«A 3 de Agosto de 1829, estreava na Ópera de Paris, Guillaume Tell [...], de Rossini. Na altura, a ocasião ficou marcada por uma Tarte de Maçã servida aos convidados [...].» (Diana Mendonça - Receitas de Ópera. Lisboa: 101 noites, 2003, p. 66)
Rossini - Final de «Guilherme Tell»
Prosimetron
domingo, 4 de janeiro de 2009
Quer comprar um castelo ?
- Château de FerrièresA Universidade de Paris é detentora de um património imobiliário avaliado em uma centena de milhões de euros, espalhado não só pelo hexágono, mas também por Itália, Marrocos , e outros países. Património constituído sobretudo graças a legados e doações ocorridas ao longo dos séculos. O problema é que grande parte destes valiosos imóveis tem custos de manutenção altíssimos e fornecem poucas receitas à Universidade, cada vez mais carente delas. É esta a razão que levou a que a Universidade decidisse alienar alguns destes imóveis, designadamente as "jóias da coroa": o Domaine de Richelieu ( legado pelo último Duque de Richelieu no final dos anos 30 do séc.XX, quando este aristocrata sem descendentes resolveu perpetuar a memória do seu famoso antepassado, o Cardeal de Richelieu, protector e renovador da Sorbonne) , e o Château de Ferrières ( construído no séc.XIX para o Barão James de Rothschild, e que esteve na posse desta família até aos anos 80 do século passado, quando foi doado pelo Barão Guy de Rothschild, e que tem servido para acolher seminários da Universidade e filmagens de filmes e séries históricas) .
A Universidade ainda não revelou os valores que tenciona pedir. Não me admirava que acabassem nas mãos de famílias reais do Médio Oriente ou dos novos milionários russos ou chineses...
Novidades - 17 : Obra ao negro
Neste início de 2009 sobre o qual já se disse aqui no blogue que vai ser dominado pela cor branca, achei por bem trazer o mais recente livro do grande Michel Pastoureau, verdadeiramente um dos meus "ídolos" e o grande historiador europeu das cores e da simbólica em geral, que desta vez se dedicou ao negro. Ficamos pois com a história de mais uma cor, através dos séculos e nos mais diversos domínios humanos.- Noir, histoire d' une couleur,Michel Pastoureau, éditions du Seuil, 212p. , 2008, 39 euros.
Novidades - 16 : Pássaros
É uma obra monumental, desde logo pelo inabitual tamanho, este Birds de Katrina Cook, Conservadora do Natural History Museum de Londres, que referencia os pássaros nas obras de grandes mestres da pintura : Hokusai, Ferdinand Bauer, John Gould, Pisanello, Thorburn, Da Vinci e muitos outros. O prefácio é do grande ornitólogo inglês Jonathan Elphick.
- Birds, Katrina Cook, 224 p., 90 euros. ( Já existe pelo menos uma versão francesa ) .
Uma boa tarde a todos

«O tempo, como o Mundo, tem dois hemisférios: um superior e visível, que é o passado, outro inferior e invisível, que é o futuro. No meio de um e outro hemisfério ficam os horizontes do tempo, que são estes instantes do presente que vamos vivendo, onde o passado termina e o futuro começa.»
Padre António Vieira
Inverno no Prosimetron
Como é do conhecimento geral, a pintura flamenga barroca deixou para a posteridade magníficos retratos, quase documentários, de cenas da vida quotidiana dos séculos XVII e XVIII. Um dos grandes representantes, David Teniers (o Novo), pintou mais de 2000 quadros, entre eles, “A winter scene with a man killing a pig”, concluído provavelmente em 1650.David Teniers (o Novo), filho e discípulo de David Teniers (o Velho), nasceu em Antuérpia em 1610, onde exerceu até 1645. O casamento com uma filha de Jan Brueghel (o Velho), amigo por sua vez de Rubens, revelou-se extremamente “vantajoso”, quer sob o ponto de vista do avultado dote da noiva, quer sob o ponto de vista de ascensão social junto da aristocracia flamenga. Teniers estabeleceu-se em Bruxelas em 1651 e foi nomeado pintor da corte do governador dos Países Baixos espanhóis, o Arquiduque Leopoldo Guilherme, bem como director da vasta colecção de arte deste grande mecenas. Fundador da Academia de Arte de Antuérpia (1663), Teniers foi particularmente apreciado pelas grandes casas reais do século XVIII. Seu espólio compreende cenas de caça, paisagens, retratos, mas também motivos religiosos e alegóricos. Parte da sua obra encontra-se no Eremitage de São Petersburgo. Faleceu em Bruxelas em 1690.
Winter scene with a man killing a pig encontra-se na Dulwich Picture Gallery nos arredores de Londres. Tons suaves em branco, cinzento e castanho situam-nos num belo ambiente de Inverno, com camponeses a seguir a sua vida bucólica do dia-a-dia e com uma criatura animal no canto inferior esquerdo, destinada a um fim menos bucólico...
Alfabeto Musical Clássico : D
DVOŘÁK
Antonín Leopold Dvořák (Nelahozeves [perto de Praga], 1841; Praga, 1904) foi um compositor do Império Austríaco, actual República Checa.
A sua Sinfonia do Novo Mundo (1893), composta pouco depois de chegar a Nova York, é uma homenagem à terra que o acolhia e à sua terra natal, sendo um diálogo entre temas americanos e eslavos.
Desta sinfonia, também conhecida pela Nona de Dvořák, escolhemos o terceiro movimento, por ser o mais pequeno (7:5").
A minha primeira escolha para a letra D tinha sido o terceiro movimento da Suite Bergamasque, de Claude-Achille DEBUSSY: "Clair de Lune"; mas como MR já colocou a mesma na secção "os meus franceses", fiz uma mudança.
Antonín Leopold Dvořák (Nelahozeves [perto de Praga], 1841; Praga, 1904) foi um compositor do Império Austríaco, actual República Checa.
A sua Sinfonia do Novo Mundo (1893), composta pouco depois de chegar a Nova York, é uma homenagem à terra que o acolhia e à sua terra natal, sendo um diálogo entre temas americanos e eslavos.
Desta sinfonia, também conhecida pela Nona de Dvořák, escolhemos o terceiro movimento, por ser o mais pequeno (7:5").
A minha primeira escolha para a letra D tinha sido o terceiro movimento da Suite Bergamasque, de Claude-Achille DEBUSSY: "Clair de Lune"; mas como MR já colocou a mesma na secção "os meus franceses", fiz uma mudança.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Os meus poemas -24
REMINISCÊNCIA
Lembro-me de imediatamente me lembrar
que não fui concebido para ser
aquele que entre vós julgais amar.
O cedo, é cedo. Tarde é o entardecer.
Não me importo que a vida me visite
de vez em quando... Contanto que não traga
a, de tão provada, já antiga
coisa amargosa, amarga...
Não me quedem nas frágeis ilusões.
Não me finjam sinais de esquecimento.
Que coisa será mais duradoira
além do vento...
Raul de Carvalho
(1920 -1984)
Lembro-me de imediatamente me lembrar
que não fui concebido para ser
aquele que entre vós julgais amar.
O cedo, é cedo. Tarde é o entardecer.
Não me importo que a vida me visite
de vez em quando... Contanto que não traga
a, de tão provada, já antiga
coisa amargosa, amarga...
Não me quedem nas frágeis ilusões.
Não me finjam sinais de esquecimento.
Que coisa será mais duradoira
além do vento...
Raul de Carvalho
(1920 -1984)
Lá fora - 13 : Freud

Está patente no Musée Rodin, em Paris, a famosa colecção de antiguidades de Sigmund Freud, o fundador da psicanálise. São pequenas peças, mas excepcionais, que foram salvas dos Nazis em 1938 quando Marie Bonaparte conseguiu salvar o seu amigo e mestre levando-o para Londres onde veio a falecer, e com ele a valiosa colecção reunida durante décadas.
Até 22 de Fevereiro de 2009.
Novidades - 15 : Sobre a corrupção
Foi lançado recentemente este livro de Luís de Sousa e João Triães sobre o fenómeno da corrupção em Portugal. Com prefácio de Maria José Morgado, a tese geral do livro é que os portugueses afirmam-se contra a corrupção em abstracto, mas no concreto, no dia-a-dia, pactuam com "cunhas" e os mais variados conflitos de interesses e tráficos de influências, ainda que tais situações muitas vezes não cheguem a ter relevância criminal.- Corrupção e os Portugueses: Atitudes, práticas e valores, Luís de Sousa e João Triães, RCP Editores.
Uma sugestão musical - 8
Depois de se terem celebrizado com versões jazzy e bossanova de temas punk e new wawe, os franceses Nouvelle Vague fizeram agora o mesmo com temas míticos do cinema dos anos 80: Eye of the Tiger, What a feeling, Footloose, Together in Electric Dreams, A View to a Kill etc. As vozes são de diversas vocalistas convidadas, entre as quais Skye ( antiga vocalista dos Morcheeba ) , e a actriz Juliette Lewis.Hollywood Mon Amour, Nouvelle Vague.
PENSAMENTO DO DIA
Alfabeto Musical Clássico : C
CHABRIER
Emmanuel Chabrier: (Ambert, 1841; Paris, 1894), compositor francês.
Angela Hewitt toca 'Paysage': primeiro andamento da obra 'Dix pieces pittoresques' (1881).
Emmanuel Chabrier: (Ambert, 1841; Paris, 1894), compositor francês.
Angela Hewitt toca 'Paysage': primeiro andamento da obra 'Dix pieces pittoresques' (1881).
Este mês na Cinemateca...
... temos:
Divos às matinés (15h30): Humphrey Bogart, Marlon Brando, Marcello Mastroianni, Gary Cooper, Clark Gable, Cary Grant, Paul Newman e John Wayne.
(John Wayne... divo?)
Assim, teremos, por exemplo: Casablanca (dia 5), Há Lodo no Cais (dia 6), Intriga Internacional (dia 9), La Dolce Vita (dia 14), etc.
Um Dia Inesquecível, de Ettore Scola, um dos filmes de Jad, passa no dia 26.
No In memoriam Paul Newman podemos ver Marcado pelo Ódio, Vício de Matar, A Vida é um Jogo, O Ultraje, A Golpada e Um Homem.
Continuação do ciclo Clint Eastwood: um homem com passado.
O amor no cinema português e In memoriam Milú.
O melhor mesmo é consultar o programa em: www.cinemateca.pt
Divos às matinés (15h30): Humphrey Bogart, Marlon Brando, Marcello Mastroianni, Gary Cooper, Clark Gable, Cary Grant, Paul Newman e John Wayne.
(John Wayne... divo?)
Assim, teremos, por exemplo: Casablanca (dia 5), Há Lodo no Cais (dia 6), Intriga Internacional (dia 9), La Dolce Vita (dia 14), etc.
Um Dia Inesquecível, de Ettore Scola, um dos filmes de Jad, passa no dia 26.
No In memoriam Paul Newman podemos ver Marcado pelo Ódio, Vício de Matar, A Vida é um Jogo, O Ultraje, A Golpada e Um Homem.
Continuação do ciclo Clint Eastwood: um homem com passado.
O amor no cinema português e In memoriam Milú.
O melhor mesmo é consultar o programa em: www.cinemateca.pt
Elegâncias - 11

(Expresso, Lisboa, 8 Nov. 2008, supl. Única)
Esta página sai um pouco do que é habitual aqui apresentar, mas é especialmente para a Miss Tolstoi. Gosta de acessórios vermelhos, ou a sua preferência em termos desta cor é só para vestidos?
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Os meus poemas -23
A CURVA DOS TEUS OLHOS
A curva dos teus olhos dá a volta ao meu peito
É uma dança de roda e de doçura.
Berço nocturno e auréola do tempo,
Se já não sei tudo o que vivi
É que os teus olhos não me viram sempre.
Folhas do dia e musgos do orvalho,
Hastes de brisas, sorrisos de perfume,
Asas de luz cobrindo o mundo inteiro,
Barcos de céu e barcos do mar,
Caçadores de sons e nascentes das cores.
Perfume esparso de um manancial de auroras
Abandonado sobre a palha dos astros,
Como o dia depende da inocência
O mundo inteiro depende dos teus olhos
E todo o meu sangue corre no teu olhar.
Paul Éluard
(1895 -1952)
tradução de António Ramos Rosa e Luísa Neto Jorge
A curva dos teus olhos dá a volta ao meu peito
É uma dança de roda e de doçura.
Berço nocturno e auréola do tempo,
Se já não sei tudo o que vivi
É que os teus olhos não me viram sempre.
Folhas do dia e musgos do orvalho,
Hastes de brisas, sorrisos de perfume,
Asas de luz cobrindo o mundo inteiro,
Barcos de céu e barcos do mar,
Caçadores de sons e nascentes das cores.
Perfume esparso de um manancial de auroras
Abandonado sobre a palha dos astros,
Como o dia depende da inocência
O mundo inteiro depende dos teus olhos
E todo o meu sangue corre no teu olhar.
Paul Éluard
(1895 -1952)
tradução de António Ramos Rosa e Luísa Neto Jorge
Cinema: Estreias em 2009
Vicky Cristina Barcelona é o novo filme de Woody Allen que tem como palco a cidade de Barcelona. Rebecca Hall, Penélope Cruz, Javier Bardem e Scarlett Johansson são os protagonistas. Estreia a 22 de Janeiro. De produção nacional, Second Life é um filme de Miguel Gaudêncio com um elenco onde se destacam Piotr Adamczyk, Lúcia Moniz, Cláudia Vieira, Paulo Pires, Fátima Lopes, Pedro Lima, Sandra Cóias, Liliana Santos, Nicolau Breyner, Ricardo Pereira, José Carlos Malato, Ruy de Carvalho e Luís Figo. Estreia a 29 de Janeiro tal como o filme A Duquesa (já aqui referido), onde Keira Knightley protagoniza a história da fascinante Georgiana Spender. De Howard McCain, Outlander, conta a história de um soldado de outra galáxia que cai na Terra entre os vikings e traz com ele a raça predadora alienígena Moorwen. Jim Caviezel é o herói desta aventura, cujo elenco conta ainda com Jack Huston, Ron Perlman e Sophia Myles. Estreia a 9 de Fevereiro. The Reader, de Stephen Daldry, narra uma história-mistério vivida por Kate Winslet e Ralph Fiennes nos principais papéis. Estreia a 12 de Fevereiro. Slumdog Millionaire conta a história apaixonante sobre a coragem e determinação de um homem pela mulher que ama. Realizado por Danny Boyle o filme conta já com vários prémios ganhos. Estreia a 19 de Fevereiro. Vencedor do Leão de Ouro, The Wrestler tem como protagonista Micky Rourke na pele de Randy Robinson, um conhecido wrestler dos anos 80. Estreia a 5 de Março. O Argentino/Guerrilha é um filme de Steven Soderberg, que se divide em duas partes: O Argentino, que relata a participação de Che na Revolução Cubana e avança até ao discurso do guerrilheiro na ONU, em 1964. A 2ª parte do filme – Guerrilha – centra-se nos 341 dias que Che passou na selva boliviana até à sua morte. Benicio del Toro interpreta Che, ao lado de Rodrigo Santoro, no papel de irmão de Fidel Castro, e de Joaquim de Almeida, o presidente René Barrientos. Data de estreia a definir. Appaloosa narra uma história de poder e justiça baseada no romance de Robert B. Parker - um western dirigido por Ed Harris que conta com interpretações de Viggo Mortensen, Renée Zellweger, Jeremy Irons, Timothy Spall, Lance Henrikse e do próprio realizador. Estreia a 2 de Abril. Maradona é um filme de Emyr Kusturica que conta a história de Diego Maradona, o deus do futebol, mas também um ídolo de decadência e uma inspiração para milhões de pessoas de todo o mundo. Um documentário único sobre o jogador do século filmado pela lente do seu maior admirador. Data de estreia por definir.Sobre outro famoso crash...
Uma excelente investigação de Anne Goldgar sobre um famoso crash financeiro, o dos Países Baixos no início do século XVII, quando a especulação à volta dos bolbos atingiu proporções épicas... Apesar de tudo, há muitos mitos acerca da estrondosa ascensão e queda das túlipas na Holanda, e são esses mitos que esta jovem historiadora se encarrega de desmontar. Passados séculos, e passada a especulação, ainda são na sua maioria de origem holandesa as túlipas que vemos por aí. Já não valem é uma casa...- Tulipmania- Money, Honor, and Knowledge in the Dutch Golden Age, Anne Goldgar, Princeton University Press.
Et vous, Aimez-vous Brahms...?

O livro.

A adaptação em filme.
«Ao acordar, no domingo, Paule descobriu um recado sob a porta […]. “Há um excelente concerto, às seis horas, na sala Pleyel – escrevia-lhe Simon. – Gosta de Brahms? […]”. Sorriu por causa da segunda frase: “Gosta de Brahms?” Era o género de perguntas que os rapazes lhe faziam aos dezassete anos. E tinham-nas refeito, sem dúvida, mais tarde, mas sem ouvir a resposta. Naquele meio e naquele período da vida, quem ouvia alguém? E depois, gostaria de Brahms?»
Françoise Sagan – Gosta de Brahms?. Lisboa: Bertrand, [1961], p. 67
Alfabeto Musical Clássico : B
BRAHMS
Johannes Brahms (Hamburgo, 1833; Viena, 1897)
Op. 117
n.º 2 in B-flat minor
Arthur Rubinstein. ZDF Theater (1973).
Johannes Brahms (Hamburgo, 1833; Viena, 1897)
Op. 117
n.º 2 in B-flat minor
Arthur Rubinstein. ZDF Theater (1973).
«Namoro», de Júlio Dantas
Elegâncias - 10
Hoje trago relógios; a escolha deve ser difícil, pois são todos lindos...

(Expresso, Lisboa, 25 Out. 2008, supl. Única)
Peços sob consulta...

(Expresso, Lisboa, 25 Out. 2008, supl. Única)
Peços sob consulta...
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
PENSAMENTO DO DIA
" Não abandones as tuas ilusões. Sem elas podes continuar a existir, mas deixas de viver. "- Mark Twain
Pareceu-me adequada esta citação de Twain para um ano que começa. Não devemos abandonar por completo as nossas ilusões, os nossos sonhos, as nossas esperanças. Realistas sim ma non troppo, senão não vivemos, antes sobrevivemos ou vegetamos um dia a seguir ao outro.
Chá da Fortuna para o Novo Ano!
Como amante de chá convido, virtualmente, todos a começar este ano novo com o Chá da Fortuna para dar sorte a todos.
x
Metamorfoses do Chá: a Bola da Fortuna.
Este chá é proveniente da China.
Alfabeto Musical Clássico : A
ALBINONI
Tomaso Giovanni ALBINONI (Veneza 1671-1751) compositor barroco italiano. A maioria do seu trabalho foi perdido com a destruição da Biblioteca Estadual de Dresden, durante a 2.ª Guerra Mundial. O Adágio que se apresenta é uma reconstrução realizada por Remo Giazotto, em 1945, a partir de um fragmento descoberto entre as ruínas da Biblioteca. Encontra-se perdida a obra posterior a 1722.
Apenas Audio; Berlin Philharmonic Orchestra conduzida por Herbert von Karajan, 1990
Youtube : Jeongalex (2006)
Tomaso Giovanni ALBINONI (Veneza 1671-1751) compositor barroco italiano. A maioria do seu trabalho foi perdido com a destruição da Biblioteca Estadual de Dresden, durante a 2.ª Guerra Mundial. O Adágio que se apresenta é uma reconstrução realizada por Remo Giazotto, em 1945, a partir de um fragmento descoberto entre as ruínas da Biblioteca. Encontra-se perdida a obra posterior a 1722.
Apenas Audio; Berlin Philharmonic Orchestra conduzida por Herbert von Karajan, 1990
Youtube : Jeongalex (2006)
Alfabeto Musical Clássico
Apresentação
Começa hoje uma nova série: Alfabeto Musical Clássico. Cada dia apresentarei uma música de um compositor cujo nome seja começado pela letra do Alfabeto latino correspondente. Nem sempre serão as minhas músicas preferidas desses autores, mas sim aquelas que eu consigo encontrar prontas a serem digitalizadas.
Aproveito para desejar a todos um Bom Ano 2009.
Começa hoje uma nova série: Alfabeto Musical Clássico. Cada dia apresentarei uma música de um compositor cujo nome seja começado pela letra do Alfabeto latino correspondente. Nem sempre serão as minhas músicas preferidas desses autores, mas sim aquelas que eu consigo encontrar prontas a serem digitalizadas.
Aproveito para desejar a todos um Bom Ano 2009.
Sándor Petőfi

Casa em Kiskőrös (Hungria), onde Petöfi nasceu em 1 de Janeiro de 1823.

Monumento a Petöfi, em Budapeste.
Petöfi Sándor, como dizem os húngaros, herói da Revolução de 1848, foi um grande poeta. Dois exemplos, em belas traduções de Ernesto Rodrigues.
O TRIGO MADURA...
O trigo madura,
são quentes os dias,
cedo, na segunda,
vou ceifar as espigas.
O amor madura,
ferve o coração:
sê tu segador,
única paixão!
Peste, Julho-Agosto de 1848
EFÉMERO...
É rei dos reis o efémero.
Seu grande palácio, este mundo.
Passeia-se dentro e fora,
e não há lugar onde não vá,
e onde chega, onde põe o pé,
tudo perece... Jazem, ao redor,
dispersos, coroas desfeitas,
flores murchas, corações fendidos.
Szaljszentmárton, antes de 10 de Março de 1846
In: Antologia da poesia húngara / sel. e trad. Ernesto Rodrigues. Lisboa: Âncora, 2002
Maurice Béjart
Maurice Béjart, nascido Maurice Berger em 1 de Janeiro de 1927, em Marselha, faleceu em Lausanne, a 22 de Novembro de 2007. Estreou-se como bailarino em 1946. Em 1955 coreografou «Symphonie pour un homme seul» e, quatro anos mais tarde, encenou e coreografou «A Sagração da Primavera», de Stravinsky, obra marcante na sua carreira. No ano seguinte, fundou, em Bruxelas, a companhia Ballet du XXème Siècle. Ficaram famosas as suas criações de «Bolero» (1961), «Messe pour le temps présent» (1967) e «Pássaro de fogo» (1967). Radicou-se em 1987 na Suíça, tendo criado a companhia Béjart Ballet Lausanne, que ainda dirigia. A sua última produção, «Volta ao Mundo em 80 minutos», estreou em 20 de Dezembro de 2007, já depois da sua morte. Trouxe as suas companhias de dança por diversas vezes a Portugal, a primeira das quais em 1968. Nesse ano, apresentou no Coliseu o bailado «Romeu e Julieta», em 6 de Junho, dia da morte de Robert Kennedy. Na ocasião, Béjart subiu ao palco e disse: «Robert Kennedy foi assassinado… Foi vítima da violência e do fascismo […]. Como todos os que estão aqui esta noite, somos contra as ditaduras… Peço um minuto de silêncio.» Nessa noite, a PIDE foi buscá-lo ao hotel e deixou-o na fronteira espanhola. Maurice Béjart voltou a apresentar os seus bailados nos palcos portugueses em 1974, em 1998 (ocasião em que foi agraciado com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, pelo Presidente Jorge Sampaio) e em 2004.
Jad apresentou aqui um excerto (belíssimo!) do bailado «Quebra Nozes» pelo Béjart Ballet Lausanne, em 1 de Dezembro do ano passado. E eu também já postei a sua coreografia para o «Bolero» de Ravel para «Les uns e les autres», de Claude Lelouch.
Do espectáculo «Brel Barbara», criado por Béjart em 2001.
Jacques Brel - «La valse à mille temps»
Barbara - «La Solitude»
http://www.bejart.ch/
http://www.bnportugal.pt/agenda/agenda-2007.html
Jad apresentou aqui um excerto (belíssimo!) do bailado «Quebra Nozes» pelo Béjart Ballet Lausanne, em 1 de Dezembro do ano passado. E eu também já postei a sua coreografia para o «Bolero» de Ravel para «Les uns e les autres», de Claude Lelouch.
Do espectáculo «Brel Barbara», criado por Béjart em 2001.
Jacques Brel - «La valse à mille temps»
Barbara - «La Solitude»
http://www.bejart.ch/
http://www.bnportugal.pt/agenda/agenda-2007.html
ANO NOVO
Virás de manto realmente novo
Entre searas ardentes e mãos puras?
Poderemos enfim chamar-te novo,
Ano novo entre as tuas criaturas?
Deceparás enfim as mãos tiranas?
Será feita, enfim, nossa vontade?
Eu queria acreditar, vozes humanas,
Acreditar em ti, deus da verdade!
Como eu queria trazer-te a este mundo
(Mas onde te escondeste? Desde quando?)
Ó deus livre, sem espinhos, ó fecundo
Senhor do fogo alegre e não do pranto!
Ó ano novo, a minha esperança é cega.
Transforma em luz a nossa própria treva.
Alberto de Lacerda
Entre searas ardentes e mãos puras?
Poderemos enfim chamar-te novo,
Ano novo entre as tuas criaturas?
Deceparás enfim as mãos tiranas?
Será feita, enfim, nossa vontade?
Eu queria acreditar, vozes humanas,
Acreditar em ti, deus da verdade!
Como eu queria trazer-te a este mundo
(Mas onde te escondeste? Desde quando?)
Ó deus livre, sem espinhos, ó fecundo
Senhor do fogo alegre e não do pranto!
Ó ano novo, a minha esperança é cega.
Transforma em luz a nossa própria treva.
Alberto de Lacerda
Brindemos a 2009!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Os meus poemas -22
EIS-ME
Eis-me
Tendo-me despido de todos os meus mantos
Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses
Para ficar sozinha ante o silêncio
Ante o silêncio e o esplendor da tua face.
Mas tu és de todos os ausentes o ausente
Nem o teu ombro me apoia nem a tua mão me toca
O meu coração desce as escadas do tempo em que não moras
E o teu encontro
São planícies e planícies de silêncio.
Escura é a noite
Escura e transparente
Mas o teu rosto está para além do tempo opaco
E eu não habito os jardins do teu silêncio
Porque és de todos os ausentes o ausente.
Sophia de Mello Breyner Andresen
(1919 -2004)
Eis-me
Tendo-me despido de todos os meus mantos
Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses
Para ficar sozinha ante o silêncio
Ante o silêncio e o esplendor da tua face.
Mas tu és de todos os ausentes o ausente
Nem o teu ombro me apoia nem a tua mão me toca
O meu coração desce as escadas do tempo em que não moras
E o teu encontro
São planícies e planícies de silêncio.
Escura é a noite
Escura e transparente
Mas o teu rosto está para além do tempo opaco
E eu não habito os jardins do teu silêncio
Porque és de todos os ausentes o ausente.
Sophia de Mello Breyner Andresen
(1919 -2004)
Biblioteca do Congresso escolhe mais 25 filmes para preservação
A Biblioteca do Congresso Norte-Americano anunciou ontem a escolha de 25 filmes para integrar o "National Film Registry", que passa assim a contar com 500 títulos. Ei-los: - The Asphalt Jungle (1950)
- Deliverance (1972)
- Disneyland Dream (1956)
- A Face in the Crowd (1957)
- Flower Drum Song (1961)
- Foolish Wives (1922)
- Free Radicals (1979)
- Hallelujah (1929)
- In Cold Blood (1967)
- The Invisible Man (1933)
- Johnny Guitar (1954)
- The Killers (1946)
- The March (1964)
- No Lies (1973)
- On the Bowery (1957)
- One Week (1920)
- The Pawnbroker (1965)
- The Perils of Pauline (1914)
- Sergeant York (1941)
- The 7th Voyage of Sinbad (1958)
- So’s Your Old Man (1926)
- George Stevens WW2 Footage (1943-46)
- The Terminator (1984)
- Water and Power (1989)
- White Fawn’s Devotion (1910)
Fizeram-me sorrir as selecções de "Johnny Guitar", de Nicholas Ray, com Joan Crawford, Sterling Hayden e Mercedes McCambridge num western improvável, "Foolish Wives", de Erich von Stroheim, "The Invisible Man" com Claude Rains e... o "The Terminator", de James Cameron. Va savoir...
Palavra Natal foi suprimida em Oxford
«[...] A prefeitura da cidade inglesa de Oxford, por sugestão da Oxford Inspirer, organizadora de eventos, decidiu proibir a palavra Christmas (Natal) e substituí-la por Festival das Luzes de Inverno. [...] Curiosamente, quem se insurgiu com a medida, que considerou no mínimo ridícula, foi o Chefe do Conselho Muçulmano, Sabir Hussein Mirza, que declarou à imprensa estar «muito zangado por isso». Também o rabi Eli Bracknell referiu a necessidade de preservar toda uma cultura tradicional católica no Reino Unido, sem a qual a identidade britânica seria fortemente comprometida, [...].» (Diário de Notícias, Lisboa, 31 Dez. 2008)
Haja bom-senso!...
Haja bom-senso!...
Feliz Ano Novo !
Novidades - 14 : Tudo sobre Júpiter
Este ensaio é já de Outubro, mas penso que ainda não foi falado em terras lusas e por isso é uma novidade. Ficamos a saber tudo sobre Júpiter, o deus romano que é uma "adaptação" do Zeus grego e que aparece nos primórdios da República romana, graças a John Scheid, professor no Collége de France, e a Jean-Maurice de Montremy, escritor e jornalista.De deus que preside à cidade, passamos ao deus que preside ao império com Augusto, que instaura um pacto que liga o deus supremo ao imperador. Pacto esse que dura até Constantino - que um dia "esquece-se" de ir ao Capitólio sacrificar a Júpiter, assim terminando a "carreira" do rei dos deuses romanos e abrindo a porta ao Cristianismo, depois religião oficial do império.
- Jupiter et la puissance de Rome, Jean-Maurice de Montremy e John Scheid, Larousse, 2008.
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