Hoje, a criteriosa divulgação de simbólicos marcadores convida-nos a uma agradável "viagem" à Covilhã e, em particular, a algumas das múltiplas iniciativas da Universidade da Beira Interior (UBI).
A propósito, não resisto à simples menção de um curioso "pormenor": no âmbito das diversas actividades académicas (mas, contudo, mais próximas dos lazeres estivais) da "Universidade de Verão", onde, entre outras coisas, se integra uma apelativa "visita à Praia Fluvial de Valhelhas" (Rio ZÊZERE, Serra da Estrela), o(a)s Jovens "aspirantes" não podem, obviamente, testemunhar a tão característica "Tosquia Anual das Ovelhas" ("uma prática essencial para o bem-estar animal e para a valorização da cadeia de valor da lã") que, em "parceria" com uma sociedade agrícola da Região (Cova da Beira), o Museu dos Lanifícios da UBI promoveu, numa "jornada" realizada em 12 de Junho...
É patente (inclusive, na própria "página" da UBI) o elevado interesse sociocultural do programa dos 40 anos da Instituição Covilhanense, cuja fundação (pelo Decreto-Lei n.º 76-B/86, de 30 de Abril) remonta, na realidade, ao ano de 1973, quando o Prof. DUARTE SIMÕES (1927-1979) criou o Instituto Politécnico da Covilhã.
Sobre o carácter democrático e humanista do "visionário" precursor da UBI, aqui recuperamos uma brevíssima e elucidativa passagem de um texto biográfico (aliás, disponível "online"), publicado nos "ANAIS UNIVERSITÁRIOS, Série Ciências Sociais e Humanas", de 1996 (número especial), por Alice FONTINHA, do Conselho Redactorial desta Revista [da UBI]:
"(...) Apesar do excelente trabalho que realizara como gestor nas Minas da Panasqueira, trabalho reconhecido e louvado pela Direcção, o Dr. Duarte Simões, fiel aos seus ideais de justiça, não conseguiu integrar-se num ambiente que considerava contrastante com aqueles ideais. Por isso, em 1962 regressou à actividade docente. (...)"
[Como elementar "introdução" a uma temática apaixonante, que nos remete para os tempos sombrios da escandalosa (e, no entanto, silenciada) exploração dos operários do Couto Mineiro da Panasqueira, seja-me permitida - inclusive, na condição de ex-mineiro ("praticante de sondador"), ao serviço da BERALT TIN & Wolfram, no ano juvenil (e, pessoal e politicamente, decisivo) de 1981 - a despretensiosa sugestão de um estudo essencial de João AVELÃS NUNES, "Volfrâmio e Poderes Locais em Portugal (1931-1947)", que saiu numa edição, especialíssima, da "Revista de História Económica e Social" (n.º 4, 2.ª Série, 2.º Semestre de 2002).]
P.S.: Ainda na sequência do simbólico "Dia Mundial do Chocolate" (7 de Julho) e das habituais (e, de facto, coerentes) compras de deliciosos produtos, creio que, no fundo, não será despropositado registar aqui o lamentável e sintomático erro que, numa destas tardes, encontrei num "Vale de Compras" [da "Máquina Volta"] de um conhecido Supermercado, de Setúbal, localizado, mais concretamente na Av. BENTO de Jesus CARAÇA.
Segundo o referido "SUPER", o insigne professor-matemático e respeitado cidadão antifascista, que nos legou, por exemplo, "A CULTURA INTEGRAL DO INDIVÍDUO, Problema Central do Nosso Tempo" (1933), é então "Bento de Jesus CARAÇAS"!!!... Há ali uma "letrinha" a mais, inspirada por alguém que, quem sabe se saudosista de gestores "do CARAÇAS"..., prefere responder ao nosso espontâneo reparo [digital], sob o título "ERROS IMPERDOÁVEIS", adoptando o NEGREGADO (Des)acordo Ortográfico: "(...) Informamos que já estamos a proceder à RESPETIVA CORREÇÃO da informação INCORRETA (os caracteres maiúsculos são, claro está, de F.F.]."
É de saudar a relação entre a Universidade e a sua região. Vi que a Fac. de Medicina da UP tem um programa em que alunos dos últimos anos do curso se deslocam para aldeias durante uma semana, fazendo alguns exames médicos mínimos e convivendo com os habitantes, alguns dos quais vivem em grande solidão. Bom dia para todos.
6 comentários:
Tens marcadores de tudo. Parabéns
Bom dia ... sem calor
Um abraço
Estou farta deste calor, de dia e de noite.
Bom dia!
Tal como estamos por aquí.
Está ben que a universidade edite os seus marcapáxinas.
Apertas.
Tenho um carinho especial pela Covilhã e arredores, onde ia regularmente ao cinema e apanhar o fresquinho da Estrela.
Boa noite!🌜
Hoje, a criteriosa divulgação de simbólicos marcadores convida-nos a uma agradável "viagem" à Covilhã e, em particular, a algumas das múltiplas iniciativas da Universidade da Beira Interior (UBI).
A propósito, não resisto à simples menção de um curioso "pormenor": no âmbito das diversas actividades académicas (mas, contudo, mais próximas dos lazeres estivais) da "Universidade de Verão", onde, entre outras coisas, se integra uma apelativa "visita à Praia Fluvial de Valhelhas" (Rio ZÊZERE, Serra da Estrela), o(a)s Jovens "aspirantes" não podem, obviamente, testemunhar a tão característica "Tosquia Anual das Ovelhas" ("uma prática essencial para o bem-estar animal e para a valorização da cadeia de valor da lã") que, em "parceria" com uma sociedade agrícola da Região (Cova da Beira), o Museu dos Lanifícios da UBI promoveu, numa "jornada" realizada em 12 de Junho...
É patente (inclusive, na própria "página" da UBI) o elevado interesse sociocultural do programa dos 40 anos da Instituição Covilhanense, cuja fundação (pelo Decreto-Lei n.º 76-B/86, de 30 de Abril) remonta, na realidade, ao ano de 1973, quando o Prof. DUARTE SIMÕES (1927-1979) criou o Instituto Politécnico da Covilhã.
Sobre o carácter democrático e humanista do "visionário" precursor da UBI, aqui recuperamos uma brevíssima e elucidativa passagem de um texto biográfico (aliás, disponível "online"), publicado nos "ANAIS UNIVERSITÁRIOS, Série Ciências Sociais e Humanas", de 1996 (número especial), por Alice FONTINHA, do Conselho Redactorial desta Revista [da UBI]:
"(...) Apesar do excelente trabalho que realizara como gestor nas Minas da Panasqueira, trabalho reconhecido e louvado pela Direcção, o Dr. Duarte Simões, fiel aos seus ideais de justiça, não conseguiu integrar-se num ambiente que considerava contrastante com aqueles ideais. Por isso, em 1962 regressou à actividade docente. (...)"
[Como elementar "introdução" a uma temática apaixonante, que nos remete para os tempos sombrios da escandalosa (e, no entanto, silenciada) exploração dos operários do Couto Mineiro da Panasqueira, seja-me permitida - inclusive, na condição de ex-mineiro ("praticante de sondador"), ao serviço da BERALT TIN & Wolfram, no ano juvenil (e, pessoal e politicamente, decisivo) de 1981 - a despretensiosa sugestão de um estudo essencial de João AVELÃS NUNES, "Volfrâmio e Poderes Locais em Portugal (1931-1947)", que saiu numa edição, especialíssima, da "Revista de História Económica e Social" (n.º 4, 2.ª Série, 2.º Semestre de 2002).]
P.S.: Ainda na sequência do simbólico "Dia Mundial do Chocolate" (7 de Julho) e das habituais (e, de facto, coerentes) compras de deliciosos produtos, creio que, no fundo, não será despropositado registar aqui o lamentável e sintomático erro que, numa destas tardes, encontrei num "Vale de Compras" [da "Máquina Volta"] de um conhecido Supermercado, de Setúbal, localizado, mais concretamente na Av. BENTO de Jesus CARAÇA.
Segundo o referido "SUPER", o insigne professor-matemático e respeitado cidadão antifascista, que nos legou, por exemplo, "A CULTURA INTEGRAL DO INDIVÍDUO, Problema Central do Nosso Tempo" (1933), é então "Bento de Jesus CARAÇAS"!!!... Há ali uma "letrinha" a mais, inspirada por alguém que, quem sabe se saudosista de gestores "do CARAÇAS"..., prefere responder ao nosso espontâneo reparo [digital], sob o título "ERROS IMPERDOÁVEIS", adoptando o NEGREGADO (Des)acordo Ortográfico: "(...) Informamos que já estamos a proceder à RESPETIVA CORREÇÃO da informação INCORRETA (os caracteres maiúsculos são, claro está, de F.F.]."
Muito Boa Noite!
É de saudar a relação entre a Universidade e a sua região.
Vi que a Fac. de Medicina da UP tem um programa em que alunos dos últimos anos do curso se deslocam para aldeias durante uma semana, fazendo alguns exames médicos mínimos e convivendo com os habitantes, alguns dos quais vivem em grande solidão.
Bom dia para todos.
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