Prosimetron

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sábado, 8 de outubro de 2011

O Conde de Monte-Cristo como exemplo

Lisboa : Guimarães, 193-?
Lisboa: Romano Torres, 1980, vol. 1
Capa José Antunes

«A literatura pode ser ao mesmo tempo um entretenimento e uma forma de reflexão. [...]
«Por exemplo, um romance como O Conde de Monte Cristo: é o clássico romance-folhetim de aventuras, divertido, para o entretenimento das massas. Mas uma leitura inteligente sobre a vingança, o destino, a solidão, a morte, a velhice, a tragédia. Em literatura tudo é compatível. Por isso, ao longo de toda a minha vida tenho tentado compatibilizar nos meus livros a diversão e a reflexão.
- É também isso que pede no papel de leitor?
«Um livro que me faça reflectir mas que me aborreça não me serve. Preciso que o livro, além de me fazer reflectir, me divirta, que crie em mim aquele estado de ansiedade do leitor que sente a necessidade de ir virando a página, que se apaixona pelos personagens, que vive com eles. Preciso de acção e de reflexão ao mesmo tempo. Quer como leitor, quer como autor.»
Arturo Pérez-Reverte
entrevista a Carlos Vaz Marques, in Ler, lisboa, Jun. 2011, p. 27

2 comentários:

JP disse...

Um bom exemplo! Pelo contrário, talvez seja dos casos em que o cinema e a tv mais reduzem uma boa história ao imediatismo e ao efeito fácil. Suspeito que os 3 Mosqueteiros em 3D que se anunciam não vão ser excepção! Bom fds!

MR disse...

Concordo consigo, JP.
Pode ser que aguce o interesse a alguns e que leiam o livro, depois de verem o filme.