Casa Malhoa, atual Casa-Museu Dr Anastácio Gonçalves
«Acabo de visitar a oficina de José Malhoa, incluída na linda casa artística, de que ele é morador e o proprietário feliz, em uma das mais desafogadas e luminosas avenidas da nova Lisboa. [...]
«Ao centro da fachada, um grande arco envidraçado, por onde amplamente penetra a luz do atelier [...].
[...] trazendo à lembrança [...] as risonhas habitações de Claude Monet em França, de Leys na Bélgica ou de Sorolla em Madrid. [...]
Casa de Monet em Giverny
Casa Leys, em Antuérpia
Casa-Museu Sorolla, em Madrid
«Através de algumas dezenas de variadas composições desfilam nos quadros deste pintor quase todas as fases da vida dos campos e das casas rústicas do coração de Portugal: - a lavra, a sementeira, a monda, a ceifa, a debulha, a empa, a poda, a vindima, a pisa, a trasfega, a faina da eira e do lagar, os grandes acontecimentos domésticos, o batizado, a boda, o mortório, a matança do porco, a prova do azeite e do vinho novo [...].»
Ramalho Ortigão - «A pintura de Malhoa». In: Arte portuguesa. Lisboa: Livr. Clássica Ed., 1943, vol. 2, p. 219-220, 227-228.
José Malhoa - A sesta dos ceifeiros, 1909
José Malhoa -
Clara, 1903
MNAC
José Malhoa - Manhã de Primavera, 1912