Prosimetron
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
José Sarmento de Matos
A bibliografia de José Sarmento de Matos - que ontem nos deixou - sobre Lisboa é vasta. Escreveu sobre a capital e sobre zonas e edifícios da cidade.
Deixo aqui, para o lembrar, duas obras, de que gosto particularmente: uma levou-me a olhar para a zona oriental da cidade com outros olhos. Fiz muitos passeios com este guia.
Lisboa: Livros Horizonte, 1998-1999
Da história de Lisboa que ele se propunha escrever só saíram até à data dois volumes que chegam a Fernão Lopes. Não sei se ele deixou mais algum volume pronto. Espero que sim.
Lisboa: Temas e Debates, 2008-2009
Faz no próximo ano 50 anos que conheci o Sarmento de Matos.
Hoje e amanhã
A venda, na casa Piasa, em Paris, da biblioteca de François Mitterrand, grande bibliófilo, interessado pelo papel, pelas encadernações, pelos tipógrafos, visita frequente de livreiros e alfarrabistas.
Um quadro por dia - 433
Esta natureza-morta de Cézanne, Abricots et cerises sur une assiette, 1877-79, 15,8x22,2cm, foi vendida há dias na Sotheby's de Paris . Era a tela principal, acompanhada de obras de Géricault, Seurat ou Poliakoff, do primeiro leilão da colecção Jeannine Chapet,uma das filhas e herdeiras de Georges Benand, mítico patrão da Samaritaine durante 40 anos e um dos maiores coleccionadores franceses do século XX.
Lá fora - 346
O cérebro é o tema principal dos mármores de Jan Fabre, agora expostos na Fondation Maeght
Jan Fabre - Ma Nation : l' imagination, até 11 de Novembro, Fondation Marguerite et Aimé Maeght
fondation-maeght.com
Leituras no Metro - 999
«Depois do tremor de terra no nordeste do Afeganistão, os talibãs distribuirão víveres às vítimas, que, todavia, “não tenham sofrido grandes
padecimentos por terem desobedecido a Deus, o Todo Poderoso” [(Le Monde, 17 jun. 1998, coln. En vue]].
«Eis aqui, sem comentários. Vocês riem, mas não riem verdadeiramente.»
Philippe
Sollers in L’année du Tigre, p. 145
Acontece-nos muitas vezes não sabermos se havemos de rir ou chorar.
Marcadores de livros - 1192
Um puzzle de dois marcadores. Uma ótima ideia, esta coleção sobre o comércio de sempre (provavelmente o que por cá chamamos de comércio tradicional) de Vilanova (Catalunha).
Obrigada, Luisa!
domingo, 28 de outubro de 2018
Marcadores de livros - 1191
O reverso é igual em todos os marcadores.
Sempre vamos aprendendo umas coisas com os marcadores. :) Desta vez são escritores aragoneses. É uma tristeza, mas desconheço todos. :(
Obrigada, Justa!
Anglo-Saxon Kingdoms: Art, Word, War
The Alfred Jewel
University of Oxford, Ashmolean Museum
Tesouros da coleção da própria British Library, como os belíssimos Lindisfarne Gospels, Beowulf e a Ecclesiastical History de Bede, podem ser vistos ao lado de impressionantes achados de Sutton Hoo e Staffordshire Hoard. O mundialmente famoso Domesday Book oferece uma representação incomparável da paisagem da Inglaterra anglo-saxônica, enquanto o Codex Amiatinus, uma gigantesca Bíblia de Nortúmbria, levada para a Itália em 716 e que regressa a Inglaterra pela primeira vez em 1300 anos.
O povo dos reinos anglo-saxões conta sua história, pelas suas próprias palavras.
Exposição aberta até 19 de fevereiro na British Library.
sábado, 27 de outubro de 2018
Marcadores de livros - 1190
Robin Hobb, escritora norte-americana que nunca li, é o pseudónimo de Margaret Astrid Lindholm Ogden.
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
Auto-retrato(s) - 261
«A editora de arte americana, no ano passado [1997], em Frankfurt,
a propósito de Picasso: “Picasso? Oh, old
fashion!”»
Cit. por
Philippe Sollers, em L’anné du Tigre. Paris: Seuil, 2007,
p. 109. (Points)
Como se comenta uma afirmação destas?!
Este autorretrato foi retirado de um leilão da Christie's, em março passado, por estar danificado. Estava avaliado em 53 milhões de euros.
Como se comenta uma afirmação destas?!
Este autorretrato foi retirado de um leilão da Christie's, em março passado, por estar danificado. Estava avaliado em 53 milhões de euros.
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
Marcadores de livros - 1188
Verso e reverso
«La peinture est une machine à imprimer la mémoire.»
«Je mets dans mes tableaux tout ce que j'aime. Tant pis pour les choses, elles n'on qu'à s'arranger entre elles.» (1935)
«Je me comporte avec ma peinture comme je me comporte avec les choses. Je fais une fenêtre comme je regarde à travers une fenêtre. Se cette fenêtre ouverte ne fait pas bien dans mon tableau, je tire un rideau et je la ferme comme j'aurais fait dans ma chambre. Il faut agir avec la peinture comme dans la vie, directement.»
«La
peinture n’est pas faite pour décorer les appartements. C’est un instrument de
guerre offensive et defensive.» (1945)
Picasso, cit. por Philippe Sollers in L'année du Tigre
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
Que grande banquete!...
Georg Flegel - Natureza morta com papagaio
Munique, Alte Pinakothek
Autrefois on dînait á midi; aujourd'hui on dîne à des heures «impossibles».
Le dîner de nos pères était notre déjeuner, et notre dîner est leur souper.
Flaubert - Le dictionnaire dse idées reçues. Paris: Gallimard. 2017. (Folio; 6323)
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Os meus franceses - 657
Passa esta noite, à 1h20 na TV5Monde, este documentário sobre Belmondo. Comecei a ler as memórias dele, mas interrompi para ler uns empréstimos. :) Mas estava a gostar... Em breve regressarei a esta leitura.
Canal de Suez inaugurado há 150 anos
Il de Édourd Riou
Eça parte a 23 de outubro de 1869 para uma viagem ao Oriente com Luís de Castro, conde de Resende, seu amigo e futuro cunhado, para assistir à abertura do canal do Suez, que terá lugar a 17 de novembro.
Quando desembarca em Lisboa em janeiro de 1870, publica na coluna de Folhetins do Diário de Notícias a crónica da viagem «De Port-Said a Suez» - «apenas a narração trivial, o relatório chato das festas de Port Said, Ismailia e Suez».
Segundo Eça, a «confusão irritante que foi o maior elemento de todas as festas do Suez». Até porque a polícia egípcia não previu bem a logística do evento e esqueceu que «trezentos convidados, ainda que não tenham a corpulência tradicional dos paxás e dos vizires, não podem caber em vinte lugares de vagões, estreitos como bancos de réus. Por isso, em volta das carruagens havia uma multidão tão ávida como no saque de uma cidade».
«[…] nem edifícios, nem monumentos, nem construções sólidas e sérias: tudo é ligeiro, barato, provisório. A igreja católica é como uma grande barraca: vê-se o céu azul através do seu teto feito de grandes traves mal unidas. Tudo isto dá a Port Said um aspeto triste. […] Port Said, cheio de gente, coberto de bandeiras, todo ruidoso dos tiros dos canhões e dos urras da marinhagem, tendo no seu porto as esquadras da Europa, cheio de flâmulas, de arcos, de flores, de músicas, de cafés improvisados, de barracas de acampamento, de uniformes, tinha um belo e poderoso aspeto de vida. A baía de Port Said estava triunfante. Era o primeiro dia das festas.
Estavam ali as esquadras francesas do Levante, a esquadra italiana, os navios suecos, holandeses, alemães e russos, os yachts dos príncipes, os vapores egípcios, a frota do paxá, as fragatas espanholas, a ‘Aigle’, com a imperatriz, o ‘Mamoudeb’ com o quediva, e navios com todas as amostras de realeza, desde o imperador cristianíssimo Francisco José, até ao caide árabe Abd el-Kader.»
Marcadores de livros - 1187
À esq.: Cristóbal de Augusta (séc. XVI) - Virgem do Rosário; à dir.: Mestre de Burgos (séc. XV) - Assunção da Virgem.
Sevilha, Museu de Belas Artes
Sevilha, Museu de Belas Artes
Painel de azulejos
Obrigada, Luisa!
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
domingo, 21 de outubro de 2018
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