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quarta-feira, 14 de maio de 2014

La Légende de Joseph

Em 14 de maio de 1914, os Bailados Russos estrearam na Ópera de Paris um bailado La Légende de Joseph, com música de Richard Strauss e libreto de Hugo von Hofmannsthal. O guarda roupa e  os cenários foram desenhados por Bakst.


Versão moderna de «La Légende de Joseph».

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A Carta de Lorde Chandos 2!

(22 de Agosto de 1603)

"Queria decifrar as fábulas e os mitos que os Antigos nos legaram e nos quais os pintores e os escultores encontraram um prazer sem fim e sem pensamento em decifrá-los como hieróglifos duma sabedoria secreta e inesgotável cujo sopro me parecia por vezes sentir como através de um véu."

Hugo von Hofmannsthal, A Carta de Lorde Chandos ou da incapacidade da linguagem dizer o mundo, Lisboa: Padrões Culturais Editora, 2008, p. 33.

domingo, 5 de julho de 2009

A Carta de Lorde Chandos 1

Esta é a carta que Philipp, Lorde Chandos, o filho mais novo do conde de Bath, escreveu a Francis Bacon, futuro Lord Verulam e Visconde de St Albans, a desculpar-se junto deste amigo por renunciar completamente à vida literária.
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(22 de Agosto de 1603)
"É muita bondade da sua parte, meu muito prezado amigo, não ter tido em conta este meu silêncio de dois anos e escrever-me nos moldes em que o faz. É mais que bondade exprimir o seu cuidado comigo, a sua surpresa pela letargia espiritual em que lhe pareço ter caído, nessa expressão de ligeiro gracejo só dominado pelos grandes homens que, sem perderem o ânimo, estão cientes de como viver é perigoso."
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Hugo von Hofmannsthal, A Carta de Lorde Chandos ou da incapacidade da linguagem dizer o mundo, Lisboa: Padrões Culturais Editora, 2008, p. 27 e 29.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O livro dos amigos

O homem compreende tudo, menos o que é inteiramente simples.

Franz Grillparzer (1791 - 1872)

Trad.: José A. Palma Caetano

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O livro dos amigos

Na política não há nada que se deva considerar impossível, porque um homem ousado pode conseguir tudo.

Wenzel Anton Graf Kaunitz (1711 -1794)

Trad.: José A. Palma Caetano

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O livro dos amigos

A filosofia é a juíza de uma época; é grave quando, em vez disso, ela é a sua expressão.

Rudolf Pannwitz (1881 - 1969)

Trad.: José A. Palma Caetano

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O livro dos amigos


Quem não se lembra do bem não tem esperança.

Johann Wolfgang von Goethe (1749 - 1832)

Trad.: José A. Palma Caetano

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O livro dos amigos


A estupidez não está de um lado e o espírito do outro. É como o vício e a virtude; sagaz é quem os distingue.

Gustave Flaubert (1821 - 1880)

Trad.: José A. Palma Caetano

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O livro dos amigos

O infortúnio que num qualquer momento te atinge vem de uma hora que não aproveitaste.

Napoleão Bonaparte (1769 - 1821)
Trad.: José A. Palma Caetano

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O livro dos amigos

Quantas forças haverá, de cuja existência nem sequer suspeitamos, porque não há qualquer relação entre as ideais que adquirimos através dos nossos cinco sentidos e aquelas que através de outros sentidos poderíamos adquirir.


Gotthold Ephraim Lessing (1729 - 1781)


Trad.: José A. Palma Caetano

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O livro dos amigos

Os governos podem enganar-se uns aos outros, os aparelhos políticos podem ser levados uns contra os outros, até que um faz explodir o outro. Não é, porém, assim que as pátrias vão umas contra as outras, elas encontram-se tranquilamente ao lado umas das outras e ajudam-se mutuamente como famílias. Pátrias contra pátrias, numa luta sangrenta, é o maior barbarismo da linguagem humana.

Johann Gottfried von Herder (1744 - 1803)

Trad.: José A. Palma Caetano

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O livro dos amigos


No que se refere ao Estado, a forma de governo é de importância muito reduzida, embora haja pessoas com uma cultura superficial que pensam de outro modo. O grande objectivo da arte de governar deve ser a duração, porque esta é mais valiosa que a liberdade.

Niccolò Machiavelli (1469 - 1527)


Trad.: José A. Palma Caetano

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O livro dos amigos

Não é na História mundial, como julga a filosofia dos professores, que existe plano e totalidade, mas sim na vida do indivíduo.

Arthur Schopenhauer (1788 - 1860)

Trad.: José A. Palma Caetano

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O livro dos amigos

O mundo está organizado de forma tão perfeita que cada um na sua posição, no seu lugar, no seu tempo, pesa de igual modo tudo o mais.


Johann Wolfgang von Goethe (1749 - 1832)


Trad.: José A. Palma Caetano

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O livro dos amigos

A Assírio & Alvim editou em 2002 o Livro dos Amigos de Hugo von Hofmannsthal (1874 - 1929) na tradução de José A. Palma Caetano. No seu prefácio, Palma Caetano informa-nos sobre o trabalho deste escritor austríaco:

"O escritor reuniu neste livro pensamentos e anotações feitas no seu diário desde os tempos da juventude e acrescentou-lhes citações de outros autores, que tinha ido recolhendo no decorrer das suas vastíssimas leituras. E não são apenas autores de língua alemã que ele cita - acima de todos Goethe, que, na sua opinião, poderia "substituir uma cultura inteira" -, mas também de outras línguas, em especial franceses. Como desta obra se pode depreender, Hofmannsthal tinha um perfeito conhecimento do francês e uma grande admiração pela França e pela cultura francesa.
O projecto do Livro dos Amigos terá nascido em 1919 e a sua publicação realizou-se em 1922. O escritor terá ainda pensado em incluir outros textos de maior fôlego, de carácter ensaístico ou narrativo, mas acabou por não o fazer, mantendo apenas a forma mais ou menos aforística das reflexões e citações apresentadas."

A partir de amanhã, terão os estimados leitores oportunidade de conhecer alguns destes "pensamentos e anotações".