Prosimetron

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Boa noite!


4 comentários:

Maria disse...

Boa noite de Janeiras!
E também Boa Noite de Reis, especialmente para nuestros hermanos que têm por costume receber prendas esta noite.

🌠🐪🐪🐪

Mª Luisa disse...

Vamos logo cantar as Janeiras.
Linda ilustração !
A desfrutar do Bolo Rei !
Boa noite!
Um abraço

MR disse...

Bom dia de Reis para as duas.

Fernando FIRMINO disse...

Aproveito a oportunidade para exprimir os sinceros votos de que o "Dia de Reis" tenha constituído uma simbólica "jornada" festiva para todo(a)s; e, ao mesmo tempo, a natural satisfação pelo merecido (e consensual) destaque!...

Para muito(a)s de nós, a emocionante criação do saudoso cantautor JOSÉ AFONSO (Aveiro, 2.8.1929 - Setúbal, 23.2.1987) remete para os anos mais ou menos distantes das nossas infâncias, quando as "Janeiras" integravam as festividades Natalícias rurais. Uma época de facto peculiar, quando tantas Aldeias do Interior convidavam à contemplação das neves da SERRA da Estrela.

O "ar puro" da mítica e deslumbrante Montanha (que, como sabemos, em tempos longínquos tinha o curioso nome de "Montes Hermínios") desperta em nós saudáveis recordações de rigorosas invernias, durante as quais era, de facto, bom escorregar na neve e fazer "bonecos" sobre enormes "rebolos", que levavam semanas a derreter.

(Ainda hoje, é difícil descrever a agradável sensação que, por vezes, sinto ao observar, através da televisão, as viaturas "limpa-neves" nos seus trabalhos de reabertura das vias de acesso ao simbólico "Malhão da Estrela", onde se eleva a "Torre"!...)

Impossível terminar esta nostálgica (e espontânea) evocação sem uma brevíssima referência a um curioso pormenor, relacionado com as tradicionais "Janeiras". É que, na minha Região natal (Fundão), nem sempre os "donos da(s) casa(s)" abriam a(s) porta(s) aos "janeireiros" que, indignados com a falta de generosidade, não avançavam para outra residência sem entoar inconvenientes quadras, ao (des)gosto popular.

Dois (muito) elucidativos exemplos, apenas: 1) "Trinca o martelo/ E torna a trincar./ Os barbas de chibo/ Não têm nada que nos dar!" 2) Viva o dono desta casa,/ Raminho de salsa crua./ Quando sai da sua porta/ Arrasta os cornos pela rua!" [Cf. Lourdes TAVARES MONTEIRO, "A Mais Honrada Aldeia do Reino", Fundão, 2001, p. 121; e Luís MESQUITA, "Um Traço de Memórias (P' las Cercanias do Fundão)", Alma Azul (Alcains, C. Branco), 2004, p. 105.]

Muito Boa Noite!