Ontem publiquei um marcador que perguntava quais as nossas leituras. Aqui ficam as minhas, para além de umas sobre a Grande Guerra.
A acabar e já tem destinatário.
Barcarena: Presença, 2009
De vez em quando leio uma história ou alguma crónica, das que Pamuk escreveu durante uns anos para um jornal. O livro já me acompanha há uns tempos, não o estava a ler seguido e agora resolvi levá-lo de fio a pavio.
«Li os meus primeiros contos d'As Mil e Uma Noites quando tinha sete anos. Tinha acabado o primeiro ano da escola primária, e eu e o meu irmão tínhamos ido passar o Verão a Genebra, na Suíça, para onde os meus pais se tinham mudado após o meu pai ter aceite [aceitado] um emprego lá. Entre os livros que a minha tia nos tinha dado à saída de Istambul, para nos ajudar a melhorar a leitura durante o Verão, encontrava-se uma seleção de contos d'As Mil e Uma Noites. Era um volume encadernado, muito bonito, impresso em papel de muito boa qualidade, e recordo que o li quatro ou cinco vezes durante o Verão. Quando estava muito calor, ia descansar para o meu quarto depois do almoço; estendido na cama, lia relia o mesmo conto. O nosso apartamento ficava a uma rua do lago de Genebra e, enquanto uma ligeira aragem entrava pela janela aberta e s sons do acordeão de um mendigo chegavam do terreno baldio atrás da nossa casa, eu perdia-me no reino da Lâmpada de Aladino e dos Quarenta Ladrões de Ali Babá.» (p. 129)
Um Verão assim não me é estranho, só que a cidade era Lisboa.
Este é fantástico! Foi-me aconselhado e é para ir saboreando, até porque tenho de ir fazendo umas consultas. Certos meandros da cidade já não estão muito presentes na minha cabeça, embora seja uma cidade - lindérrima! -onde quero voltar.
Os próximos:
Quis ler este livro por causa de um marcador que veio de Espanha. E sorte a minha que uma amiga o tem em francês e vai-mo emprestar.