerme, pero sin romperme la cabeza
Boa tarde
Consciente da relevância do "plano" da minha próxima (e atenta) leitura do volume "CAMUS À ORAN", de Abdelkader DJEMAÏ (ed. Michalon, 1995), tenho, porém, uma certa curiosidade (imediata) em relação aos valores histórico-culturais de uma Cidade costeira cuja importância ultrapassa de longe as imagens turísticas, muito divulgadas, da "casa-natal" de Yves SAINT-LAURENT (cf., por exemplo, uma das páginas, imprescindíveis, dos roteiros "Petit Futé") e nos remete para as incontornáveis referências literárias e as coerentes concepções humanistas do Autor de Obras como "La Peste", "L' Étranger" e "Le Minotaure"...
Ainda este propósito, é difícil esquecer a própria dimensão simbólica de duas datas especiais! Em 4 de Janeiro de 1831, a referida Cidade portuária (que, hoje, constitui o segundo centro urbano mais relevante da Argélia) foi tomada pelo Exército Francês; e, no último dia 24 de Dezembro [de 2025], a Assembleia Nacional Argelina votou, por unanimidade, uma inédita medida (parlamentar) que formaliza a denúncia "oficial" dos crimes da colonização Gaulesa, em particular durante o período da sangrenta Guerra da Independência (1954-1962).
Entretanto, é inevitável notar que, para este Novo Ano, a "Geopolítica da Fome" e da GUERRA traz a (in)esperada promessa do imperialismo de Trump & Cia., que desperta grandes medos e renovadas esperanças! É demasiado conhecido o sofrimento colectivo decorrente da criminosa agressão, em larga escala, dando início a um período de domínio catastrófico sobre um País soberano (cf., entre outros documentos digitais, que atravessam continentes e oceanos, um comunicado emitido, ontem, pelo Comité Coordenador da "Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxistas-Leninistas", no seio da qual se integra, naturalmente, o pequeno e corajoso "PARTIDO COMUNISTA Marxista-Leninista DA VENEZUELA").
Nesta época de disputas e morticínios inter-imperialistas (mais precisamente, entre o banditismo dos Ianques, com o apoio efectivo da NATO/OTAN, e as amargas "lições" das formas terror, por obra e (des)graça dos dirigentes traidores Russos, herdeiros da doutrina da "soberania limitada", preconizada por "líderes" indignos, como Mikhail GORBATCHOV), a única certeza que possuímos, face às ambições imperiais dos USA, é a de que a potência hegemónica ocupante (no fundo, insustentável e temporária) irá deparar com heróicas resistências, não só por parte do Povo Venezuelano, como de outras Nações (democráticas, patrióticas e insubmissas) da América Latina!!!...
Muito Boa Noite!
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