
Prosimetron
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Uma sugestão musical - 7

Canções de Natal - 26
I saw mommy kissing santa clause (the platters)
Poesia e prosa de Natal - 31
Corolas, que floristes
Ao sol do inverno, avaro,
Tão glácido e tão claro
Por estas manhãs tristes.
Gloriosa floração,
Surdida, por engano,
No agonizar do ano,
Tão fora da estação!
Sorrindo-vos amigas,
Nos ásperos caminhos,
Aos olhos dos velhinhos,
Às almas das mendigas!
Desse Natal de inválidos
Transmito-vos a bênção,
Com que vos recompensam
Os seus sorrisos pálidos.
Camilo Pessanha
Uma sugestão musical - 6
É mais uma edição de luxo da Naïve, desta vez dedicada ás óperas de Vivaldi. Como sabemos, algumas são melhores do que outras, mas ainda assim é uma colecção soberba . A caixa contém 27 cd, um dvd, e um livro de 208 páginas com os libretos, reproduções de manuscritos de Vivaldi, fotografias, e outros textos.- The Vivaldi Edition Operas, Naïve, 180 euros.
PENSAMENTO DO DIA
Citações - 10 : Sobre o champanhe
Elegâncias - 9

O laço verde é que lhe dá o toque...
Scarpin em pele com aplicações e laço, de Louis Vuitton.
€990,00 em Março de 2008.
http://www.louisvuitton.com/
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Objectos "made in Italy" em exposição


A história das grandes marcas italianas serviu de mote para a realização da exposição Logos de Italia que pode ser vista no Museu Nacional Castel Sant’Angelo de Roma até ao próximo dia 25 de Janeiro. Ao todo são 50 marcas e 250 objectos made in Italy que traçam um fascinante percurso nas áreas da comunicação, arte e inovação, numa mostra que não esqueceu empresas pioneiras como a licoreira Amarelli (1731) ou a cervejeira Peroni (1846). A partir daqui é um autêntico desfile de celebridades que correram mundo como os chocolates Perugina, as pastas Barilla, as lâmpadas Guzzini, os míticos cartazes de Armando Testa para os cafés Lavazza ou os de Warhol para a campanha da Martini levada a efeito nos EUA. A inesquecível vespa que marcou as décadas de 50 e 60, os revolucionários biberons e chupetas Chicco, os Alfa Romeo, as fotos de Oliviero Toscani para a Benetton, os sapatos Prada ou os sofás de Giovanetti, que tantos momentos de conforto proporcionaram a Fellini são apenas uma parte das muitas peças e objectos em exposição.Dormir no museu
Para quem quer ver mais que os outros visitantes, o Museu Guggenheim de Nova Iorque arranjou uma solução: um quarto de hotel, que poderá ser alugado, durante uma noite, e, no máximo para duas pessoas. A dormida custa entre 259 e 549 dólares, inclui todas as mordomias de um hotel, com uma diferença: os hóspedes podem ter, durante uma noite, o museu só para eles. O horário do checkout é às 8H30 da manhã seguinte, e o pequeno almoço (croissants e cafés) será servido na cama.A ideia foi de autoria de Carsten Holler inspirada numa instalação que o artista belga criou para a exposição theanyspacewhatever, ali patente, até dia 7 de Janeiro.
A originalidade pegou de tal forma que as reservas já estão esgotadas…
ONDE ME APETECIA ESTAR - 8 : Châlet L.Raphael


Tal como se vê na primeira foto, por fora o Châlet L. Raphael parece um chalet como os outros, como os milhares que povoam os Alpes Suiços. Mas é só aparência. É na verdade um lugar excepcional. É o mais luxuoso e exclusivo da Suiça.
PENSAMENTO DO DIA
Os meus franceses - 54
René-Louis Lafforgue - «Julie La Rousse»
Letra e música de René-Louis Lafforgue (1957).
Elegâncias - 8

Clutch com aplicações em flores, de Malene Birger
€245,00 em Março de 2008.
http://www.bymalenebirger.com/
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
David - pintor da revolução e do Império

2009 vai correr sob o signo do branco
Na moda, na decoração, nos automóveis, na arquitectura, no que quer que seja, tudo vai ser branco, muito branco, em 2009. Para o novo ano, mentalidades, tendências e marcas estão a render-se ao branco: São os casos da Samsonite com a sua mala Black Label Trunk, de um branco imaculado; da garrafa de vodka Russian Standard; do MP3 Rolly, da Sony; do sistema de cinema em casa Philips, modelo HTS8150; das armações de óculos ou dos mostradores dos relógios... É o regresso ao minimal e às linhas depuradas, mas todo este branco também pretende simbolizar a mudança de princípios e comportamentos como a imoralidade, a mentira, o descrédito, os conflitos, que se vivem neste período sem lógica. Para alterar este estado de coisas, 2009 vai correr sob o signo do branco, a cor (ou ausência dela) que será a bandeira de novos conceitos como o ar limpo, os carros eléctricos, as consciências humanitárias, as energias renováveis ou a transparência nas atitudes. Assim sendo, que venha o Branco!Os meus poemas -21
de tuas mãos abrindo como trigo
A madura semente mas estéril
por força dessa voz que vem de longe
E cada vez mais fundas se raízes
E cada vez mais belas se eram flores
Na sombras desse dia que te espero
o mar talhou as grutas onde o eco
das palavras que grito se perdeu
Porque as palavras não geraram gestos
Porque as sementes não geraram frutos
António de Almeida Mattos
(1944 - )
Ainda sobre as declarações de Sua Santidade

Os livros em Portugal - 2
- Vítor Quelhas, in EXPRESSO, de 27 de Dezembro.
Os livros em Portugal - 1
" (...) A sobreprodução editorial, sem fim à vista, dá ao espectáculo um aspecto exasperado, onde se consuma sem pudor a lei da economia que tem sido transposta para outros campos: a má moeda expulsa a boa moeda.Vítimas graves da regra da expulsão são os livros de ciências humanas e sociais. Neste campo, a pobreza é de tal ordem que podemos falar de uma operação de extermínio silencioso. E as colecções de poesia, que tinham um peso com algum relevo no fluxo editorial, entraram nítidamente numa fase de abrandamento. A homogeneização é total e tudo se conforma aos padrões de um público maioritário. Dir-se-ia que esta é uma corrida suicida, mas enquanto houver muitos livros na livraria poucos se apercebem do que se passa neste campo devastado.(...) "
- António Guerreiro, in EXPRESSO, de 27 de Dezembro.
Parabéns, Marianne Faithfull!
Esta canção, com letra de Shel Silverstein, integrou a banda sonora do filme «Thelma and Louise».
http://www.mariannefaithfull.org.uk/
Livros de cozinha - 6

Caixa de receitas: Económicas
Lisboa: Livros&Livros, 2008
Desta vez, não se trata de um livro, mas de 50 fichas com receitas, dentro de uma caixa de lata.
É uma colecção onde pode encontrar receitas para fazer uma Alimentação saudável, de Sopas, Saladas, para utilizar o Wok, etc. Para mim, em época de crise, uma amiga escolheu receitas económicas.
As receitas são banais (Salada de tortellini com mozzarella, Carne de vaca picada no forno com mozzarella, Moussaka de legumes, Creme aveludado, etc.), mas é um presente giro.
domingo, 28 de dezembro de 2008
Handel no C.C.B.
Um bom filme
Tinha boas referências do filme, que se bem se lembram estreou mais tarde do que o previsto em alguns países europeus por caso do caso Maddie McCann que estava então ao rubro, que se revelaram acertadas. Uma notável interpretação de Casey Affleck ( irmão do realizador como os mais cinéfilos devem saber ) , bem secundado pelos grandes Ed Harris e Morgan Freeman, entre outros. O enredo prende-nos até ao fim, mesmo até ao fim, como já é hábito nas histórias de Lehane, e mais não digo.
As bolsas do Oriente
Começa já no próximo dia 2 de Janeiro ( e até dia 31 ) o concurso para as bolsas de estudo de Doutoramento, Investigação, Aperfeiçoamento Artístico e Línguas e culturas orientais da Fundação Oriente.Mais informações em http://www.foriente.pt
Entretanto na Arábia Saudita
Foi conhecida há poucos dias a decisão judicial sobre o caso da menina saudita de 8 anos cuja mãe se dirigiu a um tribunal para pedir o divórcio da dita menina. Não é engano, foi mesmo um pedido de divórcio de uma menina de 8 anos.Aqui fica a história em resumo: O pai da menina, sobre quem recaíam várias dívidas, assinou, depois de receber seis mil euros, um contrato de casamento entregando a sua filha de 8 anos a um "noivo" de 58 anos.
A mãe da menina requereu, como já referi, o divórcio da sua filha, argumentando que o casamento ainda não foi consumado e que a menina continua a viver consigo.
Conheceu-se agora a sentença: O Tribunal negou o pedido de divórcio, decidindo que a menor deveria permanecer com o seu "noivo" até à puberdade, desde logo por uma questão de legitimidade- segundo as leis sauditas as mães não podem apresentar pedidos de divórcio relativamente às suas filhas. Apenas a menina poderá pedir o divórcio depois de atingir a puberdade.
Pois é, temos que respeitar as diferentes culturas, religiões e sistemas legais, mas sinceramente a condição das mulheres ( e das mães ) em alguns países islâmicos quanto a mim deixa muito a desejar...
Azeitonas de Campo Maior com sabor a café
O proprietário da empresa, António Gralha, disse à agência Lusa que, embora este produto tenha sido já apresentado, estão ainda a proceder a ensaios e tencionam começar a sua comercialização logo que seja possível.» (Público, Lisboa, 28 Dez. 2008)
Passamos a comer uma azeitona pelo prazer do sabor do café; e, quando quisermos apreciar o paladar da azeitona, tomamos um café com sabor a azeitona?
Australia

É um grande filme: tem quase três horas. Paisagens fabulosas. Momentos de uma grande sensibilidade estética, a que os bonitos Nicole Kidman (lady Ashley) e Hugh Jackman (Drover), emprestam a sua presença. Depois ... uma drama romântico a que não falta nenhum condimento: a paixão entre pessoas de condição social desigual, criança (s) em perigo por uma lei de "reeducação" dos pequenos aborígenes separados dos pais, tão desumana quanto inexplicável no século XX (está-se em 1937 e a lei só foi alterada em 1973), a guerra selvagem do Império Japonês, a luta por uma terra, uma vida, a justiça e um sonho que junta dois seres que normalmente nunca se encontrariam, um final feliz.
Nicole Kidman, uma aristocrata inglesa chegada a um país ainda atrasado, não convence. As suas poses de lady, no início do filme, são estereotipadas e ridículas e, na fase posterior, excessivas. Hugh Jackman é um vaqueiro rude que se deixa seduzir pela aristocrata e está muito bem nesse papel. é verosímil. Os aborígenes só o parecem ser pela cor da pele, já que as feições não correspondem ao que estamos habituados a ver. Os cenários da cidade de Darwin, são exactamente isso. A criança mestiça (Brandon Walters), narradora da história tem um excelente desempenho e salva, de alguma maneira, o elenco.
Ficam a grandiosidade da paisagem australiana, a banda sonora original e a canção "Somewhere over the rainbow" que perpassa todo o decorrer da acção e que Judy Garland interpreta numa cena de "O Feiticeiro de Oz" que o pequeno Nullah vê num cinema.
Baz Luhrman foi mais feliz como realizador de "Moulin Rouge"
Cinenovidades - 6 : The Baader-Meinhof Complex
Todos temos aqui no blogue idade suficiente para nos lembrarmos do grupo terrorista alemão Baader-Meinhof, um dos mais sangrentos da Europa Ocidental, e que aterrorizou a RFA durante os anos 70, sendo responsável por 40 mortes conhecidas. Baseado no livro com o mesmo nome do jornalista Stefan Aust, surge agora o filme com realização de Uli Edel, e produção e argumento de Bernd Eichinger ( produtor de A Queda ) . Na Alemanha, estreou em Setembro com alguma polémica, especialmente porque muitos dos familiares das vítimas não gostaram da maneira como são retratados os terroristas, mas noutros países tem sido bem recebido, desde logo nos E.U.A. onde é candidato a um Globo de Ouro como melhor filme estrangeiro. Estreia em Portugal no dia 29 de Janeiro.
Será que o nosso Filipe V.Nicolau já o viu?
Para ver o trailer: http://video.msn.com/video.aspx?mkt=pt-BR&vid=43789ed2-bda6-474c-ae9e-a6999147928e
Dezembro de 1969
On her Majesty’s Secret Service, a única película deste agente único com passagem por terras portuguesas, estreou-se em Dezembro de 1969, mais precisamente no Odeon Theatre do Leicester Square londrino a 18 de Dezembro desse ano. A expectativa era naturalmente enorme, pois todas as atenções se concentravam no novo protagonista de James Bond, o australiano George Lazenby – um desafio pouco invejável após as cinco aparições lendárias do antecessor escocês Connery.
On her Majesty's Secret Service continua, indevidamente a meu ver, sob um estigma de inferioridade em comparação com outras adaptações cinematográficas do personagem criado por Ian Fleming, provavelmente devido à performance de Lazenby, que muito dificilmente poderia estar à altura do desempenho de Sean Connery. Contudo, esta película prima por um conjunto de particularidades: À luz dos padrões de 1969, as cenas de acção são brilhantes. O realizador Peter Hunt, colaborador imprescíndivel nos filmes anteriores de Bond, recorreu nas filmagens a Willy Bogner, um dos atletas de ski mais conhecidos da década de 60 (e um dos estilistas de moda mais conceituados hoje em dia).
Os meus poemas - 20
O desejo, o aéreo e luminoso
e magoado desejo latia ainda;
não sei bem em que lugar
do corpo em declínio mas latia;
bastava ouvir os olhos para ouvir
o nasalado ardor da sua voz:
era a manhã trepando às dunas,
era o céu de cal onde o sul começa,
era por fim o mar à porta - o mar,
o mar, pois só o mar cantava assim.
Eugénio de Andrade
(1923 -2005)
Happy Birthday Ms. Nichols!

Observações de um retornado
- Esparregado. Já nem me lembrava das saudades que tinha de esparregado.
- Tanta gente a fumar!
- Hidratos de carbono nos menus de jantar dos restaurantes.
- O "urban slalom" proporcionado por quem deixa os dejectos dos seus cães nos passeios para o desporto dos transeuntes.
Os meus franceses - 53
Esta canção pertence ao último álbum «Ou s'en vont les avions?» (2008).
http://www.julienclerc.com/#/home/
Fernando Pessoa dito por Sinde Filipe

música de Laurent Filipe
Lisboa: Dinalivro, 2008
15,00€
Há muitos anos, Sinde Filipe gravou um 33 r.p.m. duplo com poesias de Fernando Pessoa e dos seus heterónimos. Um disco maravilhoso!
Apareceu agora este livro com um CD, gravado em 2005, com Sinde Filipe dizendo outros poemas de Pessoa, e com acompanhamento musical de Laurent Filipe. Recomendo!
Transcrevo um dos últimos poemas do nosso Fernandinho:
COMO A NOITE É LONGA!
Como a noite é longa!
Toda a noite é assim...
Senta-te, ama, perto
Do leito onde esperto.
Vem p'r'ao pé de mim...
Amei tanta coisa
Hoje nada existe.
Aqui ao pé da cama
Canta-me, minha ama,
Uma canção triste.
Era uma princesa
Que amou... Já não sei...
Como estou esquecido!
Canta-me ao ouvido
E adormecerei...
Que é feito de tudo?
Que fiz eu de mim?
Deixa-me dormir
Dormir a sorrir
E seja isto o fim.
Mas mesmo lindo é ouvi-lo dito pelo Sinde Filipe.




