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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Richard Ramer (1942-2026)

 


Richard Ramer (1942-2026)

    Custa sempre saber do desaparecimento físico de um amigo. 

Quando eu comecei a gostar de livros antigos existiam muitos livreiros que eram referências. Aos pouco tenho visto partir a grande maioria. E vou perdendo amigos.

Richard Ramer foi um deles. Sabia apreciar, como poucos, o livro como livro, como objecto. Não só pelo seu conteúdo mas também pelo seu papel, pelo seu formato, pelo seu cuidado bibliográfico. O livro como Arte!

A notícia da sua morte ocorreu hoje dia 4 de fevereiro de 2026. Para além das suas livrarias físicas situadas em Nova York (USA) e em Lisboa (em ambas convivi com ele) tinha, como ele dizia, a melhor livraria em cada uma das cidades, vilas ou aldeias do mundo - a sua livraria na WWW, ou seja: na casa de cada um, aberta 24 horas por dia, todos os dias do ano. 

4 comentários:

MR disse...

É triste, não sabia.

Fernando FIRMINO disse...

Acabo de confirmar (inclusive, através de uma Nota de Pesar, publicada na "página", indispensável, da "Liga Internacional" que promove o sector dos Livros Antigos e Raros) a muito lamentável notícia do falecimento de Richard C. RAMER.

Richard C. RAMER era, essencialmente, um Livreiro CULTO e cosmopolita. E dos que tinham um especial interesse pela Cultura Europeia e, em particular, por diversos aspectos ligados à própria Cultura Humanística Lusófona e Hispânica...

A qualidade do seu trabalho foi reconhecida por múltiplas pessoas e entidades do nosso País, tendo-lhe valido, segundo julgo saber, uns tantos contactos nos meios socioculturais da Capital e a própria admissão como associado do prestigioso Grémio Literário.

Honra à sua memória!

bea disse...

Não tive o prazer de saber da sua existência; e foi aqui e agora que soube da desistência.
Bom Dia

Cláudia Ribeiro disse...

Não tive o privilégio de conhecer pessoalmente Richard Ramer, mas sempre ouvi
falar dele de forma muito elogiosa.
Pessoas com o manancial de conhecimentos e gosto pelo livro como ele tinha, são cada vez menos. É o mundo dos livros que fica mais pobre.