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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Fragmentos Poéticos - 4

L'Invention Collective, c.1935 - René Magritte
Óleo sobre tela, 73.5 x 97.5 cm., Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen, Düsseldorf, Germany
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QUANDO O DIA SE FEZ NOITE

Nada existe inesperado, nem que se diga impossível
ou seja de pasmar, desde que Zeus, pai dos Olímpicos,
a meio dia forjou a noite, dissipando a luz
do Sol resplandecente. O lúgubre medo invadiu os homens.
Desde então é de crer e esperar que tudo aconteça
aos humanos. Ninguém de vós se admire se acaso vir
as feras aceitarem dos golfinhos o pasto
marítimo, se as canoras orlas do mar lhes parecerem
mais doces do que a terra firme,
e àqueles a montanha coberta de bosque.
................................... o Arquenátida
.................................. o filho de ...
.................................. para a boda
..................................
..................................
..................................
.................................. para os homens
..................................
(Frag. 122)


Arquíloco, Fragmentos Poéticos, Lisboa, Imprensa Nacional, 2008, p.96-97.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Fragmentos Poéticos - 3

No Victoria and Albert Museum, Estante para Missal com Anjo em bronze


CONTEMPLAÇÃO
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De ramo de mirto na mão se deleitava, *
ou com a bela flor da rosa, (frag 30)
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... e a sua cabeleira
os ombros e as costas banhava de sombra (frag. 31)

x
*Vários editores e críticos consideram os fragmentos 30 e 31 parte de um mesmo poema, colocando um imediatamente a seguir ao outro. Tudo leva a crer que se tecia a desonra de uma mulher.
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Arquíloco, Fragmentos Poéticos, Lisboa, Imprensa Nacional, 2008, p.78.

Nota: Agradeço a Jad e ao anónimo na correcção da legenda.

domingo, 6 de setembro de 2009

Fragmentos Poéticos - 2

Arquíloco, Museu do Louvre

IDEAL GUERREIRO

Não aprecio o general alto, nem o de larga passada, o orgulhoso com os anéis de seu cabelo ou o bem barbeado.
Dêem-me antes um pequeno, seja mesmo de pernas tortas, mas que se erga firme de pés, todo ele coragem.
Fragmentos Iâmbicos: frag. 114

Arquíloco, Fragmentos Poéticos, Lisboa: Imprensa Nacional, 2008, p. 90 (Introdução enotas Carlos Martins de Jesus)

sábado, 5 de setembro de 2009

Fragmentos Poéticos - 1

Arquíloco, Museu do Louvre

IDEAL DE MODERAÇÃO

xNão me importam as riquezas e o ouro de Giges*,
não me domina sequer a ambição, não invejo
as obras dos deuses nem desejo a soberba tirania.
Longe está tudo isso dos meus olhos.

(Fragmentos Iâmbicos - frag. 19)
x

* Giges foi um famoso rei da Lídia, conhecido por ter comandado um reinado de opulência. (terá reinado entre 687 a.C e 652 a.C., dados usados para a data do poeta.

xArquíloco, Fragmentos Poéticos, Lisboa: Imprensa Nacional, 2008, p.72