Prosimetron

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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Leituras no Metro - 250

Este livro também não estava no monte, mas resolvi relê-lo ao ler Outras cores, cujos continuam a ser saboreados.


Começa assim: «Um dia li um livro e toda a minha vida mudou. Desde a primeira página, sofri com tanta força o poder do livro que senti o meu corpo apartado da cadeira e da mesa a que me sentava. No entanto, ao mesmo tempo que experimentava a sensação de que o meu corpo se afastava de mim, todo o meu ser continuava, mais do que nunca, sentado na cadeira, à mesa, e o livro manifestava todo o seu poder não só na minha alma, mas em tudo o que compunha a minha identidade. Era uma influência tão forte que me parecia que a luz emanada das páginas me atingia como um jorro: o seu brilho cegava toda a minha inteligência, mas, ao mesmo tempo, tornava-a mais cintilante. Fiquei com a certeza de que esta luz iria reconstruir-me, que graças a ela deixaria de percorrer os caminhos já trilhados.»

2 comentários:

maria franco disse...

Palavras muito fortes e com alguma coisa que por vezes
acontece quando as palavras escritas nos envolvem, e até
dominam. Já senti algumas vezes essa força que as
palavras podem ter. Gostei.

MR disse...

Eu tb, por isso escolhi este início do livro.
Bom dia!