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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Madame de Sévigné. Lettres parisiennes


O Museu Carnavalet organiza uma exposição dedicada a Marie de Rabutin-Chantal, marquesa de Sévigné (1626-1696), no 400.º aniversário do seu nascimento. 
No interior do Hotel Carnavalet, onde Madame de Sévigné viveu de 1677 até à sua morte, esta exposição retoma a presença dela em Paris, numa altura em que a cidade atravessava importantes transformações. «A trajetória e a obra da escritora servem de base para uma descoberta da capital nas suas dimensões urbana, social, política e artística. A exposição começa com a questão da presença da epistológrafa no imaginário coletivo e da sua posteridade literária, para depois destacar o lugar das mulheres na Paris do século XVII, no contexto da difusão de uma cultura galante. Membro de uma elite que observa à distância as grandezas da corte de Luís XIV, Madame de Sévigné é uma testemunha atenta da Paris política e capta a violência das tensões que atravessam a história. Por fim, a evocação do quotidiano da mulher de letras, no interior do Hotel Carnavalet tal como era habitado pela sua família, completa esta viagem pelo século.»
A exposição pode ser visitada até 23 de agosto.

sábado, 4 de novembro de 2023

La Régence à Paris (1715 -1723). L’aube des Lumières


Luís XIV morreu em 1 de setembro de 1715 em Versalhes, deixando uma França endividada e, como herdeiro, uma criança de 5 anos que não podia reinar, Luís XV. 
Em 2 de setembro, o duque Filipe de Orleães (1674-1723), sobrinho de Luís XIV, assumiu a regência do reino. A exposição faz parte da evocação do tricentenário da morte do Regente.
Ler mais aqui.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

«Parisiennes citoyennes ! »: a emancipação das mulheres de 1789 ao ano 2000


Esta exposição, que se encontra no Museu Carnavalet até 29 de janeiro, leva-nos numa travessia histórica, desde a Revolução Francesa até à lei da paridade, seguindo os passos das lutas que as mulheres travaram em Paris pela sua emancipação.
Ao lado de algumas figuras incontornáveis, de Olympe de Gouges (pseud. de Marie de Gouze) a Gisèle Halimi, é dado destaque às parisienses menos conhecidas ou mesmo anónimas: cidadãs revolucionárias de 1789, 1830, 1848, communardes, sufragistas, pacifistas, resistentes, mulheres políticas ou sindicalistas, militantes feministas, artistas e intelectuais empenhadas, trabalhadoras em greve, grupos de mulheres imigrantes... 
O percurso da exposição segue um fio cronológico que começa com a reivindicação do «direito de cidadania» para as mulheres, durante a Revolução, e termina com a lei sobre a paridade, em 2000. Entre estas duas datas desenvolve-se uma dinâmica de emancipação das mulheres explorada em todas as suas dimensões: o direito à educação como o de trabalhar, os direitos civis e os direitos cívicos, tão difíceis de obter, mas também a liberdade de dispor do seu corpo e o acesso à criação artística e cultural.

Brassaï - Boîte de nuit Le Monocle, 1933


quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Marcadores de livros - 2351

Recortado num material plastificado.

Versos e reversos de letreiros de antigas lojas parisienses. 

Versos e reversos.

sábado, 2 de maio de 2020

Arrumando postais - 7

Léonard Foujita - Un bistrôt, 1958
Paris, Musée Carnavalet

Mais um postal encontrado nas arrumações. Tenho saudades de ir a um café e conversar. 

Para a Paula e o Rui.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Marcadores de livros - 970

Eugène Giraud - Baile na Ópera, 1866
Paris, Musée Carnavalet

Georges-Hippolyte Dilly - Corso em Nice na avenue de la Victoire, actual avenue Jean Médecin (pormenor), 1924?
Nice, Musée Massena

François Serracchiani - Pormenor da maqueta para o cartaz do Carnaval de 1934, guache.
Cartaz, 1934


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Marcadores de livros - 264

Marcador e postal:

Robert Lefèvre - Portrait de Napoéon 1er en uniforme de colonel des chasseurs à cheval de la Garde impériale
Óleo sobre tela, 1809
Paris, Museu Carnavalet

terça-feira, 29 de julho de 2014

Um quadro por dia


Jean-Louis Bezard, Prise du Louvre le 29 Juillet 1830, massacre des gardes suisses lors des Trois Glorieuses , óleo sobre tela, Musée Carnavalet, Paris.

Outro 29 de Julho, e uma vez mais as revoluções parisienses assentes no sangue e depois transmitidas ao resto do país. Uma vez mais, quem ocupava o trono quis evitar uma guerra civil e escolheu o exílio. Uma vez mais, os primos Orléans tiveram um comportamento ambíguo, mas desta vez conseguiram subir ao trono.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Leituras no Metro - 68

Depois de Spinoza, estou a ler uma biografia de Clemenceau, escrita por Françoise Giroud.
Em 1880, este político francês, considerado um dos maiores oradores de sempre, fundou o jornal La Justice.
 N.º 1, 16 Jan. 1880
 10, Faubourg Montmartre

«La rédaction du journal - un quotidien - s'installe 10, rue du Faubourg Montmartre, dans des locaux miteux, éclairés au gaz. Une fine équioe de jeunes gens tout dévoués entourent le patron. Parmi eux, fidèle entre les fidèles, Gustave Geffroy, qui initiera Clemenceau à la peinture moderne et donnera au journal des critiques d'art de haute volée. Clemenceau fera aussi une place à l'un de ses frères, Albert, Jeune avocat. Tout ce petir monde turbulent, familier, bouillonne de talent et de verve. Le journal devient bientôt le quartier général d'une^extrême gauche romantique.
«Le patron n'a pas le temps d'écrire dans son journal, d'ailleurs il peine pour écrire, mais il donne des indications, définit la lgne politique, lâche des entrefilets au vitriol qui lui font chaque jour un ennemi de plus.

Auguste Toulmouche (1829-1890) - Rosa Caron (1857-1930)
Paris, Musée Carnavalet
Frank Myers Boggs (1855-1926) - Opera, Paris
Col. particular
«Il entretient alors une liaison avec une belle chanteuse wagnérienne, Rosa Caron et on le voit arriver au journal le soir, entre onze heures et minuit, sortante de l'Opéra, "très chic, en habit e cravate blanche,a vec cet air à la blague que connaissent ses familiers [...]. Le patron est de bonne humeur, on va rigoler", disait alors Geoffroy.
«On sait peu de chose sur cette liaison. Clemenceau fut toujours un homme secret sur sa vie intime. [...]

Comédie Française
Suzanne Devoyod
«Quand il ne sort pas de l'Opéra, Clemenceau sort de la Comédie Française - il aura aussi une liaison avec une actrice de la maison, Suzanne Devoyod [...].»
Françoise Giroud - Coeur de Tigre. Paris: Plon/Fayard,  1995, p. 32-34

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Dos livros e da leitura - 2

Retrato de Charles Nodier (1780-1844) por autor desconhecido, Museu Carnavalet, Paris.


Depois do prazer de possuir livros, não há outro que seja mais doce do que falar sobre eles.

- Charles Nodier

No caso de Nodier, acrescento que o prazer era triplo: escrevê-los também. A lista das obras dele é impressionante, pela extensão e pela variedade de temas ( do hidrogénio a um dicionário de onomatopeias, da História Antiga a contos e versos...)- a Wikipédia elenca apenas umas dezenas...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Um quadro por dia - 9

- La prise de la Bastille, Charles Thévenin, 1793, Musée Carnavalet, Paris.

E, no entanto, como bem sabem os historiadores e os amadores entusiastas do estudo deste período, nos quais me incluo, estavam presos na Bastilha apenas uma dúzia de homens. Mas era verdade que se ouviam muitos gritos, e gritos lancinantes, que provinham da velha prisão, embora a esmagadora maioria dos parisienses desconhecesse que tais gritos tinham origem num só prisioneiro : Donatien Alphonse de Sade, o marquês de Sade, também ele libertado no dia 14 de Julho de 1789...