Prosimetron

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terça-feira, 24 de março de 2009

Novos lançamentos



E o Corvo, sem ter voado, permanece ainda sentado
Na branca estátua de Palas que há sobre os meus portais,
E tem o olhar transtornado de demónio estremunhado;
E a luz que sobre ele arde urde no chão uma forma,
E a minha alma, dessa sombra que soçobra ainda agora,
Não recobra... nunca mais!

Edgar Allan Poe
Trad. Margarida Vale de Gato

Começar bem a semana

Olhe o que aconteceu numa estação de metro de Londres.Foi numa segunda -feira de manhã e todos foram trabalhar numa energia maravilhosa depois. São setenta bailarinos misturados com passageiros e esses acabam interagindo. Foi planeado em segredo durante oito semanas.




Infelizmente por cá as danças costumam ser outras...

recebido por e-mail

Balthus: "Dias Felizes".

Balthus, Dias Felizes

Óleo sobre tela, 148x200 cm, Washinton, Hirshhorn Museum and Sculpture Garden, Smithsonian Institution


Balthasar Kłossowski de Rola conhecido por Balthus é um pintor enigmático, nasceu em Paris em 1908. Filho de uma pintora e de um historiador de arte pertencia à elite parisiense. Aprendeu a pintar fazendo réplicas dos grandes pintores. Não se interessou pelo modernismo. Foi amigo de Rilke, Matisse, Bonnard e Maurice Denis.

A leitura precoce de Alice no País da Maravilhas terá influenciado a sua pintura ele próprio refere:
“Eu vejo as adolescentes como um símbolo. Nunca serei capaz de pintar uma mulher. A beleza da adolescência encarna o futuro, o ser antes de se transformar em beleza perfeita. Uma mulher encontrou já o seu lugar no mundo, uma adolescente, não”. Balthus confessou a um amigo que gostava de ficar sempre criança.

“Nos dias Felizes” retrata uma menina que se olha ao espelho à procura da sua identidade. Balthus tentou captar a figura feminina no limiar entre a adolescência e a mulher.

Rossinière, casa do pintor

Passou grande parte da sua vida em Rossinière, município de Pays-d’Enhaut no cantão de Vaud, na Suíça, onde faleceu em 2000.

Gilles Néret – Balthus, Köln: Taschen, 2004, p.53-55

William Morris

William Morris nasceu em Walthamstow (Inglaterra) a 24 de Março de 1834 e faleceu em Londres a 3 de Outubro de 1896. Pintor, decorador, escritor e editor, foi um dos fundadores do movimento Arts & Crafts e da Kemscott Press, para além de ter participado na criação do movimento socialista inglês.


A Sala de Jantar Verde (presentemente no Victoria & Albert Museum).


Um dos quatro Woven texteis que Morris desenhou nos anos de 1870.
Este destinou-se a Kelmscott House (Hammersmith).


Bower (1877). Um dos muitos papéis de parede que foram
desenhados por Morris.


As Três Maris no Sepulcro.
Vitral para St. Michael Church (Forden, Gales), 1871.

Foi um dos fundadores da Kelmscott Press.

William Morris iluminou esta página das Odes de Horácio, Kelmscott Press, 1874 (Bodleian Library)

Frontespício de News from Nowhere (1872), impresso por Kemscott Press em tipo Golden, de William Morris.

Montra Original: A Vitória do Gato...

Gatos intrigados com o pássaro... Como vencê-lo? (1ª semana)

A vitória do Zacarias sob o olhar estupefacto da manequim!
(2ª semana)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Na luz a prumo

Se as mãos pudessem (as tuas,
as minhas) rasgar o nevoeiro,
entrar na luz a prumo.
Se a voz viesse. Não uma qualquer:
a tua, e na manhã voasse.
E de júbilo cantasse.
Com as tuas mãos, e as minhas,
pudesse entrar no azul, qualquer
azul: o do mar,
o do céu, o da rasteirinha canção
de água corrente. E com elas subisse.
(A ave, as mãos, a voz.)
E fossem chama. Quase.

Eugénio de Andrade
Os sulcos da sede, quasi,5ª edição

Citações - 17 : Ainda o Papa e o preservativo

" Do ponto de vista médico não tenho qualquer dúvida que proibir o preservativo é consentir na morte de muitas pessoas. As pessoas que aconselham o Papa deveriam ser mais cultas."

- declarações de D.Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas, à Agência Lusa.

Felizmente a Igreja Católica não fala a uma só vez, e ainda bem para os próprios católicos.

O vinho de Obama...

Aqui vemos a proprietária da Herdade de Cadouços, no Alto Ribatejo, a exibir uma garrafa do seu grande sucesso: o vinho Yes We Can reserve 2007. É um vinho biológico, com rolhas de cortiça natural e rótulos de papel ecológico e tintas vegetais. Já foram produzidas 15.000 garrafas que estão a ser exportadas maioritamente para os Estados Unidos, mas também para o Brasil e Angola. Também gostava de ter uma.

Et tu África do Sul ?

Li hoje na imprensa que o governo da África do Sul não concedeu visto ao Dalai-Lama para participar numa conferência sobre a paz mundial. Recusa que se deveu, segundo a imprensa sul-africana, às pressões chinesas.
Assim se vê, por um lado, a crescente influência chinesa no continente africano, e por outro como tudo se relativiza no país de Mandela e do apartheid...

Andorinhas em Belém




( fotos retiradas do blogue A vida dos meus dias )

Foi cheio de actividades o fim de semana que passou. E também a Ermida de Nossa Senhora da Conceição em Belém não escapou. Juntando a chegada da Primavera com o aniversário de Rafael Bordalo Pinheiro, a ermida foi coberta de andorinhas cerâmicas da Fábrica Bordalo Pinheiro, numa ideia dos designers Pedrita. E no interior da ermida, está patente até quarta-feira a exposição Giant-The Voyeur Project.

O regresso dos clássicos Ray-Ban


Procurem bem lá em casa porque talvez tenham a sorte de encontrar algum dos velhinhos Wayfarer ou Clubmaster que este Verão voltam a estar na moda. Isto porque a Ray-Ban recuperou a magia dos anos 50 e 60 e voltou a produzir as versões originais. Dos clássicos preto e tartaruga que lembram Audrey Hepburn no filme Breakfast at Tiffany’s ou Denzel Washington em Malcom X, as novas tendências apontam, igualmente, para cores mais chamativas e originais como branco, vermelho, verde, azul, beje ou castanho.

Elegâncias - 21


Sandálias Prada, €506
Finíssimas!...

Lucian Freud, o Retrato da Rainha.

Lucian Freud é um dos pintores que admiro e julgo que influênciou a obra de Paula Rêgo. Irei colocar dois ou três retratos deste pintor, hoje, resolvi colocar o da rainha D. Isabel II.
Lucian Freud, "Retrato de Sua Majestade a Rainha"

Óleo sobre tela, 23,5x15,2 cm, Royal Collection

Lucian Michael Freud nasceu em Berlim, a 8 de Dezembro de 1922, oriundo de uma família judia é neto de Sigmund Freud. Em 1933 foi viver para Londres para fugir ao nazismo. Estudou na Central School of Arts and Crafts, em Holborn, da qual acabara por se afastar. Freud conheceu Peter Watson que se tornou mentor e patrocinador. Watson possuía obras de arte moderna (Paul Klee, Juan Gris e Giorgio de Chirico) que desempenharam um papel importante no percurso artístico de Freud. Para desenvolver os estudos, ele matriculou-se na East Anglian School of Painting and Drawing em Dedham, Essex.
Freud iniciou-se como pintor no movimento surrealista, passou pelo expressionismo e realismo. Entre 2000 e 2001 pintou o retrato de D. Isabel II, intitulado Retrato de Sua Majestade a Rainha que doa à Royal Collection. A ideia que emana do retrato, a meu ver, é o de uma rainha forte, um pilar que não estremece! Freud não conseguiu colocar o sorriso que se vislumbra na Rainha. Sebastian Smee - Lucian Freud, Alemanha: Taschen, 2008, p. 6-17.

Defesa da poesia - 5


Simon Vouel - Calíope, pormenor do
quadro «Les muses Uranie et Calliope»,
ca 1634
Col. Samuel H. Kress


«Os poetas são os legisladores não reconhecidos do mundo.»
Shelley
In: Defesa da poesia. Lisboa: Guimarães, 1986, p. 82

Termino hoje a transcrição de algumas citações deste livro, um dos melhores sobre o que é a poesia. Já o tinha lido há muitos anos e reli-o agora retirar algumas frases, o que foi difícil. Outros olhares fariam, certamente, outras escolhas.

Arquitectos IV – Hans Scharoun.

A minha quarta escolha recai no arquitecto Bernhard Hans Henry Scharoun e na casa Schminke.

A Casa Schminke – 1930-1933

A casa era para o fabricante de massas alimentares, Fritz Schminke e foi construída no período entre as duas grandes guerras. Scharoun iniciou o projecto em 1930 mas a construção só se inicia em 1933 devido à difícil conjuntura económica.
O arquitecto aproveitou o terreno tirando partido do jardim existente e procurando orientar a casa para poente sem rodar o edifício para a fábrica que era próxima. A estrutura da construção é feita em armação de aço, o espaço foi construído tendo em conta o movimento, o jogo de luz e sombra, transparência e quebra-luz. A variedade dos materiais e cores é visualmente estruturada por simples padrões geométricos: quadrados e círculos.
Integrada no funcionalismo e modernismo da época, a casa revela uma sintonia perfeita entre o útil e o belo concretizado na procura da luz, no enquadramento natural e no movimento que apresenta.

Sharaoun preocupado com a essência das coisas em contextos sociais e históricos afirma: “O género humano está ligado e em dívida para com o tempo e espaço em contínua mudança, uma vez que os criamos e somos simultaneamente determinados por ambos; assim, o espaço em que vivemos é – no significado e na essência- não de natureza estática, mas sim dinâmica”.

Eberhard Syring. Jörg C. Kirschenmann, – Scharoun, Alemanha: Taschen- Público, 2006

Ilustradores - 2

João da Câmara Leme foi o rosto das Portugália Editora. Foi durante anos o seu capista e executou numerosas ilustrações para publicações dessa casa editora. Lembram-se da Biblioteca dos Rapazes e da Biblioteca das Raparigas?





Ilustração para «O príncipe querido», de Leprince de Beaumont
(in A bela e o monstro. Lisboa: Portugália, 1968)

domingo, 22 de março de 2009

Citações - 16 : Ainda António Botto


" (...) O país muito macho e alazão ( mas muito bicha às escondidas ) suspeita de Botto e evita usar o seu nome. Faz mal. O contacto com a sua poesia só eleva o leitor e abre a caixa dos preconceitos, para os ver cair depois. "
- Francisco José Viegas, in A ORIGEM DAS ESPÉCIES, 19/3/ 2009.

Uma voz angelical

A grande mezzo-soprano austríaca Angelika Kirchslager, que aqui canta a ária Parto, parto da ópera Giulio Cesare de Haendel.

O violoncelo e a Mitteleuropa

Foi lançado no mês passado o mais recente cd da grande violoncelista Sonia Wieder-Atherton, antiga aluna de Rostropovitch, e que escolheu para este novo álbum obras de Rachmaninov, Prokofiev, Tcherepnin, e Mahler. Chama-se Chants d' Est, e é da Naïve.

Novidades - 38 : Andy Warhol

Agora que a grande retrospectiva da obra de Andy Warhol encanta Paris no Grand Palais, é pelo menos oportuno o lançamento deste "diário" do artista, construído pelo escritor, intérprete, e compositor ( escreveu para Johnny Halliday, Florent Pagny, e Mareva Galenter ) Jerôme Attal. Dizem as recensões que li que é um pastiche bem conseguido.

- Journal fictif d' Andy Warhol, Jerôme Attal, Stéphane Million Éditeur, 128p, 10€,2009.

Em Março

É este mês que podem ser vistas em várias regiões do país, as belas amendoeiras em flor.

Para desejar um bom Domingo: Elkie Brooks - Pearl's a Singer!

Este Domingo acordou cheio de sol!
Desejo a todos um bom Domingo com a memória desta música.

A Herança de Bach


Dias da Música em Belém
CCB
24, 25 e 26 Abr 2009

No Dia Mundial da Água

Fossem de água os braços
um rio de afagar-te.

António de Almeida Mattos

Li este poeta graças a um post de JMS. Obrigada.

Stupor Mundi

Inúmeros são os soberanos ilustres que a Humanidade conheceu ao longo do século XIII. Em França, reinaram Filipe II Augusto, Luís IX (São Luís), e, por fim, Filipe IV, o Belo. Castela e, mais tarde, Leão, viveram o reinado de Fernando III, o Santo, e de Afonso X, o Sábio. Aragão orgulhou-se de ter Pedro III, El Grande. No entanto e no meu humilde entender, Frederico II de Hohenstaufen (1194 - 1250) merece um destaque neste elenco notável. E por ocasião do post dedicado a Castel del Monte, não resisto a partilhar algumas notas com os estimados leitores sobre esta personalidade única. Não se trata de uma abordagem histórica, tal propósito carecia de conhecimento muito mais profundos. Seguem, apenas, algumas reflexões sobre Frederico.

Neto de Frederico Barbarossa e filho de Henrique VI e Constança de Hauteville, Frederico II de Hohenstaufen foi rei da Sicília, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico e rei de Jerusalém.

Foi admirado e odiado. Anunciado como salvador do mundo e maldito como Anti-Cristo. Maldito e banido, ou seja excomungado, por três papas, em conflito constante com a Santa Sé. Ainda assim, dirigiu a sexta cruzada em direcção à Terra Santa, mas em vez de aí lutar, negociou com o sultão egípcio para descontentamento da Igreja. Impiedoso contra os hereges, manifestou e viveu, no entanto, uma tolerância ímpar em relação a judeus e muçulmanos. Numa época em que a Igreja impunha os limites ao pensamento livre e científico, ousou pôr em causa tradições e conceitos. Foi chamado Stupor Mundi (a estupefacção/admiração do mundo), pois Frederico surpreendia o mundo que o admirava precisamente por isso. Pensador e intelectual à sua maneira, dominava oito línguas. Era aberto à magia e ao misticismo. Fundou a Universidade de Nápoles, relacionava-se com filósofos, convivia com sábios muçulmanos e judeus. A corte de Palermo reunia artistas do mundo de então.

Frederico impulsionou a reorganização política: as célebres Constituições de Melfi de 1231 instituíram o direito constitucional, penal, administrativo e processual - um código que prevaleceu em Nápoles até ao século XIX. Ao Imperador deve a medicina o primeiro regulamento de estudos sistematizados em Salerno para quem aspirasse a médico.

Frederico II, o puer Apuliae (menino da Apúlia), encontra-se sepultado na Catedral de Palermo.

Imagens: segunda imagem: casamento com Isabel (Yolanda) de Brienne, crónica de Giovanni Villani; terceira imagem: o Imperador, súbditos e o falcão (ave predilecta de Frederico), uma miniatura de "L'art de la chace des oisiaus", início do século XIV, Paris, Biblioteca Nacional

Longe da multidão - Castel del Monte

Em plena solidão do Mezzogiorno italiano (Puglia), situa-se um dos mais interessantes e místicos monumentos da Idade Média: Castel del Monte. A uma altitude de 540 m sobre o nível do mar, cativa o visitante pela sua fisionomia pouco convencional: um octógono com oito torres em forma octogonal, também conhecido por “Coroa da Apúlia”. O rigor da arquitectura impressiona: os oito lados medem exactamente 16,5 m de cumprimento. O edifício divide-se em dois pisos a meio de uma altitude de 20 m, cada um dispõe de oito salas interiores em forma de trapézio. Para além de salas representativas, previa casas de banho (nas torres), algo pouco vulgar na época. Duas escadarias confluem diante do portal principal, virado para Leste.

O polígono foi construído em calcário claro. No entanto, muda de cor ao longo do dia, em função da luminosidade e humidade: tons quentes dourados são substituídos por tons em cor-de-rosa e branco. As salas do piso superior são “iluminadas” pelo sol duas vezes por dia, as do piso inferior alcançam tal privilégio apenas no Verão. Luz e sombra proporcionam uma profundidade de espaço invulgar, quase irreal, no átrio interior. A luz torna-se assim parte integrante da arquitectura.
Portais, janelas e as salas interiores foram revestidos de mármore branco e brecha rosa. O mármore foi parcialmente removido (leia-se “roubado”) para a construção do palácio de Caserta próximo de Nápoles no século XVIII.

A magnificência de Castel del Monte deve-se, por um lado, à perfeição das medições geométricas. Por outro, é o eterno mistério à volta desta edificação que fascina quer cientistas, quer leigos. Frederico II de Hohenstaufen mandou construir o Castel, por decreto, a 29 de Maio de 1240. As obras foram concluídas apenas em 1250, ano em que o Imperador faleceu. Será, por isso, pouco provável que Frederico tenha visitado esta obra.

Qual foi o propósito deste empreendimento? Terá Castel del Monte sido concebido inicialmente como castelo de caça, visto, na época, haver mato em torno? Inúmeras são as especulações, os investigadores dividem-se e as explicações quanto à função do monumento abrangem um panorama vasto de hipóteses, desde observatório espacial a um relógio solar. O número 8, omnipresente em Castel del Monte, poderá significar o equilíbrio cósmico. A construção octogonal poderá simbolizar a tentativa de estabelecer uma ligação entre um círculo e um quadrado, entre céu e terra. Poderá criar uma síntese dos elementos da natureza. Ou reproduz Castel del Monte a forma do Santo Graal? Ou terá o Santo Graal sido depositado em Castel del Monte?
Significados místicos de números, bem como regras matemáticas e geométricas são fontes de inspiração para estas especulações. A verdade, no entanto, fica por desvendar. Quem entra em Castel del Monte, entra num novo universo.

Para uma manhã calma de domingo

Aqui fica um "baladeiro" contemporâneo de que gosto muito, o sueco ( mas que já viveu em Paris, Berlim, e Londres ) Peter von Poehl. Esta ainda é do álbum Going where the Tea Trees are, mas vem aí um novo.

A Campanha da Coragem

Reproduzo, com a devida vénia, o post Pela liberdade dos afectos publicado ontem no blogue o. insecto:

Devido à aprovação da Proposition 8 pelo Senado americano ( proibindo o casamento de pessoas do mesmo sexo), 18.000 casais que chegaram a casar anteriormente a esta alteração da legislação, correm agora o risco de serem obrigados a divorciarem-se.
Nasceu assim, a Courage Campaign. Os seus responsáveis pediram a todos aqueles que se casaram que enviassem fotos com um cartaz dizendo "don't divorce us" e com essas imagens foi feito o video chamado "Fidelity"- Fidelidade.

A importância do papel: o origami

Origami

"Foy o papel desde seus princípios matéria de escrever e invenção de esfolhar. Com o primeyro papel esfolhavam-se as arvores, com o segundo esfolhavam-se os animaes; com o de hoje esfolham-se os homens…”
(Pe António Vieira, Sermões,…1682)*.

Do papel fizeram-se e fazem-se os livros…
Quem é que gosta de ler um livro no écran do PC?
Convenhamos que não é prático deixar um recado em cima da mesa numa pen!
Mas do papel,
também se faz arte e nisso os japoneses são exímios.

O Origami é a arte japonesa de dobrar o papel. A origem da palavra vem do japonês ori (dobrar) kami (papel) e pronuncia-se "origami". Geralmente parte-se de um pedaço de papel quadrado, cujas faces podem ser de cores diferentes, prosseguindo-se sem cortar o papel.



*Maria José Azevedo Santos- Rua Larga, Coimbra: Editor João Mesquita, Julho de 2008, p.34.

Livros de cozinha - 12


Capas de dois livros de cozinha:
Nelma Esteves - As guloseimas de Manuela. Porto: Domingos Barreira, 1936
Maria Saborosa - A cozinheira moderna. Lisboa: Livr. Moderna, s.d.

Deste último livro retirei uns biscoitos - os Solteirinhos:
«Pisam-se 125 gramas de amêndoas doces descascadas e 230 gramas de açúcar em pó com alguns ovos. Em seguida juntam-se a esta massa 125 gramas de manteiga e 230 gramas de farinha. Tudo bem amassado, fazem-se biscoitos que se põem sobre latas untadas de manteiga, indo a forno brando.» (p. 73)

Em volta de Pietà IV - Paolo Caliari Veronese

Paolo Caliari mais conhecido por Paolo Veronese por ter nascido em Verona (1528). Viveu em Veneza onde produziu as suas obras e onde acabaria por falecer a 19 de Abril de 1588. Pintor do Renascimento tardio foi considerado Maneirista pelas cores que utilizou e o dramatismo que conferiu às personagens retratadas.

Paolo Veronese, Pietà c. 1581, Óleo sobre tela, 147 x 111 cm

Esta Pietà encontra-se no Hermitage, St. Petersburg

Elegâncias - 20


Estas, mesmo assim...
De Christian Louboutin, €851

Defesa da poesia - 4


Mucha - Poesia

«A poesia tudo conduz para o belo: exalta a beleza do que é mais belo e acrescenta beleza à mais deformada das coisas; casa o júbilo e o horror, a pena e o prazer, o eterno e o mutável; submete à união, sob o seu brando jugo, todas as coisas irreconciliáveis. Transmuta tudo quanto toca: e todas as formas que se movem adentro do resplendor da sua presença se transformam, por maravilhosa simpatia, numa incarnação do espírito que dela emana; a sua secreta alquimia transforma em ouro potável as águas letais que da morte escorrem pela vida; desnuda o mundo do véu da familiaridade e revela a sua nua e adormecida beleza, que é o espírito das suas formas.»
Shelley
In: Defesa da poesia. Lisboa: Guimarães, 1986, p. 77

Respirar pela água


Seigrafia de Carmo Pólvora

Respirar pela água
- respirar absolutamente.
João Rui de Sousa