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sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Parabéns, João Luís Barreto Guimarães!


Prémio Pessoa 2022

AS EMPREGADAS FABRIS

Arregaçam a manhã (as empregadas fabris)
pernas como tesouras
recortando a calçada
ferem o lenho da mesa com
sortes
de boletim. Uma sirene as trouxe aqui
(às
empregadas febris)
ancas de esboço perfeito sob
vestes de operária
tocam umas nas outras como
inda fossem meninas mas a
delas que vai noivar já
traz o primeiro a caminho. E
quando o cigarro se apaga
(ou a
cerveja se escoa) o
que resta é a dor da tarde
que nem esta chuva afaga
o
gasóleo dos rapazes que
lhes cantam a cantiga e 
as tomam pela cintura. Um
foguete fecha a festa
(pelo lado de dentro da coxa)
há nelas a incerteza de
não saberem se são 
incompletamente infelizes. 

João Luís Barreto Guimarães
in Rés-do-chão

O último livro que li deste autor foi a tradução de Afetuosamente de Margaret Atwood. Muito boa! Pelo menos eu gostei.

sábado, 18 de dezembro de 2021

Tiago Pitta e Cunha: Prémio Pessoa 2021

 

Prémio Pessoa 2021.

«[...] sabemos que em Portugal temos mais de 400 mil licenças de caça, licenças de navegação há menos de 20 mil [...] é um mito esta ligação de sermos um país tão marítimo. Se vamos para os países realmente marítimos da Europa, como a França Atlântica, a Holanda, os países nórdicos, Dinamarca, Suécia e Noruega, compreendemos que não somos um país de mar, porque eles vivem verdadeiramente do mar ao longo do ano, nas festas, nas procissões, na cultura deles, na navegação, nos tempos livres, e nós não o fazemos». 

«O problema da sustentabilidade do nosso planeta é de tal magnitude que não poderá ser resolvido com todas as medidas de todas as políticas de ambiente que sejam adotadas no futuro; não serão todos os ministros do ambiente, não serão todas as fundações e as filantropias como a Fundação Oceano Azul, não serão todas as ONG juntas que vão poder resolver um problema que é criado pela economia, pelo nosso modelo de desenvolvimento económico e que, por isso, só poderá ser solucionado pela economia».

Parabéns!


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Frederico Lourenço: Prémio Pessoa 2016



O júri do prémio salientou «o percurso profissional e criativo» de Frederico Lourenço, «assinalado pela significativa e abundante bibliografia». O professor de estudos clássicos «é caracterizado pela variedade de interesses e realizações que incluem, para além da centralidades dos estudos clássicos, a música, o romance, a poesia, o teatro, o ensaio, os estudos bizantinos, a germanista e a história da dança».
Frederico Lourenço constitui «um exemplo de disciplina, capacidade de trabalho e lucidez intelectual no elevado plano dos estudos clássicos e humanísticos, parte fundamental da vida cultural e científica dos países desenvolvidos».
Desde há cerca de 20 anos que Frederico Lourenço tem traduzido grandes obras clássicas diretamente do grego para português, a última das quais a Bíblia, de que saiu o primeiro volume há poucos meses.

Parabéns!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Frase da semana que passou


Escolhi esta de Henrique Leitão, vencedor do Prémio Pessoa 2014 , contida na entrevista concedida ao Expresso do passado Sábado :

[ A história científica portuguesa era ] " contada de uma forma muito tímida, um pouco miserabilista e eu, nos arquivos, não encontrava nada disso. Encontrava coisas interessantíssimas. (...) Não temos Copérnicos nem Galileus, mas não me digam que não tem interesse ".

Um trabalho persistente que tem mudado ideias feitas, um prémio merecido .

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Richard Zenith: Prémio Pessoa 2012

Este americano, nascido em Washington em 1956, que vive em Lisboa desde 1987, português há cinco anos, tradutor e estudioso de Fernando Pessoa, é o Prémio Pessoa 2012.
Estou bastante contente com a atribuição deste prémio.
Há mais de um ano que esta obra de Pessoa, coligida por Zenith, é a minha leitura de cabeceira.