Nada mais adequado para celebrar a verve e o dia de Camões do que esta dança mítica. E o que gostei de António Casalinho que a dançou divinamente, é um prazer vê-lo actuar e saber que é primeiro bailarino em Munique.
A propósito da natural diversidade de critérios antológicos Camonianos (inclusive, da selecção proposta por Frederico LOURENÇO), vale a pena recordar um célebre texto de António J. SARAIVA, sob o título "Camões e o Pecado Original", originalmente publicado na revista "Vida Mundial" (1974) e inserta no seu incontornável volume "Estudos Sobre a Arte d'Os Lusíadas" (co-ed. Gradiva e PÚBLICO, 1996, pp. 125-130).
Com profunda erudição e reconhecidas exigências de rigor, o Autor escreve: "(...) 'Os Lusíadas' (...) glorificam a nudez, suprimem o pecado e restituem o homem ao paraíso terreal. (...) O Paraíso é a Ilha dos Amores, episódio final que desvenda todo o significado do Poema. Vénus concedeu-a para que ali nascesse uma 'progénie forte e bela' e para que o 'mundo vil e maligno', caracterizado pela 'triste hipocrisia', que tenta separar os amantes por um muro intransponível como o diamante ('muro adamantino'), soubesse que nada resiste à força do Amor. (...) A situação é inversa da do Paraíso bíblico. Adão e Eva escondiam a nudez atrás da árvores; as ninfas da ilha exibem-na correndo pela floresta. (...)"
Que (re)viva a o espírito literário e humanístico de Camões!
9 comentários:
Nada mais adequado para celebrar a verve e o dia de Camões do que esta dança mítica. E o que gostei de António Casalinho que a dançou divinamente, é um prazer vê-lo actuar e saber que é primeiro bailarino em Munique.
Excelentes escolhas para comemorar o Dia de Portugal e de Camões.
Que seja um bom dia!🇵🇹
Bonito marcador. Que paséis un buen día Os Lusíadas.
Bom dia
Maravilhada!
Quanta beleza e... leveza! Um regalo para o olhar.
Obrigada!
Concordo com a Cláudia . Uma beleza.
Bom dia!
Bom dia para todos.
Qué "solo" el de Casalinho.
Una entrada muy bella.
¡Feliz día de Camões!
A propósito da natural diversidade de critérios antológicos Camonianos (inclusive, da selecção proposta por Frederico LOURENÇO), vale a pena recordar um célebre texto de António J. SARAIVA, sob o título "Camões e o Pecado Original", originalmente publicado na revista "Vida Mundial" (1974) e inserta no seu incontornável volume "Estudos Sobre a Arte d'Os Lusíadas" (co-ed. Gradiva e PÚBLICO, 1996, pp. 125-130).
Com profunda erudição e reconhecidas exigências de rigor, o Autor escreve: "(...) 'Os Lusíadas' (...) glorificam a nudez, suprimem o pecado e restituem o homem ao paraíso terreal. (...) O Paraíso é a Ilha dos Amores, episódio final que desvenda todo o significado do Poema. Vénus concedeu-a para que ali nascesse uma 'progénie forte e bela' e para que o 'mundo vil e maligno', caracterizado pela 'triste hipocrisia', que tenta separar os amantes por um muro intransponível como o diamante ('muro adamantino'), soubesse que nada resiste à força do Amor. (...) A situação é inversa da do Paraíso bíblico. Adão e Eva escondiam a nudez atrás da árvores; as ninfas da ilha exibem-na correndo pela floresta. (...)"
Que (re)viva a o espírito literário e humanístico de Camões!
Gosto de toda a poesia de Camões, mas a lírica...
Boa noite para os dois.
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