Telheiras, 18 mar. 2026.
«Pende sobre a calçada, na minha rua, o primeiro cacho de ouro de uma acácia. [...]
«Oh, Deusa das Árvores, eu te agradeço pela tua força invencível que faz renascer a tímida alegria verde das folhas nos troncos mutilados e por essas flores que se despencam sobre a rua.»
Rubem Braga - Desculpem tocar no assunto. Lisboa: Tinta da China, 2023, p. 65-66.
Para o Jad.

9 comentários:
Bonita acácia mimosa para saudar o Equinócio da Primavera, que chega hoje às 14,46h, dizem eles.
Este ano não consegui fotografar a única que aqui há...
Agora chove muito☔️
Bom Primavera!
🌻🌿🌷
Dão alegria e luz ao caminho...
Bom dia! 🌞📚
Bonita mimosa.
Buen fin de semana.
Abrazos.
Dicen que son invasoras. Ojalá todas las invasiones fusen como las de este árbol
Muy bonitas
Boa noite
Gosto muito de acácias, é pena serem uma praga.
Boa noite para todos.
Na véspera do simbólico Dia da Árvore [e da Floresta], uma efeméride que não podemos dissociar da sempre oportuna Jornada da Poesia, releio com os olhos e o afecto de quem procura compreender a "identidade" de Cidades como LISBOA, cujo Património Natural e Cultural urge salvaguardar, duas breves e expressivas passagens literárias, nem sempre divulgadas, de um admirável - e quase "esquecido"! - Autor, JAIME CORTESÃO [in, "Páginas Olissiponenses", com valiosa Introdução de Vitorino MAGALHÃES GODINHO, Publicações Culturais da CML, 1975]:
1) "MARÇO SOB AS OLAIAS" (pp. 51-53):
"Desta vez vim habitar (...) em plena Lisboa, à beira da Basílica e do Jardim da Estrela. (...)
(...) Rompe, porém, o sol, e as olaias, as pilreteiros e certas árvores de um tom doirado, espilram de lá um apelo roxo, branco e oiro, de vida, sangue e selva, tão violento, que não resisto à tentação fraterna: desço a rua, atravesso a calçada e vou direito aos tufos da boscagem.
(...) Árvores infantes dão os primeiros passos e galreiam as primeiras vozes duma vida nova. (...) E, no cimo dum alto cedro, um casal de cegonhas fez dos bicos matraca, e no estralejar frenético das fitas telegráficas de Morse, julgo deletrar repetidas vezes a palavra: Amor. (...)
Sigo enlevado, como se o ímpeto irresistível da Madre Natureza me invadisse e transportasse, acelerasse o fluxo do sangue nas artérias e também eu abrisse olhos novos para a vida. Súbito, uma grande e velha olaia, toda em flor, e outra e outra, abrem os vastos pálios e estendem para mim os braços dum roxo quente e arterial, chamando-me à comunhão primaveril."
2) "LISBOA VISTA DO CÉU, IMPRESSÕES DE UM VOO DE AVIÃO" (pp. 41-43):
"Ó! Lisboa do Tejo e das viagens/ Onde é mais fundo o Céu, há mais azul,/ Perspectivas de sonho e de miragens,/ Já voei sobre ti, fui alma exul,/ - Pasmavam os navios junto à amarra./ Estiravam-se os serros contra o sul,/ Riam ondinas alvas para a barra!
(...)
E ao longo o vulto, eu bem te vi erguê-lo./ Oh! Lisboa dos Mares, de monte a monte,/ Desde o Castelo à praia do Restelo;/ Poisaram-te 'Os Lusíadas' defronte,/ Sonhavas o que foste, mas não és:/ Então tocaste as nuvens com a fronte/ E o Tejo, manto azul, caiu-te aos pés!"
É quase desnecessário acrescentar que, hoje em dia, JAIME CORTESÃO seria, naturalmente, um entusiástico adepto do "culto", poético e (sobretudo) esclarecido, do Património Ambiental!...
Muito Boa Noite!
Não me lembro de ter lido esse livro de Jaime Cortesão. Mas rapidamente fá-lo-ei.
Bom Dia da Árvore!
Por aqui já vi as acácias floridas, mas ando mais preguiçosa para fotografar...estou a ficar velha!😂🤣😅
Não ficou nada bem fotografada porque não me amanho a fotografar com tm.
Bom domingo!
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