terça-feira, 1 de outubro de 2019
Um quadro por dia - 467
Foi em 1850 que Carl Spitzweg pintou este Der Bücherwurm / O rato de biblioteca, que se encontra no Museum Georg Schäfer, na Alemanha. Seguiram-se mais duas versóes nos anos seguintes.
Este quadro do dia vai com dedicatória especial para o aniversariante do dia : o JAD. o nosso rato de biblioteca :), sempre à cata das preciosidades escondidas , das variantes, dos segredos das bibliotecas pelo mundo fora . Muitos parabéns, JAD !
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Aquisições recentes
Comprados ontem estes dois ensaios históricos , o primeiro sobre o que era ser " Rei de França " ( toda a simbólica, cerimonial, etc ) e o segundo sobre a idade média africana, algo pouco estudado mas mais interessante do que se pensa .
O melhor é não entrar mesmo em livrarias ... :)
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Verne hoje
- O único exemplar manuscrito que se conhece da Volta ao Mundo em 80 dias , um projecto de peça de teatro que precedeu a publicação do romance . ( € 10 000 - 12 000 )
Não sei se Jules Verne ( 1828-1905 ) é lido actualmente, mas sei que esta colecção extraordinária das suas obras será hoje disputada no leilão da casa Boisgirard-Antonini, em Paris .
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Amanhã, ao fim da tarde
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Os livros dos Luynes
Manter um castelo como o de Dampierre, mandado construir pelos duques de Luynes em meados do séc.XVII, não é fácil mesmo rentabilizando ao máximo o aluguer de espaços para eventos, as visitas, os espaços de restauração etc. Calculo que seja esse o motivo pelo qual está a ser vendida a esplêndida biblioteca acumulada pelos vários duques, especialmente pelo 8º ( Honoré d'Albert, 1802-1867 ) que foi um verdadeiro erudito, arqueólogo e mecenas, um dos raros a comprar as fotografias tiradas por Salzmann em 1854 no Médio Oriente e que deu trabalho a muitos sábios encomendando-lhes estudos sobre monumentos que lhe interessavam.
Começa amanhã e continua na quarta a segunda parte do leilão, na Sotheby's de Paris, que vai do lote 365 a 679, e são muitos os tesouros, especialmente sobre toda a bacia mediterrânica, que vão à praça : livros, aguarelas, gravuras e desenhos.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Pico della Mirandola
segunda-feira, 15 de abril de 2013
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Um quadro por dia
Não sei se já apareceu por aqui, até porque num blogue a caminho dos 5 anos a memória vai-se esfarrapando, para usar um verbo muito jadiano, e a funcionalidade de pesquisa nem sempre é fiável.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Novidades - 185
É uma edição da Ivres de Livres.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Leituras no Metro - 43

Paris, 18 Fev. 1931
«Aujourd’hui, ça ne marcherait pás. Visite médicale. Sécurité sociale, déclaration obligatoire… Rien du tout cela n’existait.

«- Et que faisiez-vous dans cette librairie?
«-Le courier. Il y en a beaucoup avec les bibliophiles. Le catalogue… Quand le libraire s’absentait, je recevais les clients. Et je lisais… Une chance que je ne sois pás tombée chez un marchand de vin, n’est-ce pas?
«Tous les livres de ce libraire, je les ai lus… Remarquez que “La Plêiade” n’existait pás encore, et qu’il fallait quarante volumes dans l’édition Conard pour absorber Balzac. J’étais assez fière de gagner cinq cents francs par mois. Ma soeur qui était vendeuse dans un grand magasin n’en gagnait que trois cents et n’avait pás le droit de s’asseoir. Moi j’étais bien traitée. Par rapport à l’époque, bien sûr. C’était une autre époque, si différente…»
Françoise Giroud
In: Si je mens…: conversations avec Claude Glayman. – Paris: La Guilde du Livre, 1972, p. 25
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Leituras no Metro - 39

2.ª ed. Alfragide: Asa, 2010

Lisboa: Vega, 1996

Lisboa: Clube Português do Livro e do Disco, 1974

Lisboa: Ed. Associados, ca 1970
«Muitas vezes me perguntei porque conservo livros que só num futuro remoto me poderiam ajudar, títulos afastados dos percursos literários mais habituais, aqueles que uma vez li e não voltarão a abrir as suas páginas durante muitos anos. Talvez nunca mais! Mas como desfazer-me, por exemplo, de O apelo da selva, sem apagar um dos poucos marcos da minha infância, ou de Zorba, o Grego, que com um pranto selou a minha adolescência. De 25.ª hora, e de tantos outros há anos relegados para as prateleiras mais altas, íntegros, no entanto, e mudos, na sagrada fidelidade que nos adjudicamos.
A 25.ª Hora, adaptação cinematográfica (1967) de Henri Verneuil, com Anthony Quinn e Virna Lisi.
Li estes três livros, o segundo depois de ver o filme. O apelo da selva ofereci-o e reli-o há pouco, nesta edição.
O primeiro livro de Virgil Gheorghiu que li foi O homem que viajou sozinho (que adorei) tendo de seguida lido mais dois ou três que, então, estavam traduzidos. Lá continuam na estante e nunca mais os reli.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
O que estou a ler - 1. c)
John Singleton Copley (1738-1815), Richard Heber, 1782, óleo sobre tela, Yale Center for British Art.(...) Mas como é que se chega a esses milhares de volumes que acabam por colocar tantos problemas ao seu proprietário? As explicações são diversas- e não mutuamente exclusivas-consoante a categoria particular de bibliómano em causa. Porque a bibliomania, enquanto termo genérico, cobre realidades bastante diferentes. Realidades que podemos definir em dois tipos principais: a dos coleccionadores e a dos leitores inveterados.
Os coleccionadores dividem-se. por sua vez, em especialistas e "acumuladores".
(...)
Os "acumuladores" dão a sensação de terem perdido todo e qualquer limite quantitativo e de terem renunciado à leitura das obras acumuladas. Galantaris cita o caso de Sir Richard Heber(1774-1833), que possuía 300.000 volumes repartidos por cinco bibliotecas, em Inglaterra e no continente, sendo que cada uma delas invadiu cinco residências ( "os livros eram omnipresentes e formavam verdadeiras florestas, com alamedas, avenidas, pequenos bosques, caminhos em que havia o risco de chocar com as pilhas e montes que transbordavam das prateleiras, ocupavam as mesas, os móveis, o soalho..."). Quanto a Antoine-Marie-Henri Boulard (1754-1825), antigo notário e autarca do oitavo bairro de Paris sob Napoleão. começou por salvar os livros que tinham ido parar ao mercado, depois de confiscados ou desviados durante a Revolução, e acabou por encher nove ou dez prédios adquiridos para neles instalar os seus 600.000 volumes. Consta que a respectiva venda, organizada pelos filhos entre 1828 e 1832, provocou uma tal saturação nas livrarias e alfarrabistas que os preços dos livros em segunda mão vieram por aí abaixo durante vários anos.
(...)
A outra grande categoria de bibliómanos é a dos leitores inveterados. Não quer isto dizer que os "acumuladores" não leiam; acontece que o seu interesse principal é outro. E também não quer dizer que o leitor inveterado não acabe por acumular muitos livros, mas no seu caso trata-se mais da consequência da sua obsessão do que de um desejo original. De início, há na casa do leitor inveterado uma fome de leitura e uma curiosidade abrangente, o que não implica necessariamente uma acumulação de livros, pois estes podem ser consultados na biblioteca, pedidos de empréstimo ou revendidos, se por acaso forem comprados. Mas o bibliómano leitor quer guardar o objecto, mantê-lo à sua disposição.
- Jacques Bonnet, bibliotecas cheias de fantasmas, Quetzal, 2010, p.28,33-34.
E fiquei a saber também nesta parte deste livro fascinante que o Karl Lagerfeld é também um grande acumulador: 300.000 livros, espalhados pelas suas cinco casas. Se considerarmos que a Biblioteca Nacional de Portugal tem um milhão de volumes, ficamos com uma ideia da desmesura destas bibliotecas particulares.
Ainda assim, estes números empalidecem face aos da maior biblioteca do mundo: a do Congresso dos Estados Unidos: 32 milhões de livros, 61 milhões de manuscritos, 14 milhões de fotografias etc etc.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
O que estou a ler - 1. b)

- Jacques Bonnet, bibliotecas cheias de fantasmas, p.18.
O problema é que 361 ainda é um número que me parece tão pequeno...
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
O que estou a ler - 1. a)
(...) Durante o jantar, dissertámos sobre a felicidade e maldição a que estamos condenados: os livros são caros no acto da compra, não valem nada na revenda, assumem preços incomportáveis depois de esgotarem, são pesados, acumulam pó, sofrem com a humidade e os ratos, a partir de uma certa quantidade tornam-se quase impossíveis de transportar de uma casa para a outra, necessitam de uma classificação precisa para poderem ser utilizados e, sobretudo, devoram o espaço. (...) Até hoje, apenas a parede do quarto em que está encostada a cama é que permaneceu sempre livre, por razões que se prendem com um trauma antigo: a descoberta, há muito tempo, das circunstâncias da morte do compositor Charles-Valentin Alkan, a quem chamavam o "Berlioz do piano", morto em sua casa, a 30 de Março de 1888, esmagado pela própria biblioteca! Se cada corporação tem o seu santo mártir, Alkan, o pianista virtuoso que Liszt admirava e que herdou os alunos de Chopin quando este morreu, é certamente o santo mártir dos fanáticos por bibliotecas.(...)
- Jacques Bonnet, in bibliotecas cheias de fantasmas, p.16-17. ( Sobre este livro, vd Aquisições recentes-17 )
domingo, 7 de novembro de 2010
Aquisições recentes - 17
Fazendo mais um atropelo à cronologia, aqui fica uma recentíssima aquisição- foi na sexta-feira- que aparece aqui hoje na sequência do post sobre as horas de Margarida de Cléves e respectivos comentários.Se ainda vou resistindo à compra de livros, por razões de espaço, orçamentais e de culpa (pelas dezenas que tenho para ler ), resisto menos à compra de livros sobre livros. Foi o que aconteceu com este maravilhoso volume de Jacques Bonnet, editor, tradutor e bibliófilo, que recomendo vivamente. É uma edição da Quetzal, com competente tradução do José Mário Silva.
Da contra-capa:
Um livro para quem gosta de livros. Para bibliotecários. Para livreiros. Leitores fanáticos que perseguem livros quando são perseguidos pela fome de ler. Para devoradores de livros que nunca desistem. Para todos os que acham que os fantasmas se escondem nas bibliotecas.
No interior, além de histórias magníficas sobre bibliofilia, livros e bibliotecas, cada capítulo conta com uma epígrafe-citação que irei postar nos próximos dias.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Uma frase em latim
E enquanto se esperava pelo jantar MR passou os olhos e encontrou a seguinte frase e explicação (p. 212-213):
Língua quo vadis? Onde vais língua? Dir-se-á isto aos que falam o que não devem. Porque a língua é o melhor e o pior membro que temos; dele depende a nossa vida e morte (actualizada a ortografia).

*Coimbra, João Antunes. Os responsáveis pela edição que a Biblioteca Nacional de Portugal está a fazer da obra de João Frederico Arouca, Bibliografia das Obras Impressas em Portugal no Século XVII, não localizaram nenhum exemplar. Informa que se trata de "notícia transcrita do Arquivo de Bibliografia Portuguesa, III, pg. 212"; contudo apresenta mais informações (formato e n.º de pp.) [Arouca C 134].
sábado, 1 de maio de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
Lisboa: Onde se pode encontrar um bibliófilo ao domingo de manhã?

http://www.nossoskimbos.net/CalcadaPortuguesa/images/l1_MercadoRibeira01_jpg.jpg
Já agora, por Mercado da Ribeira, e no seguimento de várias conversas havidas, vejam o que se passa com os azulejos desse Mercado: aqui, para ler o artigo.
sábado, 7 de novembro de 2009
Segunda e terça no Correio Velho
terça-feira, 21 de abril de 2009
Leilão para bibliófilos
Realiza-se no dia 29 de Abril em Paris, na Drout, o leilão da biblioteca de Jean Guyot. Este antigo inspector das Finanças foi chamado a trabalhar com Jean Monnet na construção da Comunidade Europeia, tendo-se tornado um europeísta convicto. Mas Guyot era também um bibliófilo convicto- durante quase três décadas reuniu uma biblioteca notável que agora é vendida. Livros ilustrados por Picasso, Toulouse-Lautrec ou Manet, cartas e manuscritos de grandes obras de língua francesa, e livros antigos. Entre estes, o mais valioso é um livro de salmos alemão iluminado do séc.XII, que fez parte de uma mais famosas bibliotecas do séc.XIX, a de Sir Thomas Philipps.- Bibliothèque Jean Guyot, Drouot, Sala 7 , 29 de Abril.
















