Prosimetron

Prosimetron

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Marcadores de livros - 3599

Duas livrarias que Mário Soares certamente frequentou durante o seu exílio em Paris e, posteriormente, nas suas visitas à capital francesa:


No meu sofá a ler... - 14

Lisboa: Imprensa Nacional, 2025.

Um excelente «brevíssimo resumo de uma vida cheia e, desde a adolescência, dedicada à causa pública Uma vida de ação, de luta política, como tantas vezes a caracterizou, e também de pensamento e cultura. São os três lados de um triângulo.» (p. 9)
«Quem é, portanto n-ao quem foi, mas quem é para nós, hoje -, Mário Soares?
«É o construtor e portador de escolhas estratégicas claríssimas, de que nunca duvidou e que nunca abandonou: a liberdade, a democracia pluralista, o socialismo democrático, o europeísmo. Soares é o estrénuo defensor do primado da política: do primado da política sobre a economia, sobre os poderes separados, sobre a ideologia e sobre o falso moralismo da virtude. Soares é o que vive a política com paixão, porque nunca deixou de viver a vida por causa da política: é o anti asceta, o paladino da política como obrigação mas também jogo, divertimento e prazer. Soares é um dos maiores patriotas que Portugal conheceu, exatamente porque foi implacável com toda a sorte de pequenez que diminuía o seu país e procurou sempre engrandecê-lo, não o prendendo numa história mitificada, mas abrindo-o ao futuro, modernizando-o, dirigindo-o para novos desafios e descobertas; porque afirmou sem hesitações o patriotismo, que é mar o seu país, como o exato contrário do nacionalismo, que é hostilizar o dos outros, porque, justamente, a condição de portiguês, por ser português, é ser cidadão da Europa e do mundo [...].
«E, por último, mas não menos importante: soares - o Soares que defendeu os presos políticos da ditadura e o Soares que ensinou em Vincennes, o Soares que discursou na Fonte Luminosa e o Soares que escolheu "os poemas da sua vida", o Soares que negociou com Bruxelas e o Soares que se fez retratar por Júlio Pomar - é um dos políticos portugueses que mais longe levaram a fecundação recíproca entre política e cultura. Não só com a sua curiosidade infantigável e juvenil alegria de viver, mas também na determinação com que porfiou em abrir os horizontes da liberdade aos seus compatriotas, ele teria, sem dúvida merecido a perspicaz observação de Fernando Pessoa [...]: "O interesse pela cultura geral [...] é que de facto distingue os políticos que deveras o são".» (p. 88-89)

Livro e marcador - 224

Fotos Maria.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

A adoração dos Magos

Paolo Veronese - A adoração dos Magos, ca 1573-1574. 
Vicenza, Musei Civici, Chiesa di Santa Corona, Cappella di San Giuseppe.

Marcadores de livros - 3597

Hoje é Dia de Reis, dia de final das festas e desmanchar a árvore em Portugal. 

Em Espanha é dia de grande festa e de presentes.


Para Paula G.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Boa noite!


A frase da semana

«Sou um homem decente.»
Nicolas Maduro, 5 jan. 2026

Num dicionário na net encontrei estes sinónimos para a palavra decente: «Honesto, íntegro, digno, decoroso, puro, recatado, virtuoso, honrado, correto, probo.» Nenhum deles me parece adaptar-se ao comportamento do ex-Presidente da Venezuela.
Entretanto, os EUA substituíram este homem, pouco recomendável, por uma torcionária. 

Marcadores de livros - 3596

Dois marcadores-postais da livraria Hugendubel.

Obrigada, Paula G.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Boa noite!

Uma canção inspirada pel'O Estrangeiro.

The Cure - «Killing an Arab». 
Perry Bamonte, guitarrista e teclista de The Cure, faleceu no dia de Natal.

Leituras no Metro - 2981


Albert Camus em Oran, no n° 65 da rue d'Arzew, onde viveu.


«Uma cidade, no fim das contas, "desalinhada, dispersa sem ordem pelos quatro cantos de uma paisagem rochosa", devorada, sob um céu indiferente, pelo Minotauro do tédio (ele usa esse termo várias vezes). Em suma, segundo Camus, uma cidade bastante rude, ociosa, sem espírito, sem alma, totalmente dedicada ao culto dos prazeres comuns e dos jogos sem asperezas.» (p. 35)
Gostei muito de ler este livro. Camus não gostava de viver ali, mas a cidade até parecia ser agradável, apesar das diferenças existentes entre argelinos, pieds-noirs e franceses. Uma cidade muito comercial (era um grande porto do Mediterrâneo), com muitos cafés, jardins, etc.
Vou reler O Minotauro. e gostava de ler o vol. 1 dos Carnets.

Marcadores de livros - 3595


Verso e reverso.

O reverso é igual em todos.

Outros marcadores de Camus aqui, aqui, aqui,

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Boa noite!


Documentário de Ivan Nunes e Paulo Pena, em cinco episódios. O primeiro passou ontem na  RTP Notícias e passa até 5 de janeiro de 2026, às 22h00.


Votos para 2026


«Queremos o fim da guerra, não o fim da Ucrânia.»
Volodymyr Zelensky, 31 dez. 2025

Marcadores de livros - 3593

Dois blocos de marcadores com calendários das ed. Paulinas e da Paulus; e quatro da Legami, mostrando também o marcador do mês de janeiro.





quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Feliz Ano Novo!

Il. de Constantin Alajalov.
The Saturday Evening Post, 31 dez 1949.


Bom Ano para todos! E para o mundo em que vivemos.

Marcadores de livros - 3592

O da dir. é o reverso de um deles. Nem todos os reversos são iguais.

No Dia da Mala.