A 23 de Agosto de 2025 um grupo de queridos e fraternos amigos deram-me a conhecer um pequeno monumento na Mata Nacional dos Sete Montes, na cerca do convento de Cristo, em Tomar: a Charolinha.
A antiga casa de fresco, remontava ao século XVI, e teve como arquiteto João de Castilho. Foi destruída com a tempestade Kristin, na noite de 29 para 30 de janeiro de 2026.


6 comentários:
Que tristeza. Boa tarde!
¡Qué pena! Supongo que fue debido a los temporales que nos azotaron desde el Atlántico este mes ¿no? A ver si fuese posible restaurarlo.
Abraços.
Que coisa mais triste! Esta tempestade deixou a zona centro de pantanas e muitas famílias sem nada.
Boa semana!
Estes dias (e estas noites) de "tempestade medonha" são, de facto, um tempo de excepção e emergência!
Um "ambiente" que, desde logo, se manifesta na escandalosa delapidação orçamental, preocupada com as guerras da NATO/OTAN, em detrimento das verdadeiras "guerras" das nossas populações, como se os responsáveis governamentais quisessem generalizar um "clima" caótico de insegurança colectiva, de consequências fatídicas para uma Nação de (quase, quase) 9 séculos!!!...
A recente e trágica devastação do vasto território onde o Concelho de Tomar e a Mata Nacional dos Sete Montes se integram, surge, pois, neste contexto, como um sintoma da "morte" da denominada CHAROLINHA, um dos elementos mais simbólicos do Património Cultural e Natural, complementar da própria imagem, central e poderosa, da célebre "Janela" rendilhada do Convento de Cristo...
É que, para além de tudo o mais, e como nos lembra o conceituado investigador - e divulgador - PAULO PEREIRA ["Enciclopédia dos LUGARES MÁGICOS DE PORTUGAL", Vol. 9, pp. 90-94 (ed. PÚBLICO & Temas e Debates, 2006), um trabalho de longo fôlego, que merece uma consulta atenta], "a construção deste pequeno elemento microarquitectónico foi levada a cabo quando das obras de ampliação do Convento por João de Castilho e é, decerto, devido à traça deste último. (...) O sugestivo aparato deste elemento arquitectónico, discreto mas eficaz, traz à memória, inevitavelmente, as palavras de Fernão Álvares do Oriente quando descreve na sua obra 'Lusitânia Transformada' as 'reuniões' dos seus pastores, nas margens do Nabão - ou da sua academia de 'Amor', bucolista. A assembleia dos pastores e os seus rituais parecem funcionar nessa obra como metáfora ou cifra de reuniões 'secretas' efectuadas na Mata dos Sete Montes [antiga "Cerca" do Convento de Cristo]."
SALVEMOS A "CHAROLINHA" e a Mata dos Sete Montes!
Lamento tanto! As coisas belas vão desaparecendo. Desejo que alguém pense e lute para que se reconstrua.
Fique bem!:))
Ainda na sequência da catastrófica devastação, que afectou largos sectores das populações e destruiu múltiplos elementos (e conjuntos) de elevado interesse artístico, cultural (por exemplo, "o Mosteiro da Batalha, o Convento de Cristo, o Castelo de Ourém e diversas igrejas paroquiais") e, até, paisagístico ("árvores centenárias tombadas"), permitam-me sugerir a merecida leitura de um interessante texto de Maria ISABEL ROQUE, que ousou referir-se a esta questão ["Quando a tempestade se abate sobre as pessoas e o património (num país de faz-de-conta)", publicado hoje, 5 de Fevereiro, no seu pedagógico Blogue, "A.MUSE.ARTE"], particularmente delicada se tivermos em conta a própria legislação proteccionista do sector patrimonial.
A título de exemplo, aqui fica uma breve transcrição: "Perante este cenário, a resposta governativa revela um contraste inquietante entre a magnitude da tragédia e a escala do investimento anunciado. (...) Qualquer profissional de conservação e restauro sabe que essa verba é manifestamente insuficiente. (...) A médio prazo, muitos destes edifícios continuarão vulneráveis, aguardando novos financiamentos, novos programas e, muito provavelmente, novas tempestades. (...) Mais inquietante ainda é a aparente desvalorização política da dimensão cultural da tragedia. A perda patrimonial continua a ser tratada como dano colateral, como questão secundária face à reconstrução material imediata. No entanto, para muitas comunidades, a igreja, o museu local, o arquivo paroquial ou o mosteiro não são meros edifícios: são centros de memória, de identidade e de continuidade simbólica. A sua degradação representa uma forma silenciosa de empobrecimento colectivo."
Muito GRATO PELA ATENÇÃO e Boa Noite!
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