Ms. Ruthie Henshall, estrela do West End e da Broadway, dá este domingo um espectáculo único no Royal Festival Hall, em Londres. O programa inclui clássicos como "Over the Rainbow", "The Man That Got Away", "People", "Wouldn't It Be Loverly" ou "There's No Business Like Show Business". Hoje pelas 7 da tarde já só restava um bilhete...
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Ruthie Henshall no Royal Festival Hall
Ms. Ruthie Henshall, estrela do West End e da Broadway, dá este domingo um espectáculo único no Royal Festival Hall, em Londres. O programa inclui clássicos como "Over the Rainbow", "The Man That Got Away", "People", "Wouldn't It Be Loverly" ou "There's No Business Like Show Business". Hoje pelas 7 da tarde já só restava um bilhete...
sábado, 15 de maio de 2010
O “return” de Julie Andrews (4/4): o capital de estima
Julie Andrews é adorada pelo mundo fora, como se evidenciou pelo fluxo de gente que acorreu à O2 e se consegue comprovar numa pesquisa rápida pela internet, com devoção expressa por figuras como Rupert Everett ou, como sumariza o site “popeater.com”, “[S]he can just make everyone feel alright. ... She was great, and all her real fans will love her forever.”
Porventura, o que as pessoas recordam e gostam são os personagens interpretados por Julie Andrews, e a aparente consistência dos valores subjacentes à actriz e aos seus personagens. Em particular, o destaque vai para os personagens de Maria, a “noviça rebelde” como lhe chamaram no Brasil, de “Música no Coração” e para o personagem titular de “Mary Poppins”; e para o público americano que ainda se recorda, a sua interpretação original como a primeira Eliza Doolittle em “My Fair Lady”, na Broadway (aliás, a substituição por Audrey Hepburn para a versão de cinema levou a discussões acesas na época, “vingadas” quando Julie Andrews conquistou o Óscar para Melhor Actriz por “Mary Poppins”, derrotando Hepburn). Todos estes papéis são musicais (como são também musicais a Lili Smith de “Darling Lili”, ou a Victoria Grant de “Victor/Victoria”) e papéis com sólidos valores de esperança, perseverança e capacidade de ultrapassar obstáculos, com raízes de humildade e um certo receio do desconhecido. Vendo bem, são personagens sem um pendor romântico forte: Mary Poppins tem um amigo limpa-chaminés, Bert, mas dificilmente será um dos romances da 7ª Arte (e o que é, é sub-texto); a ligação de Maria ao Capitão tem menos de romântico do que a de Liesl e Rolf, servindo mais de complemento à história do que de fio condutor; Eliza apaixona-se pelo Professor Higgins mais como consequência; Victoria também se envolve emocionalmente pelo King já no decurso do enredo; e apenas em Lili é a vertente romântica central ao personagem. Não são os outros personagens que fazem Julie Andrews: nem o de “Cortina Rasgada”, de Hitchcock; nem o “The Tamarind Seed”, com Omar Sharif; nem o de “10”; nem o de “Our Sons”; nem as várias versões de “Shrek”; nem a série televisiva de muito curta duração de 1992, “Julie”. São os papéis de um conjunto de musicais que fazem a Julie Andrews do imaginário colectivo.
Porventura, o que as pessoas recordam e gostam são os personagens interpretados por Julie Andrews, e a aparente consistência dos valores subjacentes à actriz e aos seus personagens. Em particular, o destaque vai para os personagens de Maria, a “noviça rebelde” como lhe chamaram no Brasil, de “Música no Coração” e para o personagem titular de “Mary Poppins”; e para o público americano que ainda se recorda, a sua interpretação original como a primeira Eliza Doolittle em “My Fair Lady”, na Broadway (aliás, a substituição por Audrey Hepburn para a versão de cinema levou a discussões acesas na época, “vingadas” quando Julie Andrews conquistou o Óscar para Melhor Actriz por “Mary Poppins”, derrotando Hepburn). Todos estes papéis são musicais (como são também musicais a Lili Smith de “Darling Lili”, ou a Victoria Grant de “Victor/Victoria”) e papéis com sólidos valores de esperança, perseverança e capacidade de ultrapassar obstáculos, com raízes de humildade e um certo receio do desconhecido. Vendo bem, são personagens sem um pendor romântico forte: Mary Poppins tem um amigo limpa-chaminés, Bert, mas dificilmente será um dos romances da 7ª Arte (e o que é, é sub-texto); a ligação de Maria ao Capitão tem menos de romântico do que a de Liesl e Rolf, servindo mais de complemento à história do que de fio condutor; Eliza apaixona-se pelo Professor Higgins mais como consequência; Victoria também se envolve emocionalmente pelo King já no decurso do enredo; e apenas em Lili é a vertente romântica central ao personagem. Não são os outros personagens que fazem Julie Andrews: nem o de “Cortina Rasgada”, de Hitchcock; nem o “The Tamarind Seed”, com Omar Sharif; nem o de “10”; nem o de “Our Sons”; nem as várias versões de “Shrek”; nem a série televisiva de muito curta duração de 1992, “Julie”. São os papéis de um conjunto de musicais que fazem a Julie Andrews do imaginário colectivo.
"Wouldn't It Be Loverly" da versão teatral de "My Fair Lady"
A esperança (principalmente das crianças, tudo é possível – e naquele momento, todos na audiência são crianças) e a vitória sobre a adversidade de base humilde, cantadas (algo que foi desaparecendo da sociedade em geral no século XX, hoje em dia ninguém canta, enquanto que nos séculos anteriores se cantava nas igrejas, nas sinagogas, nos campos, nas aldeias) têm sido os motes que cativam as audiências.
"Feed The Birds" de "Mary Poppins"
Exemplos incluem “Wouldn’t It Be Loverly”, “The Rain in Spain” e “I Could Have Dance All Night” em “My Fair Lady”, “A Spoonful Of Sugar”, “Feed The Birds”, “Supercalifragilisticexpialidocious” ou “Let’s Go Fly a Kite” em “Mary Poppins”; “Whistling Away The Dark” em “Darling Lili”; e, muito especialmente, é omnipresente em “Música no Coração”: “Do-Re-Mi”, “My Favorite Things”, “I Have Confidence In Me”, “Climb Ev’ry Mountain”, “Edelweiss”. É verdade que a música e letra geniais de Rodgers e Hammerstein, Lerner e Loewe ou Henri Mancini ajudaram – mas ajudaram a criar os personagens habitados por Julie Andrews, fazem parte dos ingredientes.
"Edelweiss" de "Música No Coração"
Mercê do cinema e da gravação de imagem e som, estes personagens são eternos. E quando se vai a um “return” de Julie Andrews, quer-se ver Maria, Mary e Eliza; porventura também Victoria ou Lili. Até porque sendo eternas, o mundo multimédia permite-nos regressar com Julie Andrews. O espectáculo ideal teria tido estes personagens em clips musicais nos écrans gigantes, intercalados com outros números musicais interpretados ao vivo por Julie Andrews, acompanhada ou não pelos seus convidados, mas sempre com Julie Andrews no centro. Músicas que exijam menor alcance vocal (Barbra Streisand fez igualmente o ajuste, passando para clássico de jazz) e sem inovações de arranjo que desvirtuem as músicas iniciais (como aconteceu com “My Funny Valentine”) provavelmente seriam as que teriam resultado melhor. Até se teria achado graça ao conto infantil musicado.
"Whistling Away The Dark" de "Darling Lili"
Recomendação: que Julie Andrews faça já outro concerto – e que convide também Maria von Trapp, Mary Poppins, Eliza Doolittle, Lili Smith, Victoria Grant, Millie Dillmount, Cinderella e Guinevere. E que, a terminar, cante o tal “mean “Ol’ Man River”. Será um sucesso sem reservas.
O “return” de Julie Andrews (3/4): o concerto

Voltemos a dia 8. A arena encheu-se: e cumpriu-se a premonição das cinco gerações. Desde crianças de colo trazidas pelos pais até nonagenários de andarilhos e cadeiras de rodas, a arena brilhava com o disparar dos flashes das máquinas fotográficas e dos telemóveis, transformando-a num firmamento. Ouvia-se falar alemão, holandês, italiano, francês; vêem-se sikhs de turbante e grupos de chineses cruzavam-se com pequenos bandos de japonesas com máscaras da gripe; os saris misturavam-se com os sotaques sul-americanos do espanhol; ouvia-se português com sotaques de Portugal e do Brasil; os sotaques norte-americanos mapeavam os Estados Unidos. O primeiro anel era completamente circundado com pessoas em cadeiras de rodas, como se de uma tropa de elite se tratasse, visão algo arrepiante pela demonstração de devoção.
A leitura do programa foi decepcionante: todo o segundo acto seria dedicado ao conto infantil. Apenas o primeiro acto traria os musicais do cinema e da Broadway, mas mesmo esses não eram o que se poderia esperar de um espectáculo com Julie Andrews: Três músicas apenas de “Música no Coração”, nada de “Mary Poppins”, nada de “Darling Lili”, nada de “Millie, Rapariga Moderna”, nada de “Victor Victoria”, ou dos seus êxitos na Broadway, “My Fair Lady” ou “Camelot”. É verdade que se recuperava o “Cinderella” de Rodgers and Hammerstein de 1957, uma produção em directo para televisão que bateu todos os recordes de audiência à data. E Julie Andrews tinha interpretado “O Rei e Eu” em estúdio em 1992, com Ben Kingsley. Mas não, as canções seriam de “Oklahoma!”, “State Fair”, “South Pacific” e “Carrossel”, entre outras obras menos conhecidas. Voltando atrás, é verdade que o anúncio indicava que se interpretariam clássicos de Rodgers e Hammerstein, o que não se depreendia é que seria em exclusivo. Bem. Um pouco decepcionante, mas adiante.
O espectáculo começou auspicioso, com um clip da abertura do clássico “Música no Coração” servindo para introduzir Julie Andrews. A arena explodiu em aplauso e a ovação de pé durou e durou. Agradecendo a recepção, fez o aviso reiterado das limitações vocais pós-operações, “I no longer have the voice of that girl you saw up there on the screen”, que lhe rendeu um aplauso redobrado – ninguém esperava uma jovem de 20 anos e a fragilidade reconhecida granjeava-lhe ainda maior ternura. Mesmo assim, o aviso foi mitigado com a referência a poder trazer a casa abaixo com a sua interpretação de “Ol’ Man River”. Foram apresentadas cinco vozes do West End e da Broadway, que a coadjuvariam em palco.
Para o espanto da audiência, a partir desse momento, Julie Andrews passou para o papel de MC (mestre de cerimónias), raramente juntando a sua voz aos demais cantores (que eram bons, muito bons) e saindo frequentemente de palco (o que em termos estritos era legítimo, dado que durante longos períodos de tempo não estava lá a fazer nada).
Fora do previsto no programa, cantou duas músicas: “A Cock-Eyed Optimist” (de “South Pacific”, sobre um optimismo inabalável: “With a thing called hope / And I can't get it out of my heart! / Not this heart...”) e “My Funny Valentine” (com uma nova orquestração, infelizmente fraca e que alterava os padrões tradicionais da canção). A voz não tinha o mesmo alcance (e era minada aqui e ali por insegurança), mas era a mesma: e era por isso que a audiência lá estava. Nestes dois momentos, a arena voltou a erguer-se em aplauso – a homenagem sentida à cantora que, um pouco a medo, se atrevia a voltar cantar em palco em frente a milhares de pessoas. E o facto surpreendente é que, a voz não sendo a mesma, é muito melhor do que provavelmente Julie Andrews pensa. Ou sente.
"My Funny Valentine"
"A Cock-Eyed Optimist"
"Do-Re-Mi"
"Edelweiss"
O “return” de Julie Andrews (2/4): o anúncio e as expectativas

O espectáculo foi anunciado em finais de 2009, sob o título “An Evening With Julie Andrews”: Para entender as fúrias e as decepções, é preciso entender as expectativas. O anúncio original era literalmente o que se transcreve de seguida.
“Musical icon and beloved actress, Julie Andrews, will return to the UK stage for the first time in 30 years with a special performance in The Gift of Music.
The event will be hosted at The O2 arena on Saturday, 8 May and will consist of gifts of music old and new - performances of Rodgers and Hammerstein classics, as well as the musical adaptation and her live narration of "Simeon's Gift", the best selling children's book written by Julie and her daughter, Emma Walton Hamilton.
Accompanied by the Royal Philharmonic Orchestra and conductor Ian Fraser, Ms. Andrews will be joined on stage with an ensemble of 5 performers who have graced the West End and/or Broadway. Together they will take the audience on a nostalgic trip featuring clips, memories and songs of great musical theater that will include material from "The Sound of Music", "The King and I", "South Pacific" and "Carousel".
Dame Julie has captivated audiences throughout her legendary career, from her stage performances in "The Boy Friend", "My Fair Lady", and "Camelot" to unforgettable roles in "Mary Poppins" and "The Sound of Music" right through to her most recent projects, "The Princess Diaries", the "Shrek" films and "Eloise at the Plaza". Her latest films, "Tooth Fairy", and the animated "Despicable Me" will all be released in 2010. She is one of the most recognized performers in the world and has an extraordinary fan base of 5 generations.
In addition to her accomplishments on stage and in filmed entertainment, Dame Julie has become an accomplished best selling author of children's books, several co-written with her daughter. There are 25 books that have been published to date in The Julie Andrews Collection.
Julie said of her new concert in London: "To perform once again in my homeland on the London stage will be a wonderful moment - it is where it all began for me, and I am so excited to be able to share a brand new work with audiences."
Pouco depois, Julie Andrews em entrevista avisava que já não tinha o mesmo alcance vocal de outrora, mercê de uma operação às cordas vocais que correra mal nos anos 90.
“Musical icon and beloved actress, Julie Andrews, will return to the UK stage for the first time in 30 years with a special performance in The Gift of Music.
The event will be hosted at The O2 arena on Saturday, 8 May and will consist of gifts of music old and new - performances of Rodgers and Hammerstein classics, as well as the musical adaptation and her live narration of "Simeon's Gift", the best selling children's book written by Julie and her daughter, Emma Walton Hamilton.
Accompanied by the Royal Philharmonic Orchestra and conductor Ian Fraser, Ms. Andrews will be joined on stage with an ensemble of 5 performers who have graced the West End and/or Broadway. Together they will take the audience on a nostalgic trip featuring clips, memories and songs of great musical theater that will include material from "The Sound of Music", "The King and I", "South Pacific" and "Carousel".
Dame Julie has captivated audiences throughout her legendary career, from her stage performances in "The Boy Friend", "My Fair Lady", and "Camelot" to unforgettable roles in "Mary Poppins" and "The Sound of Music" right through to her most recent projects, "The Princess Diaries", the "Shrek" films and "Eloise at the Plaza". Her latest films, "Tooth Fairy", and the animated "Despicable Me" will all be released in 2010. She is one of the most recognized performers in the world and has an extraordinary fan base of 5 generations.
In addition to her accomplishments on stage and in filmed entertainment, Dame Julie has become an accomplished best selling author of children's books, several co-written with her daughter. There are 25 books that have been published to date in The Julie Andrews Collection.
Julie said of her new concert in London: "To perform once again in my homeland on the London stage will be a wonderful moment - it is where it all began for me, and I am so excited to be able to share a brand new work with audiences."
Pouco depois, Julie Andrews em entrevista avisava que já não tinha o mesmo alcance vocal de outrora, mercê de uma operação às cordas vocais que correra mal nos anos 90.

O “return” de Julie Andrews (1/4): uma polémica curiosa
Julie Andrews regressou aos palcos no passado Sábado, dia 8, em Londres, depois de mais de trinta anos sem actuar em público na sua terra natal.Este regresso faz ecoar as palavras da imortal Norma Desmond, quando Joe Gillis lhe diz que não sabia que Norma estava a planear um “comeback”: “I hate that word. It's a return, a return to the millions of people who have never forgiven me for deserting the screen.” Foi para esse “return” que se dirigiram dezenas de milhares de pessoas de todo o mundo, confluindo para a O2 Arena em Londres.
No dia seguinte, as primeiras críticas na imprensa começavam por descrever que Julie Andrews tinha sido acompanhada por cantores a interpretar músicas da Broadway, que a O2 Arena estava cheia, que apesar da operação às cordas vocais a estrela anunciara que ainda fazia ribombar um “Ol’ Man River” (música de assinatura de “Show Boat”, geralmente considerado o primeiro musical da Broadway) e que a entrada e saídas de palco tinham recebido uma ovação de pé.
No mesmo dia, abriam-se as comportas, com títulos como “The Night Julie Andrews lost the Sound of Music” ou “The Tills Are Alive With the Sound of Fury”, com múltiplos espectadores a pedirem a devolução do dinheiro e com o site “News Media Images” escrevendo que “Whilst an anemic Liz Taylor didn’t demand her money back, a sad resigned look on her face told all.”
Durante alguns dias, seguiu-se uma disputa cibernética e de imprensa sobre se a audiência se sentiu defraudada ou não, com uma diferença apaixonada de reacções e de retrato do que foi esse espectáculo, desde a BBC ao “Malaysian Times”, do “Daily Mirror” à Wikipédia ou ao “The New York Times”. Os extremos vão desde o aplauso sem reservas ao pedido de restituição do valor dos bilhetes.
A resposta à questão sobre se a audiência se sentiu defraudada é “Sim, mas não faz mal.” É sobre esta bizarra polémica que se debruça uma entrada em quatro partes neste blog, sendo utilizados como idiomas o português e o inglês, sendo este último empregue pela dificuldade de tradução de certas inflexões de idioma (por exemplo, entre “return” e “comeback”), pelo nome de músicas, filmes e musicais que não são de tradução fácil ou reconhecida e para preservar a integridade do anúncio original.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
The Best of Times
Para (meu) último post de 2009 -- dedicado a 2010 e aos seguintes, retomando o post do Luís Barata sobre o musical "La Cage aux Folles." Bom Ano Novo!
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sábado, 12 de dezembro de 2009
Idiomas - traduzir ou não traduzir, eis a questão
La confusion des langues, Gustave Doré, 1865Li com interesse os comentários anónimos a um artigo recente que fiz sobre uma visita a Nova Iorque que, entre outras coisas, criticavam o uso do idioma inglês nos títulos (presumo que em prol do português). A imagem que me surgiu foi a da tradução dos nomes; realmente, utilizamos "Isabel II" para designar a monarca britânica, ou "Bento XVI" para o actual Papa -- por estar a olhar para a capa de um DVD, surgiu-me no espírito o nome Isabel Alfayate (Elizabeth Taylor), derivando por sua vez para as referências que tinha feito.
Deliciado, e com o auxílio do Babelfish, apercebi-me que tinha visto a peça "Aldeola" ("Hamlet"), de Guilherme Shakespeare (Sacode-a-Lança?), interpretado pelo actor Judeu Lei (Jude Law), seguida de "Uma Chuva Constante" ("A Steady Rain"), com Daniel Penhasco e Hugo Homemmarinheiro (Hugh Jackman); "Ao Lado do Normal" ("Next to Normal"), com Alice Ripley (tenham paciência) e Araão Tveit (uma pequena aldeia na Noruega, infelizmente não conheço a tradução para português e mantive o original); e "Uma Pequena Música da Noite" ("A Little Night Music"), de Estêvão Sondheim (outra vez, uma pequena localidade -- desta vez, na Baviera, na Alemanha), com Angela Lansbury e Catarina Zeta-Joanina (uma liberdade -- Jones deriva de John, o João inglês).
O momento de maior indecisão (transcrever ou não transcrever era a questão) prendeu-se com "Aldeola". Creio que o Babelfish não esteve à altura e deveria ter sido "Telmo". Passo a explicar: "Hamlet" era o nome do príncipe, cujo anagrama é "Thelma". Ora "Thelma" já se traduz muito facilmente por Telma, sendo que a versão masculina é Telmo. Nesse caso, vi a peça "Telmo", na mesma com Judeu Lei.
Também hesitei com "Uma Pequena Música da Noite"; não seria "Um Pouco de Música Nocturna" (e com ou sem 'c')? Parece no entanto que ainda ninguém se deu ao trabalho de traduzir a obra do Estêvão Josué Sondheim (pois), o que é maçador, pelo que deixo ficar a referência do Babelfish.
No cinema, "A Princesa e o Sapo" ("The Princess and the Frog") e "Preciosa - Baseado no Romance "Empurrão" por Safira" ("Precious - Based on the novel "Push" by Saphire") também foram alvo de referência.
Quanto à visita ao MoMA, dei por mim no MdAM (pode ler-se Madame, mas não aconselho), a ver uma exposição sobre Timóteo Burton (voltando às terrinhas, esta era de Leicestershire, em Inglaterra; Claro que agora teria que mais apropriadamente referir-me a que era do Condado de Leicester, sendo que também, para minha pena, ignoro a sua tradução para português); vi os "Lírios de Água" de Cláudio Monet e uma retrospectiva da "Casa do Edifício".
Por fim, relativamente ao comentário que começa "isto o que é lá de fora é que bom", considero-o uma extrapolação curiosa (e visionária, que aprecio), dado que no artigo em questão me limitei a elencar as obras sem oferecer opinião (que pode ser consultada nos artigos subsequentes).
Tudo isto sendo dito, o que me mantém mesmerizado é o nome de Isabel Alfayate (obrigado, Peixe de Babel).
PS - A ilustração poderia estar legendada como "A Confusão dos Idiomas", por Gustavo Dourado, 1865
Deliciado, e com o auxílio do Babelfish, apercebi-me que tinha visto a peça "Aldeola" ("Hamlet"), de Guilherme Shakespeare (Sacode-a-Lança?), interpretado pelo actor Judeu Lei (Jude Law), seguida de "Uma Chuva Constante" ("A Steady Rain"), com Daniel Penhasco e Hugo Homemmarinheiro (Hugh Jackman); "Ao Lado do Normal" ("Next to Normal"), com Alice Ripley (tenham paciência) e Araão Tveit (uma pequena aldeia na Noruega, infelizmente não conheço a tradução para português e mantive o original); e "Uma Pequena Música da Noite" ("A Little Night Music"), de Estêvão Sondheim (outra vez, uma pequena localidade -- desta vez, na Baviera, na Alemanha), com Angela Lansbury e Catarina Zeta-Joanina (uma liberdade -- Jones deriva de John, o João inglês).
O momento de maior indecisão (transcrever ou não transcrever era a questão) prendeu-se com "Aldeola". Creio que o Babelfish não esteve à altura e deveria ter sido "Telmo". Passo a explicar: "Hamlet" era o nome do príncipe, cujo anagrama é "Thelma". Ora "Thelma" já se traduz muito facilmente por Telma, sendo que a versão masculina é Telmo. Nesse caso, vi a peça "Telmo", na mesma com Judeu Lei.
Também hesitei com "Uma Pequena Música da Noite"; não seria "Um Pouco de Música Nocturna" (e com ou sem 'c')? Parece no entanto que ainda ninguém se deu ao trabalho de traduzir a obra do Estêvão Josué Sondheim (pois), o que é maçador, pelo que deixo ficar a referência do Babelfish.
No cinema, "A Princesa e o Sapo" ("The Princess and the Frog") e "Preciosa - Baseado no Romance "Empurrão" por Safira" ("Precious - Based on the novel "Push" by Saphire") também foram alvo de referência.
Quanto à visita ao MoMA, dei por mim no MdAM (pode ler-se Madame, mas não aconselho), a ver uma exposição sobre Timóteo Burton (voltando às terrinhas, esta era de Leicestershire, em Inglaterra; Claro que agora teria que mais apropriadamente referir-me a que era do Condado de Leicester, sendo que também, para minha pena, ignoro a sua tradução para português); vi os "Lírios de Água" de Cláudio Monet e uma retrospectiva da "Casa do Edifício".
Por fim, relativamente ao comentário que começa "isto o que é lá de fora é que bom", considero-o uma extrapolação curiosa (e visionária, que aprecio), dado que no artigo em questão me limitei a elencar as obras sem oferecer opinião (que pode ser consultada nos artigos subsequentes).
Tudo isto sendo dito, o que me mantém mesmerizado é o nome de Isabel Alfayate (obrigado, Peixe de Babel).
PS - A ilustração poderia estar legendada como "A Confusão dos Idiomas", por Gustavo Dourado, 1865
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Quatro peças na Broadway
A encenação de “Hamlet” revela a peça como obra maior da literatura de terror, dimensão da qual nunca me tinha apercebido. Geraldine James (“Gandhi” e “A Jóia da Coroa”) é superlativa como Gertrude, sendo que a peça pertence merecidamente a Jude Law no papel principal, que arrasta a audiência inexoravelmente para o caminho da insanidade.
“A Steady Rain” apresenta uma peça com apenas dois actores (e personagens): dois polícias de Chicago, amigos de infância, com interesses românticos pela mesma mulher e complicações graves com um dos casos que se lhes depara. Os dois são muito sólidos, e surpreendentes fora dos registos mais conhecidos de James Bond e Wolverine / van Helsing e afins.

“Next to Normal” foi o prato principal: um musical improvável, sobre a depressão bipolar numa mãe de família. Improvável, e perfeitamente bem conseguido, elevando o espectador e fazendo-o partilhar da montanha russa em que a família embarca. Destaque para Alice Ripley, que aliás conquistou o Tony de Melhor Actriz este ano, e para Aaron Tveit, que faz de Gabe (que tem vindo a receber grande atenção, quer por este seu papel, quer por ter estreado “Catch Me If You Can” neste Verão).

“A Little Night Music” foi a pièce de résistance. Marca a estreia de Catherine Zeta-Jones na Broadway (mas não em musicais, a sua carreira começara no West End antes de passar ao cinema). O musical de Stephen Sondheim, baseado no filme de Ingmar Bergman, recebe um revival em que a matriarca é magistralmente interpretada por Angela Lansbury (aliás, quando Angela Lansbury veio agradecer, a sala explodiu para uma standing ovation electrizante). O musical é conhecido por conter a canção “Send in the Clowns”, interpretada pelo personagem de Zeta-Jones (para minha pena, pelo texto pensei que pudesse ser Lansbury). A própria admitiu numa entrevista à ABC no dia seguinte a eu ter visto a peça que não pretendia competir com as grandes vozes que imortalizaram a canção, e que pretendia interpretá-la no contexto intimista na cena. Consegue-o, mas por pouco… A nota alta vai para o humor e o magnetismo da grande dama da Broadway, Angela Lansbury, nota altíssima para terminar esta imersão.
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Post escrito (mas não publicado) do lounge de Newark, com o iPod em modo repetição com o álbum “Dear World”, de Jerry Herman. Este fim-de-semana escapuli-me para Nova Iorque para uns dias de descanso e imersão em teatro, para retemperar energias depois de uns meses de trabalho particularmente desgastantes.Tive a boa fortuna de conseguir entradas para a exposição de Tim Burton no MoMA, e, por ordem cronológica, para “Hamlet”, na produção do britânico Donmar Theatre, com Jude Law (que o Filipe Vieira Nicolau tão eloquentemente expôs a 18 de Julho) e com Geraldine James; “A Steady Rain”, com Daniel Craig e Hugh Jackman; Kandinsky e “Memory” de Anish Kapoor no Guggenheim, “Next to Normal”, com Alice Ripley e Aaron Tveit (já apresentado neste blogue), o novo filme da Disney em exibição limitada, “The Princess and the Frog”, o filme “Precious – based on the novel “Push” by Saphire” e “A Little Night Music”, de Stephen Sondheim, com Catherine Zeta-Jones e Angela Lansbury. Além de ver Nova Iorque em manto natalício, com sul, chuva e neve, desde as montras do Macy’s (dedicadas ao filme “Miracle on 34th Street”), o ringue de patinagem em Rockefeller Centre, sob a égide da estátua dourada de Prometeu, Times Square ao rubro de luz e cor (e já com o calendário para as celebrações de 2010), as lojas engalanadas como se fosse um ano de grande prosperidade e a repassar as clássicas músicas de Natal. Vou fazer umas breves notas sobre a viagem.
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terça-feira, 1 de setembro de 2009
Canção de Setembro
September Song nasceu em 1938, com música de Kurt Weill e letra de Maxwell Anderson para um musical da Broadway. Desde então, nunca deixou de ser gravada pelos mais variados intérpretes, seduzidos pela melancolia inerente a esta bela canção. De Sinatra a Lou Reed, de Sarah Vaughan a Ute Lemper. Escolhi a versão de Lou Reed e espero que gostem.
sábado, 15 de agosto de 2009
Happy Songs! "I Could Have Danced All Night", de "My Fair Lady"
Do musical de Lerner & Loewe, de 1956. Três versões:
- Uma de homenagem aos autores, interpretada por Julie Andrews, que imortalizou o papel na Broadway, acompanhada de Richard Burton, Robert Goulet, Maurice Chevalier e Stanley Holloway.
Uma segunda, do filme de 1964 de George Cukor, com Audrey Hepburn como Eliza Doolittle (voz de Marni Nixon para toda a canção, excepto para a frase "Sleep, sleep, I couldn't sleep tonight...", em que é a voz de Ms. Hepburn).
Uma terceira, trabalhada para ter a versão em filme como se fosse integralmente cantada por Audrey Hepburn (maravilhas da tecnologia!).
"My Fair Lady", Libretto e letra de Alan Jay Lerner; Música de Frederick Loewe. Baseado na peça de George Bernard Shaw, "Pygmalion".
"My Fair Lady", 1964, realizado por George Cukor.
- Uma de homenagem aos autores, interpretada por Julie Andrews, que imortalizou o papel na Broadway, acompanhada de Richard Burton, Robert Goulet, Maurice Chevalier e Stanley Holloway.
Uma segunda, do filme de 1964 de George Cukor, com Audrey Hepburn como Eliza Doolittle (voz de Marni Nixon para toda a canção, excepto para a frase "Sleep, sleep, I couldn't sleep tonight...", em que é a voz de Ms. Hepburn).
Uma terceira, trabalhada para ter a versão em filme como se fosse integralmente cantada por Audrey Hepburn (maravilhas da tecnologia!).
"My Fair Lady", Libretto e letra de Alan Jay Lerner; Música de Frederick Loewe. Baseado na peça de George Bernard Shaw, "Pygmalion".
"My Fair Lady", 1964, realizado por George Cukor.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Ravissante! Mary-Louise Parker

Mary-Louise Parker é uma actriz norte-americana.
Nascida a 2 de Agosto de 1964 na Carolina do Sul, nos EUA, começou a sua carreira com um pequeno papel de telenovela, tendo 1990 assistido à sua estreia nos palcos da Broadway, com "Prelude to a Kiss", que lhe obteve uma nomeação para os Tony.
No mesmo ano, brilhou no cinema em "Longtime Companion", um dos primeiros filmes a abordar o tema da SIDA. Seguiram-se "Grand Canyon" (1991), de Lawrence Kasdan, em que actuou ao lado de Kevin Kline, Mary McDonnell e Alfre Woodard, e "Tomates Verdes Fritos" / "Fried Green Tomatoes" (também 1991), baseado no livro "Fried Green Tomatoes at the Whistle Stop Cafe" de Fannie Flagg. As suas co-estrelas foram Jessica Tandy, Kathy Bates e Mary Stuart Masterson.
O resto da década de 90 viu-a em múltiplos papéis ("O Cliente", "Balas Sobre a Broadway" de Woody Allen, entre outros), tendo continuado o seu trabalho no teatro. Em 2001, actua na Broadway em "Proof", que lhe obtém o Tony para Melhor Actriz.
Pouco depois entra como actriz convidada na série televisiva "The West Wing", fazendo de Amelia "Amy" Gardner, uma activista dos direitos das mulheres que se envolve com Josh Lyman. Recebeu nomeações para os Emmy e os SAG. Em 2003, junta-se a Meryl Streep, Al Pacino, Emma Thompson, Justin Kirk e Patrick Wilson na adaptação de "Anjos na América", de Tony Kushner. Pelas suas interpretações, recebe o Globo de Ouro e o Emmy para Melhor Actriz Secundária.
A partir de 2005, é o rosto da série "Weeds", da Showtime, sobre uma viúva com dois filhos num subúrbio abastado que se reinventa para se tornar uma traficante de marijuana. Nesta série venceu o Globo de Ouro para Melhor Actriz em 2006. Em paralelo, tem continuado a aparecer no cinema e no teatro.
Conta com seis nomeações para os Emmy no seu palmarés (venceu uma vez), a par de cinco nomeações para os Globos de Ouri (conquistou dois) e seis nomeações para os SAG. No teatro, obteve três nomeações para os Tony (conquistou um).
É ravissante pela combinação de sinceridade rural a par da inteligência e humor em múltiplos meios.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Happy Songs! "Good Morning Baltimore", de "Hairspray"
Bom dia! (para fim de dia). Versão do filme.
"Hairspray", libretto de Mark O'Donnell e Thomas Meehan, baseado no filme homónimo de John Waters de 1988; Música de Marc Shaiman; Letra de Scott Wittman e Marc Shaiman. Estreia original a 15 de Agosto de 2002, Neil Simon Theatre, NY, EUA.
"Hairspray", 2007, realizado por Adam Shankman, escrito e produzido por vários, EUA.
Nikki Blonsky, cameos de John Waters e Mink Stole
"Hairspray", libretto de Mark O'Donnell e Thomas Meehan, baseado no filme homónimo de John Waters de 1988; Música de Marc Shaiman; Letra de Scott Wittman e Marc Shaiman. Estreia original a 15 de Agosto de 2002, Neil Simon Theatre, NY, EUA.
"Hairspray", 2007, realizado por Adam Shankman, escrito e produzido por vários, EUA.
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Coincidências em torno a Jerry Herman

Quem é Jerry Herman?, primeira pergunta: pois Jerry Herman é um compositor norte-americano, destacado no teatro musical, que foi nomeado para 5 Tonys ao longo da sua carreira e que este ano, em 2009, recebeu o Tony Award for Lifetime Achievement in the Theatre.
Que coincidências são essas? Hoje comprei um bilhete para ir ver o revival de "La Cage aux Folles", em Londres em Setembro, com John Barrowman no elenco. Hoje coloquei um post sobre "Mame", que é um musical de 1966 que descobri muito recentemente, com Angela Lansbury e Beatrice Arthur no elenco original. Hoje coloquei um post sobre uma música que me ecoou no espírito frequentemente no fim-de-semana, "Before the Parade Passes By". Hoje coloquei estes posts inspirado pelo post matinal do Filipe Vieira Nicolau.
E? Bem, algo que eu desconhecia até hoje aos derradeiros raios de sol: Jerry Herman compôs "La Cage aux Folles", "Mame" e "Hello, Dolly!", de onde foi extraída a última canção. É, por estas três obras, detentor de um record da Broadway: é o único compositor e autor de letra na História com três musicais com mais de 1500 actuações consecutivas na Broadway: "Hello, Dolly!" (2,844), "Mame" (1,508), e "La Cage aux Folles" (1,761). E, last but by no means least, nasceu a 10 de Julho, como o Filipe Vieira Nicolau (mas em 1931...)...
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Happy Songs! "Before The Parade Passes By" de "Hello Dolly!"
Em qualquer versão, "Before The Parade Passes By" do musical "Hello Dolly!", é um espectáculo. Lembro-me que há muito, muito tempo um amigo me dizia que este musical era o melhor tónico para a depressão - funcionava sempre! Num momento de indecisão, deixo três versões para comparar (fica a faltar a do filme de 1969, interpretada por Barbra Streisand).
Tony Awards, c. 1980 (Carol Channing)
Merv Griffin Show, 1982 (Ethel Merman com Jerry Herman ao piano)
Tributo a Boston Pops-Jerry Herman, PBS, 2003 (Marin Mazzie, Faith Prince e John Barrowman)
"Hello, Dolly!", libretto de Michael Stewart, com letra e música de Jerry Herman. Estreia original a 16 de Janeiro de 1964 , com Carol Channing no principal papel, St. James Theatre, NY, EUA.
"Hello, Dolly!", 1969, realizado por Gene Kelly, escrito e produzido por Ernest Lehman, com Barbra Streisand no principal papel, Walter Matthau e Michael Crawford, EUA.
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Happy Songs! "It's Today" de "Mame"
O mote matinal do Filipe de "Walking back to happiness" impeliu-me a escutar uma série de "Happy Songs", pelo que tomei a liberdade de introduzir uma nota musical pela tarde. Eis uma pérola impossível: um vídeo do Youtube de uma gravação da audiência de "It's Today", do revival de 1983 de "Mame", com Angela Lansbury.
"Mame", Libretto de Jerome Lawrence e Robert E. Lee; Letra de Jerry Herman; Música de Jerry Herman.
Revival de 24 de Julho de 1983 a 28 de Agosto de 1983, no George Gershwin Theatre, NY, EUA.
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sábado, 25 de julho de 2009
Ravissante! Olympia Dukakis

Olympia Dukakis é uma actriz norte-americana.
Nascida a 20 de Junho de 1931, em Massachusetts, EUA, começou a sua carreira no teatro, em summer stock e peças de Shakespeare. Aos 30 anos, estreia-se na Broadway. Com o marido, funda a "The Whole Theatre Company", que co-gere entre 1073 e 1988. Os palcos vêem-na em "Mãe Coragem", de Bertolt Brecht, "Long Day's Journey Into Night" de Eugene O'Neill, "Camino Real", "The Rose Tattoo" e "Orpheus Descending", de Tennessee Williams, "As Três Irmãs" e "Tio Vanya", de Anton Chekhov, "A Casa de Bernarda Alba" de Federico García Lorca, entre muitos outros.
As suas passagens pelo cinema, que começaram em 1964, tendem a favorecer filmes menos comerciais. Em 1988, o seu papel como mãe do personagem de Cher em "O Feitiço da Lua" / "Moonstruck" obtém-lhe o Óscar de Melhor Actriz Secundária. Seguem-se-lhe presenças em "Steel Magnolias" e "Olha Quem Fala" (ambos de 1989).
Em 1993, a sua Anna Madrigal estreia-se no pequeno écran na mini-série "Tales of the City", baseada nos livros de Armistead Maupin. Entra nas duas sequelas, recebendo uma nomeação para os Emmy pela segunda das três séries (uma das suas três nomeações para os Emmy).
Conta ainda no seu palmarés com duas nomeações para os Globos de Ouro (conquistou um). Em 2009, produziu e actuou no filme "Montana Amazon", com Haley Joel Osment.
É ravissante pelo modo como revela suportar todo o peso do mundo, encarando o seu peso esmagador com um humor subversivo.
Ravissante! Dana Delany

Dana Delany é uma actriz norte-americana.
Nascida a 13 de Março de 1956 em Nova Iorque, começou a sua carreira em telenovelas; começou a actuar na Broadway e em 1983 foi reconhecida pela sua interpretação em "Blood Moon".
Nos anos seguintes, muda-se para Hollywood. Entra no memorável episódio "Knowing Her" de "Modelo e Detective" / "Moonlighting", como Jillian, uma antiga namorada de David Addison (Bruce Willis).
Seguem-se papéis menores na televisão e no cinema (destaque para o seu pequeno papel na pouco reconhecida comédia de Paul Mazursky "Moon over Parador", de 1988, ao lado de Richard Dreyfuss, Raul Julia, Sónia Braga e Marianne Sägebrecht).
Em 1988, a sua enfermeira Colleen McMurphy lidera os personagens da série "Praia da China" / "China Beach". Ao longo das quatro temporadas da série, foi nomeada para quatro Emmy (conquistou dois) e dois Globos de Ouro.
Com o final da série, entrou em vários filmes pouco memoráveis, que alternou com presenças no teatro, na Broadway e fora, e com actuações como actriz convidada em várias séries. Em meados da década de 2000, surge como estrela convidada em "The L Word" e "Battlestar Galactica".
Em 2007, integra o elenco de "Donas de Casa Desesperadas" / "Desperate Housewives", como Katherine Mayfair. Curiosamente, havia recusado o papel de Bree van de Kamp; este novo papel é um papel semelhante, tornando-se rival de Bree, e foi muito bem recebido.
É ravissante pelo leque de interpretações, entre o humano simples de Colleen McMurphy e a manipulação de Katherine Mayfair e Jillian Armstrong.
Ravissante! Lisa Edelstein

Lisa Edelstein é uma actriz norte-americana.
Nascida a 21 de Maio de 1966 em Boston, começou a sua carreira na "club scene" de Nova Iorque. Estudante de teatro, actua em várias produções na Broadway e fora da Broadway, escrevendo e actuando num musical sobre a SIDA, chamado "Positive Me", em Manhattan. Foi uma das primeiras produções teatrais a lidar com o tema da SIDA.
No início dos anos 90, começa a aparecer como actriz convidada em séries televisivas, como "Seinfeld" ou "Mad About You".
Em 1999, aparece em "The West Wing" como interesse romântico do personagem de Rob Lowe, que se descobre ser uma call girl de luxo; no ano seguinte, interpreta uma transexual homem-para-mulher em "Ally McBeal" que está emocionalmente envolvida com o personagem de James LeGros.
Em 2004, integra o elenco da série "House M.D.", produzida por Bryan Singer e com Hugh Laurie e Robert Sean Leonard. O seu papel como a Dra. Lisa Cuddy, directora do hospital, obteve-lhe fama mundial. Continua a integrar o elenco da série, agora a começar a sua sexta temporada.
É ravissante pela força interior que vence a timidez nos seus personagens.
Nascida a 21 de Maio de 1966 em Boston, começou a sua carreira na "club scene" de Nova Iorque. Estudante de teatro, actua em várias produções na Broadway e fora da Broadway, escrevendo e actuando num musical sobre a SIDA, chamado "Positive Me", em Manhattan. Foi uma das primeiras produções teatrais a lidar com o tema da SIDA.
No início dos anos 90, começa a aparecer como actriz convidada em séries televisivas, como "Seinfeld" ou "Mad About You".
Em 1999, aparece em "The West Wing" como interesse romântico do personagem de Rob Lowe, que se descobre ser uma call girl de luxo; no ano seguinte, interpreta uma transexual homem-para-mulher em "Ally McBeal" que está emocionalmente envolvida com o personagem de James LeGros.
Em 2004, integra o elenco da série "House M.D.", produzida por Bryan Singer e com Hugh Laurie e Robert Sean Leonard. O seu papel como a Dra. Lisa Cuddy, directora do hospital, obteve-lhe fama mundial. Continua a integrar o elenco da série, agora a começar a sua sexta temporada.
É ravissante pela força interior que vence a timidez nos seus personagens.
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sexta-feira, 24 de julho de 2009
Ravissante! Christine Baranski

Christine Baranski é uma actriz norte-americana.
Nascida a 2 de Maio de 1952 em Buffalo, Nova Iorque, começou a sua carreira no teatro em 1980. Em 1984, conquista o seu primeiro Tony como Melhor Actriz em "The Real Thing" de Tom Stoppard. Em 1989, repete a proeza com "Rumors".
Entre 1995 e 1998, actuou no pequeno écran ao lado de Cybill Shepherd na série "Cybill" - recebeu quatro nomeações para os Emmy e conquistou um dos prémios pelo seu desempenho.
No cinema, entrou em "Jeffrey" (1995), "The Birdcage" (1996, era a mãe biológica do noivo), "Cruel Intentions" (1999), a versão moderna de "As Ligações Perigosas" de Choderlos de Laclos, "Chicago" (2002, como Mary Sunshine) e "Mamma Mia!" (2008, como amiga de juventude de Meryl Streep e Julie Walters).
Em 2008, na sua primeira produção na Broadway desde 1991, esteve em palco com o revival premiado "Boeing Boeing", até Janeiro de 2009.
É ravissante pela pose aristocrática com um twist de inconformismo (e pelas maçãs do rosto).
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