Prosimetron

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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Vergonha



A vergonha «é a representação que fazemos de nós próprios como de um ser diminuído.»
Emmanuel Levinas - De l'évasion, 1962

9 comentários:

maria franco disse...

Não abri o video. Quem será capaz de resolver este horror?
Humanidade precisa-se com urgência.

MR disse...

Não sei. E com esta divisão na Europa cada vez maior. As pessoas não aprendem nada.

Justa disse...

Por desgracia nada de nada...Repetimos a lo largo de la historia los mismos errores y cuando parecía (a finales de siglo) que el mundo estaba encaminado hacia el entendimiento y la solidaridad, nos encontramos con que prima nuestra naturaleza: el egoísmo, el interés económico y la falta de valores.

Isabel disse...

Eu confesso que tenho uma visão diferente das coisas...

MR disse...

Justa,
Concordo em absoluto contigo. E esta mania que os EUA e a Europa têm de se imiscuírem na política dos outros países. Se não tivéssemos ido meter o pé no Iraque, na Líbia e na Síria aquela zona não estaria tão má. Tinham (e têm) governos autoritários?, mas quem tem de resolver isso em primeira mão são os seus próprios povos.
Tivemos uma guerra há uns anos nos balcãs com populações dizimadas e a Europa não mexeu um dedo.
O problema hoje é que há falta de políticos que vejam o amanhã.

Isabel,
Parece-me que o problema só se resolverá quando a guerra acabar e quando houver trabalho e comida para as populações não fugirem dos seus países. Mas na verdade não sei como se vai resolver.
Isto choca-me porque os países mais contra o recebimento dos imigrantes são países de onde fugiu mais gente para as Américas nos anos da II Guerra Mundial. E não fugiram mais porque nunca pensaram que a guerra atingisse aquelas proporções.

Bom dia para as duas.

Isabel disse...

Concordo em absoluto com o que diz, que os assuntos devem ser resolvidos nos países implicados, até porque supostamente as pessoas prefeririam viver nos seus próprios países.

A princípio tinha muita pena destas pessoas, mas quando começamos a ler alguma coisa começamos a ficar mais atentos. E uma das coisas que se pode comprovar é que chegam muitíssimo mais homens, numa proporção estranha. Onde deixam eles as mulheres e as crianças, porque vêm sem elas se fogem de coisas terríveis?

E também acho que as situações não são comparáveis. Também se fala muitas vezes que os portugueses têm uma história de emigração, mas os portugueses não tinham a mesma postura.

Sei que não sou racista, mas há uma arrogância de que não gosto. E nós sabemos que a comunicação social mostra só o que interessa mostrar. Há por essa Europa fora situações que não nos passam pela cabeça. Confesso, mesmo sendo politicamente incorrecta: assusta-me o que vai ser o futuro da Europa.

Bem, não sei se estou errada, mas é o que penso.

Um bom sábado, MR:)

MR disse...

Ainda ontem ouvi o Presidente de Angola falar no Parlamento Europeu sobre este assunto. E ele também sabe do que fala porque há uma carnificina no Congo e foge imensa gente para Angola.
E quando vemos aqueles desgraçados a afogarem-se no Mediterrâneo, alguém tem de lhes dar a mão.
Bom dia! Boa semana!

Isabel disse...

Eu não insensível e também acho que não se podem deixar as pessoas à deriva e a morrer no meio do mar, mas assusta-me um pouco a quantidade exagerada de pessoas que continuam a chegar à Europa. Eu sei bem que vem muita gente boa. As famílias que chegam, com crianças, não vêm para fazer mal, vêm à procura de uma vida melhor para dar aos seus filhos. Mas também chega muita gente menos boa e menos honesta.

Não me julgue mal, MR. Não estou contra as pessoas de bem e que vêm por bem, mas começa a assustar-me algumas coisas que leio. É por isso que gosto de falar sobre o assunto. Para ficar mais esclarecida.

Desculpe se me alonguei.

Um bom domingo:)

MR disse...

Eu sei, Isabel. Não escrevi nada contra si. O que me assusta é que a maioria dos radicalizados são europeus, alguns dos quais sem nenhuma ascendência árabe.
Bom domingo!