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segunda-feira, 25 de maio de 2026

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«Não falta, no século XX, literatura dedicada a atrocidades, mas é raro encontrar-se um relato escrito do ponto de vista de um cúmplice do crime. Regra geral, os autores envergonham-se desse papel. Mas, ao falarmos dos campos de concentração, o termo 'cúmplice' esvazia-se de sentido. A máquina é impessoal; a responsabilidade vai transitando de quem cumpre as ordens para quem lhas deu, sempre, até chegar ao topo.» (Czeslaw Milosz - A mente aprisionada. 2.ª ed. Amadora: Cavalo de Ferro, 2019, p. 159)
Esta é a introdução a um conto de um autor identificado como Beta sobre a chegada de um «transporte» a um campo de concentração. Páginas que devem ser lidas, mas com o estômago preparado.
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2 comentários:

Maria disse...

Há muito tempo que não compro nada com Auschwitz no título. Li quase tudo o que havia para ler na juventude e ao longo do vida. Tenciono reler e rever alguns livros, filmes e séries que ainda tenho cá em casa...
Cada vez acredito menos em deuses, em povos escolhidos e, sobretudo, nos homens.
Boa tarde!

Pini disse...

Cuanto horror habrá descrito en estos libros. De los episodios más tristes de la historia de la humanidad.
Boa tarde