Prosimetron

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sexta-feira, 20 de março de 2026

Acácias

Telheiras, 18 mar. 2026.

«Pende sobre a calçada, na minha rua, o primeiro cacho de ouro de uma acácia. [...] 
«Oh, Deusa das Árvores, eu te agradeço pela tua força invencível que faz renascer a tímida alegria verde das folhas nos troncos mutilados e por essas flores que se despencam sobre a rua.»
Rubem Braga - Desculpem tocar no assunto. Lisboa: Tinta da China, 2023, p. 65-66.

Para o Jad.

9 comentários:

Maria disse...

Bonita acácia mimosa para saudar o Equinócio da Primavera, que chega hoje às 14,46h, dizem eles.
Este ano não consegui fotografar a única que aqui há...
Agora chove muito☔️
Bom Primavera!
🌻🌿🌷

Cláudia Ribeiro disse...

Dão alegria e luz ao caminho...
Bom dia! 🌞📚

JAVIER disse...

Bonita mimosa.
Buen fin de semana.
Abrazos.

Pini disse...

Dicen que son invasoras. Ojalá todas las invasiones fusen como las de este árbol
Muy bonitas
Boa noite

MR disse...

Gosto muito de acácias, é pena serem uma praga.
Boa noite para todos.

Fernando FIRMINO disse...

Na véspera do simbólico Dia da Árvore [e da Floresta], uma efeméride que não podemos dissociar da sempre oportuna Jornada da Poesia, releio com os olhos e o afecto de quem procura compreender a "identidade" de Cidades como LISBOA, cujo Património Natural e Cultural urge salvaguardar, duas breves e expressivas passagens literárias, nem sempre divulgadas, de um admirável - e quase "esquecido"! - Autor, JAIME CORTESÃO [in, "Páginas Olissiponenses", com valiosa Introdução de Vitorino MAGALHÃES GODINHO, Publicações Culturais da CML, 1975]:

1) "MARÇO SOB AS OLAIAS" (pp. 51-53):

"Desta vez vim habitar (...) em plena Lisboa, à beira da Basílica e do Jardim da Estrela. (...)

(...) Rompe, porém, o sol, e as olaias, as pilreteiros e certas árvores de um tom doirado, espilram de lá um apelo roxo, branco e oiro, de vida, sangue e selva, tão violento, que não resisto à tentação fraterna: desço a rua, atravesso a calçada e vou direito aos tufos da boscagem.

(...) Árvores infantes dão os primeiros passos e galreiam as primeiras vozes duma vida nova. (...) E, no cimo dum alto cedro, um casal de cegonhas fez dos bicos matraca, e no estralejar frenético das fitas telegráficas de Morse, julgo deletrar repetidas vezes a palavra: Amor. (...)

Sigo enlevado, como se o ímpeto irresistível da Madre Natureza me invadisse e transportasse, acelerasse o fluxo do sangue nas artérias e também eu abrisse olhos novos para a vida. Súbito, uma grande e velha olaia, toda em flor, e outra e outra, abrem os vastos pálios e estendem para mim os braços dum roxo quente e arterial, chamando-me à comunhão primaveril."

2) "LISBOA VISTA DO CÉU, IMPRESSÕES DE UM VOO DE AVIÃO" (pp. 41-43):

"Ó! Lisboa do Tejo e das viagens/ Onde é mais fundo o Céu, há mais azul,/ Perspectivas de sonho e de miragens,/ Já voei sobre ti, fui alma exul,/ - Pasmavam os navios junto à amarra./ Estiravam-se os serros contra o sul,/ Riam ondinas alvas para a barra!

(...)

E ao longo o vulto, eu bem te vi erguê-lo./ Oh! Lisboa dos Mares, de monte a monte,/ Desde o Castelo à praia do Restelo;/ Poisaram-te 'Os Lusíadas' defronte,/ Sonhavas o que foste, mas não és:/ Então tocaste as nuvens com a fronte/ E o Tejo, manto azul, caiu-te aos pés!"

É quase desnecessário acrescentar que, hoje em dia, JAIME CORTESÃO seria, naturalmente, um entusiástico adepto do "culto", poético e (sobretudo) esclarecido, do Património Ambiental!...

Muito Boa Noite!

MR disse...

Não me lembro de ter lido esse livro de Jaime Cortesão. Mas rapidamente fá-lo-ei.
Bom Dia da Árvore!

Isabel disse...

Por aqui já vi as acácias floridas, mas ando mais preguiçosa para fotografar...estou a ficar velha!😂🤣😅

MR disse...

Não ficou nada bem fotografada porque não me amanho a fotografar com tm.
Bom domingo!