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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Marcadores de livros - 3624

O primeiro volume da col. Le livre de poche foi editado em 9 fev. 1953.

Versos e reversos.

Com um agradecimento a Ph.

12 comentários:

Mª Luisa disse...

Lindas papoulas para estes livros que de certo tivemos bastantes vezes nas mãos.
Bom dia!
Um grande abraço

MR disse...

É verdade! Ainda há dias comprei um e continuam com um preço acessível: €7,60.
Um abraço com votos de boa semana.

Justa disse...

Son ediciones a las que recurrí mucho hace ya años, ya que me permitían leer obras importantes a un módico precio, aunque tienen tan poca calidad, que no llevan bien el paso del tiempo.

Muy bonitas esas amapolas.

Apertas con desexos dunha boa semana!

Fernando FIRMINO disse...

A propósito desta curiosa (e justa) "eféméride", de carácter editorial, parece-me particularmente oportuno sugerir aqui a popular edição "de Poche" (LGF / LLP, 2003) de um interessante livrinho de Vladimir FÉDOROVSKI, "LE ROMAN DE SAINT-PÉTERSBOURG", com o sugestivo subtítulo "Les Amours au Bord de la Néva". Um Autor, aliás, traduzido na nossa Língua ("O ROMANCE DO KREMLIN", ed. Livros do Brasil, 2005).

Se relembro este agradável "convite" (no fundo, implícito) de V. FÉDOROVSKI à visita de alguns dos mais significativos "sítios" de interesse patrimonial (o grande Museu Nacional "ERMITAGE" e a majestosa Catedral de S. Isaac, por exemplo) da antiga Capital da Rússia, não será despropositado associar o imaginário da Cidade de Pedro o Grande e (muito em particular) Catarina II a toda uma "galeria" de personagens centrais, como a própria figura de Potemkine, "favorito e cúmplice" da Imperatriz [cf. Paul MOUROUSY, "POTEMKINE, Mystique et Conquérant" (Éditions FRANCE-EMPIRE Monde, 2012)] Um volume fascinante!...

De salientar, ainda, a especial e simbólica dimensão de uma outra "efeméride"! É de todo(a)s mais que sabido, que foi, exactamente, nesta data (9 de Fevereiro), em 1600, que o "Santo Ofício" de Roma emitiu a histórica sentença de condenação à morte - pela fogueira, oito dias depois - de GIORDANO BRUNO. Este heróico "livre-pensador" é, hoje e sempre, recordado pela sua corajosa rebeldia filosófica, teológica, anti-dogmática e humanista, que lhe valeu a monstruosa Pena Capital!!!...

Muito Boa Noite!

MR disse...

Agora menos, mas ainda compro algum poche. São práticos.
Bpm dia!

MR disse...

Li os dois livros que refere, mas ambos em trad. port., assim como O romance do Expresso do Oriente. Achei este fraco, dado o que o tema poderia proporcionar.
Bom dia!

Fernando FIRMINO disse...

Ainda quanto à (maior ou menor) qualidade das Obras de V. Fédorovski, em particular do "Romance do Expresso do Oriente" (um livro que, lamentavelmente, ainda não tive ocasião de ler!), a complexa e, por vezes, subjectiva visão do Autor é reconhecida por toda gente que, de alguma forma, aprecia a chamada "literatura de viagens"...

Todo(a)s nós sabemo-lo: as condições materiais (mais ou menos) modestas de existência não permitem à generalidade dos viajantes Portugueses realizar o "sonho" de certas experiências ferroviárias, que nos remetem para o "Expresso do Oriente", o comboio "Transiberiano" e, até, algumas páginas de "Ana Karenine" (L. Tolstoi)!

E, no entanto, se tomarmos como referência o nosso próprio exemplo, aliás modestíssimo, de uma inesquecível viagem (nocturna) do comboio que, em 2017, nos levou deste S. Petersburgo até Moscovo, uma simples "justificação" parece, naturalmente, desejável: procurar conhecer, na prática, alguns dos espaços simbólicos do território onde, cem anos antes, acontecera a histórica e influente "Grande Revolução [Bolchevique] de Outubro"...

De resto, lembrar um "episódio" da viagem à Rússia dominada pelo selvático sistema capitalista, não é sinal de optimismo pessoal, mas de espírito de constante inquietação!
É claro que esta atitude não impede o imperioso reconhecimento de múltiplos erros e crimes, cometidos, durante décadas, pela (privilegiada) classe dirigente, ao serviço do capitalismo burocrático de Estado, em nome dos supremos princípios (Marxistas) da Revolução Leninista!!!...

A finalizar, aqui ficam apenas algumas elucidativas palavras de um respeitado compatriota e democrata [M. dos SANTOS CORREIA, "50 Anos de Viagens Através do Mundo", Lisboa, 2.ª ed. (do Autor),1978, pp. 96-97], que, sob forma de precioso testemunho, demonstram que, na década de 70, nem todos os "turistas" se deixaram deslumbrar pela propaganda revisionista do "Poder Confiscado", que traiu a sagrada memória dos heróicos e autênticos revolucionários Comunistas, fundadores da União Soviética:

"(...) Os comboios são, geralmente, antiquados e pouco cómodos. Recordo-me, por exemplo, da primeira vez que atravessei a Rússia, entre Leninegrado (ao Norte) e Yalta (no Mar Negro, ao Sul), utilizando o comboio, o entorpecimento que se apoderou de mim, apesar de ter feito esse trajecto em duas etapas, de cerca de 14 horas cada. A primeira etapa, foi de Leninegrado a Moscovo; e a segunda, desta cidade a Yalta.

Eu e os meus companheiros viajámos em beliches-camas e, ou tínhamos que ir deitados, ou permanecer de pé nos estreitos corredores. Muito pouco movimento de pessoas se via nas estações. Fomos sempre acompanhados por uma mulher-polícia, que não nos deixava desentorpecer as pernas nas gares, durante os minutos em que o comboio ali parava. (...) Nos dois anos seguintes que visitei a Rússia, já não quis mais [utilizar] o comboio.

(...) Já por três vezes que visitei a Rússia. Sempre 'senti' a vigilância que incide sobre os turistas - um rigor incomodativo. (...) Na ânsia de conhecer o Mundo e, apenas por isso, visitei todos os países DITOS [os caracteres maiúsculos são, como é óbvio, de F. Firmino] socialistas, com excepção da Albânia, onde nunca me deixaram entrar. (...)"

Muito grato pela atenção e Boa Noite!





MR disse...

Também fiz essa viagem no Flecha Vermelha nos dois sentidos. Não fiquei com vontade de voltar, apesar dos museus fantásticos, dos cafés de São Petersburgo... Estive lá em 2005 e senti um ambiente opressivo, principalmente em Moscovo.
Bom dia!

Fernando FIRMINO disse...

Pedindo desculpa por retomar o assunto, particularmente sensível, sugerido pelos critérios de "qualidade" (?!) do "turismo ferroviário" na Federação Russa e (sobretudo) na URSS, e para concluir, merecem especial destaque alguns (três) volumes OBJECTIVOS, relacionados com a temática do conturbado processo histórico da União Soviética, com exigentes e pioneiros métodos de análise e reflexão, essenciais para a compreensão, isenta de preconceitos ideológicos, da pátria de LENINE e Puchkine:

1) Hélène CARRÈRE D'ENCAUSSE, "LE POUVOIR CONFISQUÉ: Gouvernants et Gouvernés en U.R.S.S.", ed. FLAMMARION, 1980 (329 págs.);

2) Michael VOSLENSKY, "LA NOMENKLATURA: Les Privilégiés en U.R.S.S." [Préface de Jean ELLEINSTEIN; traduit de l'Allemand par Christian NUGUE et revue par l'Auteur], Paris, Éditions Pierre BELFOND, 1980 (463 págs.);

3)"RÉVOLUTION ET CONTRE-RÉVOLUTION EN U.R.S.S.: De la Dictature du Prolétariat à la Restauration du Capitalisme", Paris, ed. François MASPERO [Col. Cahiers Révolution, n.º 3],
1972 (66 págs.).

Em jeito de "post-scriptum": "(...) Cumpre (...) observar que todos os transportes soviéticos, mesmo os postos ao serviço dos turistas, são velhos e nada confortáveis. Observam-nos, contudo, que os carros de luxo são para os Ministros, mas... oferecidos pelos Americanos!..." António FREIRE, "A OUTRA EUROPA" [in 1.ª Parte, "Como eu vi a Rússia", pág. 29], Porto, Ed. Salesianas, 1973.

[De entre os muito eruditos trabalhos do saudoso Autor, um (tolerante) Jesuíta que foi, também, brilhante Prof. de Cultura Clássica, são de realçar relevantes títulos como "Israel Antigo e Moderno", "Grécia Antiga e Grécia Moderna", "Du Grec Ancien au Grec Moderne", "Estudos de Cultura Greco-Latina", "A Pedagogia do Latim", "A Pólis Ideal Segundo Platão", "A Catarse Trágica em Aristóteles", "Conceito de MOIRA na Tragédia Grega" e "Conceito Helénico de Fatalidade".]

Muito Boa Noite!

MR disse...

Não me lembro de ter lido nenhuma das obras que indica, nem mesmo as do prof. de Cultura Grega. Se se refere ao Padre Manuel Antunes, li muitas obras dele sobre teoria e Cultura Clássica, e recentemente li uns estudos sobre a Europa. Ele não era apenas uma pessoa tolerante, abria-nos a cabeça. Foi o melhor prof. que tive.
Bom dia!

Fernando FIRMINO disse...

Apenas a título de exemplo, tenho, nas mãos, um exemplar do excelente trabalho de António FREIRE (Lisboinha / Pousaflores, Ansião, 18.11.1919 - Braga, 18.2.1997) sobre o "Conceito de MOIRA na Tragédia Grega", uma preciosa 1.ª edição (Braga, Liv. Cruz, 1969) que, curiosamente, tive ocasião de adquirir, em tempo oportuno, numa indispensável Livraria [Lumière] da Cidade Invicta...

Destaco, também, a oportuna consulta de uma das Obras que o Pe. [Prof.] Manuel ANTUNES (Sertã, 3.11.1918 - Lisboa, 18.1.1985) nos legou, intitulada "Do Espírito e do Tempo" (Ed. Ática, 1960). Um volume no contexto do qual nos interrogamos se, porventura, o Homem da História da CULTURA CLÁSSICA (responsável pela erudita Revista "Brotéria" e Autor de outros títulos, igualmente marcantes, como "Ao Encontro da Palavra" e "Repensar Portugal") terá sido um "pessimista" Jesuíta ou, no fundo, um esclarecido e "optimista" Cidadão: "(...) Estamos - parece que estamos -, uma vez mais, na perspectiva de uma 'novitas florida mundi', diante de um mundo [da década decisiva do "Maio de 68" (obs. de F. Firmino)] que se renova e floresce"!...

Muito Boa Noite!

MR disse...

Boa tarde!