Prosimetron

Prosimetron
Mostrar mensagens com a etiqueta República Checa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta República Checa. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Bases de copos - 16

Frente e verso de das bases. 
Frente e verso de das bases. 
Mais três bases. 
Todas sete, checas.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Da vinheta : O Ossário de Sedlec






Pois é, gosto de capelas de ossos, memento mori dos que por cá andaram antes de nós e da fragilidade da vida. Escolhi desta vez, e neste Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, uma das mais famosas da Europa, a capela católica de Sedlec, na República Checa, onde os ossos de dezenas de milhares de pessoas encontrados ao longo dos séculos foram no séc. XIX dispostos em candelabros, colunas e outros arranjos pelo escultor Rint, que assinou também com ossos o seu nome como se vê numa das fotos.
Também em ossos está feito o brasão dos Schwarzenberg, uma das grandes famílias checas.
E não sou só eu que tenho fascínio por estas coisas : trata-se de uma das maiores atracções turísticas checas, com 200.000 visitantes por ano.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Mini-livros - 5

Esta colecção de postais veio de Karlstein, República Checa. Tem 4,2 cm de altura.
Acho que trouxe outro de Karlsbad, mas não o encontro.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Vaclav Havel (1936-2011)

Faleceu hoje, em Praga, cidade onde tinha nascido em 5 de outubro de 1936, o escritor Vaclav Havel, um dos subscritores da Carta 77, ícone da Revolução de Veludo, Presidente da Checoslováquia e da República Checa.
Já em tempos falei aqui da  correspondência que manteve da prisão com a sua mulher Olga Havlova. O volume encontra-se publicado em portugal com o título Cartas a Olga. Algumas das suas peças de teatro também se encontram traduzidas.

«Esperança não é definitivamente o mesmo que otimismo. Não é a convicção de que algo vai dar certo, mas a certeza de que alguma coisa faz sentido, independemente do que acontecer.»
Vaclav Havel

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Redescobrindo Alphons Mucha


Estive recentemente em Praga, onde redescobri Alphons Mucha. Lembro-me de em miúdo haver umas reproduções de posters Art Nouveau lá em casa: uma “Tosca”, que descobri hoje ser um design de 1899 do pai do poster gráfico italiano, Adolfo Hohenstein, e um de bicicletas que a memória não me permite identificar. Muito mais tarde, ao ganhar maior familiaridade com o movimento Art Nouveau, vim a apreciar a liquidez do traço de Mucha, a par da perfeição “geométrica” das suas decorações. A sua vida é um bom exemplo de captura das oportunidades certas no momento certo.

Alphonse Mucha nasceu a 2 de Julho de 1860 em Ivančice, na Morávia (hoje parte da República Checa, na altura província integrante do império Austro-Húngaro). Os seus dotes vocais permitiram-lhe chegar à capital provincial Brno para fazer o liceu assente no canto, deixando para trás a sua paixão pelo desenho. Entretanto e em paralelo, foi pintando cenários para teatro na Morávia. Em 1879, aos dezanove anos, foi para Viena, a capital do império, para uma destacada empresa de design teatral. Infelizmente, um incêndio destrói o negócio em 1881 e Mucha regressa à Morávia, ocupando-se em free-lance de retratos e trabalhos decorativos.

São estes trabalhos que chamam a atenção do Conde Karl Khuen de Mikulov, que lhe pede para decorar o seu palácio; impressionado com os dotes do jovem, torna-se seu patrono e financia-lhe a edução formal na Academia de Belas Artes de Munique. Em 1887, Mucha muda-se para Paris, onde continua os estudos e faz ilustrações para revistas e publicidade.

Estamos perto do Natal de 1884 quando Mucha entra por acaso numa tipografia em Paris onde, de repente, havia uma nova encomenda urgente: um poster para a actriz Sarah Bernhardt na sua nova peça, “Gismonda”. Mucha oferece-se para a fazer nas duas semanas pedidas e, a 1 de Janeiro de 1885, o seu poster inunda as ruas de Paris. O sucesso foi imediato e a estrela teatral ficou tão satisfeita que assinou um contrato a seis anos com o jovem artista de 24 anos.

Os anos seguintes vêem-no a produzir múltiplos posters para teatro e publicitários. Em 1899, publica “Le Pater”, uma obra em que examina o oculto na oração “Pai Nosso”. Entre 1906 e 1910, visita os EUA, com a mulher. A sua filha nasce em 1909 em Nova Iorque, e mais tarde terão também um filho. Regressado a Praga, dedica-se a decorar edifícios notáveis. A independência da Checoslováquia, na sequência da Primeira Grande Guerra, faz-lhe chegar o convite para desenhar os selos e as notas da nova nação. Anos depois, o seu “Épico Eslavo” retrata a história e valores do povo eslavo, e é oferecido à cidade de Praga em 1928. Nos anos 30, compõe um enorme vitral para a Catedral de S. Vito, no Castelo de Praga. Fora do mundo artístico, funda a maçonaria checa.

A ocupação da Checoslováquia pelas tropas nazis em Abril de 1939, faz com que Mucha seja dos primeiros a ser capturado e interrogado pela Gestapo. No decurso dos interrogatórios, apanha uma pneumonia. Fragilizado, regressa eventualmente a casa, onde morre a 14 de Julho de 1939, com 78 anos de idade.

Deixo-vos algumas das suas imagens.

Gismonda, o primeiro poster para Sarah Bernhardt


La Dame aux Camelias, outra vez Sarah Bernhardt

Poster para a presença do Império Austro-Húngaro na Feira Internacional de Paris, 1900
(muito apropriado, dado que estou a ler "The Vertigo Years - Change and Culture in the West, 1900-1914", de Philipp Blom)

Anúncio aos cigarros "Job"
Detalhe do vitral na Catedral de S. Vito, no Castelo de Praga

Vitral na Catedral de S. Vito, no Castelo de Praga

Detalhe do vitral na Catedral de S. Vito, no Castelo de Praga

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Um príncipe checo...

Uma vez que os checos têm estado em destaque aqui no blogue, pela música e pela viagem do nosso Jad, achei por bem dar a conhecer um checo dos nossos dias, que cruza a política e a história e que vamos ver bastante nos próximos meses.
Falo de Karel Schwarzenberg, o actual Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Checa, país que durante o primeiro semestre de 2009 ocupa a presidência da União Europeia. Este senhor, além de ser como já disse o ministro checo dos Estrangeiros, é também duas vezes príncipe: 12º príncipe do ramo principal dos Schwarzenberg, que lhe adveio de um tio afastado, juntamente com a herança, após a morte daquele em 1979; e 7º príncipe do seu próprio ramo, desde a morte do seu pai em 1989.
Nascido em 1937, Karl von Schwarzenberg tem 11 anos quando os seus pais são obrigados a deixar os seus domínios checos, nacionalizados pelo governo comunista. Os Schwarzenberg em 1948 ainda são donos de 60.000 hectares de terras, número que impressiona mas já longe dos
163.000 hectares que detinham antes da Primeira Guerra Mundial, se bem que importa considerar que muitos milhares de hectares correspondiam a florestas.
Exilado na Áustria, país da sua família materna- os famosos Furstenberg- o jovem Karl fez estudos de Direito e de Gestão Florestal. Regressado à então Checoslováquia, é pela mão do seu amigo Vaclav Havel que entra na política. E o seu primeiro cargo é o de chefe de gabinete de Havel, quando este foi eleito Presidente da República em 1989.
Em 2004, é eleito para o Senado da República Checa, e dois anos depois integra o governo, com desagrado de muitos checos, incluíndo o actual Presidente checo, Vaclav Klaus, que acha que o agora Karel Schwarzenberg não é "suficientemente checo"...
Confesso que num país como a República Checa, com a história que tem, inclusive no séc.XX, dizer que alguém não é "suficientemente checo" dá no mínimo vontade de rir.