Prosimetron

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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Umas camélias para JMS

Numa florista da margem do Sena.

Citações


(...) Hoy ser rico y exhibir de forma impúdica la riqueza se ha convertido en un deporte de alto riesgo. Los pobres forman ya un mar tempestuoso que bate contra el acantilado de la política y ha obligado a los ricos a hacerse invisibles, refugiados en sus blindadas madrigueras. Si en en fondo el Estado no es más que una organización cada día más compleja, cara y neurótica para impedir que los pobres maten a los ricos, hoy ser un político en medio de la miseria es la última forma de vivir peligrosamente.
Aquel capullo dee oro se ha vuelto un puerco espín erizado de metralletas. Alredor de la isla de los ricos hay un abismo lleno de cuerpos naufragados y el mar no olvida ninguno de sus nombres. Ya no es posible navegar esas aguas mortales con el antiguo placer de un anuncio de Martini (...)

- Manuel Vicent, Los ricos, no EL PAÍS do passado domingo.

Um desafio para APS

Este pássaro saltitava na relva em Fontainebleau. Como se 'chama'?

Humor pela manhã



Enquanto se aguarda a resolução dos dilemas amorosos do presidente francês, que prometeu resolvê-los antes da sua viagem oficial aos EUA a 11 de Fevereiro...

Bom dia !





A soprano búlgara Sonya Yoncheva .

Parabéns, Misha!


Baryshnikov faz hoje 66 anos.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A de ... - Ditionnaire du Ballet Moderne

A de ALEKO - ballet en 3 tableaux de Massine et Chagall. Musique: Thaicovsky. Chorégraphie: Massine. Décors et costumes: Chagall. Crée le 8 septembre 1942 à Mexico par le Ballet Theatre. Principaux interprètes: Alicia Markova, George Skibine, Hugh Laing, Lucia Chase, Anthony Tudor, Rosella Hightower.
Les auteurs se sont inspirés du poèmr de Pouchkine les Tziganes: Aleko, type même du héros romantique, est cet étrange inconnu, jaloux et sombre, qui apporte la mort dans un paisible camp de Tziganes en Bassarabie.

Dictionnaire du Ballet Moderne, Fernand Hazan. Paris, 1957.

Para o J.P.

Quando o meu olhar se cruzou com este Armorial da ordem de la Toison d'Or pensei logo neste dia. Aqui fica como um presente, mais do que virtual..., pois não se pode comprar.


Paris, Musée des lettres et Manuscrits, Armorial de la Toison d'Or, manuscrito, circa 1560

Parabéns, João!

Para o nosso aniversariante umas "ondas do Danúbio" (Donauwellen), como são conhecidos estes bolos na Alemanha. Muitos parabéns!

Bom dia !

Adoro chocolate!

 
Matosinhos: kalandraka, 2011
Um livro divertido e então para quem goste de chocolate... 
Só não gostei destas palavras: «Adoro chocolate branco / porque é mole / e cheira a leite...»
Na verdade não gosto mesmo nada de chocolate branco. Não sabe a chocolate!


Parabéns, JP!

Votos de Parabéns, acompanhados de um presente virtual - que se calhar já tem. :)


Parabéns, JP!

Parabéns, um dia feliz!
[Agora é a valer...  dia 27 de Janeiro]

Graça Morais, A Menina e o Anjo, Cartão para tapeçaria, 
no Museu Abade de Baçal, Bragança

Anjo Heráldico, século XVI, Mosteiro de Santa Clara
 MNMC, Coimbra, 
«O escudo apresenta as armas da Rainha Santa Isabel , com as barras aragonesas em vermelho sobre dourado, e os brasões antigos do reino de Portugal, sobre fundo azul no campo central e contornando este, moldura de fundo vermelho em que se destacam os castelos a ouro.» Matriznet

domingo, 26 de janeiro de 2014

Os meus franceses - 315

OS CAVALOS DE UCCELLO

Paolo Uccello, A Batalha de S. Romano c. 1438 -1440, National Gallery
OS CAVALOS DE UCCELLO

Nos cavalos de Uccello anjos ou quem
de laça a batalha a cavalgá-los?
Nos cavalos de Uccello além além
nos cavalos de Uccello nos cavalos.

Nos cavalos de Uccello cavalgar.
E quem pode pará-los ou domá-los?
O branco. A perspectiva linear.
Nos cavalos de Uccello nos cavalos.

Nos cavalos de Uccello quem os guia
no triângulo no círculo branco
em demanda de pura geometria?

Difícil é travá-los e fixá-los
há um raio de luz em cada flanco
nos cavalos de Uccello nos cavalos.

Manuel Alegre, Sonetos do Obscuro Quê. Lisboa: D. Quixote, 1993, p. 43.

Um livro que recebi com a assinatura do autor. Obrigada. :))

Em especial para a Ana

Como pequeno presente (atrasado) para a Ana, segue esta canção antiga "Life could be a dream", desejando-lhe que a vida seja realmente "um sonho".
Bj, Parabéns!
 

Bom pequeno almoço - 26


Pequeno almoço em Paris.
Puzzle de 500 peças de Clementoni.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Boa noite!

Pâtisserie Gloppe

Jean Béraud - Pâtisserie Gloppe, Champs Elysées, 1889

É pena que já não exista para se poder visitar.

O "poeta esquecido"



              Aguinaldo Fonseca

Morreu ontem em Portugal, onde vivia desde 1945,com 91 anos, natural do Mindelo, Cabo Verde. Muito poucos saberão quem foi. Mas muitos conhecerão o poema

Mãe Negra 
 
A mãe negra embala o filho.
Canta a remota canção
Que seus avós já cantavam
Em noites sem madrugada.
Canta, canta para o céu
Tão estrelado e festivo.
É para o céu que ela canta,
Que o céu
Às vezes também é negro.
No céu
Tão estrelado e festivo
Não há branco, não há preto,
Não há vermelho e amarelo.
—Todos são anjos e santos
Guardados por mãos divinas.
A mãe negra não tem casa
Nem carinhos de ninguém...
A mãe negra é triste, triste,
E tem um filho nos braços...
Mas olha o céu estrelado
E de repente sorri.
Parece-lhe que cada estrela
É uma mão acenando
Com simpatia e saudade...
 
Foi publicado em Portugal e o primeiro autor a utilizar áfrica na substância poética de Cabo Verde, que reuniu alguns  dos seus poemas no suplemento Notícias de Cabo Verde em 1957, depois de ter publicado em 1951 a colecção "Linha do Horizonte".  As injustiças sociais e o ardor cívico perpassam pelos seus poemas, bem como o sentido da insularidade.
 
Canção dos rapazes da ilha
 

Eu sei que fico.
Mas o meu sonho irá
pelo vento, pelas nuvens, pelas asas.
 
Eu sei que fico
Mas o meu sonho irá ...
 
Eu sei que fico
Mas o meu sonho irá
Nos frutos, nos colares
E nas fotografias da terra,
Comprados por turistas estrangeiros
Felizes e sorridentes.
Eu sei que fico mas o meu sonho irá ...
 
Eu sei que fico
Mas o meu sonho irá
Metido na garrafa bem rolhada
Que um dia hei de atirar ao mar.
Eu sei que fico
Mas o meu sonho irá ...
sei que fico
Mas o meu sonho irá
Nos veleiros que desenho na parede. 
  

 
 

No banho

Cartaz de Leopoldo Metlicovitz 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Utilidade


   Senhora da Rosa, 1425-1450 , Museu Nacional Machado de Castro
UTILIDADE

Sá as mãos que se estendem para a frente interessam.
Só os olhos que vêem para além do que se vê,
só o que vai para o que vem depois,
só o sacrifício por uma realidade que ainda não existe,
só o amor por qualquer coisa que ainda não se vê e ainda, nem nunca, será
nossa,
interessa.

Mário Dionísio, in Geração do "Novo Cancioneiro", Poemas Ditos por Maria de Jesus Barroso, Música de Luísa Amaro. Lisboa: Althum. com, 2010, p. 49.

Claudio Abbado (1933-2014)

Alguém precisa de um sapateiro?


La Vie Parisienne - 3

Ilsutração de Maurice Milliere, 1919