Prosimetron

Prosimetron

domingo, 7 de junho de 2026

Quatro revistas

Ontem, na minha visita ao escaparate de revistas, selecionei estas, embora não tenha comprado nenhuma. Talvez ainda vá buscar Diapason.

No centenário da morte de Gaudí:


Nos 150 anos da morte de George Sand, que se completam amanhã:
E a Diapason com um caderno dedicado a Leonard Bernstein:

7 comentários:

Maria disse...

Sem conhecer o miolo de nenhuma destas revistas, tavez escolhesse a primeira...
Bom domingo!🌞

MR disse...

A última não pude folhear, mas gosto da revista e do músico. Veremos...
Bom domingo!

Fernando FIRMINO disse...

Impossível escrever, mesmo de forma (muito) sumária, a propósito dos 150 Anos da morte (8 de Junho de 1876) de George SAND, sem uma referência, ainda que brevíssima, à "presença", na sua Vida, de Frédéric CHOPIN!

No minucioso volume biográfico consagrado a "CHOPIN", da autoria de Casimir WIERZINSKI, que inclui um indispensável Prefácio Artur RUBINSTEIN [trad. de Carlos GOMES DA COSTA, Ed. ASTER, s/d, p. 231], o Autor não esquece o "perfil" da ilustre e influente "Senhora [AURORA Amantina Lucília Delaborde] DUPIN DE FRANCUEIL":

"(...) George Sand era seis anos mais velha que Chopin. George identificava-se com a época e com o seu país, enquanto Chopin permanecia profundamente ligado à Polónia e ao seu sofrimento. (...) George Sand era rude na sua franqueza; Chopin era reservado. Ela não possuía essa discrição instintiva que o distinguia de uma forma bem particular. (...) Ambos evoluíram em meios diferentes: nos salões aristocráticos detestavam tanto Aurora quanto adoravam Frederico. (...) Mesmo sobre arte, os seus pontos de vista eram diferentes; para ela, a arte servia fins temporais; para ele, a arte era um fim em si e, como tal, colocava-a acima de tudo.

Finalmente, os seus métodos de trabalho eram radicalmente opostos: Frederico, que passava por vezes anos à volta de uma composição a fim de a aperfeiçoar, não podia conceber que se acabasse um manuscrito à noite porque se tinha de o levar ao editor na manhã seguinte. (...)"

"Mistérios" da tão complexa e contraditória natureza humana de duas Figuras oitocentistas da Cultura Europeia, cujos talentos artísticos foram, universalmente, reconhecidos!...

Muito Boa Noite!

MR disse...

Foi a primeira biografia de Chopin que li (acho que numa ed. Aster).
Boa semana!

Fernando FIRMINO disse...

No final deste dia em que, de forma simbólica, procuramos assinalar os 150 anos da morte de George SAND (Paris, 1.7.1804 - Nohant, 8.6.1876), importa, sobretudo, lembrar a beleza estético-literária das suas Obras, de entre as quais destaco o "clássico" exemplo do comovente romance "La Mare au Diable" (1846), no qual a escritora homenageou o POVO Rural do Berry, um vasta e característica Região onde, curiosamente, se encontram radicados numerosos habitantes e/ou emigrantes de origem portuguesa...

[A par da edição da Gallimard (1999), constata-se a existência de (pelo menos) uma versão portuguesa, com o título "O Charco do Diabo", da chancela Minotauro/Almedina (2023).]

Apenas a título de "curiosidade", importa acrescentar que hoje, cerca das 19h45, o interventivo e pedagógico programa "28 Minutes", do Canal ARTE, transmitiu mais um excelente contributo de Xavier MAUDUIT, desta vez sobre o tema "George SAND: 150 ans de modernité"; um "vídeo" (entretanto disponível "online") de facto indispensável, que nos recorda o combate (quase ignorado) da "romântica" Cidadã (e "ecologiste d'avant-garde") contra o abate de árvores da "forêt de Fontainebleau"!!!...

Muito Boa Noite!

Fernando FIRMINO disse...

Correndo o risco de este tardio e lacónico "post-scriptum" parecer (um pouco) "fora do contexto" temático, não posso, no entanto, deixar de referir uma outra dimensão da data (simbólica) de ontem, dia em que o respeitado jornalista, cantautor, Poeta e presidente da SPA, José JORGE LETRIA - nascido (em Cascais) a 8 de Junho de 1951 - completou 75 Anos... [A propósito, conservo um raro exemplar do seu marcante livrinho sobre "A Canção Política em Portugal" (Ed. Opinião, 1978), com um imprescindível Prefácio de José BARATA MOURA.] Sinceros Parabéns!

MR disse...

Parabéns ao J. J. Letria.