Prosimetron

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A Arte e o arrepio!

Jad colocou um quadro de Max Ernst, bastante sui generis, que já conhecia. A pintura levou-me a procurar André Breton.
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"Confesso, sem o mínimo acanhamento, a minha profunda insensibilidade perante espectáculos da natureza e obras de arte que, à primeira vista, me não suscitem aquela emoção física cuja sensação mais característica é a de uma pena de vento a latejar-me nas têmporas, capaz de me provocar um verdadeiro arrepio".
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André Breton, O Amor Louco, Lisboa: Editorial Estampa, 1971, p. 11-12
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O tema deste quadro é arrepiante, Maria aparece retratada como uma mulher comum, daí o motivo da excomunhão de Ernst e do encerramento da exposição.
Seguindo a ideia do próprio Breton: será que Max Ernst provocou um arrepio em Breton?

Porto: Praça Carlos Alberto


Toujours pour la première fois, André Breton

Infelizmente do André Breton só tenho o Amor Louco e o Nadja. Queria colocar um poema tive que navegar na Net. Encontrei este e coloquei-o por o achar lindo.
Espero que gostem.

Toujours pour la première fois
C’est à peine si je te connais de vue
Tu rentres à telle heure de la nuit dans une maison oblique à ma fenêtre
Maison tout imaginaire
C’est là que d’une seconde à l’autre
Dans le noir intact
Je m’attends à ce que se produise une fois de plus la déchirure fascinante
La déchirure unique
De la façade et se mon cœur
Plus je m’approche de toi
En réalité
Plue la clé chante à la porte de la chambre inconnue
Où tu m’apparais seule
Tu es d’abord tout entière fondue dans le brillant
L’angle fugitif d’un rideau
C’est un champ de jasmin que j’ai contemplé à l’aube sur une route des environs de Grasse
Avec ses cueilleuses en diagonale
Derrière elles l’aile sombre tombante des plants dégarnis
Devant elles l’équerre de l’éblouissant
Le rideau invisiblement soulevé
Rentrent en tumulte toutes les fleurs
C’est toi aux prises avec cette heure trop longue jamais assez trouble jusqu’au sommeil
Toi comme si tu pouvais être
La même à cela près que je ne te rencontrerai peut-être jamais
Tu fais semblant de ne pas savoir que je t’observe
Merveilleusement je ne suis plus sûr que tu le sais
Ton désœuvrement m’emplit lex yeux de larmes
Une nuée d’interprétations entoure chacun de tes gestes
C’est une chasse à la miellée
Il y a des rocking-chairs sur un pont il y a des branchages qui risquent de t’égratingner dans la forét
Il y a dans une vitrine run Notre-Dame-de-Lorette
Deux belles jambes croisées prises dans de hauts bas
Qui sévasent au centre d’un grand trèfle blanc
Il y a une échelle de soie déroulée sur le lierre
Il y a
Qu’à me pencher sue le précipice et de ton absence
J’ai trouvé le secret
De t’aimer
Toujours pour le première fois

http://www.geocities.com/lmc2124/breton.html#always-f

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Os limites da arte - 3

- Pierre Pinoncelli, Le penseur de Rodin, 2006.

O iconoclasta Pierre Pinoncelli no jardim da sua casa de Saint-Rémy-de-Provence. Uma performance que nos confronta com uma escultura icónica.

Humor teológico

- Lorenzo Lotto, Cristo e a Adúltera, 1530-1535, óleo sobre tela, Museu do Louvre, Paris.


Cristo, diante de um público alargado, proclama : "Que aquele que for sem pecado atire a primeira pedra! ", e é imediatamente atingido por uma pedrada. Vira-se então o Salvador para o lado de onde a pedra fora lançada e exclama em tom reprovador: " Mãe! Tinha-te pedido que ficasses em casa! ".

Para o M.F.B., em lembrança da nossa recente conversa sobre dogmas católicos.

PENSAMENTO DO DIA

O Apóstolo diz-nos que ao princípio era o Verbo. Mas não nos dá nenhuma informação quanto ao fim.

- George Steiner

Contos de Orkény - 6

7. TUDO É PERMITIDO

"Uma senhora com cerca de quarenta anos, bem vestida e penteada, está sentada com as pernas cruzadas no lado esquerdo da entrada do hotel de luxo, que se chama Plaza.
Tem uma mala enorme com fecho éclair à sua frente, donde começa sair lenta e majestosamente uma anaconda. A anaconda é bem comportada, o seu comprimento pode atingir os cinco ou seis metros. Serpenteia de um lado para o outro, no passeio, não incomoda os peões na circulação. Ninguém olha para ela.
Só eu páro à sua frente, com a minha atitude cartesiana, procurando sempre a ordem e a lógica nas coisas, com um disciplinado olhar europeu. Reflicto: ela está a pedir dinheiro ou não? Passo por cima da anaconda e dou uma moeda de dez cêntimos à mulher. Ela recusa o dinheiro.
-Lá em casa fica tão aborrecida- explica a mulher. - Aqui pelo menos há um pouco de circulação."

- Istvan Orkény, in Notas dos Estados Unidos, Histórias de 1 minuto, vol.1, Introdução, selecção e tradução de Piroska Felkai, Cavalo de Ferro, 2004.

O fim

Para o Filipe Nicolau que também adora cinema.

Todos tem um fim... E todos nós já vimos milhares de "The End". Aqui fica um link para o Flickr de Tom Djll, um norte-americano, que os colecciona
Veja em:
The end

Nana Mouskouri - Adieu Angeline

Ajuste de contas

Livro de Horas: manuscrito entregue

Max Ernst: A virgem espancando o Menino-Jesus perante três testemunhas: A.B., P.E. e o artista.
Köln, Museum Ludwig

Graças a este quadro a exposição foi encerrada e o artista recebeu a excomunhão pelo Arcebispo de Köln (Colónia). Hoje já poucos se lembram do Arcebispo... O quadro está no Museu.
A.B. = André Breton
P.E. = Paul Eluard

PP.3.09.2009: O quadro foi pintado em 1926.

Um Português no Museu Britânico

Numa ala do Museu Britânico, na sala Arte Nova dei-me de caras com um português que admiro muito: Rafael Bordalo Pinheiro.
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Três azulejos: 1. borboletas e espiga 2. gafanhotos e espigas
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Painel com nenúfar e rãs
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Sobressaem nestes painéis de azulejos a sua riqueza naturalista. Felicito quem possibilitou que esta Fábrica não fechasse as portas e desejo o sucesso que merece.

Arte Nova no Museu Britânico

Esta jarra estava numa sala consagrada a cerâmica e vidros Arte Nova. A sua origem é alemã. Ao vivo é mais bonita!


Solitário em vidro


C'est en Septembre

Agora a versão francesa:

September morning


http://www.neildiamond.com/

Simon and Garfunkel

Janis Joplin - Trust Me!

Trust Me, Enjoy Janis Joplin

Quotidianos - 3


Marques de Oliveira - Costureiras trabalhando
Óleo sobre tela
Porto, Museu Nacional Soares dos Reis

Resolvi mudar o nome desta secção para quotidianos, pelo que poderemos colocar tanto cenas de interior como de exterior, desde que respeitantes ao quotidiano.

Os Curiosos

Jean-Honoré FRAGONARD - Os Curiosos
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Óleo sobre madeira, 16,5 x 12,5 cm, 1775 - 1780, Museu do Louvre

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Velvet Underground - Sweet Jane

Hoje o Luís colocou o Lou Reed. Lembrei-me do grupo que ele fundou em 1964: os Velvet Underground que já não ouvia há algum tempo. Esta música é do álbum "loaded".
Sweet Jane com a presença de Andy Warhol.

Mais estrelas da rua do Ouro (Lisboa)

Provérbios

Setembro, andando e comendo.

Setembro, comendo e colhendo.

Novidades do Metro

Como estive fora nestes últimos dias, só hoje me estreei no prolongamento da Linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa, mais propriamente na Estação Saldanha II.
Saído da composição, explorei as saídas: de um lado, para as Avenidas Duque d' Ávila e Defensores de Chaves, e do outro para as da República e 5 de Outubro. Optei pelas primeiras, e ao subir à superfície logo uma boa surpresa: uma das saídas está mesmo à porta do Jardim do Arco do Cego que vemos na foto. Avancei pela Duque d' Ávila e já na Av.da República vislumbrei dois outros acessos: um à porta da Versalhes, e outro à porta do McDonald's...
Finalmente, deparei-me com outros dois acessos, já mais próximos dos grandes centros comerciais da zona: Atrium Saldanha e Monumental.
Se nada há a objectar da minha parte quanto à localização das entradas/saídas, apenas uma nota quanto aos interiores: gostei dos azulejos brancos cobertos de citações a negro, mas não se vislumbra uma única indicação do(s) autor(es) das frases. Será para nos pormos a adivinhar?
Ainda fica a faltar a visita a S.Sebastião II.

Flores para quem as desejar

A nudez vista por Botero


Pegando na sujestão do nosso Luís que hoje postou a Manhã de Setembro, de Paul Chabas, aqui vão mais dois casos "polémicos" na pintura: Mulher a Vestir o Soutien (1976) e Homenagem a Bonnard (1973) ambos de Botero, um pintor que muito aprecio. Gosto das suas inconfundíveis figuras de formas gigantescas e arredondadas, mas de expressão amistosa (embora que não se note!).

The Moody Blues

No Senado Federal

Em consequência dos vários escândalos dos últimos meses, debate-se no Brasil a eventual extinção do Senado Federal, instituição onde se têm verificado alguns dos recentes casos polémicos. Assim, parece-me oportuna esta anedota sobre tão venerável casa:




Um homem passa pela porta do plenário do Senado e escuta uma gritaria
que saia de
dentro:

"Filho da Puta, Ladrão, Salafrário, Assassino, Traficante, Mentiroso, Pedófilo,
Vagabundo, Sem Vergonha, Preguiçoso de Merda. Vendido, Assaltante..."

Assustado o homem pergunta ao segurança parado na porta:

"O que está acontecendo ai dentro, estão brigando?"

"Não" responde o segurança, "para mim estão fazendo a chamada"

The Health of the Bride!

Stanhope Alexander Forbes, The Health of the Bride, 1889.

Oil on canvas, 152, 4 x 200 cm, Tate Britan

É interessante a luz que as janelas reflectem nas personagens.

Ciúme, Bocage

Ciúme

Agora, que ninguém vos interrompe,
Lágrimas tristes, inundai-me o rosto,
Mais do que nunca assim o quer meu Fado.
Enquanto o gume de mortal desgosto
Me não retalha os amargosos dias,
Debaixo destas árvores sombrias
Grite meu coração desesperado,

Meu coração cativo,
Que só tem nos seus ais seu lenitivo.
Alterosas, frutíferas palmeiras,
Vós, que na glória equivaleis aos louros,
Vós, que sois dos heróis mais cobiçadas
Que áureos diademas, que reais tesouros,
Escutai meus tormentos, meus queixumes,
Meus venerosos, infernais ciúmes,
Ouvi mil penas, por Amor forjadas,
Mil suspiros, mais tristes
Que todos esses, que até'qui me ouvistes.

Aqueles campos, aprazíveis campos,
Que além verdejam, de meu mal souberam
A desgraçada mas suave origem;
Ali de uns olhos os meus ais nasceram,
Ali de um meigo, encantador sorriso,
Que arremeda o sereno paraíso,
Brotaram mil infernos, que me afligem,
Que as entranhas me abrasam,
Que meus olhos de lágrimas arrasam;

Ali de uns lábios, onde as Graças brincam,
Ouvi suspiros, granjeei favores,
Ali me disse Anarda o que eu não digo;
Ali, volvendo os ninhos dos Amores,
Cravou nesta alma, para sempre acesa,
As perigosas frechas da beleza;
Ali do próprio mal me fez amigo,
Ali banhou meu rosto
Parte do coração, desfeita em gosto,

Novas campinas testemunhas foram
De nova glória, de maior ventura,
Tal, que julguei, logrando-a, que sonhava.
Entre as doces prisões da formosura,
Entre os cândidos braços deleitosos,
Meus crestados desejos amorosos
No alvo rosto, que o pejo afogueava,
No néctar... Ah!
Que eu morro,Se em vós, furtivos êxtases, discorro.

Amor! Amor! Teus júbilos excedem
Da loira abelha os engenhosos favos,
Mais gratos são, que as flores, teus sorrisos.
Gostei todos os bens que aos teus escravos
Fazem tão leve a rígida cadeia,
Tão doce a chama, que no peito ondeia;
Mas oh! Cruéis teus dons, cruéis teus risos,
Princípio do tormento,
Que já me tem delido o sofrimento.

Miserável de mim! Qual o piloto,
Que lera nos azuis, filtrados ares
Indícios de uma sólida bonança,
E eis que vê de repente inchar os mares,
Vestir-se o céu de nuvens, donde chove
O fogo vingador, que vibra Jove,
Tal eu, quando supus mais segurança
No meu contentamento,
O vi fugir nas asas de um momento.

Anarda, Anarda pérfida, teus olhos,
Onde Amor traz escrita a minha Sorte,
Teus mimos por mim só não são gozados!
Oh desesperação, pior que a morte!
Oh danados espíritos funestos,
De hórridos vultos, de terríveis gestos,
Moderai vossa queixa, e vossos brados,
Que as penas do profundo
Também, também se encontram cá no mundo.

Ver outro disputar-me o caro objecto,
Em cujas lindas mãos pus alma e vida,
Não me arranca suspiros: o tormento,
Que no peito me faz mortal ferida,
O maior dos tormentos, ó perjura,
É ver que de outrem sofres a ternura,
É ver que dás calor, que dás alento
A seus mimos e amores
C'um riso, percursor de mil favores.

Tu não foges de mim, tu não te esquivas
Destes olhos, que em ti cativos andam;
Delícias, onde pasma o pensamento,
Doces instantes meu ciúme abrandam;
Mas ah! Não é só minha esta ventura,
Meu vaidoso rival a tem segura.
Que indigna variedade! Em um momento
Teus olhos inconstantes
Acarinham sem pejo a dois amantes.

Honra, virtude, agravo e desengano
Me gritam n'alma que sacuda os laços,
Que tanto sofrimento é já vileza.
Oiço-os, protesto desdenhar teus braços,
Protesto, ingrata, converter meus cultos
Em mil desprezos, irrisões e insultos;
Mas ah protestos vãos! Baldada empresa!
Sou a amar-te obrigado:
Não é loucura o meu amor, é Fado.

Canção, vai suspirar de Anarda aos Lares;
Mas se não lhe firmares
O instável coração, deixa a perjura,
E iremos sossegar na sepultura.

http://pt.poesia.wikia.com/wiki/O_Ci%C3%BAme

Não parece o estilo satírico de Bocage.

Um quadro por dia - 16

- Paul Chabas, Manhã de Setembro, óleo sobre tela, 1910-1912, Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque.

Hoje custa-nos a crer que este quadro provocou grande escândalo em 1912 quando foi apresentado. Não no Salon de Paris desse ano, mas sim nos Estados Unidos para onde foi levado e onde houve grande polémica com acusações de indecência... Agora está tranquilamente numa parede do maior museu do mundo.

Setembro nas Horas

- Setembro num dos mais famosos Livros de Horas: Les Très Riches Heures du Duc de Berry.

1939 : Invasão da Polónia

A 1 de Setembro de 1939 a Alemanha Nazi invade a Polónia, assim começando a Segunda Guerra Mundial, pois que no dia 3 o Reino Unido, a Austrália e a Nova Zelândia declaram guerra à Alemanha, logo seguidos pela França. A invadida Polónia tenta resistir à poderosa máquina de guerra alemã, o que seria impossível, mas o golpe de misericórdia vem quinze dias depois: a 17 de Setembro é o Exército Vermelho que invade as províncias orientais da Polónia, cumprindo-se o anexo secreto do sinistro Pacto Ribbentrop-Molotov. A 6 de Outubro de 1939 a Polónia mais uma vez deixa de existir como estado soberano, sendo partilhada entre a Alemanha e a União Soviética.

Canção de Setembro

September Song nasceu em 1938, com música de Kurt Weill e letra de Maxwell Anderson para um musical da Broadway. Desde então, nunca deixou de ser gravada pelos mais variados intérpretes, seduzidos pela melancolia inerente a esta bela canção. De Sinatra a Lou Reed, de Sarah Vaughan a Ute Lemper. Escolhi a versão de Lou Reed e espero que gostem.

Uma quadra

Já nos confins da lembrança
O meu passado se esfuma
Como se tudo o que foi
Não fosse coisa nenhuma.

- Virgínia Vitorino

Auto-retrato(s) - 7


Almada Negreiros - Auto-retrato
Desenho, 1948
Lisboa, F.C.G. - Centro de Arte Moderna

O espelho!

A graça deste quadro está na rapariga que despreza o espelho!
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Sir William Orpen, O Espelho, 1900
Óleo sobre tela, 50,8 x 40,6 cm, Tate Britain

My fair Lady: Um verdadeiro gentleman!


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Lisboa estrelada







Alfa Pendular Manuel de Oliveira

Para a Ana que sei que gosta de Aniki-Bobó e de Manuel de Oliveira. Mas existe ainda uma outra razão... as suas semanais viagens de comboio.
O Alfa Pendular Manuel de Oliveira. Gostei.











31 de Agosto, 22h22 (Lisboa, Santa Apolónia)

Como os outros imaginam o outro!


Sei de alguém que imagina assim um outro alguém!

E quem é o autor?

Cervantes o Desejado

Na viagem de Sexta-Sábado encontrei, na "Mesón Cervantes" um quadro e uma frase de Cervantes que não conhecia.

"Essa enfermidade a que os amantes chamam de ciúme e a que melhor chamariam desespero raivoso tem por componentes a inveja e o menosprezo. Quando tal enfermidade domina a alma enamorada, não existe ponderação que a sossegue nem remédio que a possa curar."
(Cervantes)