Prosimetron

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sábado, 26 de setembro de 2026

Boa noite!

Os U2 voltaram ontem á escola de Dublin, onde se estrearam há 50 anos.

O Banco Central da Irlanda emitiu uma moeda de €2,00, para comemorar os 50 anos da banda.

Marcadores de livros - 3844

Rosalía fez ontem 34 anos.

Troyes: Farmácia de Hôtel-Dieu-le-Comte

Dois postais com vistas da sala grande.

Potes de farmácia, 15 set. 2026.


No Dia Nacional do Farmacêutico.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Boa noite!

Kansas - «Dust in the Wind».
Há anos que não ouvia esta canção.

Miss Shercliff (1902-1985)


Este livro vai certamente voltar aqui.

Marcadores de livros - 3839


Dance me to the end of love

                                                         

                                                             «Dance me to the beauty with the burning violin
                                                                dance me through the panic till I'm gathered safely in» 
                                                                                    Leonard Cohen

Dança-me até ao fim da doçura e do pânico.
Dança-me com Cohen ao fundo,
interrompe-me a leitura da Medeia, tu podes.
Conta-lhes, se quiseres, todos os segredos piores:
que não estou a reler Anna Karénina; que estou a ler,
na minha idade Anna Karénina pela primeira vez.
Diz-lhes que continuo com medo aos 38 anos
e que tenho dois exemplares de algumas tragédias
porque perco a anterior, não sei onde a guardo.
E, já agora, avisa-os que as mães. As mães.
Que uma criança não é logo amarga mas pode ser amarga
no futuro: uma criança amargará.
É melhor ires já avisá-los.

Filipa Leal - Fósforos e metal sobre imitação de ser humano. 3.ª ed. Lisboa: Assírio & Alvim, 2025, p. 14.

Leituras no Metro - 3001

Lisboa: Bertrand, 2020.

«Não que tenha de estar lá, os livros são uma magia singularmente portátil. Costumo ouvir um livro quando estou no carro (sempre a versão integral, considero os audiolivros abreviados péssimos) e levo outro comigo para onde quer que vá. Nunca se sabe quando se vai precisar de uma válvula de escape: filas de quilómetros em portagens,  o quarto de hora que tem de perder no corredor de alguma faculdade enquanto espera que o orientador [...] saia para conseguir finalmente a assinatura dele num pedido de dispensa, portas de embarque em aeroportos, lavandarias em tardes chuvosas e, o pior de tudo, consultórios médicos quando o sujeito está atrasado [...]. Nessas horas, para mim, um livro é vital. Se eu tiver de passar um tempo no purgatório antes de ir para um lugar ou outro, acho que não sofrerei muito se houver uma biblioteca que empreste livros [...].
«Leio onde posso, mas tenho um lugar predileto, como o leitor também deve ter - um lugar com boa luz e vibrações positivas. Para mim, a cadeira azul que fica no escritório. para outros, pode ser o sofá na varanda, a cadeira de balouço na cozinha ou talvez a cama - ler deitado pode ser uma maravilha, desde que a iluminação seja boa [...].» (p. 102)