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quarta-feira, 16 de março de 2016
Citações
(... ) Em grande medida, a relutância em se aceitar o suicídio assistido ou a eutanásia provem do facto de muitos objectores estarem a viver num tempo que já não existe, quando várias gerações viviam debaixo do mesmo tecto, quando ainda não havia ventiladores nem ressonâncias magnéticas e quando os doentes jamais eram ouvidos pelos médicos.
Agradável ou desagradável, esse mundo acabou . Como acabou o papel da Igreja na elaboração das leis do Estado .
- Maria Filomena Mónica, no Expresso .
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Uma clínica em Zurique
Enquanto em vários países europeus se alteram as leis, ou se discutem as alterações, ou se promete que se vai pensar nisso como os nossos políticos têm feito, há quem vá fazendo bom negócio. É o caso da famosa clínica Dignitas, na Suiça, que já eutanasiou centenas de europeus, sendo que neste momento estão em lista de espera 800 britânicos, mais umas centenas de pessoas de outros países europeus e até dez portugueses. Não será altura de discutirmos o assunto por cá a sério? Se bem que com eleições à porta, o melhor é guardar para 2010 para que a discussão não fique inquinada à partida com eleitoralismos e retórica fácil.sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Entretanto no Luxemburgo

A crise constitucional que agitou o pequeno Luxemburgo há cerca de um mês parece estar resolvida. Tudo começou quando o Grão-Duque Henri vetou no dia 1 de Dezembro a lei que permitia a introdução da eutanásia no país. Dez dias depois, o Parlamento do Luxemburgo alterava a Constituição reduzindo os poderes do Grão-Duque e não faltou quem dissesse que se tratava de um verdadeiro golpe de estado constitucional. Disputas jurídico-constitucionais à parte, no seu discurso de Natal S.A.R. declarou estar de acordo com a redução dos seus poderes de maneira a ser-lhe evitado ter de promulgar leis contrárias às suas convicções.
Perante esta nova conformação constitucional, é bem possível que o Grão-Ducado evolua para uma monarquia de tipo escandinavo, nas quais, como se sabe, os poderes dos monarcas são bastante limitados. De qualquer modo, e ao contrário do que se passou há poucos anos no Liechtenstein, a vontade do povo ( ou melhor, dos representantes do povo...) prevaleceu sobre a vontade do soberano, como é apanágio de uma saudável monarquia constitucional.
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