No interior do Hotel Carnavalet, onde Madame de Sévigné viveu de 1677 até à sua morte, esta exposição retoma a presença dela em Paris, numa altura em que a cidade atravessava importantes transformações. «A trajetória e a obra da escritora servem de base para uma descoberta da capital nas suas dimensões urbana, social, política e artística. A exposição começa com a questão da presença da epistológrafa no imaginário coletivo e da sua posteridade literária, para depois destacar o lugar das mulheres na Paris do século XVII, no contexto da difusão de uma cultura galante. Membro de uma elite que observa à distância as grandezas da corte de Luís XIV, Madame de Sévigné é uma testemunha atenta da Paris política e capta a violência das tensões que atravessam a história. Por fim, a evocação do quotidiano da mulher de letras, no interior do Hotel Carnavalet tal como era habitado pela sua família, completa esta viagem pelo século.»
A exposição pode ser visitada até 23 de agosto.

3 comentários:
Deve ser muito interessante. Boa tarde!
Apenas algumas (muito breves) palavras, a propósito da recém-inaugurada Exposição, patente, até 23 de Agosto, no Musée CARNAVALET, no âmbito dos 400 Anos de Madame de SÉVIGNÉ (Paris, 5.2.1626 - Grignan, 17.4.1696).
De facto, a "mostra" Parisiense evidencia-se com uma notável (e mediática) força apelativa, em particular para uma "imensa minoria" do público (Francês e, até, Europeu) menos jovem e, sobretudo, mais interessado por matérias interdisciplinares, muito específicas, nos domínios das Letras, Humanidades e/ou Ciências Históricas.
A tal propósito, regresso, por uns instantes, ao conteúdo de uma didáctica colectânea, destinada aos estudantes do Secundário, da década de sessenta [M. DOMERC (prof. do Lycée MONTAIGNE), e outro(a)s, "PLAISIR DE LIRE, Classe de Troisième", Librairie Armand COLIN, 1964, p. 97], uma rara preciosidade bibliográfica (que, em tempo oportuno, adquiri numa Loja ALFARRABISTA da própria "Ville Lumière"), e releio uma criteriosa passagem - comentada - de uma das mais significativas "Lettres" da Mme [Marquesa] de SÉVIGNÉ, enviada (em 1675, 24 de Julho) à sua Filha (Françoise-Marguerite), Mme [Condessa] de GRIGNAN; um singular "testemunho" da escritora sobre as notórias contradições do quotidiano de alguns sectores da classe dominante, de uma época tão decisiva da História de França...
Quatro séculos depois, a renovada e irresistível atracção pelo valor - documental, linguístico e literário - da Obra epistolográfica de Madame de SÉVIGNÉ (aliás, Marie de RABUTIN-CHANTAL) continua bem viva!
Votos de um tranquilo fim-de-semana primaveril para todo(a)s!
Espero que a exposição seja visitada por muitas pessoas que nem sabe quem foi Madame de Sévigné e que as leve a ler as cartas. Das últimas vezes que fui ao Museu Carnavalet vi que as exposições tinham muitos visitantes e interessados.
Boa noite para os dois.
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