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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Nas montras de Paris - 25

Paris: Gallimard, 2017
€35,00

Ainda há poucos dias saiu Cette chose étrange en moi e agora uma nova edição de Istanbul com 200 fotografias, algumas novas em relação às edições anteriores. Eu tenho a edição portuguesa, também ilustrada, deste livro fascinante, de modo que não me vou abalançar a um duplicado, até porque o livro é grande  e pesado.

domingo, 27 de agosto de 2017

Nas montras de Paris - 24

Paris: Gallimard, 2017
€25,00

A tradução francesa do novo romance de Pamuk, acabada de sair. Quase 700 páginas.
Mevlut Karatas deixou a sua aldeia da Anatólia para se instalar nas colinas que cercam Istambul. Ele vende boza, uma bebida fermentada popular entre os turcos. Mas Istambul cresce e o raki (considerada a bebida nacional da Turquia) detrona o boza. Enquanto os seus amigos ampliam as suas casas e casam, Mevlut continua na mesma. Durante toda a vida, Melvut irá andar pelas ruas como vendedor ambulante, sendo a rua o local privilegiado para ver um mundo em transformação. 
Através de Mevlut e dos seus amigos, Orhan Pamuk descreve o desenvolvimento dos últimos 50 anos  (de 1969 a 2012) da fascinante megacidade de Istambul. Esta Coisa estranha em mim é ao mesmo tempo a cidade e o amor, a história de um homem determinado a ser feliz.
E Didier Jacob entrevista Pamuk em L'Obs.



sábado, 10 de dezembro de 2016

Marcadores de livros - 547

Todos estes escritores receberam o Nobel da Literatura:
Em 1938.
Respetivamente em 1909, 1957 e 1962.

Respetivamente em 2006 e 2007.

Destes livros acho que não li o de Steinbeck e não li, de certeza, o de Doris Lessing. Mas devia... :) São todos escritores que aprecio. 
Um ano numa Feira do Livro, teria eu uns 12 ou 13 anos, o meu pai comprou-me Vento do oriente, vento do ocidente, de Pearl Buck. Adorei o livro e durante alguns anos li tudo o que já estava traduzido e o que ia saindo de sua autoria.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Leituras no Metro - 250

Este livro também não estava no monte, mas resolvi relê-lo ao ler Outras cores, cujos continuam a ser saboreados.


Começa assim: «Um dia li um livro e toda a minha vida mudou. Desde a primeira página, sofri com tanta força o poder do livro que senti o meu corpo apartado da cadeira e da mesa a que me sentava. No entanto, ao mesmo tempo que experimentava a sensação de que o meu corpo se afastava de mim, todo o meu ser continuava, mais do que nunca, sentado na cadeira, à mesa, e o livro manifestava todo o seu poder não só na minha alma, mas em tudo o que compunha a minha identidade. Era uma influência tão forte que me parecia que a luz emanada das páginas me atingia como um jorro: o seu brilho cegava toda a minha inteligência, mas, ao mesmo tempo, tornava-a mais cintilante. Fiquei com a certeza de que esta luz iria reconstruir-me, que graças a ela deixaria de percorrer os caminhos já trilhados.»

terça-feira, 30 de agosto de 2016

O que estamos a ler? - 6

Ontem publiquei um marcador que perguntava quais as nossas leituras. Aqui ficam as minhas, para além de umas sobre a Grande Guerra.

A acabar e já tem destinatário.

Barcarena: Presença, 2009

De vez em quando leio uma história ou alguma crónica, das que Pamuk escreveu durante uns anos para um jornal. O livro já me acompanha há uns tempos, não o estava a ler seguido e agora resolvi levá-lo de fio a pavio.
«Li os meus primeiros contos d'As Mil e Uma Noites quando tinha sete anos. Tinha acabado o primeiro ano da escola primária, e eu e o meu irmão tínhamos ido passar o Verão a Genebra, na Suíça, para onde os meus pais se tinham mudado após o meu pai ter aceite [aceitado] um emprego lá. Entre os livros que a minha tia nos tinha dado à saída de Istambul, para nos ajudar a melhorar a leitura durante o Verão, encontrava-se uma seleção de contos d'As Mil e Uma Noites. Era um volume encadernado, muito bonito, impresso em papel de muito boa qualidade, e recordo que o li quatro ou cinco vezes durante o Verão. Quando estava muito calor, ia descansar para o meu quarto depois do almoço; estendido na cama, lia  relia o mesmo conto. O nosso apartamento ficava a uma rua do lago  de Genebra e, enquanto uma ligeira aragem entrava pela janela aberta e s sons do acordeão de um mendigo chegavam do terreno baldio atrás da nossa casa, eu perdia-me no reino da Lâmpada de Aladino e dos Quarenta Ladrões de Ali Babá.» (p. 129)
Um Verão assim não me é estranho, só que a cidade era Lisboa.

Este é fantástico! Foi-me aconselhado e é para ir saboreando, até porque tenho de ir fazendo umas consultas. Certos meandros da cidade já não estão muito presentes na minha cabeça, embora seja uma cidade - lindérrima! -onde quero voltar. 

Os próximos: 

Quis ler este livro por causa de um marcador que veio de Espanha. E sorte a minha que uma amiga o tem em francês e vai-mo emprestar.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Museu da Inocência - 2

«Que toda a gente saiba que eu vivi uma vida muito feliz.»
Kemal Basmaci

Uma parede na entrada do Museu com beatas de cigarros.
Gosto imenso destes copos de chá lisos; pena é que queimem as mãos.
Entre 2000 e 2007, Kemal Basmaci, o protagonista do romance, viveu neste quarto, no qual Ohran Pamuk se sentou a ouvir a sua história. Kemal Basmaci morreu no dia 12 de abril de 2007.
(Para quem não tenha lido o livro, Kemal Basmaci é um personagem fictício.)

domingo, 19 de junho de 2016

Museu da Inocência - 1

O exterior do Museu
Algumas páginas do manuscrito do livro, 2002-2008
Algumas das edições e traduções expostas: a portuguesa é a segunda em cima a contar da esquerda.

Amanhã postarei algumas fotos do interior do museu.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Boa noite!


«Vedi, in questi silenzi in cui le cose
s'abbandonano e sembrano vicine
a tradire il loro ultimo segreto».
Eugenio Montale

Esta epígrafe encontra-se na folha de rosto do catálogo que Ohran Pamuk escreveu para o seu Museu da Inocência:

New York: Abrams, 2012

Marcadores de livros - 406

Quatro marcadores em metal de O Museu da Inocência, em Istambul.
Não havia um em papel que eu tinha cobiçado na loja on-line. :(

terça-feira, 31 de maio de 2016

Ara Güler

Descobri este fotógrafo ao ler o livro Istambul, de Pamuk. Muitas fotografias de Ara Güler (nascido em 1928) ilustram este livro.

«Os inesgotáveis e incríveis arquivos de Ara Güler, que suscitam em mim o prazer visual e a embriaguez das recordações, constituem a melhor memória da vida e das paisagens de Istambul desde 1950.» (Pamuk, p. 363) 

Será que esta cidade, retirando o aspeto oriental, era muito diferente da Lisboa de João Martins e Victor Palla?