Prosimetron

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sexta-feira, 6 de março de 2015

Flores de Malmaison

Malmaison, jan. 2015

Grande Guerra - 26

Paris: Seuil, 2013

Henri Barbusse, Marc Bloch, Maurice Genevoix, Apollinaire, Georges Duhamel ou Léon Werth: intelectuais lutadores que deixaram para a posteridade textos, em que a guerra se encontra muito bem descrita e analisada. Eles têm sido amplamente citados pelos historiadores, a propósito da experiência nas trincheiras. Nicolas Mariot analisa-os como exemplo do que foi a guerra para estes intelectuais em contraponto à grande maioria dos outros soldados. O autor, sociólogo e historiador, foi em busca da correspondência e cadernos, que contam como era o relacionamento nas trincheiras. Porque ao testemunharem sobre a vida nas trincheiras, esses intelectuais deixam um testemunho da sua descoberta das classes populares. 
Ainda não o li, mas vou encomendá-lo.

Bom dia !





Interessante este tão " clássico " e espanhol género que é a copla cantado por uma jovem catalã : Maria Rodès ( Barcelona, 1986 ). E me gusta mucho :)

quinta-feira, 5 de março de 2015

Boa noite!

Por onde andam os valores?

Imagem do Banco Alimentar

Os meios de comunicação revelaram uma penhora que faz doer a alma.
Em causa está a dívida às SCUT de uma associação que dá apoio aos sem abrigo na cidade do Porto: o "Coração da Cidade". O fisco penhorou bens alimentares como massas, arroz e bananas, produtos para pessoas carenciadas.
Para mim é estranho que estas associações tenham que pagar portagens e que o fisco exerça sobre elas uma acção deste tipo.

 

Exposição de Barahona Possolo


Inaugurou ontem mais uma exposição de Carlos Barahona Possolo. É sempre um prazer ver as obras deste pintor hiper realista que muito aprecio. Para quem também gosta desta corrente, a não perder a mostra na Rua Cecílio de Sousa, 94, ao Príncipe Real em Lisboa.

Empenas de Paris

Paris, jan. 2015

As raízes do céu

Lisboa: Bertrand, 1958
Lisboa: Sextante, 2015

A Sextante apresentou ontem a nova ed. do romance de Romain Gary, As raízes do céu, em tradução de João Belchior Viegas. O livro foi apresentado por Myriam Anissimov, biógrafa do escritor.
«Situei o meu relato no que ainda se chamava então, em 1956, a África Equatorial Francesa, porque aí tinha vivido e porque também não tinha esquecido que esse território fora o primeiro a responder outrora a um apelo célebre contra a abdicação e o desespero, e a recusa do meu herói de se submeter à enfermidade de ser homem e à dura lei a que estamos sujeitos juntava-se assim no meu espírito a outras horas lendárias…[…] Quanto ao problema mais geral, universal, da proteção da natureza, esse não tem, bem entendido, nenhum carácter especificamente africano: é em vão que gritamos como desalmados.» (Do pref. de Gary à ed. de 1980)
Li este romance há muitos anos e não me lembro da história, pode ser que o volte a ler.


Myriam Anissimov é autora da seguinte biografia (que um dia hei de ler) sobre este escritor francês, nascido em Vilnius, então ocupada pela Polónia:

Paris: Folio, 2006

quarta-feira, 4 de março de 2015

Boa noite!

Este bailado estreou há 138 anos no Bolshoi.

«Eu fui ao mar à laranja»

À procura de uma canção açoriana «Fui ao mar buscar laranjas», encontrei esta versão da Apúlia. E vi que também na Madeira se canta «Eu fui ao mar à laranja».
Boa tarde!

Em geminação com o Arpose.

Narcisos

Paris, jan. 2015

Os meus não há maneira de crescerem!...

"Paris Magnum" : la capitale par les plus grands photoreporters

Uma exposição maravilhosa, até 25 de abril, na Mairie de Paris. Com um ótimo catálogo.


Je suis Voltaire

O último n.º de Le Magazine Littéraire é dedicado a Voltaire com 16 p. de extratos do Tratado sobre a tolerância, que, depois do ataque ao Charlie Hebdo, bateu todos os recordes de venda. Ainda não o vi, mas sábado próximo espero que esteja no sítio do costume (Livraria Barata) para eu o espreitar e talvez comprar.
Voltaire é um autor que aprecio muito. Parece-me que o Tratado sobre a tolerância teve uma única trad. e ed. portuguesa. Esta, há quinze anos:

Lisboa: Antígona, 1999

Bom pequeno almoço - 44

Foto de David Munns

Para o Luís.

terça-feira, 3 de março de 2015

Caminho



Omar Khayyan, Rubayat  (tradução Alfredo Braga) p. 80.
http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/rubayat.pdf

Fotografia no Palácio da Ajuda

Boa noite!

Já há uns dias que ando para postar algo sobre o livro Praça da Canção, publicado há 50 anos. Eu li-o talvez três ou quatro anos depois, na 2.ª ed. E reli-o vezes sem conta.





Um antepassado do ben-u-ron


Conservatório Nacional faz 180 anos


Este ano, o Conservatório Nacional comemora 180 anos e o estado de conservação do edifício denuncia a idade. A situação mais grave encontra-se nas instalações da Escola de Música que não reune as condições mínimas de salubridade e segurança de pessoas e bens. 
Salas degradadas e fechadas, janelas que voam com o vento, risco de incêndio devido às infiltrações em contacto com a rede eléctrica e possível queda de elementos construtivos do imóvel constituem o cenário vivido na EMCN  e que é urgente mudar.
Em tempo de aniversário, dedico a primeira vinheta do mês a uma das escolas mais referenciadas no ensino das artes, teatro e cinema.

Time Magazine

O 1.º n.º saiu há 92 anos.

Pacotes de açúcar - 96

Estes pacotes de açúcar são muito giros. Agradeço a quem mos arranjou - todos. :)

Em geminação com o Arpose.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Boa noite!

Citações





(...) De facto, a infantilização de uma certa esquerda - por entre amuos, intrigas e despiques estéreis - . é um dos mais repetidos espectáculos da " política à portuguesa ".
E o pior é que querem ser tomados a sério. Enchem os pulmões de uma unidade asséptica, desfeita no dia seguinte.

Aparentemente, e excluindo os próprios, só António Costa ainda não percebeu isso, alçando-os a interlocutores. Acenou-lhes, provavelmente, com sinecuras, de Governo ou outras, e perante a " cenoura " nenhum deles parece rogado.

- Excerto do notável A memória perdida das esquerdas de Dinis de Abreu, no SOL .

Humor pela manhã


Bom dia !





Mais uma vedeta dos Sixties que nos deixa. Leslie Gore, falecida no passado dia 16, aos 68 anos e vítima de doença prolongada.

Os Olhos Grandes de Margaret Keane

Fui ver este filme há uns dias. Não conhecia nada desta história incrível. Uma espécie de pintora-fantasma de um marido com imenso talento para o negócio. Mas não deve ser única.
Não é uma pintura que eu aprecie e só me lembrava deste quadro de Margaret Keane:

Pormenor do quadro

Margaret e Walter Keane
Retrato de Joan Crawford
Pintura executada para o pavilhão da Feira de 1964-1965, tendo sido recusada por Robert Moses.

Nas ruas de Paris - 2

Paris, rue François-Miron
Paris, rue Cloche Perce

Desta vez, levei um caderninho com uns assentos paranão me esquecer de ver umas coisas que nunca tinha visto, como estas casas medievais.
Estas casas, poderão datar, no seu estado primitivo, do século XIV. Tiveram restauros nos séculos XVII e XX.

domingo, 1 de março de 2015

Boa noite!



David Bowie is, depois de ter inaugurado no V&A em Londres, ter estado em Toronto, Berlim e Chicago, abre em Paris, reformulada, inaugurando o novo espaço da Philarmonie de Paris. 
A música de David Bowie antecipou e atravessou as evoluções artísticas da nossa história recente. Bowie exibiu também o seu corpo, como um espetáculo. 
A exposição, feita principalmente com os arquivos pessoais do cantor, apresenta documentos visuais e sonoros inéditos, fotografias, filmes, fatos, elementos cénicos, manuscritos, desenhos e instrumentos, que testemunham o percurso e a influência sobre a cultura popular que David Bowie teve.



O novo espaço da Philarmonie de Paris, projetado por Jean Nouvel.

Sleepwalk

A todos, uma boa noite com este Sleepwalk dos Shadows de 1961.

 

Alfabeto das profissões

Estava eu a ver se encontrava uma imagem com mais qualidade de «Alphabet des arts et metiers» para HMJ, quando encontrei a reprodução deste mini lenço de Philippe Dauchez para Hermès.
Pode ser visto aqui: http://forever-hermes.com/home/94-hermes-metiers-rb.html

Para HMJ.

Bom dia !





O pianista britânico que dá que falar. E que aos 15 anos, como nesta sonata de Scarlatti, já era muito bom.

Mini-livros - 31

Um pequeno livro (8 cm alt.) de orações para o mês de março, Petit mois de Saint Joseph. Não tem data de ed., nem de imp.
Apresento as folhas de rosto e anterrosto e a oração dedicada ao dia 1 de março.

Agradeço a quem me ofereceu este livrinho. :)

Os eleitores

Final de um texto de Filipe Ribeiro de Meneses, «Winston Churchill: a falta que ele nos faz», publ. no Expresso, 10 jan. 2015

Nas montras de Paris - 16


Uma descoberta algo macabra

Investigadores examinavam uma antiga estátua de Buda com quase mil anos, na Holanda, quando descobriram algo incrível no seu interior.


Os cientistas qualificaram a múmia que descobriram através de um raios X à estátua como "o paciente mais antigo jamais tratado". O Centro Médico Meader da cidade holandesa de Amersfoot usou a técnica de raios X para recolher imagens do interior da estátua e um endoscópio para examinar as cavidades abdominal e toráxica, noticiou o site do jornal Huffington Post.
Os investigadores acreditam que a múmia possa pertencer a Liuqan, um monge budista que morreu na China por volta do ano 1100 depois de Cristo. Aparentemente, os orgãos internos foram removidos e o seu espaço foi preenchido com rolos de papel pintados com antigos caracteres chineses.
A estátua esteve exposta o ano passado como parte da exposição "Múmias: Para lá da morte" no museu Drents, na Holanda, naquela que foi a sua primeira saída da China. Segundo um folheto do evento, eeste poderá ter sido um caso de automumificação.

em Diário de Notícias

Leituras... "O Homem Sem Nome"


Leonardo da Vinci, S. Jerónimo no Deserto,
Museu do Vaticano, c. 1480, inacabado 
São Jerónimo no deserto- São Lágrimas de Devaiah. Como estás na minha
 companhia, podes tocar numa... com cuidado.
O poeta baixou-se, pegou num dos cristais transparentes e endireitou-se, para o ver melhor, à altura dos olhos. Num tom de respeito enternecido, Rashid prosseguiu:
- A história é esta: pouco antes de se retirar para o Céu o Senhor Devaiah considerou a maldade dos homens, os seus pecados, as suas iniquidades. E o coração de Deus encheu-se de tristeza e piedade pela pobre raça humana. Antes de partir, Devaiah chorou. Eis as suas lágrimas.
Sem deixar de olhar para o cristal luminoso que segurava delicadamente nas pontas dos dedos, o poeta murmurou:
- Quartzo hialino.

João Aguiar, O Homem Sem Nome, Lisboa: Asa, 1995 (7ª Edição), p. 30.



O livro teve o condão de me transportar numa viagem à espiritualidade e sensibilidade do ser humano. Não será o deserto o caminho que muitas vezes encontramos e temos de vencer?

João Aguiar nasceu em 1943 e morreu em 2010. O Homem Sem Nome foi publicado pela primeira vez em 1986 mas só o li agora. Para quem já o leu deixo a partilha e quiçá a vontade de uma nova leitura, Para quem não leu uma sugestão.