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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Um gentleman intemporal


Há 25 anos, falecia Cary Grant. Comédia, drama, thriller - qualquer que fosse o género, Grant dominava o seu papel na perfeição. E (quase) todas as películas em que contracenou, tornaram-se êxitos de bilheteira. The Phildelphia Story, Arsenic and Old Lace, Notorious, North by Northwest – a lista dos clássicos é infindável, o elenco de artistas e realizadores com que trabalhou, interminável. Ainda hoje, Alexander Archibald Leach (seu nome verdadeiro), nascido em Bristol a 18 de Janeiro de 1904, estabelece referências, quer sob o ponto de vista técnico e cinematográfico, quer no que respeita ao seu estilo pessoal. Grant continua a simbolizar o epítomo de elegância e sofisticação.
“Everybody would like to be Cary Grant”, assim afirmou um jornalista numa entrevista, ao que Grant terá respondido: So would I”. Quem não gostaria...
Para recordar, seguem algumas imagens com este magnífico e inesquecível artista, ao lado de Katharine Hepburn, Ingrid Bergman, Eva Marie Saint, Grace Kelly e Audrey Hepburn.











segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Beijos do cinema -- 1: Notorious

Cary Grant e Ingrid Bergman -- dirigidos por Alfred Hitchcock, que circum-navega as restrições do Código para o limite de duração de um beijo (5 segundos, rezam as lendas e narrativas).


segunda-feira, 7 de julho de 2008

Grandes filmes (esquecidos?): 10 - Arsenic and Old Lace


Comédia de Frank Capra, "Arsenic and Old Lace" foi realizada em 1944 (bem, mais precisamente, foi rodada em 1941, mas apenas exibida em 1944 para não colidir com a exibição da peça na Broadway). O grande mérito vem do cintilante e argumento de Julius J. Epstein (o mesmo de "Casablanca"), que nunca abranda o ritmo nem a inteligência da peça de Joseph Kesselring.
Mortimer Brewster (Cary Grant), um crítico cínico e solteirão inveterado, apaixona-se e decide casar com a girl next door (curioso como escrever "a vizinha do lado" lhe dá um tom completamente diverso). Antes de partir de lua-de-mel, visita as tias que o criaram desde menino (Jean Adair e Josephine Hull). Um par de velhinhas encantadoras, as tias vivem com Teddy, um irmão de Mortimer que se julga Teddy Roosevelt - a despropósito, passa a vida a correr escada acima gritando "Charge!!", imitando a carga de San Juan Hill. Durante a visita, Mortimer depara com um cadáver no banco da janela - convencido da culpabilidade do pobre louco, tenta persuadir as tias a interná-lo. Mas as encantadoras senhoras têm outra história para lhe contar: não se trata de actos de Teddy, mas sim caridade das tias. Havia tantos senhores solteiros idosos a visitá-las que as doces velhinhas haviam decidido ser bondosas para não ter que recusar os seus avanços, dando-lhes um copinho de vinho caseiro enriquecido... com arsénico, estricnina e cianeto. Os corpos eram subsequentemente enterrados na cave por Teddy, que julgava estar a cavar o canal do Panamá e a enterrar vítimas da febre amarela. Para complicar tudo, surge a polícia: o outro irmão de Mortimer, cadastrado, fugira da prisão. Claro que o irmão malvado aparece em cena (interpretado por Raymond Massey, com a cara do Frankenstein de Boris Karloff), com um cirurgião plástico alcóolico seu cúmplice a tiracolo (Peter Lorre). As peripécias e os mal-entendidos sucedem-se a um ritmo de metralhadora, com a noiva à espera e Mortimer a contar os segundos para enlouquecer como o resto da família.
"Insanity runs in my family - it pratically gallops!"
Mortimer Brewster